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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Fim da impunidade e meliantes em polvorosa: CET guincha dois carros irregulares a cada três horas em SP


Número de veículos rebocados dobrou no primeiro semestre deste ano em comparação com 2014
De quatro anos para cá, o número de veículos guinchados nas ruas da capital disparou. Se nos 12 meses de 2012 quase cinco mil carros e motos foram parar nos pátios contratados pela CET ( Companhia de Engenharia de Tráfego ), entre janeiro e julho de 2015 esse montante passou dos sete mil. E caso a fúria da caneta ( sic ) dos agentes de trânsito continue na mesma média, vai bater facilmente, até dezembro, a marca de dez mil carros apreendidos pelos guinchos da empresa municipal.

Por dia, a gestão Fernando Haddad (PT) reboca, em média, 34 veículos. São dois a cada três horas. Os números aumentaram depois de a Prefeitura ter aberto licitação, no começo do ano passado, para que três empresas gerenciassem três pátios localizados nas zonas Sul, Oeste e Norte da capital. Cada um tem capacidade para abrigar 750 veículos. Trinta e três guinchos [ Nota deste blog: ou seja, merreca ] rodam à serviço da CET.

A companhia não especificou quais os locais com maior índices de autuações, apenas explicou que os reboques ocorrem em áreas que necessitem desse tipo de fiscalização.

Depois do reboque
Quem teve o carro apreendido deve ligar para o número 1188 para saber para onde ele foi levado. Depois disso, o proprietário precisa comparecer pessoalmente a um posto do Detran [ OBS: órgãos ESTADUAIS, ou seja, subordinados aos governos estaduais. Por exemplo, em São Paulo, ao governo Alckmin ], emitir uma guia e pagar taxas de remoção ( R$ 521 para carros de passeio ) e de estadia ( R$ 41 por dia ). Caso a documentação não esteja em ordem ( IPVA e licenciamento ), a quitação deve ser feita no ato. Esse foi o caso do auxiliar administrativo Caribé de Oliveira Júnior, 26, que gastou mais de R$ 1 mil para resgatar seu carro.

Os valores das autuações pelas paradas em locais proibidos variam entre R$ 53,20 e R$ 127,69. A Prefeitura esclarece que não há tolerância para estacionamento em guia rebaixada, nem mesmo se a residência for a do dono do carro.




DEPOIMENTO - Caribé de Oliveira Júnior, 26, auxiliar administrativo 
Eu bobeei. Não vi a placa de proibido estacionar e parei próximo a um ponto de taxi ( na Rua Ponta Delgada, no Itaim Bibi, Zona Oeste ). Seria por pouco tempo, mas voltei meia hora depois e o carro já não estava mais lá. A rua é pequena e nunca imaginei que a fiscalização passaria ali. Só não achei que o carro tinha sido roubado porque havia um cavalete da CET no lugar. Mas o pior foi o tempo para resgatar o veículo ( um Prisma 2009 ). Comprei o carro em novembro de 2012. Este ano, não levei nenhuma multa. Agora, perdi R$ 1 mil, além de 18 horas. Tive de tirar o dinheiro da poupança e sorte que sobrou um pouco na conta. Mas foi bom porque aprendi a lição e nunca mais paro em local proibido. E meus amigos, que me acompanharam desde o primeiro momento, também. E agradeço também à mãe de um deles, que me levou para lá e para cá. Se não fosse ela, teria demorado mais para pegar o carro de volta!

LOCALIZAÇÃO DE PÁTIO NÃO ESTÁ NO MAPA E NEM EM PLACAS

Depois de ligar para o telefone 1188 com o objetivo de saber onde o carro guinchado está e após se dirigir a um posto do Detran para pagar todas as taxas, o motorista precisa ficar muito esperto caso o pátio escolhido seja o da Zona Oeste. Localizado na Avenida Engenheiro Billings, 2.050, no Jaguaré, o estacionamento prega uma peça em quem faz a procura no Google Maps ( mapa na internet ). A busca leva o desavisado para a Avenida Edgard Facó, na mesma região, mas a 10 quilômetros de distância. O erro ocorre devido, possivelmente, a uma programação errada no site de buscas [ NdB: Vão culpar o Haddad por isso também?? ]. Quem busca informações em placas para chegar ao pátio também se perde, pois não há qualquer sinalização na Marginal Pinheiros, principal via de acesso.

