quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A mídia “assassina” a Língua Portuguesa, por Jasson de Oliveira Andrade



A mídia tem uma enorme influência nos seus leitores. Mas a imprensa ensina ou deseduca? Ela mais deseduca do que ensina. A internet, principalmente o Facebook, mesmo sendo um avanço da tecnologia moderna, tem os seus prós e contras. O contra é que a sua linguagem é simples e, em alguns momentos, simplória. Neste caso, deseduca!


Felizmente alguns jornalistas se preocupam com essa situação. É o caso do excelente radialista Alair Júnior. Em artigo publicado no jornal “Letra & Cultura”, edição de outubro, ele escreveu um lúcido texto, sob o título “O crime e a mídia”. Alair Júnior nessa analise constata: “A mídia tem se tornado tão criminosa quanto o crimes que publica. Refiro-me ao “assassinato” da Língua Portuguesa e às constantes “agressões” contra a Redação e as Figuras de Linguagem”. O autor fala com conhecimento de causa porque é jornalista policial, o melhor da região. Ele chega a essa melancólica conclusão: “Estamos cercados pela incompetência!”. O texto de Alair Júnior deve ser lido e meditado por jornalista e, principalmente, pelos estudantes de jornalismo. E também por professores e alunos.

O jornalista Paulo Henrique Amorim escreveu um livro sobre o jornalismo e a televisão, principalmente a história secreta da Globo, onde trabalhou por alguns anos. O título da obra: “O Quarto Poder – Uma Outra História.” Apesar do título, ele considera a imprensa escrita e falada como o primeiro Poder. O jornalista a designa PIG ( Partido da Imprensa Golpista ). Paulo Henrique Amorim faz a mesma constatação de Alair Júnior. Na página 381, ele escreve: “O resto, o resto é ler Machado de Assis. E aqui se chega a outro ponto capital: a Língua Portuguesa, aquela de Machado e Vieira. (...) Os jornalistas de economia são transgressores contumazes. (...) Não sabem escrever”. E conclui: “O jornalismo de economia é tão ralo quanto ao jornalismo brasileiro.” 
De quem é a culpa? Das faculdades? Pode até ser, mas tenho uma opinião à respeito: falta de leitura. Hoje com a internet se lê muito pouco, quase nada! Lembro-me que na década de 1980, quando trabalhava na Biblioteca da FEG ( Fundação Educacional Guaçuana ), eu recomendava aos alunos que deveriam ler muitos livros. A leitura constante dava às pessoas boas redações. É o que falta hoje, segundo Alair Júnior e Paulo Henrique Amorim!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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