Monitor5_728x90

quarta-feira, 9 de março de 2016

Cara de pau escancarada: IstoÉ ESCONDEU nome de Aécio na suposta delação em que Delcídio teria envolvido Lula e Dilma. E Aécio ainda diz que estão armando CONTRA ELE!


A ISTOÉ COM A DELAÇÃO DE DELCÍDIO SEM AÉCIO É O ÁPICE DA INDÚSTRIA DE VAZAMENTOS



A capa da Istoé com a delação de Delcídio do Amaral, que durou menos de sete dias, explicita a existência de dois tipos de seletividade: o vazamento e a edição do vazamento.

Segundo a Folha e o Globo, Delcídio não entregou apenas Lula e Dilma, como afirmou a revista em sua versão da capa da Veja dos anos 90 (“Pedro Collor Conta Tudo”).

Delcídio citou também Renan Calheiros, Edison Lobão, Romero Jucá, Valdir Raupp e Aécio Neves. Um jornalista da casa contou ao DCM que Michel Temer também teria sido mencionado.

Não é a primeira vez que Aécio aparece na Lava Jato. Já falaram dele o doleiro Yousseff e o operador Carlos Alexandre Rocha, o Ceará. Aécio não está sendo investigado.

A escolha da Istoé para receber a delação surpreendeu quem achava que ela ainda existia. Um funcionário afirma que a editora Três “não tem dinheiro para mandar repórter para Curitiba de ônibus”.

Segundo Janio de Freitas, isso ocorreu porque a Veja e a Época, “na corrida para ver qual acusa e denuncia mais, costumam antecipar na internet os seus bombardeios. A Lava Jato desejava que a alegada delação de Delcídio só fosse divulgada na quinta-feira, véspera das ações planejadas. A primeira etapa funcionou sem falhas, até para ‘IstoÉ’ lembrar-se de si mesma.”

No dia seguinte à chegada da publicação às bancas, policiais federais estavam na casa de Lula cumprindo um mandado de condução coercitiva. O impeachment ressuscitou.

Um email do dono da Editora Três, Caco Alzugaray, cumprimentando sua equipe, é revelador em sua candura: “Hoje, como em algum dos primeiros dias de julho de 1992, quando trouxemos o Eriberto França na capa da IstoÉ e jogamos a pá de cal sobre o governo Collor, foi um dia histórico pro Brasil, pra Três, pra IstoÉ, pra todos nós”, escreveu.

“Nossos dias, como os da grande maioria dos trabalhadores do Brasil atual, não estão nada fáceis. Mas é assim, fazendo a nossa parte (e muito bem feita como vcs estão fazendo!) é que vamos colaborar para virarmos o jogo! De novo, no Brasil e na Três!”

Caco é amigo de Aécio. A semanal fazia uma cobertura acrítica do governo petista até o mineiro entrar na disputa para a presidência. Obviamente que a amizade conta só uma parte da história.

O tucano faz parte do rol dos “brothers”, como são chamados os intocáveis da empresa. Entram nessa lista Marcelo Odebrecht, Michel Temer, entre outros. Em entrevista ao Portal Imprensa, a autora do furo de Delcídio, Débora Bergamasco, afirmou: “Não vi contestações sobre a matéria, nenhuma vírgula”. Bem, precisa olhar direito.

O caso Istoé é o ápice (por enquanto) da indústria de vazamentos de Sergio Moro. Ele mesmo se declarou favorável a esse expediente em seu ensaio sobre a Mãos Limpas, falando da vantagem de contar com “jornais e revistas simpatizante”.

O que isso tem a ver com justiça? Nada. O colunista do Estadão Eugênio Bucci, conhecido pelo estranho hábito de vestir camisas abotoadas no colarinho sem gravata, tentou recentemente glorificar essa prática.

“Até podemos chamar de ‘vazamento’ a informação sigilosa que desliza, por algum motivo, para fora do âmbito de controle do poder, mas não podemos chamar de ‘vazamento’ uma reportagem, mesmo que, para a realização dessa reportagem, possa ter sido usado o conteúdo informativo de um ‘vazamento’. O nome de reportagem é reportagem. Chamá-la de vazamento é injuriá-la. Reportagem é fruto do trabalho de repórteres.”

Essa bobajada vergonhosa é desmentida, entre outras coisas, pelo raquitismo das redações. Estamos diante de outro fenômeno jornalístico: a publicação de documentos sem qualquer checagem, de fonte suspeita, para coincidir com um cronograma policial, cujo único trabalho de edição é dar um jeito de tirar os “brothers” da parada.

O chato é que eles acabam aparecendo.


CONTINUE LENDO: 

PARA AÉCIO, “DELAÇÃO” DE DELCÍDIO NÃO VALE MAIS

Sua bomba atômica contra a presidente Dilma Rousseff, a suposta delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS), agora se transforma em "mais uma tentativa de vincular a oposição à Lava Jato"; "Outras tentativas [de vincular meu nome à Lava Jato] já ocorreram e foram arquivadas, porque foram desmascaradas, porque eram falsas", diz o senador tucano em vídeo; Aécio Neves disse ainda que nada o intimida, mas seu tiro de canhão explodiu no seu colo, uma vez que a suposta delação de Delcídio não pode ser verdadeira contra Dilma e falsa contra ele; parlamentares do PT suspeitam que Aécio vazou parcialmente o documento atribuído a Delcídio e estudam pedir sua cassação

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) publicou um vídeo nas redes sociais respondendo a denúncia de que teve o nome citado pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS) em uma suposta delação premiada – a mesma que o tucano usou como uma bomba atômica contra a presidente Dilma Rousseff.


Para ele, a suposta delação, agora, é "mais uma tentativa de vincular a oposição, e claro, sempre, o meu nome, à Operação Lava Jato". "Outras tentativas já ocorreram e foram arquivadas porque foram desmascaradas, porque eram falsas. Esse escândalo tem DNA: é do PT e de seus aliados".

Aécio disse ainda que nada o intimida, mas seu tiro de canhão explodiu no seu colo, uma vez que a suposta delação de Delcídio não pode ser verdadeira contra Dilma e falsa contra ele. "Nada, nada disso me intimida. Pelo contrário, aumenta minha determinação de continuar combatendo este governo", diz, voltando a convocar a população a se manifestar no próximo domingo 13.

Segundo o jornalista Renato Rovai, parlamentares do PT suspeitam que Aécio vazou parcialmente o documento atribuído a Delcídio, tirando a parte em que o senador petista cita seu nome, e estudam pedir sua cassação. 

( INFORMAÇÕES DO 247 )


...

Nenhum comentário :

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Golpe