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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Com esse povo, Geraldo Xuxuleco nada de braçada


- 08/10/2015 ( com todos os destaques e fanfarras que a imprensa tucana dá aos governos e dirigentes tucanos) : "Secretaria da Educação de SP diz que fechamento de escolas é boato"

- 08/10/2015, Tucano Orlando Morando: “Alguns bairros tem 2 ou 3 escolas; é natural que essa ociosidade que se criou nessa escola, que poderá vir a ser fechada..."
Como se vê, ele não negou ou rejeitou. Ao contrário, ele elaborou um raciocínio a partir da possibilidade de fechamento de escolas "ociosas"

- 21/10/2015, Xuxuleco explica: "Não, o governo não vai. Nenhuma escola vai ser fechada. Você vai reorganizar para ter ciclo único. Você não tem compromisso com prédio, você tem compromisso com escola
Assim, ele "promete" não fechar escolas, mas não se compromete em manter abertos os prédios onde elas funcionam. E, se a linguagem usada revela sentimentos e intenções obscuros e inconfessáveis, notemos que ele não diz "EU vou reorganizar", "EU não tenho compromisso com prédio, EU tenho compromisso com escola"; logo, ele se refere à segunda pessoa do singular e é essa segunda pessoa que irá reorganizar e ter compromisso com escola: "Cobrem DELE, não de MIM". Da forma como foram empregados por Xuxuleco, os pronomes parecem revelar um distanciamento ou um descolamento alckmista da decisão.

( Quem lembra da carta de Covas aos Banespianos está familiarizado com os significados ocultos das declarações e manifestações de tucanos. Na referida carta, ele em nenhum momento disse que iria privatizar - doar, no caso - o banco paulista, mas também não disse que não iria fazê-lo. Na verdade, quem me alertou disso foi um sujeito que deixou o seguinte recado em meu blog, em 2010: "Não há no texto qualquer frase que corrobore sua afirmação. O saudoso (sic) Governador Mario Covas prometeu melhorar a gestão do Banespa, mas não disse em nenhum momento que não iria privatizá-lo" http://2.bp.blogspot.com/…/carta+de+covas+aos+banespianos.j… )

Ainda na mesma ocasião ( 21/10 ), Alckmin soltou a revelação - bastante semelhante à de Orlando Morando: “Se disponibilizar algum prédio, poucos, eles vão para o ensino infantil. Porque você tem ociosidade no ensino médio e falta de vaga na creche e na pré-escola

Você tem OCIOSIDADE em salas e escolas, mas essa ociosidade é causada EXATAMENTE pelos governos tucanos de São Paulo, e há anos: estabeleça um teto de 25 a 30 alunos por sala, em vez dos atuais 40 ou 50, pra ver essa "ociosidade" sumir como mágica
Como veremos abaixo...

- 22/10/2015, jornal popular tucano Agora SP, abusa de eufemismos ( demos alguns exemplos acima ), bem ao gosto dos tucanos: "Estado divulga até amanhã lista de escolas alteradas"

"(...) Pais, alunos e professores temem que escolas sejam fechadas e que as salas de aula fiquem AINDA MAIS superlotadas (...).", esclarece o Agora, sem destacar devidamente essa condição reconhecida pelo próprio jornal: salas ESTÃO superlotadas e PODERÃO FICAR AINDA MAIS.

- 26/10/2015, A VERDADE: "Governo de São Paulo anuncia o fechamento de 94 escolas".

Do dia 08/10, quando o fechamento de escolas era, SEGUNDO A SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE GERALDO ALCKMIN, mera boataria, a 25/10 ( menos de duas semanas depois ), quando O FECHAMENTO DE ESCOLAS ERA RECONHECIDO COMO REALIDADE pelo mesmo governo tucano. Não que fosse minimamente possível imaginar que ele não faria isto. Há anos eles fecham escolas e superlota as salas, só pra não ter que pagar professores. Não seria dessa vez que eles não fechariam, já que é política deste governo. E ninguém, nem imprensa amiga ou governo Alckmin será cobrado por isso. Azar de pais, alunos e crianças. 

A cereja do bolo
A lavagem cerebral foi tão bem-feita pela imprensa paulista desde 1994, escondendo tudo o que os tucanos fazem ( ou não, né, pois o atraso e encarecimento no Metrô - sem contar as estórias de propinas a rodo - era pra ser mostrado todo santo dia; no entanto esse destaque e honra fica pras ciclovias paulistanas ) e mostrando como grande coisa simples mixarias, que opiniões absurdas como a que reproduzirei abaixo, são regra neste Estado. Simplesmente só existe governo federal ou - no caso da cidade de São Paulo - o prefeito. E não é incomum que estes dois governos recebam críticas que deveriam na verdade ser endereçados ao governo de Geraldo Alckmin. 
Uma tática perfeita e vencedora. 



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