segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Roupa suja se lava na rua: prévias do PSDB para escolha de candidato a prefeito de São Paulo terminam em quebra-quebra e denúncias de corrupção


Prévias em SP, o bundalelê do PSDB

Renato Rovai, REVISTA FORUM


O primeiro turno das prévias para definir o nome do candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB foi um desastre. A vitória parcial de João Doria Jr., que teve 43,13% dos votos, contra 32,89% de Andrea Matarazzo e 22,31% de Ricardo Tripoli acabou sendo a notícia menos importante do dia. Até porque só veio a público na madrugada, às 1h40 de hoje.

Numa cidade de 12 milhões de habitantes, o PSDB contou na sua disputa com 6.216 filiados votantes. Algo próximo a 0,05% do conjunto do eleitorado participaram da decisão para ver quem será o candidato a prefeito da capital do partido que governa o Estado há 21 anos consecutivos.

A baixa representatividade do colégio eleitoral tucano não foi suficiente para que a disputa acontecesse em nível civilizado. Durante todo o processo de prévias foram abundantes as denúncias de corrupção, compra de votos, manipulação de dados de filiados, uso da máquina do Estado e métodos heterodoxos de disputa. Ontem, foi apenas a gota d´água.

A foto que o leitor tem a seu dispor neste blogue é de uma briga em uma zona de votação do Tatuapé, que teve todos os seu votos impugnados. Além do militante que ficou literalmente de cuecas no meio da rua, várias pessoas saíram feridas deste conflito, incluindo mulheres.

O resultado está sendo contestado tanto por apoiadores de Andrea Matarazzo quanto de Ricardo Tripoli. Eles alegam que houve abuso de poder econômico por parte de Doria, que além de ter pago salário para apoiadores, teria colocado cavaletes e cartazes em frente aos locais de votação, o que é ilegal em São Paulo.

Há uma representação pedindo a impugnação de Doria neste sentido e o segundo turno pode ficar comprometido. No grupo de Andrea Matarazzo já há quem defenda que ele se retire da disputa se o partido não punir Dória e vá para o PSD, onde o ex-prefeito Kassab lhe garantiria a legenda para a disputa.

Ontem, nas provovações entre militantes, os apoiadores de Doria já batiam nesta tecla, de que Matarazzo era PSD.

Se Matarazzo, porém, resistir e conseguir derrotar Doria no segundo turno, o que mesmo com o apoio de Tripoli parece improvável, sua candidatura não terá apoio do governo do Estado. Neste cenário, o que se comenta é que Alckmin ou apoiaria Russomano ou lançaria um candidato pelo PSB.

As prévias do PSDB de São Paulo viraram um bundalelê sem solução. O partido que tenta se mostrar como guardião da ética e da moral no plano nacional, ontem ficou nu (ou ao menos de cuecas) em praça pública. Exatamente no território onde tem seu maior potencial eleitoral, São Paulo. E onde tem conseguido escapar de denúncias como a do cartel do metrô e a do roubo da merenda das escolas porque as investigações ou não acontecem ou são sempre muito tímidas.

Nunca é demais lembrar que Doria e Matarazzo não são candidatos de si mesmos nesta disputa. Doria é do grupo de Alckmin. E Matarazzo teve o apoio de Serra, FHC, Aloysio Nunes e Goldman, entre outros. Ou seja, as disputas, acusações e brigas de ontem eram entre esses caciques. Foram eles que ficaram de cuecas no meio da rua. E se o partido rachar não vai ser um briga paroquial. Vai ser um racha nacional.

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

“A Globo tem muito o que explicar e nós vamos até o fim”, diz deputado sobre tentativa de censura sobre notícia do triplex dos Marinho



Em vídeo, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) responde às ameaças que a Rede Globo fez ao notificar sites e blogs que divulgaram informações sobre as supostos escândalos que envolvem a mansão da família Marinho ou a relação da emissora com empresas investigadas na Lava-Jato. “Vou usar minha imunidade parlamentar para que, antes de processarem qualquer pessoa, tenham que processar a mim”. Assista aqui.

Conforme noticiado pela Fórum na manhã desta sexta-feira (26), a Rede Globo, acuada com as reportagens investigativas publicadas recentemente por blogues progressistas, passou a fazer ameaças de processo contra os responsáveis pelas denúncias.

Ao menos dois veículos foram notificados pela defesa da emissora e ameaçados de serem processados caso não retirem do ar reportagens que ligam a empresa dos irmãos Marinhos aos supostos escândalos na construção da mansão em Paraty ou a relação com FHC e empresas investigadas na operação Lava Jato.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que essa semana divulgou um organograma explicando quais as ligações entre Globo, FHC, mansão em Paraty (RJ), Brasif e FIFA, saiu em defesa dos sites e blogues progressistas e divulgou, em sua página do Facebook, um vídeo em que garante que as investigações serão feitas e que chamará para si a responsabilidade de qualquer eventual processo.

“O que a Rede Globo está tentando não vai funcionar. Eu vou assinar embaixo de todas as questões que forem publicadas nos blogues, para que com a prerrogativa, minha imunidade parlamentar, antes de processar qualquer pessoa, tenham que processar a mim. A Globo tem muito o que explicar e nós vamos até o fim nessa investigação”, afirmou o deputado, que já protocolou pedido junto ao Ministério da Justiça para que a Polícia Federal abra inquérito contra a emissora.


BLOOMBERG, 2012: Brazil’s Rich Show No Shame Building Homes in Nature Preserves

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"A Indústria da Multa não existe", em: Prefeitura de São Paulo abre dados sobre infrações de trânsito


“Não existe indústria da multa, existe indústria da morte"

A Prefeitura de São Paulo lançou dia 24/02, o Painel Mobilidade Segura, ferramenta que reúne dados sobre autuações, frota e acidentes de trânsito ocorridos na cidade de São Paulo nos últimos três anos. O Painel funcionará dentro do site da Secretaria Municipal de Transporte (SMT) e, por meio dele, será possível consultar infrações e infratores, acidentes e mortes no trânsito, além das ações dentro do PPV – Programa de Proteção à Vida.

O objetivo é facilitar o acesso da população a esses dados, como parte da política de transparência da Prefeitura, e estimular a educação para a segurança viária.“Não existe indústria da multa, existe indústria da morte, e a nossa intenção é acabar com a indústria da morte. E sempre tem um questionamento com relação à quantidade de multas aplicadas na cidade, e que não há transparência nesses números. E a primeira coisa que vamos fazer nesse Painel é escancarar essas informações. Vamos mostrar não apenas o local onde estão os radares, mas as infrações que são registradas neles. Tanto de radares como de agentes. Tudo com data e horário.”, disse o secretário de Transportes, Jilmar Tatto.

Além de tornar a administração pública da cidade ainda mais transparente, a Prefeitura também espera que o Painel ajude a conscientizar a população com relação à importância de respeitar as regras de trânsito. A ferramenta indica a localização de todos os pontos de fiscalização da cidade e as infrações anotadas em cada um deles.

O prefeito Fernando Haddad explicou que o Painel é mais uma medida da gestão para reduzir o número de mortes no trânsito da cidade. O objetivo é antecipar para 2017 o cumprimento da meta da capital para a Década de Segurança Viária da ONU. A capital precisa alcançar o índice de seis mortes a cada 100 mil habitantes até 2020, mas espera atingi-lo até o início do próximo ano.

“Podemos antecipar essa meta se nos dedicarmos a respeitar as leis de trânsito. É importante destacar que a arrecadação de multas na cidade é irrelevante em termos de orçamento público. O prejuízo material, de saúde pública e de previdência social que os acidentes de trânsito geram são muito maiores do que qualquer valor que se possa arrecadar com as multas. Por isso estamos escancarando esses dados. Para que as pessoas possam olhar seus trajetos, se policiar, se educar com relação as leis de trânsito. Não queremos que o número das multas cresça, queremos que as pessoas respeitem as regras”, disse o prefeito.

Dentro do Painel Mobilidade Segura, o usuário pode optar por consultar tanto a quantidade de infrações cometidas como o percentual de veículos que não tiveram nenhuma autuação. No campo “Não Infratores”, a ferramenta mostra que, no ano passado (até novembro), a grande maioria dos motoristas da cidade (69,11%) não levou nenhuma multa. Já entre os 30,89% de infratores, a reincidência ocorreu em mais de 50% dos casos.

Ao optar por consultar o campo “Infrações”, o usuário terá acesso ao mapa de radares da cidade e o total de infrações anotadas por ano, mês, dia da semana, tipo de veículo e tipo de captura (manual ou eletrônica), além de um link para consultar arrecadação e balancetes no site da Prefeitura.

Se clicar no tipo de captura da infração, o usuário poderá ver os dados totalizados de qualquer um dos últimos três anos ou consultar um mês, dia ou hora específica. Poderá ainda filtrar as informações por tipo de infração (enquadramento) ou local da ocorrência. Os dados serão atualizados constantemente, chegando ao Painel em aproximadamente 70 dias. Esse prazo considera o tempo entre o ato da infração e o envio da multa propriamente dita, após a notificação para o proprietário do veículo, indicação do condutor e eventual pedido de recurso.

