sexta-feira, 2 de outubro de 2015

"Venda de MP": Bomba do Estadão contra Lula era mentira, para variar. Jornal deverá responder na Justiça.



Como dizem os cariocas: caraca!

O factóide do Estadão contra Lula - de que ele teria "vendido uma MP" - é muito mais babaca do que se imaginava.

O Estadão tentou ligar a "venda" ao filho de Lula, por conta de um negócio deste com marketing esportivo.

Só que o projeto do filho de Lula aconteceu cinco anos depois da MP!

O pior não é isso.

A tal MP que Lula teria "vendido", segundo o Estadão, nasceu de uma articulação iniciada por Antonio Carlos Magalhães, em 1999.

A MP foi aprovada por unanimidade no Congresso, em 2009, defendida por Tasso Jereissati (PSDB-CE), José Agripino (DEM-RN) e tendo como relator José Carlos Aleluia (DEM-BA), conforme descobriu o deputado federal Paulo Pimenta.

Era uma MP de interesse do país, em especial para os estados governados pelo PSDB.

O Estadão jogou sujo.

Tentou dar um golpe baixo, apenas para criar uma manchete contra Lula e insuflar o clima de ódio político contra o PT.

Cometeu um crime!

Contra Lula, contra seu filho, contra a informação, contra a ética jornalística.

E agora vai pagar caro!

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Filho do ex-presidente Lula processa jornal por mentiras publicadas

Luis Cláudio desmente jornal; para deputado Paulo Pimenta, a matéria foi mais uma tentativa irresponsável da imprensa de criminalizar o PT, Lula e pessoas próximas

Por Agência PT, em 2 de outubro de 2015 às 15:12:39

O empresário Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vai processar “cível e criminalmente” o jornal ‘O Estado de S. Paulo’ por matéria que o acusa de ter recebido propina enquanto Lula era presidente.

“Essa matéria é mais uma tentativa irresponsável de criminalização do PT, de Lula e de pessoas ligadas ao ex-presidente”, criticou o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS).

No texto, publicado na quinta-feira (1º), o veículo declarou que a Marcondes & Mautoni Empreendimentos teria pago à LFT Marketing Esportivo, de Luis Cláudio, para que Lula publicasse a medida provisória 471, de 2009, que oferecia benefícios fiscais às montadoras.

Os valores citados, no entanto, fazem parte de um projeto contratado e executado entre 2014 e 2015, cinco anos depois da aprovação da MP. “O valor recebido pela LFT Marketing Esportivo foi contabilizado e declarado legalmente”, declara a nota divulgada à imprensa por Luis Cláudio.

“A linha temporal destrói o argumento central ao tornar impossível a relação causal dos fatos”, destaca a nota. “É uma matéria que não se sustenta. Os fatos foram ignorados na elaboração da matéria e o simples conhecimento deles seria suficiente para desmontar o factoide criado”, disse Pimenta.

O deputado lembrou que a MP prorrogou incentivos que foram criados a partir de uma articulação em 1999, pelo então senador Antônio Carlos Magalhães, para incentivar a instalação de fábricas automobilísticas nas Regiões Norte e Nordeste.

“Em 2009, a proposta foi aprovada por unanimidade, defendida no Congresso por Tasso Jereissati (PSDB-CE), José Agripino (DEM-RN) e tendo como relator José Carlos Aleluia (DEM-BA)”, apontou.

A medida, de acordo com Paulo Pimenta, foi aprovada sem emendas. “A iniciativa do líder do PSDB (Aloysio Nunes) é reveladora de que tudo isso parte de uma estratégia mentirosa que cria a ideia de uma suposta irregularidade”, avaliou o deputado.

“Não há nenhuma lógica, nenhum sentido nas acusações do jornal. A MP era de interesse do País, beneficiava estados governados pelo PSDB, como Goiás e relatada por partidos de oposição”, rebateu Pimenta.

Luis Cláudio, filho de Lula, é proprietário da empresa LFT Marketing Esportivo, que presta serviços apenas para o setor privado. Os valores recebidos por trabalhos prestados para a Marcondes & Mautoni foram declarados em imposto de renda.

“Essas informações foram disponibilizadas para a imprensa, que ignorou para justificar uma relação espúria que nunca existiu”, disse Pimenta.

Segundo o parlamentar, a matéria é um “factoide criminoso produzido com fundo partidário como parte de uma estratégia para o momento político que estamos vivendo”, declara.

Por Cristina Sena, da Agência PT de Notícias


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