O estudante Lucas Castanho, 24, reclamou do tempo perdido na tarde de ontem, quando foi acompanhar um amigo a retirar seu carro. “Procuramos na internet e fomos a esse endereço, mas, chegando lá, o porteiro informou que deveríamos ir a outro lugar. E que muita gente também errava o caminho”, afirmou. 

“Perdemos pelo menos duas horas com essa falha de informação. Lá pelas 23h conseguimos chegar ao posto correto e retiramos os documentos e a mochila do meu amigo”, disse, sobre o local que fica aberto durante a noite para que as pessoas possam retirar pertences nos veículos.

COMPANHIA DIZ APENAS CUMPRIR LEIS (*) DE TRÂNSITO

Em nota, a CET ( Companhia de Engenharia de Tráfego ) afirmou que toda a fiscalização realizada pelos agentes de trânsito na cidade de São Paulo é feita de acordo com os enquadramentos previstos no CTB ( Código de Trânsito Brasileiro ). 
Conforme explicação da companhia, quando acionado (**), o “marronzinho” chega ao local para verificar a irregularidade no estacionamento e faz a fiscalização. E, se for preciso, o guincho é enviado para fazer a remoção. Após a retirada, o veículo é levado para um dos pátios.
A CET esclarece ainda que boa parte das autuações ocorre após a reclamação pelo telefone 1188 (***) da Prefeitura. No primeiro semestre deste ano, foram registrados 101.682 contatos com solicitações de fiscalização por desrespeito às leis de trânsito na cidade. Desse total, 20% ocorreram por estacionamento de veículos em frente a guias rebaixadas; e 24% por parada sobre passeio, calçada (****), esquina, ou fila dupla. 
O órgão público não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre os locais que mais passam por fiscalização, ou seja, têm mais carros guinchados. Também não esclareceu os valores pagos às empresas pelas licitações. 
A empresa terceirizada responsável pela gestão do pátio do Jaguaré não soube dizer o porquê do endereço errado.

( DSP )

( * ) Com certeza. Apesar da choradeira noticiada e, por outro lado, alimentada pelo imprensalão, a CET cumpre sua obrigação ( senão estaria prevaricando ), assim como o PM que prende um batedor de carteiras apanhado furtando. Se as pessoas não são contra a apreensão e punição dos chamados "marginais", por quê são contra a punição por delitos de trânsito?

( ** ) e (***) Isso é importante. Apesar de todos saberem disso, não custa repetir o óbvio: você flagra o delito sendo praticado e escolhe chamar o 1188, ou deixa prá lá.

(****) Eu sou testemunha disso. Devo ser o paulistano que MAIS VEZES CHAMOU A CET na História. Devo ter passado de 1000 telefonemas ao longo de 15 anos, com mais ênfase de 2005 pra cá. Infelizmente - e a reportagem não diz isso - como a frota de veículos e o efetivo de "marronzinhos" em São Paulo é insignificante, a quantidade de autuações, remoções, guinchos e multas não acompanha a quantidade de delitos que são praticados pelos motoristas paulistanos. 
Mas permitam que eu conte que essa semana consegui obter uma vitória: um veículo estacionado totalmente sobre uma calçada por horas, dois dias seguidos. No segundo dia consegui que um fiscal fosse lá e multasse o vagabundo, mas isso após uns 8 telefonemas num período de 6 horas. O detalhe é que o meliante era reincidente. Eu tinha feito a CET visitar o local uns dois ou três meses antes, mas ela se limitou a proceder uma "remoção", eufemismo para "pedir que o motorista retire o carro irregularmente estacionado"; mas, basta o fiscal deixar o local, que o marginal motorista recoloca o carro no mesmo lugar. Só que dessa vez ele se fudeu. HA HA HA!

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