Programa de Proteção à Vida

Além das informações de trânsito, o Painel Mobilidade Segura também oferecerá ao munícipe informações sobre as ações da Prefeitura para promover a segurança no trânsito. O Programa de Proteção à Vida foi iniciado em 2013 e busca a redução de acidentes e atropelamentos na cidade ampliando uma série de ações para segurança de todos os agentes do trânsito, especialmente os pedestres. A iniciativa inclui várias frentes como a implantação de Áreas 40, da Frente Segura (bolsões de parada junto aos semáforos para motociclistas e bicicletas), das faixas de pedestres diagonais em cruzamentos de grande movimento e da redução de velocidade máxima para o padrão de 50 km/h nas vias arteriais. Também foram revitalizados os semáforos de 4.537 cruzamentos na cidade. Com isso, pretende-se melhorar a segurança dos usuários do sistema viário, buscando a convivência pacífica entre todos.


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"A Indústria da Multa não Existe", em: o poder de convencimento dos meliantes





Eu perdi da memória quanto tempo faz que escuto essa lorota de Indústria da Multa. Acho que desde que passei a prestar atenção no papo. 

Sei que, em 1991, 1992, eu tinha mandado um amigo pintar numa camiseta a seguinte frase: "Você ama seu carro? Queime junto com ele!". Eu tinha 19 ou 20 anos e já detestava - à minha maneira - o endeusamento ao automóvel. Nunca aprendi a dirigir. Não que eu não andasse, quando me oferecessem alguma carona. Mas nunca procurei. Na verdade, era bem comum o pessoal da escola se tornar amigo desinteressado de quem tinha carro. Fora o acesso facilitado às moças que a rapaziada já automobilizada tinha. Não acho que seja machismo ou sexismo da minha parte relatar o que eu via, ouvia, presenciava. Nem que isso acontecesse somente na minha escola, ou na minha classe, o fato é que era assim que funcionava. Ponto final. 

Voltando à "Indústria da Multa" (sic!): acreditam que meu conhecimento sobre isso era tão precário, que nem faz tanto tempo assim que fiquei sabendo que carro não pode estacionar na calçada? Eu cresci vendo essa prática, sem saber que é ilegal. Quando descobri, fiquei pasmo, das liberdades que os donos de carros se auto-conferiam, em detrimento do pedestre. Eu geralmente só pensava na questão da poluição, ou dos folgados que estacionavam na frente da firma, em local proibido. Depois é que comecei a prestar mais atenção.

Bom, chega de reminiscências.

Recentemente, em 2015, saiu nos jornais: "Dados da CET apontam que 71% dos carros que circulam na capital não levaram nenhuma multa em 2014" e que, segundo o especialista Horácio Figueira 80% dos carros não são multados, de acordo com um estudo de 2007 feito por ele e sua equipe.

Números meio próximos, certo? 

Em 2008 publicaram o seguinte: "Maioria não comete infração" ( Diário de São Paulo, 08.09.2008 ). Informação passada pelo jornal dizia que, segundo dados do DSV, cerca de 72% dos veículos não tinham uma única multa; que 12% haviam recebido uma intimação; e, por fim, os 16% restantes foram multados duas vezes ou mais pelos marronzinhos ou policiais militares. 

Curiosamente - longe disso, não tem segredo aí - a matéria não mencionava os radares. Mais uma prova de que a imprensa sempre jogou pra torcida, demonizando os profissionais do trânsito. 

Prosseguindo: "Isso prova que em geral o motorista não é infrator. Mas aqueles que cometem as infrações são reincidentes, têm predisposição para irregularidades no trânsito da cidade", explicava José Luiz Nakama, então diretor do DSV.

Ou seja, os 15 a 20% dos historicamente reincidentes na canalhice possuem um excepcional poder de convencimento. Eles convencem a maioria esmagadora que nunca recebeu multa, de que tá todo mundo lascado, e essa maioria passa a defender os interesses dos reincidentes.

Tamanha passação de pano eu só vi por parte dos "apartidários" que "ignoram" as inumeras tucanices, desde o trensalão, passando pelo esquema de Furnas ( Nilton Monteiro ainda tá vivo? ), e culminando na bovinice em relação ao Merendagate.

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É papo furado que TSE pode cassar presidente da República



É papo furado do ministro Dias Toffoli essa história de que o TSE pode cassar presidente e vice-presidente da República.

O artigo 22 da Lei 4737, de 15/7/65, que instituiu o Código Eleitoral afirma, discordando dele, que uma das competências do TSE é processar e julgar "candidatos à Presidência e vice-presidência da República".

Art. 22. Compete ao Tribunal Superior:

I - Processar e julgar originariamente:

a) o registro e a cassação de registro de partidos políticos, dos seus diretórios nacionais e de candidatos à Presidência e vice-presidência da República.

Dilma e Temer não são candidatos, são presidente e vice-presidente da República eleitos, cargos nos quais estão fora do alcance dos sete ministros do TSE.

Tarde demais para serem cassados.

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Deputado pede apuração de suposto esquema criminoso entre empresas e políticos do PSDB



Paulo Pimenta encaminhará representação para Ministério da Justiça e PGR com base em reportagens publicadas em blogs e portais da internet. Cita, entre os políticos a serem investigados, José Serra e FHC

Brasília – O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) anunciou hoje (25) que vai protocolar uma representação no Ministério da Justiça e na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo para investigações criminais sobre as organizações Globo, as empresas Brasif e Mossack Fonseca e a Federação Internacional de Futebol (Fifa). Ele quer que sejam apuradas informações divulgadas em blogs e sites diversos nos últimos dias, que indicam a possibilidade de esquemas de empresas nacionais e internacionais, principalmente offshores,montados para cometer crimes contra o sistema financeiro e a ordem tributária no país. Quer, ainda, a investigação das possíveis conexões que tais empresas podem ter em suas pontas com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

No caso da Mossack Fonseca, Pimenta chamou a empresa de “suposta parideira de empresas offshoresdestinadas à lavagem de dinheiro, evasão de divisas e ocultação de patrimônio”. Ele apresentou documentos e um complexo organograma que mostra as conexões de um esquema, que foi apurado por ele a partir da junção diversa de informações tiradas de reportagens veiculadas por blogueiros e sites como, além da RBA, Diário do Centro do Mundo, Tijolaço, Viomundo, O Cafezinho, Portal Fórum, Conversa Afiada e GGN.

Os dados, segundo o deputado, indicam que podem existir esquemas de empresas nacionais e internacionais, principalmente offshores, formados com o intuito de cometer crimes contra o sistema financeiro e a ordem tributária. E as conexões têm em suas pontas Mossack Fonseca, Rede Globo, a Fifa e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Empresas ‘de papel’

“Como divulgado pela imprensa, a panamenha Mossack Fonseca (também chamada de MF e Mosfon), matriz de empresas offshores, já vem sendo investigada pelas operações Lava Jato e Ararath. No mundo existem centenas, senão milhares, de empresas criadas pela Mossack Fonseca, inclusive para fins ilícitos. É o que dizem reportagens do Jornal O Globo e do site português Vice”, afirmou o deputado.

“De acordo com as investigações jornalísticas, empresas “de papel” criadas pela Mossack Fonseca auxiliaram na ocultação de fortuna de pessoas como Rami Makhlouf (Síria), Muammar al-Gaddafi (Líbia) e Robert Mugabe (Zimbábue). A Mossack Fonseca, segundo o Portal Sudestada, tem o mesmo endereço da Brikford Overseas SA, cujo diretor é Eugênio Pedro Figueiredo, preso em decorrência do escândalo da Fifa”, acrescentou.

O principal destaque feito por Pimenta a essas informações é o fato de a empresa Vaincre LCC estar no quadro de sócios da Agropecuária Veine. E a referida agropecuária ser a dona, de fato, da mansão que pertenceria à família Marinho – proprietária da Rede Globo – em Paraty (RJ), e dona de heliponto existente nas proximidades da residência.
Família Marinho

“Se as informações veiculadas forem verdadeiras, por que a Agropecuária Veine, ligada a complexo de empresas offshore que podem ser usadas para a ocultação patrimonial – investigadas inclusive nas Operações Lava Jato e Ararath – é titular de bens que de fato pertencem à família Marinho? A composição patrimonial e as atividades da Agropecuária e de suas sócias e controladoras merecem ser investigadas, assim como a eventual participação da família Marinho em tais negociações”, disse.

Para Paulo Pimenta, é necessária apuração policial criteriosa, também, para se identificar se a teia de offshores na qual a Agropecuária Veine está inserida atua dentro dos limites da lei ou implica ocultação patrimonial e outros crimes financeiros e tributários.

