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segunda-feira, 14 de março de 2016

O "faqueiro do Lula", Marta Suplicy e os jornaleiros


Para surpresa deste humilde blog, a postagem de sábado sobre a fraude do "faqueiro de ouro do Lula" deve ser a nossa maior postagem de todos os tempos, em termos de visitas. O Blogger diz que já passamos de 1027. Geralmente, nossas postagens não passam de 50 visitas.
Ontem, o E-Farsas fez o serviço e postou um texto sobre isso, com a habitual categoria de sempre ( hoje fez uma atualização, dizendo que, ao contrário de desaparecer, o boato foi revitalizado, só que usando outra imagem de outro faqueiro. Esta nova imagem foi roubada do site de um leiloeiro ).
Ainda hoje, tem gente repassando o boato, e não acho que seja desinformação. Uma conta do Twitter, que seria pertencente a maçons - ou seja, gente que - imagina-se - deve ter razoável capacidade de efetuar operações mentais simples ) tuitou hoje o boato:

Mas não importa. A Maçonaria, até onde sei, não é exatamente o que se pode chamar de "unidade", basta saber do caso da P2 italiana, de Licio Gelli. Aquele lance do Banco Ambrosiano.

Deixa eu contar uma historinha pessoal sobre boatos nada inocentes, feitos com propósitos claros:

Um dia eu chego na banca de jornal onde trabalhava, perto da Avenida Rebouças, região tucana de São Paulo. Devia ser 2004, era época de eleição, e eu trabalhava ali havia pouco mais de um ano. Às vezes a gente - eu e o chefe - fechavamos a banca e íamos pro bar ali na rua jogar dominó, e até tomar cerveja juntos ( ele não era muito de bebem ). 

E nesse dia, chego pro trampo e flagro o cara dizendo pruma cidadã hor-ro-ri-za-da que nós -a banca- não vendíamos refrigerantes nem sorvetes "porque a Marta não deixava". Assim mesmo. A prefeita teria acordado de mau humor e resolvido que nenhum jornaleiro mais ia poder vender refrigerante e sorvete em seus estabelecimentos.
Acontece que era, obviamente, a mentira mais descarada do mundo. A lei municipal não permitia - ou se fazia essa leitura, já que não proibia expressamente. Vinha da época do Jânio e teve um pequenissimo remendo na época do Pitta. De tempos em tempos, baixava fiscalização e os jornaleiros tinham que retirar essas mercadorias. Fim de papo. Era a lei. Não era simples má vontade da Marta ou perseguição, como ele quis fazer parecer.

E ele sabia disso. Mas a população não sabia. Até poucos dia atrás, diga-se de passagem. E ele detectou uma oportunidade de ouro para conseguir uns votinhos pro Serra. Pra quantas pessoas ele não contou essa mentira, até que eu desbaratasse a fraude? ( desbaratar a fraude ha ha ha )

E eu disse isso, com a mulher presente: "Por quê você tá dizendo isso pra ela? Você sabe que a lei não permite. Sabe que é mentira! É pra fazer a caveira da Marta?"

Se passasse um coxinha naquele momento, capaz de bater nele, pois ficou tão vermelho que parecia estar usando uma camiseta do PT no rosto ( ha ha ha... ). 

Ele era "tão" politizado que, em 2006, apesar de estarmos em SP, procurou o nome do Gabeira na lista de candidatos publicada num jornal. Pra votar nele! No Gabeira, candidato a deputado pelo Rio de Janeiro! 

Também pudera! O "prestígio" que esse Sérgio Moro goza hoje em dia, noutros tempos foi privilégio de Gabeira, Babá, Cristovam Buarque, Heloísa Helena...Bastava falar mal do PT ou do Lula, e ganhava holofotes. Hoje o Gabeira até tem trabalho na Globonews.  Heloisa Helena, pelo que sei, sumiu. Mas ela já foi muito útil. Todos ex-petistas, na época do (suposto) Mensalão, passando por um ato de contrição e atirando nos que ficaram. E servindo à mídia e aos tucanos. Mas é outra história. Hoje em dia, Sérgio Moro é quem ocupa este pedestal.

Depois desse episódio, acabaram as cervejas e o dominó juntos. E a relação só piorou depois disso, mas eu não perdi nada. Ficou ruim trabalhar ali.

Em 2013, o Handrade finalmente mudou essa lei e ampliou o leque de opções que podem ser vendidas em bancas. Recentemente, nas eleições de 2014, o mesmo tipo de vagabundo mau-carater que bolou esse papo do "faqueiro do Lula" havia inventado que a Prefeitura de São Paulo estava confiscando nas bancas os exemplares da revista Veja, em que o doleiro Alberto Yousseff "denunciava" que Lula e Dilma "sabiam" sei lá do que. Quem veio me contar isso acabou brigando comigo, pois desmascarei por A + B essa conversa. E depois apresentei meus argumentos aqui mesmo neste blog. 

Não é difícil desvendar esses boatos. Basta ser honesto, coisa que a maioria dessas pessoas que dizem querer "salvar o Brasil da corrupção" passa muito longe.

Mas essa história que contei, nunca vou esquecer.

PS: Si fudeu, Marta

PS2: A escalada de boatos contra o Lula só faz indicar a falta de coisas reais e verossímeis contra ele.

...

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