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domingo, 6 de março de 2016

Merendão tucano é lembrado na Javari: Torcida do Juventus da Moóca leva faixa: "Cadê a merenda?"





'Cadê a merenda?': PM contradiz Federação e veta protestos de torcida na Rua Javari

Novo protesto. Nova repreensão

Na manhã deste domingo, a principal torcida organizada do Juventus, equipe da Série A-2 do Campeonato Paulista, ergueu duas faixas de protestos: uma perguntando ‘cadê a merenda?' e outra atacando a Federação Paulista de Futebol. A ação ocorrida no empate sem gols com o Mirassol, no entanto, durou pouco.

Diante de um novo protesto de cunho político contra a FPF e o deputado Fernando Capez (PSDB-SP) - considerado ‘inimigo' das torcidas organizadas , o árbitro Mauricio Antonio Fioretti paralisou a partida aos 30min do segundo tempo e acionou a Polícia Militar para retirar as faixas de protesto.

Além da já tradicional mensagem ‘cadê a merenda?', referência a Capez, a Setor 2, organizada do time da Rua Javari, também exibiu um recado direto para a Federação: ‘FPF corrupta'.

Jogadores do Juventus tentaram amenizar o clima e pediram para os torcedores recolherem as faixas. Com a recusa, a Polícia Militar interviu e as retirou, sob a alegação de que os membros da organizada burlaram a revista e não apresentaram os objetos antes da entrada na Javari.

O sargento responsável por organizar a segurança da partida, que preferiu não se identificar, negou qualquer pedido da Federação pela retirada das faixas. Os torcedores, por outro lado, garantiram o cumprimento de toda a burocracia para exibirem a mensagem no segundo tempo do duelo com o Mirassol.

O questionamento sobre o paradeiro da ‘merenda escolar' é uma referência direta a Fernando Capez, que já se demonstrou favorável à extinção das organizadas. Presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, o tucano acabou delatado como um dos beneficiários de esquema de pagamento de propina em contratos superfaturados de merenda escolar.

O político nega a acusação.

Não foi a primeira vez que a Polícia Militar agiu contra protestos nos estádios em São Paulo. No duelo contra o Capivariano, ocorrido em 11 de fevereiro, a principal organizada do Corinthians iniciou a onda de protestos e recebeu repreensão das autoridades, que retiraram as faixas das arquibancadas da Arena Corinthians.

Mesmo ‘censurada', a Gaviões da Fiel repetiu os protestos contra Capez, a FPF e a Rede Globo no clássico contra o São Paulo, ocorrido em 14 de fevereiro. Até na última quarta-feira, na vitória por 1 a 0 sobre o Independiente Santa Fé, pela Copa Libertadores, os torcedores ergueram mensagens contra o trio citado acima.

A Federação Paulista, em nota divulgada ainda em fevereiro, disse ser favorável aos protestos e criticou a ação da PM em recolher as faixas da organizada corintiana.

"A Federação Paulista de Futebol vem a público esclarecer que não se opõe a nenhum tipo de manifestação pacífica durante os jogos, e que seus regulamentos não vetam a exibição de faixas ou bandeiras de protesto. Não há, tampouco, qualquer orientação por parte da FPF a árbitros, delegados de partida, profissionais envolvidos nos campeonatos paulistas, ou mesmo à Polícia Militar, para que oprimam estes movimentos", escreveu.

SÚMULA IGNORA FAIXAS

A súmula do jogo, publicada no site da federação no início da tarde deste domingo, ignorou completamente as faixas expostas pelos torcedores do Juventus. Segundo o relatório do árbitro, a paralisação ocorreu por conta de um sinalizador.

"Campo de jogo em bom estado, vestiário em boas condições, conduta dos atletas dentro da normalidade, conduta do público prejudicada por utilização de um sinalizador, aceso pela torcida do C.A. Juventus localizada atrás do gol à esquerda das tribunas do estádio, durante a parada para hidratação dos atletas no segundo tempo de jogo. Nada mais a relatar", escreveu Mauricio Antonio Fioretti.


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