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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

"A Indústria da Multa não existe" em: "A gente multa e eles ainda reclamam!"


PLANETA: Terra

CIDADE: Tokio. Digo, São Paulo. 

BAIRRO: Vila Prudente 

Caminhava um cidadão de bem de verdade por uma renomada e bem movimentada avenida da Zona Leste paulistana, talvez a mais importante do bairro. Vamos dar a este cidadão de bem o pseudônimo de "Humberto", para zelar por sua identidade e integridade física.

Ele cruza a avenida para a calçada oposta e tem seu caminho dificultado pela presença de automóveis ocupando a mesma, em plena três da tarde de hoje, e às vistas de todos. Perto dali, uma estação de Metrô, o que permite concluir que há ali um polo gerador de trânsito e, portanto, deveria existir uma atenção especial à avenida por parte da CET.

Deveria.

Continuando sua caminhada, cem metros adiante do delito, ele se depara com o Batman. Não esses Batmans coxinhas. O Batman de verdade, respeitável e obstinado guardião das leis.

Quase isso. Não era o Batman. Era um fiscal da CET. O resto tá certo.

O cidadão de bem de verdade se aproxima do fiscal da CET, respeitosamente e cheio de mesuras:

- Com licença, senhor, Vsa Excelência? Desculpa incomodar...

- Pois não, estimado cidadão de bem? Em que posso ajudá-lo?

- É que, se o senhor olha naquela direção ali, ó, bem na calçada, dá pra ver que tá cheio de carro estacionado na calçada, logo que a gente atravessa vindo do Metrô. Tá bem na passagem. Tem nas duas lojas de automóveis, e também na frente da lanchonete, no número 1200.

O bravo agente da lei responde ao cidadão de bem:

- É, um companheiro já tá indo lá.

E prossegue, meio que um desabafo:

- Todo dia a gente vai lá e autua e...e... eles ainda reclamam!!

O cidadão de bem não se surpreende. Sabe como são as coisas aqui. Ele apenas se limita a dizer "E ainda tem VAGABUNDO que fica com esse papo furado de 'Indústria da Multa'...!"

O fiscal da CET concorda, com um aceno de cabeça.

FIM

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