sábado, 31 de outubro de 2015

A Veja e seu ato falho estampado na capa




Por Fábio de Oliveira Ribeiro
No GGN

Não leio a Veja, mas as vezes sou obrigado a ver a capa da revista na banca de jornais onde compro minha Carta Capital. As fotomontagens anti-comunistas e anti-petistas da Veja não me agradam. Não é só o mofo desta ideologia que me incomoda, o que me causa mais repugnância é o vazio icônico que emoldura um jornalismo que já se provou mais inventivo do que criterioso. Quem não tem nada a oferecer ao país só pode mesmo ser anti-alguma coisa. O que será da Veja se e quando o PT deixar de existir? Por falta de inimigo, a revista morre de inanição.

Mas a Veja não está sozinha. Ela é citada pelos políticos da oposição, referida por outros veículos de comunicação e, infelizmente, lida por um seleto grupo de neonazistas, fascistas retrô, senhores feudais dos grotões, racistas moderninhos, esquizofrênicos medicados e oligofrênicos incuráveis. Todos os que nada tem a oferecer ao país e que dele querem arrancar um pedaço se reúnem em volta da Veja e fazem sua dança de guerra contra Lula. Alguns financiam os bonecos infláveis gigantes do ex-presidente. Outros espetam, após a missa de domingo numa catedral qualquer, os bonequinhos de cera de Lula que encomendaram a peso de ouro aos especialistas em magia negra.

O ódio cega. E se espalha. Mas ele se dissolve se não houver alguém em torno do qual ele possa se aglutinar. O que falta à Veja, à oposição e aos fiéis leitores da revista é um líder. Aquele que seja capaz de dominar todos os outros líderes que pretendam disputar a posição de comando.

A reencarnação brasileira de Hitler tem sido procurada pelos barões da mídia, mas ainda não foi encontrada. José Serra tentou e deu com os burros n’água duas vezes porque ele é um fujão. Acuado, o ex-governador de São Paulo foge do combate mortal, como fugiu do Brasil depois do golpe militar e se escafedeu do Chile alguns anos depois. Geraldo Alckmin é atrevido e malvado como o führer germânico, mas falta-lhe algo. O habitante do Palácio dos Bandeirantes é capaz de deixar milhões de paulistas sem água para garantir o lucro dos acionistas da Sabesp em New York, mas quando abre a boca ele dá sono. O picolé de chuchu não é capaz de envolver e apavorar uma plateia de maneira tão profunda quanto Hitler.

Ano passado Aécio Neves reluziu como um diamante, mas ao fim da campanha a maioria da população perceber que ele não passava de uma imitação barata de vidro. Confrontado de maneira dura por Dilma Rousseff o presidente do PSDB borrou as calças. Ele perdeu a eleição porque perdeu os debates na TV. Tudo que tentou desde então (impedir a diplomação da adversária, recontar os votos presidenciais, bloquear a posse da presidente, Impedi-la de tocar seu mandato) Aécio perdeu. Não há perdedor maior e mais frágil do que ele no Brasil. Causa-me temor não as investidas verbais dele contra Dilma Rousseff, mas a possibilidade dele meter uma bala na cabeça em razão de não conseguir suportar tamanha frustração.

Lula foi ofendido de maneira evidente e proposital na última capa da Veja, revista que perdeu a credibilidade desde que se uniu à quadrilha Cachoeira/Demóstenes Torres. Se tivesse sido duramente punida naquela oportunidade, a Veja não continuaria confundindo jornalismo com propaganda mafiosa em benefício dos criminosos listados entre os correntistas do HSBC da Suíça (dentre os quais vários barões da mídia). O circulo se fecha aqui.

É perfeitamente compreensível a circulação circular das notícias plantadas na Veja contra o PT. Aqueles que repercutem as distorções, invenções e inversões de valores cozidas e recozidas na redação da Veja tem razões para atribuir uma credibilidade imerecida à revista usando-a para atacar ferozmente o PT. Num governo tucano os barões da mídia, que já atuam de maneira concertada à moda da máfia italiana, não só não seriam incomodados pela Polícia Federal e pela Justiça Federal como conseguiriam ter lucro. No fundo o que eles querem e poder dividir entre si, como sempre fizeram até alguns anos atrás, as verbas de publicidade da União e autarquias federais. Isto além de dizer o que o governo deve ou não deve fazer em prol dos interesses mesquinhos dos Marinhos, Frias, Mesquitas, Saads, etc...

Neste sentido, Lula vestido de presidiário na capa da Veja é um evidente ato falho. Aqueles que tem medo da prisão não poderiam fazer outra coisa senão desqualificar o ex-presidente que inverteu as regras do jogo político no Brasil. O jogo político invertido, contudo, apenas começou e quando o PT for para a rua os donos das empresas de comunicação terão que se esconder nos seus castros, isto se já não tiverem sido recolhidos à prisão.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Como se faz um petralha. Lição única



( OBS: Razoavelmente baseado em fatos e opiniões reais. Só que a realidade é sempre pior )

Dois sujeitos filam as capas dos jornais. Um deles parece mais incomodado com o que lê. E puxa assunto com o desconhecido ao lado. É quando ESTE fica incomodado. Tava tentando ler sobre o jogo de ontem, nem dava atenção pro noticiário de política.

O intrujão comenta:
- Olha isso. Fechando escolas. Lastimável como o governo trata a educação em NOSSO PAÍS como um lixo uma moeda de troca
Essa Dilma vagabunda. Tinha que ter alguém pra dar um teco nela.

Como não ia conseguir ler em paz com o chato soltando perdigoto na sua orelha, nosso herói se digna a responder, embora saiba muito bem que não servirá de nada:
- É o governo estadual que vai fechar essas escolas. O Alckmin.

Como era óbvio, o chato não deu a mínima para a explicação correta. Já estava mesmo acostumado a culpar a Dilma até pela derrota do time. Ele insiste:
- Suécia e Holanda fecham prisões. BRASIL fecha escolas e abre presídios. Dilma e Raddard fechando escolas. Por isso que o povo é tudo burro.

Mais uma vez nosso herói se vê obrigado a corrigir a besteira dita pelo chato. Mesmo sabendo que é impossível convencer o cara. 
A verdade é que o chato acreditaria que a Terra é achatada, se isso fosse necessário para culpar o PT de alguma coisa.

Pro nosso herói, no entanto, é uma mera questão de dar a César o que é de César. Rede estadual é estadual. Municipal é municipal. E assim por diante.

Era pra ser uma coisa simples. 

E era. Uns dez anos atrás.

- Amigo, basta ler aqui embaixo, ó: "Secretaria ESTADUAL de Educação de São Paulo divulga lista de escolas fechadas"...É o Estado de São Paulo. O Alckmin.

O chato olha contrariado pro sujeito que ousa o corrigir e tasca na lata:
- Vocês petralhas são foda heim!

FIM

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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

No Twitter, duas semanas atrás, Secretaria de Educação de Alckmin disse que fechar escolas "não é objetivo"!





Usando toda a ginástica possível, a pessoa responsável pelo Twitter da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo não disse que "não iriam fechar escolas", mas sim, que "não era ( o ) objetivo". Isso faz muita diferença, já que não mentiram claramente, embora o fechamento de escolas fosse um segredo de Polichinelo. Não começou hoje nem ontem. Os paulistas é que não se deram conta ou não se importaram.