“O consórcio entre a Agopecuária Veine e a empresa Santa Amália, consórcio este que possuía o Helicóptero Augusta, que serviria à família Marinho, indica possíveis ligações entre a Rede Globo, a Veine e o grupo empresarial brasileiro Brasif. O consórcio Veine-Santa Amália, a empresa Santa Amália que o integra e a Brasif S.A. Importação e Exportação têm o mesmo endereço: Rua Margarida Assis Fonseca 171, Belo Horizonte (MG)”, denunciou.

O deputado também afirmou que as notícias divulgadas em relatório do Tribunal de Contas da União de que o BNDES teria repassado 2,5 vezes mais dinheiro para o Grupo Globo do que o repassado para outras empresas do mesmo ramo que pleitearam empréstimos junto ao banco público, merecem da mesma forma ser apuradas criminalmente, porque consistem em “indícios de prevaricação”. Assim como as denúncias feitas pela ex-amante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a jornalista Miriam Dutra ,e as acusações de que sua irmã, Margrit Dutra Smith, é funcionária fantasma do gabinete do senador José Serra (PSDB-SP).
Indício de crimes

Pimenta pede ao Ministério da Justiça e à PGR a investigação de indícios da prática de crimes como organização criminosa (Lei n° 12.850/2013), "lavagem" ou ocultação de bens, direitos e valores (Lei n° 9.613/1998), sonegação fiscal (Lei nº 4.729/1965), além de outras ações criminosas contra a administração pública (Título IX, Código Penal), contra o sistema financeiro nacional (Lei nº 7.492/1986) e contra a ordem tributária (Lei nº 8.137/1990) em relação a essas empresas.

Dentre as solicitações e sugestões para a apuração, ele menciona no pedido que sejam investigadas as atividades e o patrimônio da Agropecuária Veine, assim como o de suas associadas, controladoras (aí incluída a Mossack Fonseca) e subsidiárias. Pede também para ser verificada a suposta relação da referida agropecuária com a família Marinho e a existência de eventuais bens da família Marinho em situação ilícita de ocultação patrimonial. Além da situação das atividades e patrimônio da Vattne Administração e suas associadas, controladoras e subsidiárias.

O parlamentar ainda solicita investigação sobre o possível uso ilícito por empresas fantasmas com suposta sede à Rua Margarida Assis Fonseca 171, em Belo Horizonte (MG) e as atividades do Grupo Brasif. Por fim, a investigação do contrato firmado pela Eurotrade Ltda. mediante o qual, supostamente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teria enviado cerca de US$ 100 mil a Miriam Dutra. E ainda, dos contratos da Polimídia com o governo federal, assim como o eventual crime cometido contra a administração pública pela servidora Margrit Dutra Schmidt e pelo senador José Serra.  ( RBA )

SAIBA QUE...


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BNDES, a Globo, a Lunus e o jabuti que subiu na árvore


Título de artigo do mítico jornalista Tão Gomes Pinto, no Pasquim21, 19.03.02: "A Globo Cabo eleitoral de José Serra", sobre os 800 milhões que BNDES despejou lá, 3 meses antes da eleição de 2002. Tão informava que:

BNDES liberou os cofres para a Globo ( aumentou a participação do banco na composição acionária, de 5% para 12% ). sob a justificativa de que o negócio era promissor ( desconsiderando que esse negócio promissor havia dado, segundo Tão Gomes Pinto, um prejuizo de 700 milhões no ano anterior; os negócios da familia Marinho tinham um rombo total de 1,8 bi ). 

Nessa mesma época, a emissora inundou o Brasil com matérias sobre a Operação Lunus. 

A revista Época ( grupo Globo ), segundo um jornalista citado por Tão Gomes, "trabalhou em ritmo alucinante para REfazer a matéria de capa e os outdoors numa fulminante sexta-feira". 

A Operação destruiu a candidatura Roseane Sarney (*), que tinha, àquela altura, reais chances de pelo menos ir ao segundo turno e ameaçava a candidatura oficial do partido das "donzelas furadas" ( Copyright Roberto Jefferson )

"Entenderam porque o JN deu aquele demorado close na dinheirama esparramada nos escritórios da empresa de Jorge Murad e Sra?" ( Tão Gomes Pinto )

(*) "Mais uma coisinha que ninguém se lembra de falar quando se trata da Operação Lunus: embora tenha sido um sucesso político para os tucanos, foi um fracasso total para a Polícia Federal. Um ano depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou, por falta de provas, o processo contra Roseana Sarney decorrente da ação da PF" ( Leandro Fortes, 2010 ).

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Engavetador do super-escândalo do Banestado, Carlos Fernando e cia. são messiânicos, ideológicos e só acusam o lado do PT



Quando a Justiça ou o MPF ou a PF escolhem lado, porque deixam de ser republicanos, ouvimos afirmações como estas: "O Brasil merece mais. Merece acreditar em quem trabalha duro e honestamente. Vivemos ainda num capitalismo de compadrio, em uma falsa República. Há esquemas criminosos no Governo Federal e nos partidos. É preciso montar o quebra cabeça das relações público-privadas. Só assim a população poderá separar o joio do trigo e poderemos enfim refundar nossa República". ( Procurador Carlos Fernando Santos Lima — da força-tarefa do MPF, que investiga a Lava Jato )

Seria muito bom e apropriado o pensamento do principal "Batman" do MPF do Paraná, Carlos Fernando, não fosse ele partidário, vaidoso e egocêntrico, ao ponto de acreditar, messianicamente, em refundação da República, quando o servidor público, na verdade, engavetou por quatro anos o caso do Banco do Paraná ( Banestado ), que movimentou cerca de R$ 124 bilhões!, um verdadeiro megaescândalo, que transforma qualquer mensalão em gorjeta para garçom de botequim de quinta categoria.

Contudo, a imprensa familiar e de alma golpista, cinicamente e hipocritamente, considerou o "mensalão" do PT, porque o do PSDB, que é mais antigo, até hoje seus réus não foram julgados, "como o maior escândalo da história do Brasil", frase esta que virou bordão na Globo News, empresa dos Marinho repleta de papagaios, que bancam jornalistas e falam somente o que o patrão determinar, bem como pródiga em ter em seus quadros um bando de "especialistas" de prateleiras, que fazem caras e bocas e se consideram sérios e inteligentes, cujas principais funções não é o bem informar, mas, sobretudo, confundir, manipular, distorcer e, se necessário, mentir sobre as realidades e os fatos.

Agem e atuam dessa maneira para impor o pensamento da casa grande e da plutocracia, de modo que os telespectadores, muitos sem perceber, sejam tratados como babacas ou como simplórios coxinhas de classe média, que se tornaram, ideologicamente e politicamente, loucos varridos, pois se comportam em público e nas ruas como histéricos, a babar ódio e insensatez por todos os poros. São pessoas como essas que se sentem arrebatadas por procuradores como Carlos Fernando — o Messiânico, pois o novo marechal Deodoro da Fonseca, o proclamador da República.

Acontece que de boas intenções o inferno está cheio, ainda mais quando o Brasil está a passar por um processo de caça às bruxas e de perseguição política capitaneado, agora, por setores direitistas do sistema judiciário (Justiça, MPF e PF), que decidiram abraçar a luta político-partidária, bem como escolheram, indubitavelmente e nitidamente, o lado da oposição, que é liderada pelo PSDB, sigla que já foi derrotada pelo PT quatro vezes e que está à beira de um colapso nervoso ou um ataque histérico de grande proporções.

Enquanto isso os juízes do STF se calam e se acumpliciam com os desmandos do juiz de primeira instância, Sérgio Moro, além de se subordinarem e se submeterem, incrivelmente, aos ditames da turma do procurador Carlos Fernando, que, estrategicamente, compreendem que nenhum magistrado do Supremo vai conceder habeas corpus a quaisquer presos, inclusive os não julgados e não condenados, porque temem a repercussão da imprensa de mercado dos magnatas bilionários, que faz a cabeça de uma classe média coxinha, de viés neofascista e encolerizada com a ascensão social dos pobres e dos avanços que ocorreram no Brasil, a partir da conquista da Presidência da República pelo PT.

O Supremo Tribunal Federal, para sua vergonha e a do País, submete-se a procuradores, a juiz de primeira instância e a delegados aecistas, servidores públicos que, propositalmente, combatem o Governo Federal constituído legalmente e democraticamente, a utilizarem os autos dos processos conforme suas conveniências políticas, partidárias e ideológicas, porque o interesse é impedir que o Governo governe e que Lula chegue com chance nas eleições de 2018.

O MPF do Paraná, bem como o de Brasília e o MP de São Paulo são indelevelmente ideológicos e, evidentemente, tornaram-se as pontas de lanças para tentar ferir a presidente Dilma Rousseff de morte, com sua hipotética queda do poder, além de atingir o ex-presidente Lula, que está há meses a ser acossado e insultado por procuradores, delegados e, obviamente, pela imprensa dos magnatas bilionários e donos de cartéis midiáticos. Bilionários e proprietários da mais corrupta e covarde imprensa empresarial do planeta Terra.

