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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Eleições 2018: Quem ganha com a destruição política de Lula. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade




Sob o título acima, Renato Rovai, em 31/1/2016, escreveu um texto, analisando a campanha da imprensa escrita e falada, juntamente com a Justiça de São Paulo, contra o ex-presidente Lula. As denúncias são de que ele tem um Triplex, que Lula nega possuir, e que visitou muitas vezes um sítio de um amigo, que se diz ser de sua propriedade, o que também nega. O autor faz uma análise da vida político do ex-presidente, inclusive um fato pouco conhecido do ex-presidente. Ele é considerado uma pessoa ambiciosa. Rovai PROVA que é o contrário: Lula é um caso raro de fidelidade!. É o que vamos ver.

Renato Rovai constata: “O Brasil poderia ter se tornado um país muito mais violento do ponto de vista político se a liderança de Lula não tivesse se consolidado nos setores mais populares e de esquerda. Lula foi quem deu esperanças a esses segmentos de que as coisas poderiam mudar no voto e que o país poderia se tornar mais justo (sic) com a eleição de pessoas comprometidas com um programa de reformas. (...) Lula disputou quatro eleições para ganhar a presidência da República e, ao vencer fazendo acordos, manteve não só muitos deles como fez uma serie de outros. (...) De alguma forma, eles permitiram que realizasse dois governos MUITO BEM AVALIADOS (destaque meu). (...) Mas Lula poderia ter feito como Fernando Henrique e mudado as regras do jogo no meio do seu mandato, aprovando uma emenda que permitisse reeleições indefinidas. (...) Provavelmente ainda hoje seria presidente da República. Mas seu espírito conciliador o levou DE FORMA CORRETA (destaque meu) a não jogar fogo no país comprando uma briga desnecessária. (...) Depois das grandes manifestações de 2014, poderia ter dito a Dilma que [2014] era hora de voltar. E seria ungido não só pelo PT como candidato, como teria amplo apoio na sociedade. Não foram poucos os empresários a ir ao seu Instituto lhe pedirem para aceitar o desafio. (...) Mas Lula não queria problemas com Dilma. E achava que ela tinha o direito de disputar a reeleição (sic). Aos mais íntimos dizia que só havia uma chance de disputar em 2014, se Dilma lhe pedisse. Ou seja, por FIDELIDADE (destaque meu), manteve-se fora da última disputa presidencial”, acrescentando: “Neste período em que atuou como figura pública, ou seja, desde o final dos ano 70 até agora, Lula fez muita coisa errada. Mas em geral errou mais por conciliar do que por botar fogo no país, como alguns sugerem. (...) Errou mais por fidelidade (sic) do que por traição. (...) O fato é que sem Lula e sua liderança o Brasil poderia estar vivendo hoje um momento mais Haiti do que Espanha ou Portugal, por exemplo. A democracia brasileira tem problemas, mas avançou muito neste período democrático. E isso também tem muito a ver com a forma como Lula se comportou. (...) Isso não significa que Lula não deve ser investigado e até ser condenado se praticou crimes. Mas execrá-lo e persegui-lo não é um bom caminho”, concluindo: “Destruir Lula pode até satisfazer a sanha por sangue de alguns, mas pode alimentar o desejo por sangue de outros. (...) Ninguém ganha nada com isso”.

Bresser Pereira, ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), INSUSPEITO, opinou: “Não é razoável o que se está fazendo com Lula. Só um clima de intolerância e de ódio pode explicar o cerco que está sendo vítima”.

Vamos aguardar para ver até onde vai essa campanha DELENDA (DESTRUA) Lula!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu.

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