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Presidente do Ibope diz que Aécio teve apenas 15% dos votos em 2014



Em reação a críticas do senador Aécio Neves (PSDB-MG) contra o Ibope, o presidente do instituto, Carlos Augusto Montenegro, disse que o tucano não obteve 48% dos votos dos eleitores em 2014, quando se candidatou à presidência e perdeu para a presidente Dilma Rousseff.

Segundo ele, apenas 15% dos brasileiros votaram no tucano, enquanto 33% eram eleitores anti-PT, que votariam em outros candidatos. A informação é da coluna de Ilimar Franco, do Globo, desta quarta-feira 48. A afirmação de Montenegro, segundo o colunista, veio após um bate-boca entre Aécio e Lindbergh Farias (PT-RJ) no Senado.

O petista subiu na tribuna para ressaltar os 47% de rejeição a Aécio, de acordo com pesquisa Ibope divulgada na segunda-feira, que destacou principalmente os 55% de rejeição ao nome do ex-presidente Lula em 2018. “Foi só um alerta”, disse o petista. “Não preciso de alerta”, respondeu Aécio. Segundo outro senador, o tucano ainda disparou: “Isso é o Ibope!”.


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Suplicy, Haddad e a imolação voluntária na Livraria Cultura. Por Kiko Nogueira



Cada vez fica mais evidente o que você suspeitava: o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, caiu numa cilada ao concordar em participar de uma “sabatina” promovida pela rádio CBN num anfiteatro da Livraria Cultura.

Fazia sentido? Meia hora de CBN é mais do que suficiente para conhecer o perfil de indignação seletiva. Fabíola Cidral, âncora do noticiário local, com sua simploriedade, vive de bater em qualquer medida da gestão Haddad.

O perfil dos ouvintes é o mesmo da Jovem Pan. Esse pessoal está realmente disposto a dialogar? Quem vai ser convencido? Faz sentido dar audiência? (Ambas, aliás, contam com campanhas publicitárias regulares da prefeitura).

A Cultura, por sua vez, há muito virou point do idiota útil de extrema direita. Todo lançamento de autor neo-olaviano atrai uma multidão. Sergio Moro foi ovacionado ali. O fundador, Pedro Herz, insiste em dizer que não tem “posição política”.

Não houve uma mísera nota sobre as hostilidades a Eduardo Suplicy, chamado de “vergonha nacional”. Agora surge a informação de que o sócio diretor Fábio Herz assinou a petição fraudulenta pelo impeachmet no site change.org.

Suplicy, aliás, conseguiu apelar, na rede, para que “não se promova qualquer boicote à Cultura” e isentou também a CBN de responsabilidade. ( Você quase compreende sua ex-mulher Marta. Quase ). Suplicy não tem desculpa.

Numa entrevista à DW, o próprio Haddad disse que “não conta com a boa vontade das emissoras de rádio e TV em São Paulo. Todas militam contra as políticas da prefeitura por razões ideológicas, na minha opinião. Eu acho que é da democracia, mas isso retarda o processo de civilizar a cidade porque essas emissoras jogam contra essa modernização”.

Ainda: “Foram contra todas as medidas que eu tomei, as mais óbvias no mundo sofreram resistência aqui. Não é só uma questão de comunicação, não tem um ambiente favorável ao debate franco. Você tem um pelotão que 24 horas por dia está nas rádios militando contra as medidas de modernização”.

Você já tentou dialogar com um pelotão desses?

Democracia e “republicanismo” não são sinônimos de imolação em praça pública — nem que seja por livre e espontânea vontade. Isso tem outro nome e vamos fazer de conta que Suplicy não sabe qual é.


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Ex-assessor de Reagan: EUA criaram Estado Islâmico para derrubar Assad



Diante das recentes intenções dos EUA em realizar ataques em solo contra os terroristas do Estado Islâmico, Sputnik entrevistou Paul Craig Roberts, economista e ex-assistente para a política econômica durante o governo do ex-presidente dos EUA Ronald Reagan. Eis o que ele tem a dizer sobre esse assunto.

"Acredito que tudo aquilo sobre o que Carter fala diz respeito a operações de resgate das forças especiais. Não creio que o mundo aceite mais uma invasão ilegal por parte dos EUA. O envio do exército dos EUA à Síria caracterizaria justamente uma invasão ilegal. Não creio que isso irá ocorrer. Mas aquilo que já aconteceu é o fato de Washington estar assustado com a perspectiva de seu governo fantoche no Iraque pedir ajudar à Rússia para combater o EI em território iraquiano, já que os norte-americanos não estão dando conta dessa tarefa" – disse Roberts.
Roberts acredita que caso o Iraque peça apoio militar à Rússia a exemplo da Síria, isso naturalmente excluirá os EUA da operação. Portanto, na sua opinião, Washington está simplesmente tentando dizer: "Escutem, nós vamos cuidar mais seriamente no EI no Iraque".

"É muito difícil de fazer com que EUA se oponham ao EI, já que os EUA criaram o EI e tentam usá-lo contra Assad. Mas eu acredito que a política da Rússia na Síria obrigará os EUA a se opor ao seu próprio pessoal – o EI. E caso os EUA não se oponham ao EI no Iraque de forma mais decisiva, então haverá chance de o Iraque pedir à Rússia para fazê-lo" – concluiu o ex-assessor de Reagan.

Bagdá dá luz verde à Rússia para bombardear terroristas no Iraque
No início desta semana, o chefe da Comissão do Parlamento iraquiano para a Segurança Nacional e Defesa, informou a agência de notícias Fars que Bagdá deu luz verde à Moscou para realizar ataques aéreos contra EI no Iraque, pelo fato de a operação russa na Síria ter provocado o deslocamento dos terroristas do grupo para o território iraquiano.
Ainda nesta quarta-feira (28) o governo do Iraque declarou que não precisa de operações terrestres das tropas norte-americanas eu seu território e que não solicitou a sua realização junto às autoridades dos EUA.


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"Está acontecendo neste País um atentado ao direito de defesa. segmentos do Judiciário, do MP e da PF são ameaça ao Estado de Direito", acusa parlamentar




Wadih Damous: segmentos do Judiciário, do MP e da PF são ameaça ao Estado de Direito

Em pronunciamento na tribuna da Câmara, nesta terça-feira (27), o deputado Wadih Damous (PT-RJ) criticou duramente a perseguição política promovida contra o ex-presidente Lula por parte de setores do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal. Damous denunciou a violação do amplo direito à defesa, com o cerceamento do trabalho de advogados e os vazamentos “criminosos e seletivos” de delações premiadas com o objetivo de atingir Lula, o governo Dilma Rousseff e o PT.

“O que está acontecendo neste País é um atentado ao amplo direito de defesa”, disse Damous, apontando que “esta semana e a semana passada foram marcadas por atitudes absolutamente arbitrárias por parte de segmentos do MP e do Judiciário”.

O deputado se solidarizou com “todos os advogados de defesa do Brasil” e pediu à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que tome “uma atitude efetiva e enérgica em defesa dos defensores e em defesa do amplo direito de defesa”, princípio fundamental que os constituintes de 1988 inscreveram na Carta Magna. “Solidarizo-me ainda com todos aqueles que foram às ruas defender – e alguns morreram ou foram supliciados – esses princípios que hoje estão sendo massacrados por alguns segmentos do Ministério Público do Judiciário e da Polícia Federal. E hoje esses segmentos são uma ameaça ao Estado Democrático de Direito”, afirmou.