E tudo o que acontece tem estratégia, porque não é à toa. O Brasil parou; sua economia praticamente congelou e as ações de infraestrutura do Governo Dilma tiveram seus orçamentos diminuídos, bem como muitas obras de grande importância para o povo brasileiro estão paralisadas. Neste País, não se discute o presente e o futuro da Nação, porque a agenda do Brasil se resume apenas à Lava Jato, que, em hipótese alguma, importou-se em resguardar os empregos dos trabalhadores brasileiros e proteger as empresas, muitas delas portadoras e controladoras de ciência e tecnologia avançada, como o são as grandes construtoras.

É como se o Brasil tivesse esquecido os mais de dez anos de avanços sociais e desenvolvimento econômico acontecidos nas gestões petistas, além de o PT, o partido de centro esquerda que mudou o Brasil para melhor, fosse efetivamente uma agremiação política sem importância, quando a verdade é que o PT é, seguramente, a agremiação partidária mais importante que o Brasil já teve e tem, juntamente com o PTB de Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola, que foi extinto pela direita que chegou ao poder, em 1964, por intermédio de um golpe militar, e que, na redemocratização do País, a sigla foi negada ao seu legítimo herdeiro, o líder trabalhista Leonel Brizola, que depois fundou o PDT.

Enquanto isso, o procurador Carlos Fernando continua em sua cruzada de engessamento do Estado nacional e a fazer afirmações de propósitos políticos, ao praticamente acusar o Governo Lula, por meio de sua Casa Civil, de ser a origem da criação de quadrilhas para assaltar os cofres do Estado nacional. Ele disse, sem nenhuma ponderação, mas sem apresentar provas contundentes, como o fazem, covardemente, no que é relativo ao sítio de Atibaia onde Lula descansa, ao barco de lata de dona Marisa Letícia e ao triplex do Guarujá, que não pertence ao político trabalhista, além do prédio simples do Instituto Lula, que foi comprado em 1991, ou seja, há 25 anos, o que realmente é de um nonsense e de uma perversidade inomináveis.

A verdade é que Carlos Fernando e seu grupo não tem o mínimo interesse em trabalhar de maneira republicana. A repatriação do dinheiro enviado para fora, a ter o Banestado como "laranja" de políticos, artistas, empresários e outros que compõem a fauna da corrupção é irrisória. São cerca de R$ 124 bilhões, volto a ressaltar, e o senhor Batman é acusado de ter engavetado por quatro anos o processo e as informações sobre esse mega escândalo, no qual vicejam demotucanos de grande bicos e mãos, além de um empresariado que não fica somente restrito aos donos de construtoras, pois de outros segmentos da economia. Pergunta-se: por que o caso Banestado foi congelado por quatro anos, senhor procurador?

Lembro, ainda, que a mulher do procurador Carlos Fernando, Vera Márcia dos Santos Lima, trabalhou em duas agências do Banestado, onde funcionaram as "lavanderias" que propiciaram as remessas ilegais de dinheiro para o exterior. Ela trabalhou entre os anos de 1995 e 2001, sendo que parte deste período seu marido era integrante de força-tarefa que investigava a roubalheira. Exatamente no período que ocorreram as transferências ilegais de vultosas quantias. Também se torna imperioso não esquecer que os R$ 124 bilhões correram o mundo em paraísos fiscais no auge das privatizações das empresas públicas brasileiras, dentre elas a Eletrobras, a Telebras e a Vale do Rio Doce.

O que eu quero dizer sobre essas afirmações? Que nem tudo o que aparenta ser ilegal e criminoso é real ou realidade. Nem todos os presos pela Lava Jato roubaram, certamente. Só se a Justiça e o MPF se basearem novamente no domínio do fato, como fizeram com José Dirceu, que está preso sem sua culpa ser comprovada. Fato! Uma injustiça inominável e irreparável com o político histórico, até porque o tucano e senador Aécio Neves já foi citado quatro vezes por delatores diferentes na Lava Jato e continua a se movimentar leve, livre e solto, a falar o que quer e o que lhe aprouver, bem como a conspirar em favor de um golpe contra Dilma Rousseff, uma presidenta eleita legitimamente e legalmente pelo povo brasileiro.

Trata-se de duas medidas para o mesmo peso, ou seja, "Aos amigos tudo e aos inimigos a força da lei". Nada mais cínico e hipócrita, porque o senhor Batman, Carlos Fernando Santos Lima deveria agir e atuar de forma republicana, a honrar o MPF com imparcialidade e sentimento de justiça. Sem justiça não há paz, já diziam os sábios de todas as eras da humanidade. Se essa gente pensa que vai dar golpe e todo mundo vai bater palmas para maluco dançar está redondamente enganada. As ruas vão ferver, porque milhares de pessoas não vão aceitar golpe judicial ou da forma que seja. Não cabe mais ao Brasil golpismo barato e inconsequente.

Por seu turno, ainda não terminei. O procurador Carlos Fernando negou, ao falar na CPI do Banestado, que tinha parente na estatal bancária e financeira do Paraná. E tinha. Sua mulher Vera Márcia. O inquisidor que dizem que é frio, paciente para ouvir e que nunca negocia com os advogados dos presos da Lava Jato, segundo a CPI do Banestado, mentiu. Ora, como é a vida, né?! Nada como um dia após o outro. No caso do procurador, "Nada como um dia antes do outro". Para ver como são as coisas, não é? Ou como a banda toca...

A verdade é que os tucanos e seus demos privatizaram 140 estatais, nenhuma construída por essa gente entreguista e apátrida, porque subalterna e colonizada aos interesses de europeus e norte-americanos, malandros e espertos, porque os subsolos de seus países e suas telefonias, que comportam também satélites, eles não vendem, não entregam, porque não são estúpidos e possuem a mínima consciência sobre o que é defender os interesses de suas pátrias, sentimento que a casa grande brasileira jamais vai ter, pois odiosamente subserviente, subalterna e colonizada. A casa grande é o Pateta do Mickey! E assim se dá por satisfeita, pois, disfarçadamente, rica; porém, provinciana.

Estão todos soltinhos da silva, os tucanos, não é procurador Carlos Fernando? Inclusive a tucanada efetivou a compra de parlamentares (R$ 200 mil a cabeça) para ser aprovada a reeleição de FHC — o Neoliberal I. Estão soltos por quê? Porque, como todo mundo sabe e principalmente o procurador Carlos Fernando, os tucanos do PSDB e do DEM o são, para a desgraça e o azar do Brasil, i-nim-pu-tá-veis! Ponto final.

Não adianta Mensalão do PSDB, Lista de Furnas, Banestado, Metrozão, Trenzão, Roubo da Merenda Escolar, Rodoanel, Pasta Rosa, Compra de Reeleição, Miriam Dutra e FHC, Instituto FHC, Dinheiro de FHC enviado pela Brasif para a Miriam, Apartamento de FHC em Paris, Fazenda de FHC, Helicoca, Aécio e os aeroportos em terras de parentes, Espancamento generalizado e violentíssimo aos professores do Paraná, Caso Sabesp, Seca em São Paulo, Campanhas políticas do PSDB financiadas pelas mesmas construtoras que financiaram o PT, mas somente as campanhas do PT que dão cadeia, e, dentre outros muitos escândalos tucanídeos, a cereja do bolo: a Privataria Tucana. Esta, sim, porque foram 140 estatais (!) privatizadas pelos governos de FHC — o Príncipe da Privataria. E nadica de nada. Mas, por quê? Porque são escândalos de tucanos e por causa disso não vem ao caso, ora bolas... Não insista, petralha!

Não adianta, não é senhor procurador Carlos Fernando Santos Lima? Na sua procuradoria "Pau que bate em Chico NÂO bate em Francisco". Talvez porque um procurador federal ser republicano "Não vem ao caso" — frase predileta do juiz de primeira instância, Sérgio Moro, quando indagado sobre os escândalos de corrupção de autorias tucanas. Né, não? E todo mundo é tratado como idiota ou coxinha de classe média, porque os procuradores que paralisaram a economia do Brasil são ideológicos, fazem política e escolheram lado — o lado tucano. Ou estou enganado? Creio que não.

Grande parte do povo brasileiro quer ver ladrões do dinheiro público presos. Eu também. Entretanto, antes os corruptos e corruptores tem de ser julgados com direito à ampla defesa. Vivemos sob a égide do Estado de Direito e submetidos aos ditames da Constituição, ou seja, da Lei. Servidor público pago pelo contribuinte tem de ser isento e imparcial para ser justo, bem como divorciado do espírito político e partidário. Sua ideologia tem de ficar restrita à sua casa e às urnas. Se o procurador, juiz e policial federal não aceita se conduzir dessa forma, que peça demissão, o boné — e entre em um partido para concorrer às eleições. Agora, aproveitar-se de seu cargo pago pelo povo para fazer política e participar de golpe é inaceitável. Ponto.

A mandatária trabalhista, Dilma Rousseff, teve quase 55 milhões de votos, e os procuradores da Lava Jato, juntamente com o juiz de primeira instância, Sérgio Moro, vão se transformar em combustíveis para o golpe judicial do juiz Gilmar Mendes, presidente do TSE, que vai coordenar o julgamento das contas de campanha da presidente trabalhista, que, ressalto, já foram anteriormente aprovadas.

