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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A intolerância contra Chico Buarque, por Jasson de Oliveira Andrade




Já escrevi vários artigos contra a intolerância religiosa, racial e política. Discordar faz parte da democracia. Só nas ditaduras existe a opinião única. Na democracia, cada um tem sua opinião. Podemos divergir ou aceitar tais opiniões. No entanto, o XINGAMENTO não pode ser tolerado. Foi o que ocorreu com o Chico Buarque de Holanda, um dos maiores, senão o maior, compositor e cantor brasileiro. Sua música “Apesar de você” foi muito cantada no tempo da ditadura. Ele tem sua opinião favorável ao PT. Outros são adeptos de outros partidos. Ao ser agredido verbalmente, apenas depõe contra os intolerantes. É o que veremos a seguir.

O jornalista Bernardo Mello Franco, em artigo na Folha (23/12/2015), sob o título “Mal-entendido no Leblon”, escreveu: “O historiador Sérgio Buarque de Holanda escreveu que a democracia no Brasil “sempre foi um lamentável mal-entendido”. A frase ganhou novo sentido na noite de segunda [21/12], quando seu filho Chico virou alvo de ofensas (sic) numa rua do Leblon. (...) O artista foi hostilizado por um grupo de jovens ao sair de um restaurante em que jantava com amigos. (...) “Você é um merda” (sic), diz um dos homens, encorajado por alguns chopes a mais. “Quem apoia o PT o que é?, ele pergunta. “É um petista”, responde o artista, sem elevar a voz. “É um merda”, rebate o agressor. (...) Apesar das ofensas [xingamentos], o filho de Sérgio Buarque se mantém cordial. Sorri, aperta mãos, pergunta os nomes dos jovens. Um deles é rapper e ex-namorado de uma atriz global (sic). Outro é filho do playboy (sic) Alvaro Garnero. (...) Agora é a nova direita verde-amarela que recorre ao discurso do ódio (sic) contra políticos e intelectuais identificados com o PT. (...) Xingar e agredir (sic) quem pensa diferente é um comportamento autoritário, próximo do fascismo (sic). Confundir isso com democracia não passa de um lamentável mal-entendido, para usar as palavras do historiador”.

Chico Buarque responde, postando no Facebook a música: VAI TRABALHAR, VAGABUNDO. É a melhor resposta de um músico: a sua própria musica!

Que 2016, seja menos intolerante. O ideal seria que não houvesse intolerância!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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