O parlamentar fluminense citou o caso de delações que são vazadas para a imprensa e que os advogados de defesa de pessoas atingidas pelas declarações contidas nas delações não têm acesso aos conteúdos das mesmas. Damous citou o caso de Fábio Luís da Silva, filho de Lula, que teve uma de suas empresas alvo de ação de busca e apreensão sem que o seu advogado sequer tivesse conhecimento dos motivos que embasaram a medida. “Há vazamentos criminosos, seletivos e que precisam ser investigados. Eu espero que as defesas do senhor Fábio e do ex-presidente Lula vão ao Conselho Nacional de Justiça pedir investigação sobre esses vazamentos que constituem crime”, sugeriu Damous.

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Mídia trata filhos de FHC e Serra como os de Lula?, por Pedro Maciel




Primeiro nos deparamos com a fofoca do decadente jornalista Lauro Jardim acerca de suposta afirmação do réu confesso Fernando Baiano de que ele teria pago contas de Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, me remeteram a fatos ocorridos em 2005, depois ele mudou a versão... Disse que entregou o dinheiro para um amigo do ex-presidente, o qual entregaria a uma nora, cujo nome ele sequer soube dizer.

Essa perseguição começou em 2005 quando a revista VEJA estampou em sua capa um simulacro de “escândalo” denunciando “fato grave” segundo a revista. Mas a escândalo denunciado estava mais para contas do Senador Romário do que para contas do Cunha. Tratava-se de uma operação declarada à Receita Federal e aprovada pela CVM, que a imprensa tentou criminalizar em vão, não há ilegalidade.

Agora o espetáculo midiático ataca o filho mais novo de Lula. Fato que é tão “forçado”, como dizem os jovens. Fato que o senador José Serra considerou um "exagero" a decisão da Polícia Federal de realizar uma busca e apreensão no escritório de um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Bem, em 12 de junho de 2010 publiquei no meu blog um artigo curtinho com esse titulo “Dois pesos e duas medidas...”, pois tudo que se publica por parte da imprensa em relação a Lula e sua família jamais é honesto, o objetivo é desgastar, constranger e destruir. 

Mas essa mesma imprensa tão “imparcial” não comenta o desfecho de outros casos, nem se interessa em apresentar grandes manchetes sobre eles.

Há, por exemplo, o caso do superfaturamento na construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000, fato que envolve Paulo Henrique Cardoso o filho do ex-presidente FHC.

Isso mesmo, o herdeiro do FHC gastou cerca de 24 milhões de dólares em 2000, equivalente a 80 milhões hoje de dinheiro público para ir à feira. O custo astronômico chamou atenção, pois o custo real e comprovado do estande não passou de 1,5 milhão... Com quem ficou a diferença entre 1,5 milhão e os 24 milhões que o governo desembolsou na época? O filho de FHC foi denunciado pelo MPF à época.

Já Fábio Luís, filho de Lula, apesar de incansavelmente investigado jamais foi denunciado pelo MPF. Por quê? Porque não praticou nenhum ilícito. Como não encontraram, e provavelmente nada será encontrado contra Fábio, atacam seu filho mais novo: Luiz Claudio.

E para a empresa do filho do ex-presidente Lula chegou a ter 150 funcionários, gera emprego, trabalho e renda, funciona regularmente e produz conteúdos de qualidade, basta assistir diariamente o canal Playtv na TV a cabo. Já estande de Paulo Henrique Cardoso deve ser sucata faz tempo...

Outro caso tratado com “descuido” pela zelosa e imparcial imprensa envolve a filha de José Serra, palmeirense da Mooca.

Verônica Allende Serra, entre os 25 e os 30 anos se tornou um fenômeno do mundo dos negócios ao ganhar milhões em período tão curto.

Em 1995, aos 25 anos, Verônica ganhou uma bolsa de estudos para um curso de MBA (Mestre em Administração de Negócios) na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. O benfeitor da filha do então poderoso ministro do Planejamento foi a Fundação Educar, criada por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, à época donos do Grupo Garantia (não podemos esquecer que os citados benfeitores participaram ativamente do processo de privatizações do governo ao que o pai de Verônica servia, além de estarem envolvidos nos interesses da cervejaria Brahma, que, em 1998, em processo polêmico que dependia do Cade, ligado à área de influência de José Serra).

Bem, Verônica concluiria o curso em Harvard em 1997 e já em 1998 conseguiria seu primeiro trabalho no mundo corporativo, na companhia de administração de recursos chamada Leucadia. Meses depois, seria recrutada pelo fundo de investimentos International Real Returns (IRR) para atuar como sua representante no Brasil. Em 2000, tornar-se-ia “diretora” da “Decidir.com, Inc.”, fundada naquele ano, uma empresa “ponto.com” norte-americana, subsidiária da matriz argentina “Decidir”, de busca e verificação de dados cadastrais e crédito.

A empresa ganhou notoriedade no Brasil por ter tido como membros da diretoria tanto Verônica Dantas Rodemburg, irmã do banqueiro Daniel Dantas, dono do CVC Opportunity, como Verônica Allende Serra, filha do então ministro da Saúde José Serra. Em cinco anos, esse prodígio pulou de um empreguinho na Editora Abril e de um singelo curso de Direito na USP para o epicentro dos grandes negócios corporativos, alegadamente por ter passado pela abençoada Universidade de Harvard, que, agora se sabe, basta cursar para ficar rico em poucos anos. Mas ninguém fala nada sobre isso. Mas com Fábio Luís não havia descanso até descobrirem Claudio.

Fato é que esse tal Lauro Jardim fez novamente o quem vem fazendo desde 2003: acusações “espetaculares” para atingir o ex-presidente Lula.

Lula jamais teve, ao longo das mais de três décadas de vida política, uma única acusação leve ou grave comprovada, foi absolvido de todas as calúnias e infâmias, nunca sofreu um processo em que fosse apresentada uma mísera prova das acusações que lhe eram feitas, mas ao longo de seus dois governos, seu filho Fábio Luís Lula da Silva vem sendo acusado, através de montagens fotográficas principalmente, as quais atribuem a ele a posse de propriedades rurais imensa, apontado como dono de empresas como a JBS ( cujos donos reais qualquer pessoa informada sabe quem são ), enfim, o filho mais velho de Lula é um dos alvos prediletos dos adversários do pai há muito tempo, mas Paulo Henrique Cardoso e Verônica Serra são sempre poupados e seu surpreendente enriquecimento, coincidente com os mandatos de FHC e Serra, relevados.

Dois pesos e duas medidas. A imprensa trata uns com justiça e outros com injustiça, Paulo, Verônica, Fábio e Luiz Claudio merecem o mesmo tratamento da imprensa, pois condutas diversas da diante de situações idênticas, aplicar a lei ou a regra com mais ou menos rigor de acordo com a conveniência é imoral e merece a nossa discordância expressa.

Pedro Benedito Maciel Neto, 51, advogado, sócios da MACIEL NETO ADVOCACIA, autor de “Reflexões sobre o estudo do Direito”, Ed. Komedi, 2007.



