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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A trama de Michel Temer falhou, por Jasson de Oliveira Andrade



No início de dezembro de 2015, o impeachment de Dilma parecia certo. Por este motivo, Michel Temer, vice-presidente, tramava, com adversários, a derrubada da presidenta. A colunista Mônica Bergamo, na Folha, anunciou que o senador José Serra (PSDB-SP) estava cotado a ser ministro do novo governo. A revista Carta Capital, edição de 16/12, trouxe essa matéria de capa: "Eduardo Cunha e Michel Temer O COMPLÔ – Eles se unem na tentativa golpista do impeachment, em proveito de um projeto pessoal de Poder”. Na página 22, André Barrocal, na reportagem “Juntos e Misturados”, revelou “como Eduardo Cunha e Michel Temer se uniram a favor do impeachment de Dilma Rousseff”. No dia 20/12, o Datafolha apontou: “Imagem de Dilma tem leve melhora. Antes pequena melhora do que uma piora, ou, como dizia o advogado Edgard Sartori: Está ruim, mas está bom!

Com a leve melhora da popularidade da presidenta, o impeachment foi diminuindo de intensidade. O próprio PSDB prefere agora a cassação do mandato da presidenta e do vice pelo TSE, o que forçaria a uma nova eleição. É o que pensa Sílvio Torres, deputado tucano por São Paulo, ligado ao Alckmin. Em entrevista ao Estadão, em 1/1/2016, ele declarou: “O impeachment que era uma idéia aprovada internamente, parecia iminente (sic), mas agora ESTÁ DISTANTE E É INCERTO (destaque meu). O governo está sabendo reagir e tem aliados no Senado”. Adiante, Sílvio Torres afirmou: “A posição correta seria a cassação dos dois [Dilma e Temer] pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). (...) O impeachment passou a ser imprevisível. Na medida em que Michel [Temer] passou a ser envolvido (sic) em denúncias, houve retração do apoio de setores importantes do partido e da sociedade”.

Com essa nova situação, a trama, denunciada pela Carta Capital, falhou. Eliane Cantanhêde, no artigo “Volta dos que não foram”, publicado no Estadão em 17/1/2016, comenta: “O vice Michel Temer fez que ia, mas não foi. Ele avançou muito na direção oposta à da presidente Dilma Rousseff, estimulou a banda oposicionista do PMDB, divulgou a carta malcriada que enviou a Dilma e por um bom tempo DEU SINAIS DE APOIO AO IMPEACHMENT (destaque meu). Isso passou (sic). Temer agora passa a sensação de estar recuando. O tom em relação a Dilma mudou. (...) Quando olhou em volta, Temer descobriu que podia virar uma ilha cercada de adversários. No Planalto, montou-se um quartel general para disputar o PMDB com ele. No Senado, o presidente Renan Calheiro e sua tropa aliaram-se ao Planalto contra Temer e Eduardo Cunha na Câmara. No Rio de Janeiro – o único estado governado pelo PMDB no “triângulo das Bermudas” --, o governador Pezão alinhou-se com o prefeito Eduardo Paes a favor de Dilma, contra Temer. (...) Se o impeachment subiu no telhado, o vice pulou de volta ao lado governista. Pelo menos até março”. 

Por enquanto, a trama do vice FRACASSOU: o tiro saiu pela culatra. Pelo menos até março... No momento, quem saiu mal na fotografia foi Michel Temer!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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