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terça-feira, 27 de outubro de 2015

O pai de Suzane Richthofen era operador do PSDB?



Ao ler, recentemente, nos grandes jornais, a notícia de que a jovem Suzane Richthofen conseguira o benefício da progressão da sua pena para o regime semiaberto, lembrei-me desse crime infame do qual até já me havia esquecido.

Porém, lembrei-me, também, da acusação de um promotor, feita à época do parricídio, de que o pai dela, funcionário da DERSA, era, na verdade, um operador do PSDB e guardava milhões de dólares em contas na Suíça.

Por que, na ocasião, não se investigou a fundo esse fato?

Já se passaram mais de 10 anos!

Por que a grande imprensa silenciou a esse respeito?

Não seria o caso da PGR, aproveitando-se desse novo protocolo de colaboração com o órgão equivalente ao Ministério Público na Suíça, solicitar informações sobre essas supostas contas do finado Sr. Richthofen? Elas de fato existem ou existiram? Ou não passam de “ilações” e “infâmia”. E em caso afirmativo, elas estão sendo (ou foram) movimentadas por alguém? Quem eram os seus beneficiários? Onde foram parar esses milhões de dólares?

São perguntas que, a bem da verdade, carecem de respostas.

Afinal, o Sr. Richthofen era ou não era um operador do PSDB?!

Por que um promotor levantaria essa suspeita, na ocasião desse medonho assassinato, se não houvesse ao menos indícios da materialidade de crime (de caixa 2 ou lavagem de dinheiro)?

Volto a perguntar, como já fiz, reiteradas vezes, de modo insistente, em textos anteriores a este: por que só as suspeitas relativas a membros do Partido dos Trabalhadores e seus aliados interessam à grande imprensa, à PF, ao MP e à Justiça?

Por exemplo, e Paulo Preto? Personagem que transitava com desmedida desenvoltura na máquina de governo do PSDB em São Paulo, e também foi acusado de ser operador do partido na DERSA? E que, supostamente, segundo acusações (infundadas?) de membros destacados do próprio PSDB, desviara cerca de US$ 4 milhões do caixa 2 daquela agremiação.

Está aí uma boa pauta para o jornalismo investigativo – não é mesmo?

Mas por que será que não há interesse por esse tipo de pauta?

Por que será?


LEITURA COMPLEMENTAR - MEMÓRIA:

Há algo de podre no ninho dos tucanos


Inicia-se um ano eleitoral, e já foi dada a largada para a baixaria. Como vem acontecendo nos últimos seis anos, a grande mídia (e a internet) enche-se de matérias sobre o caso Celso Daniel, reivindicando para si a condição de paladino de uma cruzada republicana e moralizadora.

Desta vez, o mote é o exílio em Paris do irmão (Bruno Daniel) e da cunhada (Marilena Nakano) do prefeito petista de Santo André (SP), Celso Daniel, seqüestrado, torturado e assassinado em janeiro de 2002.

Obviamente, nosso jornal, como na questão dos assassinados e desaparecidos durante a ditadura, ou dos sucessivos assassinatos no campo, defende intransigentemente a investigação até o fim de tais atos criminosos, e punição, nos termos da lei, dos seus autores e mandantes. Defende também o direito das famílias e amigos das vítimas de denunciarem e pressionarem os governos e o Estado, no sentido do esclarecimento.

No entanto, já vêm se tornado cansativas as manobras dos tucanos e seus porta-vozes de apenas se ocupar do caso Celso Daniel em anos eleitorais, deixando o assunto morrer sem solução nos anos ímpares (não eleitorais). Sem dúvida, a responsabilidade desse arrastar-se sem fim do assunto deve-se também ao Partido dos Trabalhadores, que jamais se propôs de fato a desvendar o “mistério”, ainda que esteja claro, para todos, que não partiu de qualquer instância ou organismo daquele partido a ordem para a eliminação do seu prefeito.