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"O leitor da Veja é, antes de tudo, um cuzão"




( Extraído do BLOG DO SKORA )

OBS: Os links não figuram no texto original, tendo sido acrescentados por este blog.


Fui comprar cigarros...

Chegando no mercadinho me deparo com o dono do estabelecimento e dois clientes falando besteiras a respeito de Lula e, sobre o balcão, um exemplar da revista veja que os três pareciam reverenciar.

Deixei rolar os impropérios e depois de alguns instantes intervi:

- Lula , o melhor presidente que este país já teve em toda sua história, está de aniversário hoje. 

Os três me olharam com cara de assustados. 

O cidadão, dono da revista, retrucou: "Lula é o maior ladrão que este país já teve."

Eu:

- É? Onde estão os frutos de tamanha ladroagem? Lula tem um patrimônio compatível com sua renda, assim como seus familiares. Será que ele esconde seus trilhões ilícitos nos colchões de seu apartamento no ABC?

- Ele distribuiu pra laranjas da família!

- Não seja ridículo. Desde os anos 80 tentam criminalizar Lula e até hoje, mais de 30 anos, não conseguiram achar nenhum desvio de conduta na vida do cara.

Antes mesmo de eu acabar, o coxinha cagão leitor da veja, pegou sua revista e fugiu.

Os outros dois, desconversaram, que político é tudo ladrão, que não gostam de política dando a clara intenção de que não queriam discutir aquele assunto comigo e ainda me chamaram de petista, como se eu o fosse [ grifo deste blog ] ou como se isso fosse algum tipo de ofensa.

Pois é amigos, não está nada fácil defender as próprias convicções políticas nestes tempos de fla-flu ideológico. É nós contra eles, eles contra nós numa dicotomia burra e emburrecedora.

O debate morreu.

Só nos restou o embate.

Oremos.


LEITURA COMPLEMENTAR:

A bala de prata da Veja saiu na edição anterior, mas ela "flopou" e aí... - O CORREIO DA ELITE, 28 de Outubro de 2014

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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Aloysio Nunes chamaria de terroristas os pais e alunos que protestam contra o fechamento de escolas por Alckmin?


A lei antiterrorismo é antidemocrática – além de idiota

NIRLANDO BEIRÃO

Toda vez que veja uma foto do senador Aloysio Nunes Ferreira – eleito pelos mesmos paulistas que vaiam o Suplicy em livraria – eu me prometo, de pés juntos, nunca fazer cirurgia plástica.

O resultado, se vê, pode ser catastrófico.

Mas a pior plástica que Aloysio Nunes fez não foi no rosto retorcido – foi na alma problemática.

Nesse quesito, faz tempo que está irreconhecível. No íntimo dele, habita um Frankenstein.

A última dele é a seguinte: a propósito de uma tal lei antiterrorismo que foi aprovada na Câmara dos Deputados e está hoje no Senado, o senador de São Paulo pretende exumar a Lei de Segurança Nacional da ditadura – aquela mesma Lei de Segurança pela qual ele, Aloysio, foi processado como “terrorista”.

A ideia é trancafiar na cadeira, com penas dignas de Guantánamo e de Abu Ghraib, quem insiste em fazer protestos de rua. Punir as manifestações, a liberdade de expressão dos movimentos sociais.

Mas isso é crime? Aloysio Nunes chamaria de terrorista, por exemplo, a garotada que protesta contra a arbitrariedade do governo tucano do Alckmin em retalhar as escolas públicas de São Paulo.

A gente já viu esse filme, né? Ele próprio, Aloysio, já viu este filme. Mas agora que pertence ao partido do coronel Telhada, que flerta com o Eduardo Cunha e com o Jair Bolsonaro – não mais o partido de Mario Covas –, Aloysio, com pose de ditadorzinho, está louco para chamar de terrorista todo aquele que não pensa como ele.

Eu, por princípio, já acho essa questão de um ridículo atroz. Algumas pessoas adorariam ver o Brasil no mapa do terrorismo mundial. Seria um signo de prestígio, de duvidosa importância.

Os militares, sobretudo, já que não há nenhuma guerra contra a Argentina ou a Bolívia no horizonte, precisam justificar sua função fantasiando uma tal ameaça terrorista. São mercadores da paranoia.

A Olimpíada do Rio é um ótimo pretexto para eles.

“É preciso prevenir”, dizem. Besteira. No fundo, o que quer essa gente quer, capitaneada pelo senador do PSDB, é restringir as liberdades democráticas, a faculdade de se manifestar em público, o direito de discordar.

Não é por causa de um eventual maluquete – ínfima probabilidade estatística – que o Brasil tem de virar o campo de concentração com o qual algum candidato a Führer venha a sonhar.


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O pai de Suzane Richthofen era operador do PSDB?



Ao ler, recentemente, nos grandes jornais, a notícia de que a jovem Suzane Richthofen conseguira o benefício da progressão da sua pena para o regime semiaberto, lembrei-me desse crime infame do qual até já me havia esquecido.

Porém, lembrei-me, também, da acusação de um promotor, feita à época do parricídio, de que o pai dela, funcionário da DERSA, era, na verdade, um operador do PSDB e guardava milhões de dólares em contas na Suíça.

Por que, na ocasião, não se investigou a fundo esse fato?

Já se passaram mais de 10 anos!

Por que a grande imprensa silenciou a esse respeito?

Não seria o caso da PGR, aproveitando-se desse novo protocolo de colaboração com o órgão equivalente ao Ministério Público na Suíça, solicitar informações sobre essas supostas contas do finado Sr. Richthofen? Elas de fato existem ou existiram? Ou não passam de “ilações” e “infâmia”. E em caso afirmativo, elas estão sendo (ou foram) movimentadas por alguém? Quem eram os seus beneficiários? Onde foram parar esses milhões de dólares?

São perguntas que, a bem da verdade, carecem de respostas.

Afinal, o Sr. Richthofen era ou não era um operador do PSDB?!

Por que um promotor levantaria essa suspeita, na ocasião desse medonho assassinato, se não houvesse ao menos indícios da materialidade de crime (de caixa 2 ou lavagem de dinheiro)?

Volto a perguntar, como já fiz, reiteradas vezes, de modo insistente, em textos anteriores a este: por que só as suspeitas relativas a membros do Partido dos Trabalhadores e seus aliados interessam à grande imprensa, à PF, ao MP e à Justiça?

Por exemplo, e Paulo Preto? Personagem que transitava com desmedida desenvoltura na máquina de governo do PSDB em São Paulo, e também foi acusado de ser operador do partido na DERSA? E que, supostamente, segundo acusações (infundadas?) de membros destacados do próprio PSDB, desviara cerca de US$ 4 milhões do caixa 2 daquela agremiação.

Está aí uma boa pauta para o jornalismo investigativo – não é mesmo?

Mas por que será que não há interesse por esse tipo de pauta?

Por que será?


LEITURA COMPLEMENTAR - MEMÓRIA:

Há algo de podre no ninho dos tucanos


Inicia-se um ano eleitoral, e já foi dada a largada para a baixaria. Como vem acontecendo nos últimos seis anos, a grande mídia (e a internet) enche-se de matérias sobre o caso Celso Daniel, reivindicando para si a condição de paladino de uma cruzada republicana e moralizadora.