Só que os procuradores e o juiz tentam, junto com o PSDB, vincular o financiamento de Dilma à corrupção na Petrobras. Inacreditável, mas é o cenário político que se apresenta, de forma mórbida e perversa. Essa gente quer dar um golpe de qualquer jeito e, por sua vez, tomar o poder sem o crivo e a autorização das urnas e da democracia.

O procurador Carlos Fernando Santos Lima — o "Refundador" da República — é um dos instrumentos do golpe, parte intrínseca à ação que visa derrubar uma mandatária legítima e que tem como se defender, porque não está sozinha, como ficou praticamente o presidente João Goulart em termos de reação.

Carlos Fernando e seus colegas deveriam ler história para entenderem melhor o processo político do Brasil tutelado pelos interesses da Casa Grande, a quem o procurador representa, a ter discernimento sobre esta condição ou não. Agora, recomendo aos desavisados e aos desinformados para evitarem chegar perto do procurador e indagar sobre os escândalos dos tucanos. Ele vai dizer que não vem ao caso. Carlos Fernando e CIA. são messiânicos, ideológicos e só acusam o lado do PT. É isso aí.

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Cai diretor da Veja que toda semana previa queda de Dilma. Quebrada, editora deverá mendigar verba do Governo, cortada após eleição de 2014



O QUE ESTÁ POR TRÁS DA DEMISSÃO DO DIRETOR DA VEJA 

POR PAULO NOGUEIRA

Muito pouco, muito tarde.

A remoção do diretor da Veja Eurípides Alcântara chegou com anos de atraso, e a rigor não significa quase nada exceto o desespero da Editora Abril.

É como um time de futebol que troca o técnico diante da ameaça do rebaixamento.

O novo diretor, André Petry, embora com uma longa passagem pela Veja no passado, é menos comprometido com o jornalismo criminoso adotado pela revista na Era PT.

Para mudar alguma coisa verdadeiramente você teria que mudar os donos da Abril, os Civitas.

E mesmo assim seria virtualmente impossível reconquistar a credibilidade destruída semana após semana. Recuperar a credibilidade jornalística é como recuperar a virgindade.

Há aspectos financeiros e comerciais no movimento. A Veja de 2016 não tem mais nenhuma condição de pagar o salário de um diretor como Eurípides, promovido nos dias de fausto da Abril.

Também deve ser considerada a esperança de voltar a receber dinheiro do governo mediante publicidade. Depois da capa indecente pró-Aécio no fim de semana da eleição, o Planalto, com fabuloso atraso, parou de anunciar na Veja e na Abril.

Nenhuma empresa jornalística brasileira sobrevive sem o governo, tanto mais na Era Digital. É uma dependência visceral, coisa de bebê com mãe.

Recentemente, um representante da Abril foi a Brasília pedir – suplicar – pelo retorno das verbas suprimidas. A missão foi um fracasso, naturalmente. Como dar dinheiro a uma revista e a uma empresa tão empenhadas num golpe a qualquer preço?

É presumível que a Abril retorne em breve a Brasília para mais uma vez mendigar recursos públicos, mas agora com um “fato novo”, um gesto de boa vontade.

Para que haja alguma chance, por absurdo que seja dar nova oportunidade a uma empresa com uma folha de crimes de tal monta, a Veja teria que ser reinventada imediatamente.

Aí começam os problemas.

O que você faz com os leitores de hoje, que se habituaram a um jornalismo primitivo, manipulador, sob medida para analfabetos políticos ávidos por bater panelas, ir para a Paulista embalados em camisas da seleção e pedir coisas como a volta do regime militar?

O que você faz com símbolos editoriais de tudo isso, como Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes?

Há um toque de comédia em tudo isso. Eurípides vivia, pelas páginas da revista, anunciando a queda de Dilma.

Mas quem caiu foi ele.

Foi, de longe, o pior diretor da Veja. Se ele poderia atribuir a Roberto Civita a linha abjeta da revista, depois da morte do patrão essa desculpa deixou de existir.

Fora um editor inepto e mal-intencionado Eurípides será lembrado como o pai do boimate, a mistura de boi e tomate que a Veja publicou nos anos 1980 ao tomar como verdade uma piada de Primeiro de Abril de uma revista científica americana.

Foi ele que editou essa aberração.

O historiador e colunista britânico Paul Johnson disse que não há nada mais morto que um editor aposentado.

Há sim: um ex-editor canalha. 


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Janio de Freitas, da Folha: Ilusionismo de Moro foi para salvar FHC?


Efeitos secundários

Janio de Freitas, na Folha

Um mistério, mas nem tanto. O juiz Sergio Moro expôs por escrito, os procuradores falaram à vontade, representantes da Polícia Federal falaram também, mas ninguém disse o essencial para dar sentido a essa operação 23 da Lava Jato: por que, afinal de contas, o marqueteiro João Santana “recebeu propina” US$ 3 milhões da Odebrecht, se nada tem a ver com intermediação de contratos da Petrobras, nem se sabe de outras atividades suas que expliquem comissões da empreiteira?

Também não há, nas tantas palavras daquelas vozes da Lava Jato, nenhum indício, consistente ou não, de que o dinheiro da Odebrecht no exterior seja proveniente da Petrobras, como “desconfiam”. Nem que tenha qualquer relação com campanha no Brasil.

A falta até de mínima sustentação das exposições de Sergio Moro, no próprio decreto de prisão de Santana e Mônica, como nas falas dos procuradores e policiais é nada menos do que escandalosa. Ou deveria sê-lo.

O jornalista Fernando Molica levantou, para sua coluna no carioca “O Dia”, o uso de determinadas palavras no decreto de prisão do casal. Sergio Moro diz ser algo “possível” 19 vezes. “Já ‘possivelmente’ foi escrita em 3 ocasiões, ‘provável’ em 5. Moro utilizou alguns verbos no futuro do pretérito: ‘seria’ aparece 14 vezes; ‘tentar/tentariam’ merecem 16 aparições”.

Ou seja, o piso do decreto de Moro é o texto das vaguidões, das inexistências e dos pretendidos ilusionismos.

Anterior por poucos dias, o outro caso gritante na última semana fez Hélio Schwartsman considerar cabível a hipótese de que, suscitada em momento de ataque mais agudo a Lula, a história de Fernando Henrique com Mirian Dutra emergisse como um chamariz das atenções. Em tal limite, e sem ameaçar suas veracidades, a hipótese é admissível. E, por força, desdobra-se em outra.

Ainda que Sergio Moro, os procuradores e a PF dispusessem de elementos convincentes para a prisão de Santana e Mônica, seria preciso fazê-la com a urgência aplicada? Nenhum fato a justificou. O risco de fuga era zero, já estando ambos no exterior. Mas o problemático assunto das remessas e contas externas de Fernando Henrique foi sufocado com mais facilidade. Não que se pudesse esperar um tal assunto levado a sério: a Procuradoria Geral da República, os procuradores e a Polícia Federal não foram capazes de emitir, dirigida à população como devido, sequer uma palavra a respeito. Mas sempre poderia ocorrer algum desdobramento a exigir mais para sufocá-lo.

Além disso, a oportunidade foi perfeita para o fato consumado de ampliar o alcance de Sergio Moro e da Lava Jato, apesar da duvidosa legalidade do novo alcance. O âmbito legal das ações de Moro e da Lava Jato não inclui eleição, campanhas, Santana, e atividades das empreiteiras fora do sistema Petrobras. Extendê-lo já foi tentado, mas o Supremo Tribunal Federal barrou-o. Mas é por aqui que se pode entender o serviço prestado por tanto “possível” e “possivelmente” e “seria”: misturam o marqueteiro com dinheiro da Petrobras. E com as campanhas de Lula e de Dilma, que assim são postas na jurisdição das ações da Lava Jato e de seu poderoso juiz.

Sergio Moro, os procuradores e policiais federais falaram muito sem dizer o essencial. Mas já se entende parte dele.

FANTASMAS

Não tenho apreço por João Santana. Sua demissão da campanha eleitoral na República Dominicana me parece positiva para os dominicanos. Com isso, porém, a funcionária fantasma de José Serra pode voltar, também, a Brasília. Para ganhar outra vez, que tristeza, só como fantasma do Senado. Um efeito secundário da ação de Sergio Moro. 


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A orelha falante


Em polvorosa, a imprensa, os tablódides, o jornal, o rádio e a televisão, todos os meios de comunicação ficaram encantados com a notícia de que a orelha falante finalmente daria uma coletiva.

O que teria a dizer? Que estórias teria escutado em sua vida? A orelha sempre guardara discrição absoluta e agora, finalmente, abriria a boca.

Na data e horário marcados, todos foram para o local da entrevista, onde encontraram a orelha confortavelmente assentada em uma poltrona do papai.

Foi um sucesso. Sua oratória era dez. Mas teve momentos bastante dramáticos, como quando contou sua origem.

