terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Acobertamento aos tucanos: o jeito perfeito do Juiz Dredd do Paraná para acabar com a corrupção


O jeito perfeito de acabar com a corrupção

por Nirlando Beirão

Estou de pleno acordo com o juiz Moro e com a mídia a ele aliada: acabando-se com o PT, tira-se a corrupção do mapa do Brasil.

Não que a corrupção vá de fato acabar – quero dizer, o caixa dois das campanhas, o favorecimento político às empresas amigas, a promiscuidade entre os interesses privados e o poder público, a evasão fiscal, as remessas ilegais de dinheiro para o exterior.

Isso sempre existiu e, temo eu, sempre existirá. Todos os governos, em algum grau, a praticaram, não há partido que não tenha buscado recursos marotos para financiar suas campanhas eleitorais, não há parlamentar – salvo casos excepcionais – que não esteja disposto a se vender por um prato de lentilhas.

A Operação Lava-Jato é um fado de uma nota só. De uma parcialidade escandalosa, só tem um alvo. Quando algum apaniguado entra na alça de tiro, imediatamente se convoca o dr. Janot para, com aquela sua empáfia adiposa, engavetar a acusação.

Como se sabe, quando os suspeitos estão aqui do nosso lado, eles passam a ser injustiçados, vítimas de uma sórdida ação de uso político contra angelicais criaturas. O metrô e os trens de São Paulo. A Alstom. O furto da merenda escolar. O aparelhamento de Furnas. A compra-e-venda da reeleição de 1998. Nada disso interessa aos justiceiros de araque.

Na cartilha do dr. Moro, acaba-se com a corrupção – quando se trata de cupinchas delinquentes – de um jeito bem simples: sem falar nela, acobertando-a vergonhosamente, deixando de investigar o que tem de ser investigado.


Nota deste blog: sobra mais para o PSDB. Que, certamente, não será importunado. Como é de praxe, aliás.

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