Desta vez, o mote é o exílio em Paris do irmão (Bruno Daniel) e da cunhada (Marilena Nakano) do prefeito petista de Santo André (SP), Celso Daniel, seqüestrado, torturado e assassinado em janeiro de 2002.

Obviamente, nosso jornal, como na questão dos assassinados e desaparecidos durante a ditadura, ou dos sucessivos assassinatos no campo, defende intransigentemente a investigação até o fim de tais atos criminosos, e punição, nos termos da lei, dos seus autores e mandantes. Defende também o direito das famílias e amigos das vítimas de denunciarem e pressionarem os governos e o Estado, no sentido do esclarecimento.

No entanto, já vêm se tornado cansativas as manobras dos tucanos e seus porta-vozes de apenas se ocupar do caso Celso Daniel em anos eleitorais, deixando o assunto morrer sem solução nos anos ímpares (não eleitorais). Sem dúvida, a responsabilidade desse arrastar-se sem fim do assunto deve-se também ao Partido dos Trabalhadores, que jamais se propôs de fato a desvendar o “mistério”, ainda que esteja claro, para todos, que não partiu de qualquer instância ou organismo daquele partido a ordem para a eliminação do seu prefeito.

Ora, se os tucanos não se sentem em condições de esclarecer o caso Celso Daniel (o que, se acontecesse, seria um modo adequado de fortalecer nossa República e nossa democracia), pelo menos deveriam tentar explicar aos cidadãos e cidadãs do nosso país, o caso Suzane Von Richthofen, aquela jovem que, em 30 de outubro de 2002, assassinou seus pais, Marísia e Manfred Von Richthofen, em São Paulo (SP), com a colaboração do seu namorado e o irmão deste, respectivamente Daniel e Cristian Cravinhos.

De acordo com o que a grande mídia se cala e o tucano esconde – mas que acaba sempre vazando – o que se comenta por toda parte, e com claros e fortes indícios de ser verdade, é que o cerco e a proteção que envolvem a senhorita Suzane desde o primeiro momento resultam de uma forte ação de personagens ligados ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Na verdade, essa proteção a senhorita Suzane, visaria esconder o real móvel do crime, que se entrelaça com o modo tucano de fazer política, com a probidade tucana.

De acordo com diversos comentaristas e fontes, o engenheiro Manfred Von Richthofen, pai da senhorita Suzane, e na época do crime diretor da empresa pública estadual (SP) DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S.A., era um dos reponsáveis pelo caixa 2 das campanhas pela reeleição do então governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, e pela eleição do senhor José Serra – também tucano – que disputava com o petista Luiz Inácio Lula da Silva a Presidência da República naquele ano (2002).

Parte do dinheiro que engrossava o milionário caixa 2 tucano teria origem em falcatruas e desvios de verbas destinadas à construção do Rodoanel Mário Covas. Segundo apurou o Ministério Público, o senhor Manfred tinha um patrimônio de R$ 2 milhões, muito superior ao que poderia ter acumulado, considerando que seu salário no DERSA era de R$ 11 mil. Além disso, o senhor Von Richthofen enviava dinheiro para uma conta na Suíça que o Ministério Público “desconfia” estar em nome do senhor Von Richthofen e de sua filha, senhorita Suzane. Ou seja, o móvel do crime perpetrado pela filha contra os pais seria exatamente o dinheiro do caixa 2 tucano que estaria depositado nessa conta.

Assim, mais do que a pressão que faz contra os petistas para que esclareçam o caso Celso Daniel – o que, feito com o objetivo de fortalecer nossa democracia e nossa República e não visando apenas medíocres disputas eleitorais, seria muito bem-vindo – os tucanos deveriam se preocupar de imediato (pois nesse caso têm todas as informações e canais necessários) em esclarecer o caso Von Richthofen.

Sem dúvida alguma, um crime não legitima outro crime.

No entanto, criminosos e acobertadores de crimes não têm qualquer legitimidade para se travestir de vestais.

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MP apura conta de Suzane von Richthofen na Suíça


O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual (MPE) vão investigar se Suzane von Richthofen e o pai, Manfred, são os titulares de duas contas correntes no Discount Bank and Trust Company (DBTC), hoje Union Bancaire Privée, em Lugano, Suíça, para onde pode ter sido remetido dinheiro supostamente desviado de obras do Trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas. Suzane foi condenada em julho pela morte de Manfred e da mãe, Marísia, ocorridas em 2002.

O advogado Denivaldo Barni Júnior, procurador da Companhia de Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), responsável pelo Rodoanel, era amigo de Manfred e foi tutor de Suzane. Ele será ouvido pelo promotor do MPE Eduardo Rheingantz no próximo dia 27. Não se sabe se as contas número 15.616 e 15.6161, abertas em 1998 no DBTC, pertencem respectivamente a Manfred e a Suzane.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, as contas já haviam sido descobertas pela CPI do Banestado em 2003, mas a titularidade ainda não foi comprovada. A Promotoria de Justiça e Cidadania do MPE, que investiga suspeitas de enriquecimento ilícito e improbidade administrativa de Manfred, ex-diretor de Engenharia da Dersa. Ele a mulher Marísia foram assassinados em 30 de outubro de 2002 pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, a mando da filha, Suzane.

A construção do Trecho Oeste do Rodoanel estava orçada em R$ 339 milhões, mas consumiu mais de R$ 1 bilhão entre obras e indenizações por desapropriações. Aditamentos elevaram os custos para cerca de R$ 575,8 milhões, 70% a mais do que o valor inicial. 

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Se acha tão recomendável, por que FHC não renunciou após a compra dos votos da reeleição? Por Kiko Nogueira




No piquenique do Roda Viva, FHC vestiu uma espécie de fantasia de “golpista moderado” e apresentou novamente sua solução para a crise: a renúncia de Dilma. “Com grandeza”, acrescentou.

Ela “não pode desconhecer o que nós conhecemos, que a economia está em uma situação desesperadora, que há uma crise política. Ela tinha que dizer: ‘eu saio, eu renuncio, mas eu quero que o Congresso aprove isso, isso e isso’”, recitou, como se estivesse dando uma receita de cheese cake.

Isso depois de admitir, mais uma vez, que Dilma é “honrada”.

Essa tese é uma alternativa do PSDB ao impeachment, que não anda. Para quem, como ele, se gaba de “conhecer história mais do que Lula”, é espantosa a naturalidade com que recomenda uma medida extrema, sobre a qual Dilma já se manifestou, como se fosse um elixir mágico.

O pânico de Lula em 2018 — e, por extensão, o medo das urnas — produz esse tipo de raciocínio mandrake. Nós já tivemos Jânio. Na Guatemala, para ficar num exemplo recente, a saída do presidente resultou na eleição de um comediante de direita, um Danilo Gentili um pouco mais alfabetizado, o que não quer dizer nada, chamado Jimmy Morales.

Se é assim banal, por que Fernando Henrique não renunciou quando do escândalo da compra de votos na reeleição? Ou quando sua popularidade estava em 8%, sendo que 65% dos brasileiros avaliavam negativamente sua gestão?

Em 1999, em meio a crise econômica, alta do dólar e grampos do BNDES, Tarso Genro defendeu que FHC renunciasse. Lula declarou o seguinte: “Fernando Henrique tem 20 e poucos dias de mandato. Ele tem tudo para fazer, mas até agora não fez nada. Se eu achar que, porque as coisas estão ruins, o presidente tem de renunciar, daqui a pouco vai ter gente defendendo a renúncia dos governadores do PT. Aí, vai virar moda no Brasil”.

