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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Vivandeiras desmemoriadas, por Diogo Costa



“Eu os identifico a todos. E são muitos deles, os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bulir com os granadeiros e provocar extravagâncias do poder militar.”
- Marechal Humberto Castelo Branco ironizando, antes de 64, os civis que batiam nas portas dos quartéis pedindo um golpe de estado.

Não há nada mais irritante, pelo menos para mim, do que ver pessoas falando em ''populismo'', em ''farra fiscal'' e em outras idiotices no presente momento.

Muitos destes reclamadores de plantão foram os que sempre demandaram medidas de desoneração fiscal no passado, e comemoraram quando as mesmas foram implementadas (agora se fazem de tansos, como se o caso não fosse com eles).

Um dos ilustres ''desmemoriados'' é o neo golpista Paulo Skaf, presidente da FIESP e do CIESP.

Este cidadão fez campanha alucinada, desde 2010, pela redução nas tarifas do setor elétrico e pela edição da MP 579 (enviada por Dilma ao Congresso em 2012 e aprovada no final do mesmo ano).

Como é que um cidadão desses hoje se omite do debate sobre o setor elétrico?!

Vejam a comemoração do entojado pela aprovação do projeto, via site da FIESP, em 2012:

''(...) “O governo federal acatou nosso pleito. Editou a MP 579 de forma a obter o desconto junto às empresas de energia e beneficiar todos consumidores. Essa é, portanto, uma vitória não só da Fiesp e do Ciesp, mas de todos os brasileiros. É também mais um passo no longo caminho de recuperação da competitividade do Brasil, e marca o início de um processo de reindustrialização. “No ano que vem, a palavra vai ser reindustrialização”, afirmou Paulo Skaf. (...)''

A presidenta Dilma deveria nomear de um por um estes seres que no passado recente aprovaram e, antes disso, simplesmente exigiram que medidas de desoneração tributária fossem implementadas.

Se populismo houve, no caso do setor elétrico, ele partiu do sr. Paulo Skaf e da maior federação industrial do país (FIESP).

Há outros vários exemplos, como a questão da desoneração da folha de pagamentos, que também foi comemorada em prosa e verso pelos ''industriais'' de Pindorama.

Os mesmos que hoje enterram a fuça no primeiro buraco que aparece ou que bradam a plenos pulmões a favor do golpe.

Nomear estes seres e as medidas apoiadas por eles é pedagógico. É de fundamental importância, aliás.

DIOGO COSTA, no FACEBOOK

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