A orelha, um dia, fora um homem. Mas este homem, que um dia se chamou Ovídio, descobrira que portava uma doença muito séria e incurável, que necrosava órgãos e tecidos. Com o passar do tempo, os médicos tiveram que extrair partes do corpo de Ovídio, começando pelo dedinho do pé esquerdo. "Aquele que eu sempre bato na quina da cama. Não vai fazer falta. Na verdade, será um alívio", brincou Ovídio, que enfrentaria sua sina com certo bom humor.

O tempo foi passando e Ovídio...bem...

"Essa é minha história", encerrou a orelha falante.

- E quais são seus planos para o futuro?, perguntou o enviado de Caras.

- Vou furar a orelha, digo, furar meu lóbulo. Botar um brinco. Sabe como é, dar uma desencaretada.

- Ahahahaha!, riram os jornalistas.

Tempos depois, a orelha falante concretizou seu plano e botou um brinco. Nada muito extravagante. Coisa simples.

Só que algo deu errado: o brinco provocou uma infecção. Uma infecção mortal que começou necrosando o lóbulo. Mas já não havia mais o que cortar.

FIM.


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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Como transformaram o PT em "inodiável" para mim


( Extraído do blog Temporada de Pensar )

Já inventaram tanta asneira sobre Luiz Inácio Lula da Silva e sua família que me tornei indiferente às denúncias contra a família Silva mais famosa do Brasil. Mesmo que o tal sítio em Atibaia seja dele e que tenha sido ampliado através de tráfico de influências, não vou acreditar. Afinal de contas a Friboi, a Oi e até mesmo a Escola Superior de Agricultura da USP já foram apontadas como propriedades dos Silva no passado. Os opositores do ex-presidente me saturaram com tantas denúncias – a maioria delas falsas – sobre Lula. E isso vale para a imprensa também. Certa vez saiu num jornal que Lula estaria se divorciando de sua companheira de longa data, Marisa Letícia – que, ao contrário das esposas de tucanos, está sempre ao lado dele e não só de 4 em 4 anos – para se casar com sua "amante", a ex-modelo Luiz Brunet. Como Lula não se divorciou de Marisa e como até hoje jamais conseguiu se provar a participação dele no chamado "mensalão", que até hoje não entendi ao certo do que se trata (e nenhum opositor do presidente jamais foi capaz de me explicar), parei de acreditar no que a imprensa publica sobre ele.

A atual leva de denúncias contra o ex-presidente nos jornais – que a veterana atriz Eva Wilma chama de "caça às bruxas" – não surte efeito nenhum em mim, além da vontade de nunca mais ligar a televisão ou o rádio ou de abrir uma revista ou um jornal. O efeito das denúncias, em mim, é o contrário daquele que é surtido na maioria das pessoas: quanto mais acusam Lula, mais o emissário (e não o acusado) perde a credibilidade. Denunciar Lula perdeu o sentido para mim. Acusam-no pelo simples prazer de acusar, enquanto some dos jornais a denúncia de Mirian Dutra, amante de Fernando Henrique Cardoso, de que o ex-presidente tucano usou uma offshore (empresa aberta em paraíso fiscal para não pagar imposto de renda) para sustentar o filho dos dois no exterior. Isto tem sua razão de ser. Nas palavras de sua amante, Fernando Henrique é um membro "da aristocracia de São Paulo" que no mundo irreal desta. Já Lula é um retirante nordestino que experimentou a fome, o descaso do poder público com a educação e a saúde (sua primeira esposa e o filho que ela esperava morreram de infecção hospitalar). Ele não cresceu no mundo irreal de sítios luxuosos em Atibaia que tentam imputar a ele.

Boa parte das denúncias contra Lula – na imprensa e fora dela – são carregadas de ódio de classe e de preconceito regional. Sem falar na última moda das "manifestações democráticas" que eclodiram em 2015 que é ridicularizar o ex-presidente pelo fato dele ser amputado. O que ser pobre, nordestino e deficiente físico tem a ver com a capacidade de gerir a coisa pública? Franklin D. Roosevelt é considerado o maior presidente dos Estados Unidos no século XX e ele era deficiente físico. Abraham Lincoln é considerado o maior presidente da mesma nação no século anterior e ele teve uma infância pobre. Desmerecer o indivíduo devido a características pessoais que ele não pode mudar é o cúmulo da cretinice. Pessoas que não respeitam a trajetória e a individualidade do outro não têm credibilidade nenhuma para mim e tudo o que falam é nulo. As denúncias contra Lula, quando proferidas por gente assim, deixam de ser relevantes para mim. Até porque eu também sofro preconceito por não ser aquilo que a sociedade espera de mim. Sou homossexual e encontrei no Partido dos Trabalhadores a aceitação que jamais tive na sociedade em geral.

Sou um underdog (desprivilegiado que é atacado por todos) e transformar Lula e o PT em underdogs só vai fazer aumentar minha identificação com eles. A imprensa teria conseguido me fazer abandonar o partido se seus ataques fossem mais pontuais e referentes às suas falhas reais como, por exemplo, o fim da democracia interna. À grande imprensa surgida no período ditatorial, no entanto, não interessa criticar ninguém por falta de democracia. Ela não deseja uma sociedade democrática, pois sociedades democráticas não toleram a concentração dos meios de comunicação nas mãos de uma dezena de famílias. Da maneira como atuam desde 2005, atacando o PT por ser o partido dos trabalhadores que agora anseiam por tudo aquilo que os outros partidos e seus eleitores têm acesso, só fazem aumentar minha identificação com o partido. E o fato dos perseguidores dos underdogs, como os pastores evangélicos, estarem contra o PT, ajuda. A imprensa, para mim, também é inimiga de underdogs como eu e seus constantes ataques ao PT reduziram meu senso crítico para com o partido. Baseando minhas informações apenas na imprensa nacional, não sei mais dizer o que é verdadeiro e o que é falso em relação ao partido e a seu maior ícone, o ex-presidente Lula.

Quando quero saber se um programa do governo petista é bom ou quando quero saber a real dimensão das denúncias contra Lula consulto a imprensa internacional. O Los Angeles Times fez uma reportagem maravilhosa sobre o programa Mais Médicos e a BBC Brasil colocou em perspectiva as denúncias contra o ex-presidente, tendo o cuidado de ouvir os advogados dele em relação a todas elas. A impressão que tenho quando leio à imprensa nacional é que estou me deixando alienar por um grupo cuja única razão de existência é derrubar projetos políticos que não favorecem os grandes grupos de mídia e a plutocracia nacional. E a desconfiança é geral. Não é só sobre Lula e o PT. Duvido de tudo aquilo que sai na imprensa. E a culpa disso é da própria, de seu sensacionalismo contra o PT – e só contra o PT. Tirando entrevistas e algumas poucas colunas que ainda não foram tomadas pelos discípulos do astrólogo, tudo o que sai na imprensa é sem valor para mim. Podem até conseguir desconstruir o PT para a maioria da população, mas jamais vão destruir minha admiração pelos underdogs e pelas iniciativas políticas deles. Mesmo que tenha sido "clintonizado" pela turma do José Dirceu nos anos 1990, o ideal de transformação social permanece, com ou sem PT, com ou sem Lula. Por serem tão odiáveis em suas críticas, transformaram o PT em inodiável para mim.

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"Até conhecer de fato a Palestina, eu realmente acreditava que o conflito entre judeus e palestinos era uma guerra entre dois países e exércitos equivalentes, como informavam as TVs brasileiras


( Lucia Helena Issa, no FACEBOOK )

Até conhecer de fato a Palestina, eu acreditava que aquilo as TVs brasileiras chamam estranhamente de " guerra entre palestinos e judeus" era de fato uma GUERRA. Mas depois dessas duas estadias na Palestina, TESTEMUNHANDO tudo o que vi, torna-se impossível ( não apenas para mim mas para dezenas de escritores, atores como Penélope Cruz, Javier Bardem, Will Smith, e escritores como José Saramago) continuar propagando a mentira dos que classificam a situação palestina como " guerra". Eu tinha 12 anos quando aprendi que uma guerra acontece entre dois exércitos equilibrados ou dois países. Então,vejamos: Israel é um país de fato, mas a Palestina ainda luta pela sua independência, e pelo respeito às resoluções da ONU que previam dois Estados. E os exércitos? Vejamos: Israel tem 3 mil tanques bélicos de última geração. Palestina tem 0 . Israel tem 79 helicópteros de última geração. Palestina tem 0 , Israel recebe 3 bilhões de dólares por ano dos EUA em armas e dinheiro. A Palestina recebe zero de armamentos americanos. Israel tem cerca de 600.000 militares somando os da ativa e os da reserva, que são convocados frequentemente. A Palestina não nem um terço disso e seus homens, sem armas nem tanques, concentram-se em levar ajuda humanitária para a população civil e tentar proteger sua população da melhor forma possível. O que as TVs do Brasil chamaram em 2014 de "Guerra em Gaza" foi chamado em va´rios lugares do mundo e até mesmo por jornalistas americanos como Paul Craig Roberts e intelectuais como Noam Chomsky de " massacre". Em Gaza, o Hamás ( grupo político radical, mas eleito em Gaza ) fabrica foguetes caseiros numa tentativa de defesa, enquanto mulheres e crianças são massacradas pelos israelenses com bombas de fósforo branco proibidas pela ONU. Em Belém , a economia da cidade foi estrangulada pelo MURO DA VERGONHA ( como a comunidade internacional chama o Muro construido por Israel para isolar os palestinos, separando famílias, destruindo casas e e desrespeitando claramente a lei internacional., mas isso não aparece na sua TV. Centenas de cristãos são mortos por radicais judeus ( entrevistei um padre que falou sobre os mortos cristãos claramente) mas isso não aparece na sua TV. Apenas os radicais palestinos que, claro, existem, mas são pouquíssimos se comparados aos palestinos pacíficos, aparecem na sua TV. Os assentamentos israelenses perto de Belém me deixaram perplexa, pois são ILEGAIS segundo a ONU e próximos demais dos palestinos, que são frequentemente atacados por colonos judeus. Esses assentamentos são CONDENADOS PELA ONU mas a sua TV não diz isso. Você já se perguntou por quê? Por que isso é omitido no Brasil? O jornalismo no Brasil morreu de fato? Por que o bombardeio imoral de Gaza é chamado de " guerra" no Brasil, quando só há um exército e um único país usando tanques e aviões? Por que será??

