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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

( Vale prêmio pro Alckmin? ) Em 1995, 50 mil professores demitidos, 8 mil salas de aula fechadas, 105 escolas desativadas




Governo Alckmin quer repetir a dose (e ainda mais forte) da política do PSDB que, há vinte anos atrás, promoveu um verdadeiro desmonte da escola pública promovendo um retrocesso que se faz sentir até os dias atuais

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou, nesta semana, que está planejando uma "reorganização" das cerca de 4 mil escolas estaduais para separar aquelas que ainda têm mais de um Ciclo do ensino básico em seu interior. O objetivo anunciado é o de que existam escolas com apenas uma etapa: a) do Ciclo I do ensino fundamental (5 anos iniciais) ou b) Ciclo II do ensino fundamental (4 anos finais) ou c) Ensino Médio (3 anos, do antigo colegial).

A medida não é uma novidade. Já foi colocada em prática pelo próprio PSDB, nos primeiros anos de sua administração, iniciada há 20 anos.

Em 1995 o governador Mário Covas (PSDB), por intermédio da então secretária de educação Rose Neubauer, promoveu um processo de reestruturação do ensino no Estado, em tudo semelhante ao que está sendo planejado.

A "reorganização" buscou separar as escolas de ensino básico (1° ao 4 °ano) das escolas de ensino fundamental e médio.

Nos anos seguintes à essa separação, mais de 3,5 mil escolas do Ciclo I (principalmente) foram municipalizadas, ou seja, transferidas para as redes municipais. Nas demais escolas, a "reorganização" levou a uma superlotação de salas, falta de condições adequadas para receber o novo publico, alunos separados de seus irmãos mais velhos (que muitas das vezes são os responsáveis por conduzi-los à escola etc.).

Neste mesmo período, valendo-se da confusão e verdadeira desorganização imposta pela "reorganização", o Estado introduziu a chamada "aprovação automática", a fim de colocar para fora das escolas milhares de alunos com diplomas, mas sem aprendizagem.

O resultado foi catastrófico e atingiu milhões de crianças e jovens, os pais, todos os trabalhadores da Educação e, de certa forma, toda a população.

A mudança resultou em demissões em massa de professores (mais de 50 mil) e no fechamento de cerca de 8 mil salas de aulas, de acordo com dados do sindicato da categoria (APEOESP) na época. Foram fechadas 105 escolas.

O prejuízo causado à aprendizagem dos alunos é incalculável e constitui (com consequências até os dias atuais) um verdadeiro crime de lesa-pátria.

Do mesmo modo que o atual projeto tucano, na época o projeto foi imposto a categoria sem nenhuma discussão prévia, de maneira totalmente autoritária. A resolução de 1995 também alterou o esquema da atribuição de aulas, o tempo de trabalho do professor no cargo passou a valer mais que o tempo de trabalho na unidade de ensino, o que levou a milhares de professores a serem demitidos, ou ficarem adidos em outras escolas por conta de não conseguirem pegar aulas.

O atual projeto do governo, da mesma forma que o projeto de 1995, visa municipalizar todas as séries do ensino inicial (como prevê a meta 21 do Plano Estadual de Educação encaminhada para Assembleia Legislativa), deixando, por consequência os recursos da educação pública nas mãos dos tubarões do ensino privado, os maiores beneficiados com esse processo, por meio dos acordos com os prefeitos dos municípios.

Outro duro ataque se deu contra os próprios estudantes. A municipalização das séries iniciais em 1995 deixou milhares de crianças e jovens sem escola por conta de serem obrigadas a se deslocarem vários quilômetros para conseguirem vaga em uma escola com a série e o ciclo adequado.

A desculpa da então secretária na época para tal projeto era de que garantiria maior “eficiência” na administração da rede de ensino. Um verdadeiro engodo. Tanto em 1995, quanto em 2015, o governo tucano tem um único objetivo: cortar de maneira brutal os gastos com a educação e com todo o funcionalismo, por meio de uma política de demissões, bloqueio de contratações, fechamento de salas e até mesmo de escolas.

Contra os ataques do governo tucano, é necessário mobilizar toda a categoria e toda a comunidade escolar (funcionários, pais e alunos), contra as demissões, o fechamento de salas, pelo reajuste aos professores e demais reivindicações. 

A assembleia da APEOESP desta sexta (dia 25) deve aprovar uma amplo plano de mobilização de todos os professores, funcionários, pais e alunos. ( VER ABAIXO )

De modo algum é possível esperar pelas medidas do governo, que como todo ano, serão tomadas no final do ano e nas férias para tentar evitar uma reação.

Desde já é preciso decertar o estado de greve nas escolas e chamar toda a comunidade escolar a participar desta mobilização pelos meios que forem necessários. ( PCO )


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