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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Doente, fudido e mal-pago, assessor do tucano Fernando Capez tem medo de virar bode expiatório do Merendagate




Merendão: ‘Um assessor qualquer não faria tudo sozinho’, diz ex-funcionário de Capez

Em entrevista, Jéter Rodrigues diz que nem gosta de imaginar que possa ser um bode expiatório em um esquema milionário de propina e superfaturamento de merenda

Jéter Rodrigues, ex-servidor do gabinete do presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), Fernando Capez (PSDB), espera não ser um bode expiatório no esquema de fraudes envolvendo a merenda escolar no governo do Estado de São Paulo e, pelo menos, 22 prefeituras.

Rodrigues, servidor por 40 anos na Assembleia, atuou no gabinete de Capez entre 2013 e 2014 e, de acordo com delatores, negociou propina em nome de Capez com a Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar), que vendia suco de laranja superfaturado.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Rodrigues garante que anda pela cidade a bordo de um Palio 2001 que está penhorado. “Se eu tivesse nesse esquema, não teria necessidade de andar com carro penhorado e pedindo empréstimo no banco.”

Segundo o ex-servidor, dificilmente assessores seriam capazes de levar a cabo um esquema dessa natureza. “Eu acho um esquema muito grande. Um assessor qualquer não teria condições de fazer isso sozinho”, disse, ao rebater declaração anterior de Capez, que “não poderia responder” por seus assessores. “É possível que tenha ocorrido [o esquema] num nível mais baixo”, chegou a dizer.

Na ocasião, Capez descreve com repugnância seu ex-assessor: “Você já viu o perfil do Jéter? Olha o meu perfil e olha o perfil dele: está com pneumonia, cheio de dívidas, mora em uma favela, tem 40 anos e está prestes a se aposentar. Se um cara tem a chance de fazer uma jogada e ganhar 50 paus por mês, a chance de ele fazer isso é maior.”

Mesmo assim, o Tribunal de Justiça de São Paulo decretou a quebra do sigilo bancário e fiscal do presidente da Alesp e de dois ex-assessores do governo Geraldo Alckmin (PSDB), Luiz Roberto dos Santos, ex-Casa Civil, e Fernando Padula, ex-Secretaria da Educação.

As investigações indicam envolvimento de gente do primeiro escalão do governo estadual no propinoduto, como o ex-secretário da Educação, Herman Voorwald. Também são citados nas delações o ex-chefe de gabinete da Casa Civil de Alckmin, Luiz Roberto dos Santos, o secretário tucano Duarte Nogueira (Logística e Transportes), os deputados federais Baleia Rossi (PMDB) e Nelson Marquezelli (PTB), além do deputado estadual Luiz Carlos Gondim (SD). Todos negam as acusações.


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