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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Domésticas brasileiras nos EUA se recusam a trabalhar para patrões brasileiros, que agem como escravocratas e pechincham pagamento


Por que algumas domésticas estão recusando patrões brasileiros nos EUA

Domésticas brasileiras que moram nos Estados Unidos têm evitado trabalhar em casas de brasileiros, queixando-se de posturas autoritárias dos patrões e de problemas para calcular seus pagamentos.

Os casos – mais comuns em áreas que concentram tanto famílias ricas quanto trabalhadores braçais brasileiros, como a Flórida, a cidade de Boston e a capital Washington – expõem diferenças na forma como o trabalho doméstico é encarado no Brasil e nos EUA.

Uma doméstica brasileira que trabalha em Washington há quase 20 anos diz à BBC Brasil que algumas colegas chegam a se recusar a fazer faxina em casas de brasileiros.

"Elas (patroas) pegam no pé, acham que a gente tem que trabalhar como as empregadas delas no Brasil" [ GRIFO DESTE BLOG ], afirma a diarista, que não quis ser identificada por atender alguns brasileiros.

Sede de importantes universidades e organismos internacionais, a capital americana e seus arredores abrigam muitos técnicos brasileiros com alto padrão de vida, bem como milhares de imigrantes que trabalham com serviços domésticos ou na construção civil.

A doméstica diz que se desentendeu com chefes brasileiros quando eles lhe pediram que lavasse parte do telhado da casa. Ela argumentou que, na vizinhança, o trabalho era realizado por empresas de limpeza, pois exigia equipamentos especiais e mão de obra treinada.

"Não era serviço para uma mulher só fazer", conta.

Fuga

Ela diz ter sabido de dois casos em que empregadas brasileiras que serviam patrões brasileiros fugiram das casas em que trabalhavam. Um dos casos teria envolvido uma mulher que, após dizer aos chefes que não queria mais servi-los, foi levada até o aeroporto para embarcar de volta ao Brasil. [ idem ]

Pouco antes do do embarque, ela diz que a empregada se escondeu no banheiro para despistar os patrões. Horas depois, saiu do aeroporto e buscou a ajuda de colegas para permanecer nos Estados Unidos.

Uma das principais diferenças entre o trabalho doméstico no Brasil e nos Estados Unidos é a forma de calcular o pagamento. Nos Estados Unidos, o valor costuma se basear no total de horas trabalhadas, modelo que tende a encurtar as jornadas, enquanto no Brasil patrões e empregados geralmente combinam uma quantia por dia ou por mês.

São raros nos Estados Unidos os trabalhadores domésticos fixos, que atuam em uma só casa. Muitas domésticas no país se referem a seus empregadores como clientes, e não patrões.

Domésticas dizem que alguns empregadores brasileiros nos Estados Unidos pensam que, por serem brasileiras, estariam dispostas a cumprir o mesmo esquema de trabalho do país natal e tentam pechinchar o preço dos serviços, em geral bem mais caros que no Brasil.

Entre as brasileiras que atuam como domésticas nos Estados Unidos há tanto mulheres que chegaram ao país para servir patrões brasileiros – e depois se desligaram deles, tornando-se diaristas – quanto profissionais que trabalhavam em outras áreas no Brasil.

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