“Nós aprendemos com a história que não aprendemos nada com a história”, escreveu Bernard Shaw. Para uma oposição que vive em estado de golpismo buliçoso, chefiada por homens como FHC, a frase é uma bênção e uma oportunidade.


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Quarenta anos do assassinato de Herzog, por Jasson de Oliveira Andrade


Há quarenta anos, em 25 de outubro de 1975, o jornalista Vladimir Herzog, então diretor de jornalismo da TV Cultura, após sua prisão no dia anterior, morreu torturado no DOI-Codi, do II Exército, em São Paulo. O triste aniversário não foi esquecido.

Nos quarenta anos do assassinato, o Estadão, numa feliz iniciativa, publicou três artigos sobre o assunto. Marcelo Rubens Paiva, autor do excelente livro “Ainda Estou Aqui”, no qual ele relata a morte, também por tortura, de seu pai, o então deputado Rubem Paiva, cujo corpo até hoje está desaparecido, escreveu um texto sob o título “O tiro no pé”. Neste texto ele afirma: “A morte de Herzog teve um propósito: nos uniu. Suicidaram a ditadura naquele dia”. Ele relembra: “Os deputados da Arena, braço civil do regime militar, Wadih Helu [ falecido em 7/6/2011, aos 93 anos ] e José Maria Marin, este mesmo que está preso na Suíça, acusado de participar de uma rede de suborno e lavagem de dinheiro nas entidades superiores do futebol, tinham discursado incriminando o jornalista [ Herzog ] a operar uma célula do Partido Comunista na emissora financiada pelo Estado”. Aí começou o calvário de Herzog, culminando com o seu assassinato.

O jornalista Marco Antonio Rocha, no texto publicado no ALIÁS (Estadão), de 25/10/2015, sob o titulo “Dias de Terror”, faz um relato da prisão de Herzog, seu companheiro de jornalismo. Ele também foi ouvido pelos militares, mas só não foi preso e torturado, graças a intervenção do proprietário do Estadão. Ouviram-no e depois o soltaram. Entre muitos fatos por ele relatados, escolhi o que se vai ler a seguir: “No sábado [25/10/1975) pela manhã ouvimos pelo rádio a notícia de que Waldimir Herzog tinha se “suicidado” nas dependências do DOI-Codi. (...) Acho que foi a primeira vez na minha vida adulta que chorei de fato, e muito (sic), já aos 39 anos de idade. Não apenas pela perda de um amigo fraterno, gentil e franzino e do grande jornalista. Mas pela trágica ironia. Menino judeu, Vlado fugira para a Itália, com a família, durante a guerra, para escapar da ferocidade nazista na Croácia onde nascera. (...) Contou-me uma imagem do final da guerra quando, na estrada perto da aldeia, viu um batalhão das SS alemãs que se retirava. Pois, na vida adulta, foi barbaramente seviciado e assassinado (sic) pelos “SS” do DOI-Codi em São Paulo”. Herzog escapou do nazismo e foi torturado e morto no Brasil em 1975!

Outro artigo é de autoria de Audálio Dantas, na época presidente do Sindicato dos Jornalistas, sob o título “Silêncio Eloqüente”, publicado no mesmo jornal e na mesma data. No texto, Audálio faz um interessante relato do culto em homenagem póstuma à Herzog, ocorrido na Catedral da Sé. Entre os celebrantes estavam: D. Paulo Evaristo Arns, cardeal de São Paulo, o rabino Henry Sobel e o pastor presbiteriano Jaime Wright. Encontrava-se presente ainda o cardeal arcebispo de Olinda e Recife, d. Helder Câmara. Segundo Audálio, ele “permanecera no altar durante toda a celebração, em silêncio. A ditadura militar proibira a simples menção de seu nome pelos veículos de comunicação”. Audálio perguntou a ele sobre o motivo do silêncio. D. Helder respondeu: “Há momentos, meu filho, em que o silêncio diz tudo”, acrescentando: “A ditadura começou a cair hoje”. Dantas comentou: “O tempo se encarregaria de demonstrar que ele [D. Helder] estava certo”.

Quarenta anos sem Herzog. Tristes lembranças e uma alegria: devemos ao assassinato dele a democracia no Brasil. Sua morte não foi em vão!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Com esse povo, Geraldo Xuxuleco nada de braçada


- 08/10/2015 ( com todos os destaques e fanfarras que a imprensa tucana dá aos governos e dirigentes tucanos) : "Secretaria da Educação de SP diz que fechamento de escolas é boato"

- 08/10/2015, Tucano Orlando Morando: “Alguns bairros tem 2 ou 3 escolas; é natural que essa ociosidade que se criou nessa escola, que poderá vir a ser fechada..."
Como se vê, ele não negou ou rejeitou. Ao contrário, ele elaborou um raciocínio a partir da possibilidade de fechamento de escolas "ociosas"

- 21/10/2015, Xuxuleco explica: "Não, o governo não vai. Nenhuma escola vai ser fechada. Você vai reorganizar para ter ciclo único. Você não tem compromisso com prédio, você tem compromisso com escola
Assim, ele "promete" não fechar escolas, mas não se compromete em manter abertos os prédios onde elas funcionam. E, se a linguagem usada revela sentimentos e intenções obscuros e inconfessáveis, notemos que ele não diz "EU vou reorganizar", "EU não tenho compromisso com prédio, EU tenho compromisso com escola"; logo, ele se refere à segunda pessoa do singular e é essa segunda pessoa que irá reorganizar e ter compromisso com escola: "Cobrem DELE, não de MIM". Da forma como foram empregados por Xuxuleco, os pronomes parecem revelar um distanciamento ou um descolamento alckmista da decisão.

( Quem lembra da carta de Covas aos Banespianos está familiarizado com os significados ocultos das declarações e manifestações de tucanos. Na referida carta, ele em nenhum momento disse que iria privatizar - doar, no caso - o banco paulista, mas também não disse que não iria fazê-lo. Na verdade, quem me alertou disso foi um sujeito que deixou o seguinte recado em meu blog, em 2010: "Não há no texto qualquer frase que corrobore sua afirmação. O saudoso (sic) Governador Mario Covas prometeu melhorar a gestão do Banespa, mas não disse em nenhum momento que não iria privatizá-lo" http://2.bp.blogspot.com/…/carta+de+covas+aos+banespianos.j… )

Ainda na mesma ocasião ( 21/10 ), Alckmin soltou a revelação - bastante semelhante à de Orlando Morando: “Se disponibilizar algum prédio, poucos, eles vão para o ensino infantil. Porque você tem ociosidade no ensino médio e falta de vaga na creche e na pré-escola

Você tem OCIOSIDADE em salas e escolas, mas essa ociosidade é causada EXATAMENTE pelos governos tucanos de São Paulo, e há anos: estabeleça um teto de 25 a 30 alunos por sala, em vez dos atuais 40 ou 50, pra ver essa "ociosidade" sumir como mágica
Como veremos abaixo...