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A amante de Fernando Henrique, por Jasson de Oliveira Andrade




A entrevista da jornalista Mirian Dutra, ex-amante de Fernando Henrique Cardoso, à Folha (18/2/2016), foi uma “bomba” e se tornou um fato político importante. É o que afirma Eliane Cantanhede, no artigo “O fator “amante” (Estadão, 19/2): “Sem entrar em questões de ordem íntima e moral, que dizem mais respeito a pessoas, casais e famílias, as recentes declarações da jornalista Mirian Dutra, amante de Fernando Henrique nos anos 1980 e 1990, podem vir a ser um fato político importante, com repercussão nada desprezível na barafunda que o País vive. (...) Mirian Dutra joga declarações no ventilador contra Fernando Henrique, um delator da Lava Jato cita o senador Aécio Neves, Justiça condena o ex-presidente tucano Eduardo Azeredo a 20 anos, as investigações sobre os desvios da merenda escolar acossam Geraldo Alckmin em São Paulo e variadas suspeitas rondam Beto Richa no Paraná. Diante da polarização entre PT e PSDB, a opinião pública, sem pai nem mãe, não sabe para onde correr”, concluindo: “Moral da história: segundo a história política deste e de outros países (como EUA e Bolívia), amantes podem fazer muito mal não apenas à saúde e aos casamentos, mas ao bolso, à imagem e às carreiras políticas”. 

Nas declarações de Mirian Dutra, duas são gravíssimas e merecem destaque. Uma é que uma empresa ajudou a bancá-la no Exterior. Mônica Bergamo, na Folha (18/2) faz essas estarrecedoras revelações: “A Brasif S.A. Exportação e Importação ajudou Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) a enviar ao exterior recursos para a jornalista Mirian Dutra, com quem manteve um relacionamento extraconjugal nos anos 1980 e 1990, e para o filho dela, Tomás Dutra. (...) A transferência foi feita, segundo ela, por meio da assinatura de um contrato fictício (sic) de trabalho, celebrado em dezembro de 2002 e com validade até dezembro de 2006. (...) No documento, aparece como contratante a Eurotrade Ltd., empresa com sede nas Ilhas Cayman”. Adiante essa surpreendente afirmação: “Mirian Dutra, que como jornalista trabalhou na TV Globo, afirmou à Folha, que “jamais pisou” em uma loja convencional ou em um duty free para trabalhar. E que o contrato de US$ 3.000 mensais, foi feito para “suplementar” a renda dela e de Tomás”. Mirian era uma funcionária “fantasma”! Fernando Henrique afirmou que esses recursos enviados a Tomás provêm de “rendas legítimas” de seu trabalho, afirmando ainda: “Nenhuma outra empresa, salvos as bancárias, foi utilizada por mim para fazer esses pagamentos”. No entanto, a jornalista o desmente, ao responder à pergunta da FOLHA, (Você tem como provar?): “Tenho contrato. É muito sério. Por que ninguém nunca investigou? Por que ninguém investigou as contas que o Fernando Henrique tem aqui fora? (...) Claro que ele tem contas. Como ele deu, em 2015, um apartamento de 200 mil (euros?) para o filho que ele agora diz que não é dele? Ele deu um apartamento para o Tomás”. Apesar de FHC dizer à Folha que o dinheiro não provem de “nenhuma empresa”, o jornal, no dia 18/2 e na página A8, publicou o documento assinado por Mirian com a citada empresa! O que é, ao que parece, um crime. Renan, presidente do Senado, está sendo processado sob a acusação de que uma empresa pagava a Pensão de uma filha adúltera... A TV Globo informa, por meio de nota, lida no Jornal Nacional, que “jamais foi avisada” pela jornalista Mirian Dutra “sobre contrato fictício de trabalho”. Se tivesse sido informada, a emissora diz que “condenaria a prática” (sic). Se o ato não foi criminoso, é, como diz a TV Globo, condenável...

Outro fato, esse realmente criminoso, foram os dois abortos pagos por FHC. À Folha, Mirian disse que “durante seis anos com ele, fiquei grávida outras duas vezes, e eu abortei”, afirmando ainda: “Ele (FHC) pagou!”. A Folha noticiou: “O ex-presidente não respondeu a acusação de que teria pagado para que Mirian Dutra fizesse dois abortos antes da gravidez de Tomás. (...) Declarou apenas: “Questões de natureza íntima, minhas ou de quem sejam, devem se manter no âmbito privado a que pertencem”. Como ele não negou, para mim, esta resposta foi uma confissão...

Outra denúncia do Estadão: “Irmã de Mirian Dutra é funcionária irregular (sic) de Serra”. Segundo o jornal o salário dela (FUNCIONÁRIA FANTASMA) é de R$ 9.456,13 e líquido de R$ 7.353,14. Mas esta é outra história.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu


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Gilmar "Dantas", o calcanhar de Aquiles dos golpistas




De todos os componentes que planejam a retirada do PT do poder, tem um deles, que se arvora em sustentáculo, e que se derrubado, praticamente inviabiliza o golpe.

Das estruturas desta tentativa abjeta, se projeta, de forma inconteste, uma figura proeminente, o Ministro Gilmar Mendes, o qual por sua absoluta arrogância e soberba acredita estar acima dos comuns mortais, o que, até agora, tem se mostrado verdadeiro, porque este apesar de realizar verdadeiras diatribes, nada lhe é obstado.

Entretanto, o que se afigura, como demonstração de força, pode fazer às vezes de arma poderosa, se for esgrimida em face do arbítrio de seus atos.

Esta empáfia e belicosidade, que ao mesmo tempo que lhe rende uma fama caracteristicamente ditatorial, também fragiliza sua posição, pois revela traços visivelmente bárbaros e destituídos de senso de razão ou humanidade, bem como põe às claras, a aura de invulnerabilidade que acredita ter e que permitiu deixar suas fraquezas a mostra.

Nesta semana passada por exemplo, de forma acusatória, disse claramente que o PT (por óbvio, que por ser corrupto e ter ganho bilhões na Lava-jato) poderia ficar trinta anos sem receber doações eleitorais de pessoa jurídicas.

E, tal manifestação, anti-jurídica por excelência, obteve apenas um arremedo de oposição por parte do deputado Chico Vigilante, que ao que parece, fracassou em sua tarefa, pois o que deveria ser vigiado continua sendo o esteio de uma estrutura golpista.

Ainda, a forma como o referido Ministro se refere ao Partido dos Trabalhadores e ao governo Dilma, fere de morte as normas e regras constitucionais, normas legais, atingindo, inclusive, regras básicas de convivência social ou mesmo noções básicas acerca da necessária honestidade e respeito que devem cercar as declarações de autoridades investidas em cargos públicos (vejam, de forma apenas exemplificativa, o rol de manifestações abaixo), ainda mais quando advindas de um homem exercendo parte deste poder público.

Suas bravatas contem inúmeros crimes, e suas palavras sujam de maneira brutal uma instituição que se pretende suprema corte de justiça, jamais um cenário de força e arbítrio, como se fosse uma tragédia grega, na qual a democracia morresse no fim.

Talvez, em meio a tantas acusações, a real situação do Ministro Gilmar Mendes, sob o qual também pendem muitas acusações, e que lhe renderam inclusive a invectiva do Ministro Joaquim Barbosa (“Quando vossa Excelência se dirige a mim, não está falando com os seus capangas” ou “Vossa Excelência está na mídia destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro”), revele que também este esteio pode ter alicerces de barro, e não suporte, seja contrastado frente a suas declarações temerárias e, ao fim e ao cabo, veja sua conduta também ser desvendada em seus mínimos detalhes, como fazem ao ex-Presidente Luis Inácio Lula da Silva.

