sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A Oposição (PSDB) acordou?, por Jasson de Oliveira Andrade



Escrevi que a Oposição, PSDB à frente, deveria apresentar um Plano de governo para 2018 ao invés de se preocupar com o impeachment. Neste caso, se uniu com Cunha, que, como presidente da Câmara dos Deputados, tem a responsabilidade de aceitar ou não essa medida extrema. Com isto, os tucanos se esqueceram dos graves problemas que o país atravessa. Essa atitude está sendo criticada pela imprensa.

O Estadão, em Editorial, apoiou Aécio Neves (PSDB) contra a reeleição da presidenta Dilma (PT). Agora esse jornal, também em Editorial (8/11/2015), critica a atitude da Oposição (leia-se PSDB). Neste Editorial, sob o título “O SONO DA OPOSIÇÃO”, afirma: “Lula se mexe. O PMDB se articula. Ainda que atabalhoadamente, a presidente Dilma Rousseff também faz os seus movimentos para continuar ocupando o Palácio do Planalto. Nem se fale do sempre diligente Eduardo Cunha, que manifesta uma incansável disposição para conservar a presidência da Câmara e seu mandato. E a oposição? (...) É espantoso que a oposição desconheça o seu papel e ignore os seus compromissos com os interesses do País, assistindo sonolentamente (sic) à crise. (...) Diante da apatia da oposição, é natural a rejeição que suas lideranças vêm recebendo do povo, conforme as últimas pesquisas de opinião. (...) Mas a população sabe que a oposição tem também sua parcela de responsabilidade pela crise – seja porque não soube identificar a tempo e impedir os abusos do lulopetismo, seja porque NÃO APRESENTOU AO PAÍS ALTERNATIVAS VIÁVEIS E ATRAENTES ÁS DA TIGRADA QUE TOMOU O PODER (destaque meu) – e demonstra isso com os altos índices de rejeição a seus principais nomes. (...) Mas a oposição insiste em se manter silente. Limita-se a ações esporádicas e rotineiras. Falta-lhe disposição -- o que é incrível, pois não lhe faltam quadros competentes – para articular um plano de ação capaz de arrebatar a imaginação dos brasileiros e de reacender-lhes a esperança”, concluindo: “O Brasil espera muito mais que uma mudança do retrato do presidente. O País precisa de um projeto claro de governo. Por enquanto, o balcão de oferta ainda está vazio”. 

Parece que depois da crítica do Estadão, o PSDB mudou. É o que constata a FOLHA, em editorial, sob o título “Triplo seqüestro” (14/11/2015): “Um efeito do descrédito vivido pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) começa a manifestar-se de forma salutar sobre um partido supostamente alheio a sua esfera de influência direta. (...) Com bastante atraso (sic), o PSDB moveu-se [acordou do sono] nesta semana para desvincular-se da imagem do presidente da Câmara, que, por um bom tempo, ocupou de modo informal o papel de líder da oposição. (...) O PSDB argumenta que a fraquíssima justificação do peemedebista para as contas na Suíça constituiu “fato novo” a fundamentar uma atitude de firmeza que, a rigor, há muito deveria ser adotada. (...) É que o partido submetia-se ao hábil (sic) jogo de Cunha, em cujas mãos ainda se detém o poder de deslanchar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A aliança tática revelou-se custosa demais para os tucanos. (...) Embora o slogan de sua propaganda política tenha sido o de uma oposição ao governo, e não ao Brasil, as atitudes do PSDB na Câmara representaram clara aposta no “quanto pior, melhor”. (...) Era tempo de cair em si; e, conjuntura tão móvel quanto a atual, não há como saber, porém, se conseguirá se manter a salvo das próprias ambigüidades e hesitações”. 

Essa mudança foi assim descrita pela FOLHA: “Medo de rejeição de eleitor causou guinada de discurso do PSDB. Após pesquisas detectarem desgaste acentuado na imagem do partido, integrantes da legenda abandonam a “política do quanto pior, melhor”. Será? A CONFERIR!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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