- 22/10/2015, jornal popular tucano Agora SP, abusa de eufemismos ( demos alguns exemplos acima ), bem ao gosto dos tucanos: "Estado divulga até amanhã lista de escolas alteradas"

"(...) Pais, alunos e professores temem que escolas sejam fechadas e que as salas de aula fiquem AINDA MAIS superlotadas (...).", esclarece o Agora, sem destacar devidamente essa condição reconhecida pelo próprio jornal: salas ESTÃO superlotadas e PODERÃO FICAR AINDA MAIS.

- 26/10/2015, A VERDADE: "Governo de São Paulo anuncia o fechamento de 94 escolas".

Do dia 08/10, quando o fechamento de escolas era, SEGUNDO A SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE GERALDO ALCKMIN, mera boataria, a 25/10 ( menos de duas semanas depois ), quando O FECHAMENTO DE ESCOLAS ERA RECONHECIDO COMO REALIDADE pelo mesmo governo tucano. Não que fosse minimamente possível imaginar que ele não faria isto. Há anos eles fecham escolas e superlota as salas, só pra não ter que pagar professores. Não seria dessa vez que eles não fechariam, já que é política deste governo. E ninguém, nem imprensa amiga ou governo Alckmin será cobrado por isso. Azar de pais, alunos e crianças. 

A cereja do bolo
A lavagem cerebral foi tão bem-feita pela imprensa paulista desde 1994, escondendo tudo o que os tucanos fazem ( ou não, né, pois o atraso e encarecimento no Metrô - sem contar as estórias de propinas a rodo - era pra ser mostrado todo santo dia; no entanto esse destaque e honra fica pras ciclovias paulistanas ) e mostrando como grande coisa simples mixarias, que opiniões absurdas como a que reproduzirei abaixo, são regra neste Estado. Simplesmente só existe governo federal ou - no caso da cidade de São Paulo - o prefeito. E não é incomum que estes dois governos recebam críticas que deveriam na verdade ser endereçados ao governo de Geraldo Alckmin. 
Uma tática perfeita e vencedora. 



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sábado, 24 de outubro de 2015

Atrasado no ENEM ( conto )



Enquanto isso, num carro estacionado próximo ao colégio onde haverá a prova do Enem:
- Luquinha, meu filho, você pegou tudo?
- Tá aqui, mã! Tudo ok!
- Esferográfica?
- Tá aqui!
- É preta e transparente? 
- Sim!
- O documento com foto?
- Cartão da inscrição!
- Tá na mão!
- Celular!
- Não pode, né, mã?
- Não. Então ficou em casa?
- Claro!
- Então acho que tá tudo beleza. 
- Tô saindo, mãe.
- Tá, vai com Deus. Boa sorte!

O garoto chega no portão da instituição, fechado, e lotado de jornalistas famintos por retardatários desesperados. Ele chega correndo e desembesta a chorar e berrar de frustração diante dos portões fechados. 
Os jornalistas atacam com voracidade. Todos entrevistam Luquinha, tiram fotos, filmam, gravam, registram o momento.
Luquinha aparecem em tudo que é jornal, rádio, revista, noticiário de TV, portais de noticias, internet, memes.
Vira celebridade. 
Tudo conforme previsto e combinado com a mãe. O plano era chegar atrasado e ficar famoso.

FIM

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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A mídia “assassina” a Língua Portuguesa, por Jasson de Oliveira Andrade



A mídia tem uma enorme influência nos seus leitores. Mas a imprensa ensina ou deseduca? Ela mais deseduca do que ensina. A internet, principalmente o Facebook, mesmo sendo um avanço da tecnologia moderna, tem os seus prós e contras. O contra é que a sua linguagem é simples e, em alguns momentos, simplória. Neste caso, deseduca!


Felizmente alguns jornalistas se preocupam com essa situação. É o caso do excelente radialista Alair Júnior. Em artigo publicado no jornal “Letra & Cultura”, edição de outubro, ele escreveu um lúcido texto, sob o título “O crime e a mídia”. Alair Júnior nessa analise constata: “A mídia tem se tornado tão criminosa quanto o crimes que publica. Refiro-me ao “assassinato” da Língua Portuguesa e às constantes “agressões” contra a Redação e as Figuras de Linguagem”. O autor fala com conhecimento de causa porque é jornalista policial, o melhor da região. Ele chega a essa melancólica conclusão: “Estamos cercados pela incompetência!”. O texto de Alair Júnior deve ser lido e meditado por jornalista e, principalmente, pelos estudantes de jornalismo. E também por professores e alunos.

O jornalista Paulo Henrique Amorim escreveu um livro sobre o jornalismo e a televisão, principalmente a história secreta da Globo, onde trabalhou por alguns anos. O título da obra: “O Quarto Poder – Uma Outra História.” Apesar do título, ele considera a imprensa escrita e falada como o primeiro Poder. O jornalista a designa PIG ( Partido da Imprensa Golpista ). Paulo Henrique Amorim faz a mesma constatação de Alair Júnior. Na página 381, ele escreve: “O resto, o resto é ler Machado de Assis. E aqui se chega a outro ponto capital: a Língua Portuguesa, aquela de Machado e Vieira. (...) Os jornalistas de economia são transgressores contumazes. (...) Não sabem escrever”. E conclui: “O jornalismo de economia é tão ralo quanto ao jornalismo brasileiro.” 
De quem é a culpa? Das faculdades? Pode até ser, mas tenho uma opinião à respeito: falta de leitura. Hoje com a internet se lê muito pouco, quase nada! Lembro-me que na década de 1980, quando trabalhava na Biblioteca da FEG ( Fundação Educacional Guaçuana ), eu recomendava aos alunos que deveriam ler muitos livros. A leitura constante dava às pessoas boas redações. É o que falta hoje, segundo Alair Júnior e Paulo Henrique Amorim!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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Fim da impunidade e meliantes em polvorosa: CET guincha dois carros irregulares a cada três horas em SP


Número de veículos rebocados dobrou no primeiro semestre deste ano em comparação com 2014
De quatro anos para cá, o número de veículos guinchados nas ruas da capital disparou. Se nos 12 meses de 2012 quase cinco mil carros e motos foram parar nos pátios contratados pela CET ( Companhia de Engenharia de Tráfego ), entre janeiro e julho de 2015 esse montante passou dos sete mil. E caso a fúria da caneta ( sic ) dos agentes de trânsito continue na mesma média, vai bater facilmente, até dezembro, a marca de dez mil carros apreendidos pelos guinchos da empresa municipal.

Por dia, a gestão Fernando Haddad (PT) reboca, em média, 34 veículos. São dois a cada três horas. Os números aumentaram depois de a Prefeitura ter aberto licitação, no começo do ano passado, para que três empresas gerenciassem três pátios localizados nas zonas Sul, Oeste e Norte da capital. Cada um tem capacidade para abrigar 750 veículos. Trinta e três guinchos [ Nota deste blog: ou seja, merreca ] rodam à serviço da CET.

A companhia não especificou quais os locais com maior índices de autuações, apenas explicou que os reboques ocorrem em áreas que necessitem desse tipo de fiscalização.

Depois do reboque
Quem teve o carro apreendido deve ligar para o número 1188 para saber para onde ele foi levado. Depois disso, o proprietário precisa comparecer pessoalmente a um posto do Detran [ OBS: órgãos ESTADUAIS, ou seja, subordinados aos governos estaduais. Por exemplo, em São Paulo, ao governo Alckmin ], emitir uma guia e pagar taxas de remoção ( R$ 521 para carros de passeio ) e de estadia ( R$ 41 por dia ). Caso a documentação não esteja em ordem ( IPVA e licenciamento ), a quitação deve ser feita no ato. Esse foi o caso do auxiliar administrativo Caribé de Oliveira Júnior, 26, que gastou mais de R$ 1 mil para resgatar seu carro.