A justiça divina, talvez venha por linhas tortas, e por obras do “destino”, quem sabe encontre na justiça dos homens, um pouco de similaridade.

A frase é antiga, mas sua verdade é inquestionável, uma corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco.

Seguem algumas manifestações deste elo, que tenta revelar força e na verdade escancara sua fraqueza.

"Toda essa estrutura que eles montaram em torna dessa... Na verdade no que se instalou no país nesses últimos anos e está sendo revelado na Lava Jato. É um modelo de governança corrupta, algo que merece o nome claro de cleptocracia. Isso que se instalou", disse Mendes. (http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/09/para-gilmar-mendes-pt-tinha-plano-perfeito-para-se-eternizar-no-poder.html)

Ele disse que se “o partido do governo” recebeu um terço dos desvios na Petrobrás – estimados em R$ 20 bilhões – poderá financiar suas campanhas por longos anos. “Se ele (PT) gastou na campanha presidencial (de 2014, quando Dilma Rousseff foi reeleita) R$ 360 milhões. então tem dinheiro para campanhas aí até 2038, não é? Precisamos olhar isso com cuidado.” (http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/gilmar-mendes-diz-que-dinheiro-desviado-da-petrobras-pode-abastecer-eleicoes-em-2016/)

O pedido de impeachment do Ministro Gilmar Mendes - MS 30672.

Pergunta-se. Qual a importância disso? De pronto respondo, vejam a decisão proferida no Mandado de Segurança abaixo e tirem suas conclusões.

Mandado de Segurança nº 33921/DF. Relator Ministro Gilmar Mendes. Impetrado por deputados do PT, contra a decisão do Deputado Eduardo Cunha, que, na condição de Presidente da Câmara dos Deputados, acolheu a abertura de processo de impeachment da Presidente Dilma. Íntegra http://s.conjur.com.br/dl/gilmar-mendes-impeachment.pdf

Estabeleço uma premissa básica.

Quem não esta afeito ao mundo jurídico até poderia deixar de perceber algo de teratológico, algo de monstruoso, nos fundamentos da decisão acima referida.

Esclareço, nesta decisão, nenhum dos fundamentos utilizados para o julgamento do mérito do pedido no Mandado de Segurança. impetrado por deputados do Partido dos Trabalhadores, esta em conformidade com o entendimento jurisprudencial consolidado junto ao Supremo Tribunal Federal – no dizer do Ministro Marco Aurélio, “centenários”.

Aliás, nem mesmo a doutrina apontada socorre o eminente ministro, pois fundada no magistério do jurista Paulo Brossard, que é justamente a que embasa remansosa jurisprudência em sentido absolutamente oposto.

Poderiam outros dizer, que são entendimento diversos, e que o Ministro Gilmar Mendes não é obrigado a estar a par de todas vertentes jurídicas.

Sinto muito, mas ainda desta vez, tal argumento não pode ser acolhido.

E isso, por um singelo motivo, a jurisprudência que vos falo, foi colhida em outro Mandado de Segurança, MS 30672 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 15/09/2011 , em que o objeto do pedido era: o impeachment do próprio Ministro Gilmar Mendes. (http://jornalggn.com.br/fora-pauta/o-pedido-de-impeachment-do-ministro-gilmar-mendes-ms-30672)

Um ataque a legitimidade da instituição Supremo Tribunal Federal

A divergência é aceitável, é salutar, é a essência do ato de julgar, e, é exatamente o contrário da suspeição, da intriga, da maledicência, uma vez que estas são a negação da virtude, do bem julgar, do livre decidir.

Não é a primeira vez que Gilmar Mendes atinge diretamente os Ministros Luis Roberto Barroso e Teori Zavascki, e coloca sob suspeita suas decisões e motivos de convencimento.

E mais, coloca sob suspeita também o futuro integrante a ser escolhido pela Presidenta Dilma, ou, ao menos, tenta, astuciosamente, direcionar a escolha, de modo a vetar eventuais candidatos que, a despeito de ilibada reputação e elevado conhecimento jurídico tenham, em alguma oportunidade, defendido bandeiras oriundas dos movimentos sociais (bolivarianos).

Comete, neste ponto, o vedado arbítrio a uma parte dos elegíveis, o que, em tese, revela uma atuação eivada de inconstitucionalidade.

(...)

O Judiciário não pode se deixar encurralar ou ser amordaçado por situações limites, a Constituição Brasileira que, ao fim e ao cabo é quem lhes dá poder e lhes outorga a máxima honraria de defende-la e ao povo, não pode ser um joguete em palavras que acusam seus outros componentes de conspurca-la.

Devido às circunstâncias, ao atual Presidente do STF, Ricardo Lewandowski, cabe atuar em defesa da instituição e de seus mais recentes membros.

Sua biografia não se conforma com retrocessos, nem a Constituição Brasileira permite. (http://jornalggn.com.br/fora-pauta/um-ataque-a-legitimidade-do-supremo-tribunal-federal).

As últimas investidas do Ministro do STF, Gilmar Mendes, seja em sua atuação frente ao STF ou mesmo TSE, as quais chegaram ao ponto de confrontações com seus pares, mostram claramente sua intenção de sempre buscar novos flancos para atacar politicamente o governo.http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/11/1542317-o-stf-nao-pode-se-converter-em-uma-corte-bolivariana.shtml)

Tal atuação, totalmente a margem das prerrogativas do cargo, põe em situação delicada todos que se veem objeto de suas investidas, pois estes não tem defesa contra tais atos, que em sua essência são feitos ao arrepio da lei maior, que veda manifestações de caráter politico partidário aos integrantes da Corte Suprema.

O dano que esta sendo perpetrado é imenso, não somente ao governo em si, mas ao nosso, tão caro, Estado Democrático de Direito.( http://jornalggn.com.br/fora-pauta/o-fator-gilmar-mendes-uma-inconstitucionalidade)

Em março de 2013, em João Pessoa (PB), durante a entrega de casas e retroescavadeiras a municípios da Paraíba, a Presidenta Dilma disse que os recursos do governo federal são liberados de acordo com a necessidade da população e não por critérios políticos.

Em termos exatos, disse textualmente: “Nós podemos disputar eleição, nós podemos brigar na eleição, nós podemos fazer o diabo quando é hora da eleição. Agora, quando a gente está no exercício do mandato, nós temos de nos respeitar, porque fomos eleitos pelo voto direto do povo brasileiro. O governo não tem nenhuma justificativa para perseguir quem não é do mesmo partido dele. “

A parte da frase, “nós podemos fazer o diabo quando é hora da eleição”, foi amplamente utilizada e distorcida na imprensa, ou seja, sem que fosse dita na íntegra, de modo que seu conteúdo e significado pudessem ser descontextualizados e deturpados ao sabor de quem fosse tomar como referencia este fragmento do discurso.

Pois bem.

Durante o julgamento do pedido de auditoria das eleições, perante o TSE, o Ministro Gilmar Mendes, ao tentar justificar o pedido do PSDB, teria feito as seguintes afirmações, numa alusão em tese, inaceitável, seja pela total desintonia com o contexto do julgamento, seja pela potencial carga acusatória contida em tal ato.

Disse que a insegurança também é provocada por declarações de autoridades públicas. O ministro citou uma frase dita pela presidenta Dilma Rousseff, em 2013, um ano antes do período eleitoral. “Eu não cometo nenhuma imprecisão ao lembrar a declaração da presidenta Dilma que diz ‘a gente faz o diabo quando é hora de eleição’. A gente pode entender essa expressão de várias formas. Mas, fazer o diabo tem uma carga figurativa muito grande. Será que fazer o diabo significa que é capaz até de fraudar a eleição? Vejam a responsabilidade de pessoas que ficam a falar bobagem, inclusive em campanha eleitoral. Veja o peso que isso tem no imaginário das pessoas. O que significa fazer o diabo na eleição? “, disse Gilmar.(http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2014-11/tse-nega-pedido...)

Ora, tal manifestação, na boca de qualquer cidadão comum do povo, já seria, como virou costume dizer, “estarrecedora”.

Entretanto, vinda de um Ministro da Suprema Corte, e durante um julgamento em que se contesta a lisura do pleito eleitoral, afigura-se como algo teratológico (monstruoso, irreal).

Ninguém, na posição ocupada pelo referido cidadão, esta autorizado a fazer tais inventários sobre ilações de caráter deletério sobre os atos da Presidenta da República em seu legitimo exercício do cargo que lhe foi outorgado pelas urnas.

Ainda mais, quando, a referida menção é retirada de seu contexto, o que, no caso, não permite de plano que se entenda seu real significado de manifestação de afirmação do republicanismo de um governo.

Afirmação esta que reitero, tem a seguinte conformação: os recursos do governo federal são liberados de acordo com a necessidade da população e não por critérios políticos.(http://jornalggn.com.br/fora-pauta/dilma-os-brasileiros-e-gilmar-mendes-por-sergio-medeiros).

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