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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Oposição só cassa Dilma com votos de “fiéis” da Presidenta, por Jasson de Oliveira Andrade





O Estadão fez um levantamento sobre a possibilidade da cassação de Dilma. Segundo o jornal “para aprovar o impeachment na Câmara dos Deputados, a oposição à presidente Dilma Rousseff terá de conquistar os votos de dezenas de parlamentares que, mesmo em meio da crise política, demonstraram alto grau de fidelidade ao Palácio do Planalto”. Adiante o Estadão diz: “Nas 35 votações mais polarizadas ocorridas desde o início de outubro, nada menos que 212 deputados apoiaram o governo em 90% das vezes ou mais. Para barrar o impeachment no plenário, os governistas precisam evitar que 171 deputados votem na oposição. (...) Como há 212 “muito fiéis”, Dilma tem, em tese, uma folga de cerca de 40 deputados além dos 171 necessários para barrar o processo que pede seu afastamento. Uma votação de impeachment, porém, é atípica. Nada impede que parlamentares com alto grau de governismo mudem de lado na última hora. (...) Do lado do governo, o principal desafio é a necessidade de compor com partidos que, apesar de aliados, poderão acabar ganhando (sic) com um eventual impeachment. O PMDB, POR EXEMPLO, ASSUMIRIA A PRESIDÊNCIA COM A POSSE DO ATUAL VICE-PRESIDENTE MICHEL TEMER (destaque meu)”. 

Aí mora o perigo para Dilma. Fala-se que o vice trama a queda da presidenta para assumir no lugar dela. Temer sabe que NUNCA chegará à Presidência com o voto. É agora ou nunca! Por esse motivo, ele conversa com a oposição, principalmente com o PSDB. Temer reúne com empresários, apresentando-se como “ponte” contra a crise. Ele divulgou uma carta duríssima que enviou à Dilma, praticamente um rompimento com o governo. Na carta, Temer se queixa: “Passei os 4 anos de governo como vice decorativo”. Leonardo Picciani, líder do PMDB na Câmara, citado por Temer na carta, respondeu: “Ele [Temer] errou ao se descrever como um vice-presidente “decorativo” (...) e ainda assim ter forçado o partido, que estava dividido, a se manter na aliança com o PT em 2014. Se ele era um vice decorativo, por que desejou manter a aliança”? Aliás, qual vice não é decorativo? Poucos! EM TEMPO: Depois dessa declaração, Picciani foi destituído da liderança!

A oposição tem que agradar Temer, caso queira a aprovação do impeachment. No entanto, a estratégia do PSDB é, em minha opinião, desastrosa. O Aécio, presidente do PSDB, ao invés de elogiar o vice-presidente, ao contrário, o critica. O Estadão (9/12) revela: “O tucano criticou (sic) o tom “fisiológico” usado por Temer no documento [carta à Dilma]. “Talvez fosse mais apropriado discutir na carta mais questões do País que assuntos de caráter pessoal e interno. (...) Segundo ele, o vice perdeu a oportunidade de se colocar como estadista num momento de crise e preferiu demonstrar preocupação com cargos: “Acho que houve ali um destaque excessivo PARA NOMEAÇÃO OU AUSÊNCIA DE NOMEAÇÕES (destaque meu).” 

Como o partido vai apoiar não um estadista e sim um fisiológico, como Aécio deixou transparecer? Pior foi a manifestação do líder do PSDB, no Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR) que pediu que o TCU apure atos de Temer. O Estadão noticia que o senador Álvaro Dias protocolou ontem [8/12] no Tribunal de Contas da União (TCU) pedido para investigar os decretos assinados pelo Temer que liberaram créditos suplementares sem autorização legislativa. Segundo o Estadão, “a prática de Temer foi idêntica (sic) à da presidente Dilma Rousseff”, acrescentando: “O valor de créditos suplementares liberados por Temer chega a R$ 67,3 BILHÕES entre o fim de 2014 e JULHO DESTE ANO (destaques meu)”. Por essa medida, vê-se que o TUCANO já planeja o impeachment de Temer, no caso de impedimento de Dilma, visto que o “crime” foi o mesmo! Se Dilma for cassada pelas pedaladas, o Temer também não poderá ser impedido? Ou serão dois pesos e duas medidas? Para a Dilma sim (com a ajuda dos tucanos), para Temer, não! 

Além do mais, Mônica Bergamo, em sua coluna na FOLHA (15/12), noticiou: “TCU [ Tribunal de Contas da União ] pode inocentar Dilma de responsabilidade DIRETA (destaque meu) pelas pedaladas fiscais”. Segundo a jornalista, os culpados seriam Guido Mantega, ex- ministro da Fazenda, e Arno Augustin, ex-secretário do Tesouro. Eles poderão ser punidos. Se realmente o TCU inocentar Dilma das pedaladas como ficará o impeachment dela? A CONFERIR...

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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