Os valores das autuações pelas paradas em locais proibidos variam entre R$ 53,20 e R$ 127,69. A Prefeitura esclarece que não há tolerância para estacionamento em guia rebaixada, nem mesmo se a residência for a do dono do carro.




DEPOIMENTO - Caribé de Oliveira Júnior, 26, auxiliar administrativo 
Eu bobeei. Não vi a placa de proibido estacionar e parei próximo a um ponto de taxi ( na Rua Ponta Delgada, no Itaim Bibi, Zona Oeste ). Seria por pouco tempo, mas voltei meia hora depois e o carro já não estava mais lá. A rua é pequena e nunca imaginei que a fiscalização passaria ali. Só não achei que o carro tinha sido roubado porque havia um cavalete da CET no lugar. Mas o pior foi o tempo para resgatar o veículo ( um Prisma 2009 ). Comprei o carro em novembro de 2012. Este ano, não levei nenhuma multa. Agora, perdi R$ 1 mil, além de 18 horas. Tive de tirar o dinheiro da poupança e sorte que sobrou um pouco na conta. Mas foi bom porque aprendi a lição e nunca mais paro em local proibido. E meus amigos, que me acompanharam desde o primeiro momento, também. E agradeço também à mãe de um deles, que me levou para lá e para cá. Se não fosse ela, teria demorado mais para pegar o carro de volta!

LOCALIZAÇÃO DE PÁTIO NÃO ESTÁ NO MAPA E NEM EM PLACAS

Depois de ligar para o telefone 1188 com o objetivo de saber onde o carro guinchado está e após se dirigir a um posto do Detran para pagar todas as taxas, o motorista precisa ficar muito esperto caso o pátio escolhido seja o da Zona Oeste. Localizado na Avenida Engenheiro Billings, 2.050, no Jaguaré, o estacionamento prega uma peça em quem faz a procura no Google Maps ( mapa na internet ). A busca leva o desavisado para a Avenida Edgard Facó, na mesma região, mas a 10 quilômetros de distância. O erro ocorre devido, possivelmente, a uma programação errada no site de buscas [ NdB: Vão culpar o Haddad por isso também?? ]. Quem busca informações em placas para chegar ao pátio também se perde, pois não há qualquer sinalização na Marginal Pinheiros, principal via de acesso.

O estudante Lucas Castanho, 24, reclamou do tempo perdido na tarde de ontem, quando foi acompanhar um amigo a retirar seu carro. “Procuramos na internet e fomos a esse endereço, mas, chegando lá, o porteiro informou que deveríamos ir a outro lugar. E que muita gente também errava o caminho”, afirmou. 

“Perdemos pelo menos duas horas com essa falha de informação. Lá pelas 23h conseguimos chegar ao posto correto e retiramos os documentos e a mochila do meu amigo”, disse, sobre o local que fica aberto durante a noite para que as pessoas possam retirar pertences nos veículos.

COMPANHIA DIZ APENAS CUMPRIR LEIS (*) DE TRÂNSITO

Em nota, a CET ( Companhia de Engenharia de Tráfego ) afirmou que toda a fiscalização realizada pelos agentes de trânsito na cidade de São Paulo é feita de acordo com os enquadramentos previstos no CTB ( Código de Trânsito Brasileiro ). 
Conforme explicação da companhia, quando acionado (**), o “marronzinho” chega ao local para verificar a irregularidade no estacionamento e faz a fiscalização. E, se for preciso, o guincho é enviado para fazer a remoção. Após a retirada, o veículo é levado para um dos pátios.
A CET esclarece ainda que boa parte das autuações ocorre após a reclamação pelo telefone 1188 (***) da Prefeitura. No primeiro semestre deste ano, foram registrados 101.682 contatos com solicitações de fiscalização por desrespeito às leis de trânsito na cidade. Desse total, 20% ocorreram por estacionamento de veículos em frente a guias rebaixadas; e 24% por parada sobre passeio, calçada (****), esquina, ou fila dupla. 
O órgão público não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre os locais que mais passam por fiscalização, ou seja, têm mais carros guinchados. Também não esclareceu os valores pagos às empresas pelas licitações. 
A empresa terceirizada responsável pela gestão do pátio do Jaguaré não soube dizer o porquê do endereço errado.

( DSP )

( * ) Com certeza. Apesar da choradeira noticiada e, por outro lado, alimentada pelo imprensalão, a CET cumpre sua obrigação ( senão estaria prevaricando ), assim como o PM que prende um batedor de carteiras apanhado furtando. Se as pessoas não são contra a apreensão e punição dos chamados "marginais", por quê são contra a punição por delitos de trânsito?

( ** ) e (***) Isso é importante. Apesar de todos saberem disso, não custa repetir o óbvio: você flagra o delito sendo praticado e escolhe chamar o 1188, ou deixa prá lá.

(****) Eu sou testemunha disso. Devo ser o paulistano que MAIS VEZES CHAMOU A CET na História. Devo ter passado de 1000 telefonemas ao longo de 15 anos, com mais ênfase de 2005 pra cá. Infelizmente - e a reportagem não diz isso - como a frota de veículos e o efetivo de "marronzinhos" em São Paulo é insignificante, a quantidade de autuações, remoções, guinchos e multas não acompanha a quantidade de delitos que são praticados pelos motoristas paulistanos. 
Mas permitam que eu conte que essa semana consegui obter uma vitória: um veículo estacionado totalmente sobre uma calçada por horas, dois dias seguidos. No segundo dia consegui que um fiscal fosse lá e multasse o vagabundo, mas isso após uns 8 telefonemas num período de 6 horas. O detalhe é que o meliante era reincidente. Eu tinha feito a CET visitar o local uns dois ou três meses antes, mas ela se limitou a proceder uma "remoção", eufemismo para "pedir que o motorista retire o carro irregularmente estacionado"; mas, basta o fiscal deixar o local, que o marginal motorista recoloca o carro no mesmo lugar. Só que dessa vez ele se fudeu. HA HA HA!

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terça-feira, 20 de outubro de 2015

O círculo ( conto )



( Baseado em fatos reais )

Enquanto isso, em SP:

- Como foi seu dia, querido?

- Tivemos que bater em professor e aluno, foi da hora. Teve gente que parou o carro e nos saudou. Alguns foram tirar selfie com a gente. E o Júnior?

- Fecharam a escola e ele vai estudar 3km daqui.

- Ahhnnnn!!!

Longe dali, num bairro de classe-média;

- Como foi seu dia, querido?

- Passei perto duma praça de guerra, policia tava descendo o cacete em professor e uns malocas lá. Foi da hora. Até parei do lado duns PMs, baixei o vidro e gritei que eles são heróis da sociedade. E o Júnior?

- O colégio notificou-nos que irão inaugurar a nova quadra e o novo anfiteatro, o programa de orientação profissional, reformar a biblioteca e as piscinas e oferecer o programa oficial da High School em convênio com a Texas Tech University.

- Excelente. Educação de qualidade é tudo!

FIM

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