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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Salvação do governo está nas mãos de Barbosa, por Jasson de Oliveira Andrade




Em janeiro de 2015, escrevi um artigo, sob o título “A preocupante (sic) política econômica de Dilma”. Quase um ano atrás, eu já pressentia o que iria acontecer, como disse no próprio título do meu texto!

Eis o que escrevi naquela época: “Dilma se saiu bem na política social e no combate à corrupção. No entanto, falhou (sic) na economia. Tanto assim que na campanha eleitoral prometeu mudar sua equipe econômica, o que realmente fez. Nomeou para ministro da Fazenda o economista Levy. O início de sua política está provocando polêmica. Uns elogiam; outros fazem restrições, como é o caso do insuspeito Janio de Freitas, o único jornalista da grande mídia que defende o governo Dilma. Os outros, TODOS, só a atacam. Então, as críticas dele à equipe econômica preocupam. (...) E a mudança da política econômica dará certo? A revista CartaCapital, em matéria de capa, tem dúvida. Na longa reportagem de Carlos Drummond, sob o título “O risco forte de recessão (sic)”, bem documentada e publicada nesta revista em 28/1/2015, o jornalista é pessimista: “O pacote fiscal do Governo pressiona uma economia frágil em meio a incertezas globais (sic)”. Mino Carta, em Editorial no mesmo número da revista, é mais contundente. Ele, em certo ponto de seu texto, diz: “Se o governo já praticou políticas de inclusão social (sic), e com êxito não somente para o diretos beneficiados, hoje em dia tal orientação está em xeque (sic), por obra de um ajuste fiscal a prometer DESEMPREGO E RECESSÃO (destaque meu)”. Hoje, doze meses depois, infelizmente, se constatou que é realmente isso que está ocorrendo. Dilma, então, resolveu trocar de ministro. Sai Levy e entra Barbosa.

Com essa mudança, teremos melhora? A jornalista Dora Kramer, em artigo no Estadão (20/12/2015), acha que não: “Nelson Barbosa no comando formal do Ministério da Fazenda significa a retomada de uma política que comprovadamente não deu certo (sic), embora seja da preferência da presidente, cujas escolhas erradas (sic) deram no que deu”. Já o economista Luís Nassif pensa diferente. No artigo “A guerra mundial de Dilma em três meses” (20/12/2015), Nassif afirma que o primeiro trimestre de 2016 será decisivo. Serão, na opinião dele, “três meses de chumbo grosso (sic)”, concluindo: “Sabendo [Barbosa] que, completada a travessia, a economia terá condições de reagir (sic) no segundo semestre, o PSDB junto com parte da mídia apostará todas as fichas na estratégia da terra arrasada. (...) Mas ao contrário de 2015 (sic), desta vez não haverá a mesma complacência com que suas diatribes foram tratadas pela opinião pública. (...) Na medida que Barbosa consiga definir com clareza sua estratégia, e colocá-la em prática, haverá uma reação cada vez maior da opinião pública CONTRA O OPORTUNISMO DOS INCENDIÁRIOS ( destaque meu )”.

O perigo está na sabotagem ou na desconfiança dos empresários. Jaques Wagner, ministro-chefe da Casa Civil, entrevistado por Fernando Rodrigues (Folha), ao responder a pergunta “Posse de Barbosa: Bolsa caiu, dólar subiu”, afirmou: “Eu fico me perguntando quanto disso foi missa encomendada. Quanta gente ganhou dinheiro com isso... Não podemos condenar [Nelson Barbosa} antes. É necessário esperar para saber o que ele [Barbosa] vai fazer”. Esta situação é perigosa. Por que se age dessa maneira? Será mesmo “missa encomendada”?

Para o bem do Brasil, torço que Luís Nassif tenha razão e Dora Kramer errada. E que os empresários pensem mais no País!

Na entrevista que concedeu ao Estadão (20/12/2015), o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, declarou: “Fiquem tranqüilos que, com o tempo, vamos resolver todos os problemas”. TOMARA!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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