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terça-feira, 8 de março de 2016

Sérgio Moro: O Nosferatu de Curitiba



Por ARNALDO CÉSAR - Blog do Marcelo Auler

Cantados em prosa e verso, por todos os rincões deste País, como exemplo de eficiência, agilidade e retidão moral, o juiz federal Sérgio Fernando Moro e sua força tarefa de procuradores e delegados da Polícia Federal estão comendo o pão que o tinhoso amassou.

Cometeram um erro estratégico medonho. Estão profundamente incomodados com as reações nos meios jurídicos, políticos e do povo em geral.

Na ânsia de trancafiar o ex-presidente Lula atropelaram a lei e a estratégia – se é que existiu alguma – por trás da “Lava Jato”. A fala de mais de 25 minutos do procurador regional da República, Carlos Fernando Lima, na edição do Jornal Nacional de sexta-feira (04/03), foi um festival de justificativas. Raro foram as pessoas, na história daquele telejornal, que despejaram tanta saliva e suor no ar.

A maioria dos brasileiros que, legitimamente querem o combate à corrupção, até agora não entenderam a razão de tanta truculência contra um dos mais admirados líderes políticos da história recente. Feita a lambança, o magistrado e sua turma se desdobraram em notas oficiais para explicar o inexplicável.

Qualquer estagiário de jornalismo ou mesmo aprendiz de delegado sabe que conseguir as provas é determinante em qualquer trabalho de investigação. Quem nunca ouviu expressões chulas como: “marca de batom na cueca” ou “bala de prata” durante a apuração de uma matéria?

Pelo escarcéu que tomou conta do País, Moro e sua força tarefa não conseguiram nem a marca de batom e muito menos a bala de prata para abater o ex-presidente. Estão atolados num barquinho de lata de R$ 4 mil e em dois pedalinhos de R$ 2,6 mil, no meio de laguinho de um sítio, em Atibaia, no interior de São Paulo. Ou, de um triplex num prédio, em Guarujá, balneário igualmente de classe média do litoral paulista.

E olha que há dois anos ele vem se esforçando para isso! Tudo garantido pelo poder de polícia, delações premiadas e vazamentos seletivos de informação. Sem contar é lógico com a postura dócil e colaborativa dos grandes veículos da imprensa brasileira.

Em suma: Moro e seus meninos continuam devendo aos brasileiros as provas irrefutáveis de que o ex-presidente levou um qualquer na roubalheira da Petrobras.

Vale lembrar que Nelsinho personagem do livro de contos “Vampiro de Curitiba”, da obra de Dalton Trevisan, era alucinado por sexo. Tudo leva a crer que Moro e o seu pessoal estão obcecados por Lula.

A verdade é que Lula, no papel de vítima, voltou para a estrada. A “Lava Jato”, a grande esperança de se conter o avanço da corrupção no Brasil começa a perder substância. A andar de lado. O que era um debate técnico-jurídico transformou-se numa incontrolável ação política.

Resta-nos torcer para que não vire uma convulsão social.


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