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domingo, 27 de setembro de 2015

Vermes inventam boatos sobre "carro radar nas Marginais". Boato já foi demolido, embora os lixos prosseguirão disseminando a mentira,


O site BOATOS.ORG acaba de derrubar mais um boato contra a Prefeitura de São Paulo, sobre um suposto veículo que circularia nas marginais com o objetivo de multar motoristas. ( clique no link. Eles não permitem cópias dos posts deles )

Antes de qualquer outra coisa, percebam a fixação que as pessoas possuem com relação às multas. Por quê não têm essa mesma fixação em seguir as leis, para não serem multadas? Deixa eu ser mais claro e direto: os motoristas cometem crimes e depois não querem ser enquadrados por isso. ESSA é a moral dessa gente. 

E, pra piorar, cada vez mais pessoas estão enveredando pra esse caminho, essa moral. Viver em São Paulo está cada dia mais difícil, e não é por causa da prefeitura, não importa se a cadeira está ocupada pelo Haddad ou pelo Kassab. Um dia, um jornal do bairro botou no site a informação de que moradores de determinada via paulistana queixaram-se à CET, dizendo que a citada via não permitia a circulação de caminhões mas os caminhoneiros não se importavam e circulavam por lá. Os moradores queriam, portanto, que a CET fosse lá fiscalizar. Conhecedor da via, comentei no site que os moradores reclamavam dos caminhões, mas não demonstravam aquela indignação toda em relação aos carros que estes mesmos moradores estacionavam nas calçadas, prejudicando os pedestres. Ninguém me questionou. 
É DESSA moral que falo. Eles queriam exclusividade nas ruas e nas calçadas para seus veículos. 

O texto do BOATOS.ORG é bastante confuso mas, pelo que entendi, parece existir mesmo um veículo com as características apontadas no boato, só que com funções e objetivos completamente diferentes do "denunciado" pelos boateiros, que chegam ao requinte de dizer que os tais veículos circulariam por aí usando PLACAS FRIAS. 
Não me surpreenderia se muitos desses boateiros usassem fita isolante nas placas de seus carros e motos. Além de criar embaraços reais para a Prefeitura, tal boato se torna parte integrante de outro boato, maior, a da existência de uma "Indústria da Multa" em São Paulo. Esse veículo ( inexistente ) demonstraria o alcance da perversa "Indústria da Multa" ( inexistente ). Ou seja, um boato que, para existir, se alimenta de outros boatos. 

Lixos humanos coxinhas imbecis desqualificados e mau-caráteres, que se auto-intitulam cidadãos de bem, na falta de fatos e argumentos - pois, às vezes, defendem princípios e idéias tão indefensáveis - acabam sendo obrigados a recorrer à fantasias caluniosas como esta. 
Por mais estranho que possa parecer, tenho certeza de que muita gente preferirá a versão mentirosa à verdadeira, pois não se trata simplesmente de acreditar num história. Se trata de SABER QUE É MENTIROSA E, MESMO ASSIM,  DISSEMINÁ-LA CONSCIENTEMENTE. 
Como fizeram naquela história do suposto "confisco" de uma edição da revista Veja, supostamente cometida pela Prefeitura paulistana na época das eleições de 2014. O sujeito - também anti-Haddad, e não é coincidência, mas método - que inventou esse boato foi identificado e, segundo noticias recentes, processado pela Prefeitura.

Ele viveu no Japão duas décadas e vivia comparando aqui com lá. Mesmo falando de como as leis e a corrupção brasileiras eram ruins e coisa e tal, ele demonstrava uma ponta de orgulho e admiração quando falava dos poderes da Yakuza, inclusive na questão das obras públicas no Japão.
Pois bem. Eu comecei a demonstrar como o boato sobre o confisco era só um boato, puxando pela minha experiência de quase duas décadas como jornaleiro. Demonstrei a impossisbilidade prática de se fazer isso. 
Também expliquei que Haddad havia finalmente acatado uma antiquíssima demanda dos jornaleiros paulistanos, liberando a venda de diversos produtos que eram proibidos, e que não teria sentido ele jogar fora esse capital por causa de uma revista mequetrefe. 
Mostrei que, quando um político deseja sumir com revistas nas bancas, ele simplesmente manda pessoas logo cedo aos locais para comprarem todo o reparte. Como Marconi Perillo fez em Goiás, com a Carta Capital. Muito mais sutil. 

Mas o japonês teimava, me mostrando o celular aberto no Facebook com a postagem que denunciava o confisco: "Tá aqui ó! Olha só. Ele tá contando!"

Aí, finalmente, fui obrigado a dizer que ele, japonês, sabia que aquilo tudo era boato e perguntei: "É assim que vocês querem ganhar a eleição? E querem 'salvar" o país da corrupção? Com mentiras que você sabe ser mentira?"


Um delírio que só engole quem quer, e é por isso - porque tem quem queira engolir - que um boato desses prospera e frutifica.

Foi a única vez que discuti com alguém por motivos eleitorais e, até hoje, o japa não fala comigo. Se passar do meu lado ele vira a cara. Não que eu me importe. O que incomoda, na verdade, é que EU ESTAVA CERTO. O japa boateiro não dá o braço a torcer nem com a verdade tendo sido esfregada na cara dele. Coisa de caráter, certo? Eu não esperaria outra coisa dessa gente.

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