Ora, se os tucanos não se sentem em condições de esclarecer o caso Celso Daniel (o que, se acontecesse, seria um modo adequado de fortalecer nossa República e nossa democracia), pelo menos deveriam tentar explicar aos cidadãos e cidadãs do nosso país, o caso Suzane Von Richthofen, aquela jovem que, em 30 de outubro de 2002, assassinou seus pais, Marísia e Manfred Von Richthofen, em São Paulo (SP), com a colaboração do seu namorado e o irmão deste, respectivamente Daniel e Cristian Cravinhos.

De acordo com o que a grande mídia se cala e o tucano esconde – mas que acaba sempre vazando – o que se comenta por toda parte, e com claros e fortes indícios de ser verdade, é que o cerco e a proteção que envolvem a senhorita Suzane desde o primeiro momento resultam de uma forte ação de personagens ligados ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Na verdade, essa proteção a senhorita Suzane, visaria esconder o real móvel do crime, que se entrelaça com o modo tucano de fazer política, com a probidade tucana.

De acordo com diversos comentaristas e fontes, o engenheiro Manfred Von Richthofen, pai da senhorita Suzane, e na época do crime diretor da empresa pública estadual (SP) DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S.A., era um dos reponsáveis pelo caixa 2 das campanhas pela reeleição do então governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, e pela eleição do senhor José Serra – também tucano – que disputava com o petista Luiz Inácio Lula da Silva a Presidência da República naquele ano (2002).

Parte do dinheiro que engrossava o milionário caixa 2 tucano teria origem em falcatruas e desvios de verbas destinadas à construção do Rodoanel Mário Covas. Segundo apurou o Ministério Público, o senhor Manfred tinha um patrimônio de R$ 2 milhões, muito superior ao que poderia ter acumulado, considerando que seu salário no DERSA era de R$ 11 mil. Além disso, o senhor Von Richthofen enviava dinheiro para uma conta na Suíça que o Ministério Público “desconfia” estar em nome do senhor Von Richthofen e de sua filha, senhorita Suzane. Ou seja, o móvel do crime perpetrado pela filha contra os pais seria exatamente o dinheiro do caixa 2 tucano que estaria depositado nessa conta.

Assim, mais do que a pressão que faz contra os petistas para que esclareçam o caso Celso Daniel – o que, feito com o objetivo de fortalecer nossa democracia e nossa República e não visando apenas medíocres disputas eleitorais, seria muito bem-vindo – os tucanos deveriam se preocupar de imediato (pois nesse caso têm todas as informações e canais necessários) em esclarecer o caso Von Richthofen.

Sem dúvida alguma, um crime não legitima outro crime.

No entanto, criminosos e acobertadores de crimes não têm qualquer legitimidade para se travestir de vestais.

( *** )

MP apura conta de Suzane von Richthofen na Suíça


O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual (MPE) vão investigar se Suzane von Richthofen e o pai, Manfred, são os titulares de duas contas correntes no Discount Bank and Trust Company (DBTC), hoje Union Bancaire Privée, em Lugano, Suíça, para onde pode ter sido remetido dinheiro supostamente desviado de obras do Trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas. Suzane foi condenada em julho pela morte de Manfred e da mãe, Marísia, ocorridas em 2002.

O advogado Denivaldo Barni Júnior, procurador da Companhia de Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), responsável pelo Rodoanel, era amigo de Manfred e foi tutor de Suzane. Ele será ouvido pelo promotor do MPE Eduardo Rheingantz no próximo dia 27. Não se sabe se as contas número 15.616 e 15.6161, abertas em 1998 no DBTC, pertencem respectivamente a Manfred e a Suzane.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, as contas já haviam sido descobertas pela CPI do Banestado em 2003, mas a titularidade ainda não foi comprovada. A Promotoria de Justiça e Cidadania do MPE, que investiga suspeitas de enriquecimento ilícito e improbidade administrativa de Manfred, ex-diretor de Engenharia da Dersa. Ele a mulher Marísia foram assassinados em 30 de outubro de 2002 pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, a mando da filha, Suzane.

A construção do Trecho Oeste do Rodoanel estava orçada em R$ 339 milhões, mas consumiu mais de R$ 1 bilhão entre obras e indenizações por desapropriações. Aditamentos elevaram os custos para cerca de R$ 575,8 milhões, 70% a mais do que o valor inicial. 

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