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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Pela última vez: do filho TODOS JÁ SABIAM. O fato novo é o conluio ativo do imprensalão e a grana via paraíso fiscal


É um lugar comum dizer que problema pessoal é problema pessoal. Ninguém aqui está interessado em fofocas, em quem come quem. A questão tornou-se maior quando, em primeiro lugar, ficamos sabendo dos abortos. Quem tiver boa memória ou um Google à mão recordará do uso do tema "aborto" na campanha de 2010, quando, para influenciar o eleitorado e o resultado das eleições, tucanos e cristãos radicais tentaram colar em Dilma a pecha de "aborteira" ou, como acusou gravemente Mônica Serra, "assassina de crianças". Só por isso, pela revelação de uma hipocrisia indecorosa, já teria valido a entrevista de Míriam Dutra. Mas, vá lá, digamos que isso é ainda o "campo pessoal", o "foro íntimo". OK.

Vou, novamente, recorrer ao jornalista Leandro Fortes ( vide post anterior ) para destacar, em negrito, o que deve interessar de verdade nesse imbroglio todo:

(...) Em um muxoxo particularmente hilariante, FHC acusou o golpe: acha ser "uso político" a Polícia Federal investigar essas transações de evasão fiscal feitas pela Brasif nas Ilhas Cayman, o paraíso dourado dos tucanos.

Então, está combinado.

Quando a investigação é sobre o barco de lata de dona Marisa Letícia ou sobre o número de caixas de cerveja que Lula levou para um sítio em Atibaia, é combate à corrupção.

Mas investigar remessas de dinheiro, via paraíso fiscal, feitas por uma concessionária do governo, a mando de um presidente da República, para manter uma amante de bico fechado com o apoio da TV Globo e da Veja, é uso político (...)."

Voltando à questão do "filho secreto" de FHC que - pasmem! - ainda parece ser segredo para muita gente, acompanhem a seguir o trecho de um editorial do Mino Carta em uma edição da Carta Capital de 2007 ( ou seja, quase 10 anos atrás ):

"...E me permito contar um episódio que remonta à segunda 16, e que não foi registrado por jornal algum, ou por qualquer órgão midiático.

O governador do Paraná, Roberto Requião, naquela tarde visita o presidente Lula no Palácio do Planalto, para um encontro como de hábito cordial. Em seguida, o governador, em toda a sua corajosa imponência, dirigi-se ao Comitê de Imprensa do próprio Palácio.

Requião tem sido um dos alvos preferidos dos ataques da mídia. Suas relações com os jornalistas são tensas, mas ele não hesita na provocação, e pergunta por que, em outros tempos, “vocês não falaram do filho de Fernando Henrique?” Mais um rebento fora do matrimônio, como no caso de Renan Calheiros. A aventura de FHC, do conhecimento até do mundo mineral, é anterior à sua primeira eleição em 1994, e a jovem brindada pelos favores do príncipe dos sociólogos foi mais uma jornalista em atividade em Brasília, Miriam Dutra.

A pergunta de Requião deixa os credenciados do comitê entre atônitos e perplexos. Alguém balbucia que a comparação não cabe, os casos são diferentes. Impávido, o governador ergue o sobrolho e clama: “Por quê?” Logo explica: “Quem sustentou o filho do ex-presidente foi, desde o nascimento, uma empresa privada, a Globo da família Marinho”.

A bem da tranqüilidade familiar de FHC, e do seu desempenho na Presidência, Miriam Dutra e seu filho foram enviados ao exterior, no resguardo. Consta que voltaram para o País faz pouco tempo. Fez-se o silêncio no comitê, e o governador se foi, a dar risadas.

Agora, sou eu quem pergunta: alguém leu, ou ouviu, relato desse episódio? E então, volto à carga: qual é o país do mundo que se diz democrático, e goza de liberdade de expressão, onde um governador de estado, ou qualquer figura pública importante, fala de um ex-presidente da República igual a Requião, diante de uma matilha de perdigueiros da informação, e a mídia fecha-se em copas? Não conheço outro, além do Brazil-zil-zil."


...

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