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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Suspensão parcial de concursos públicos federais em 2016 pode não ser a catástrofe que estão anunciando




FILME REPRISADO

A suspensão parcial dos concursos federais em 2016, como parte do pacote de 16 medidas destinadas a equilibrar o orçamento de 2016, não é uma catástrofe para os concurseiros, como muitos podem pensar, sem uma análise mais profunda. A decisão faz parte da estratégia de “jogar para a plateia”, em vez de atingir o cerne da questão, que é o gasto excessivo com um Estado paquidérmico e ineficiente em vários setores. (*)

A medida já foi adotada em outras oportunidades, mas sempre houve exceções, e nunca se mostrou eficiente. Pelo contrário. Foi assim, por exemplo, em 2008, com baixíssimo efeito prático. Em 2011, apesar de nova suspensão, acabaram sendo preenchidas 24.745 vagas. E tem sido sempre assim. Os concursos sofrem restrições há bastante tempo. São adiados, e as vagas pedidas são sensivelmente reduzidas. Mas eles não podem parar, sob pena de muitas repartições públicas fecharem as portas. A administração pública entraria em colapso, o que não pode acontecer, pois seria o caos, principalmente nos setores estratégicos.

Lembremos que o quadro de pessoal de vários órgãos está bastante envelhecido. São os aposentáveis, tendendo a virarem aposentados com a eliminação do abono de permanência – outra maldade do pacote econômico -, atrativo que os mantém na ativa. Como substituí-los se não haverá concursos? Só no Executivo, são 101 mil, no total, 110 mil.

Há setores públicos inchados, é verdade, mas também existem os altamente deficitários [ todos os grifos são deste blog ], e isso tem de ser corrigido. Os cortes devem ser feitos na terceirização irregular e nos comissionados, que existem em número excessivo, nomeados por critérios políticos. O governo já anunciou isso, mas ainda não pôs a medida em prática.


(*) Nota deste blog: É necessário tomar cuidado e analisar bem o que está sendo dito aí. Embora se refira a um Estado paquidérmico, seja lá o que isso signifique, mais à frente o autor do artigo afirma que "há setores inchados" mas "há os deficitários", o que, logicamente, impede que o leitor tome o confortável caminho da generalização. De mais a mais, um texto publicado em 2012, no próprio jornal Folha Dirigida, critica a oposição ao governo federal por ela afirmar que "a máquina pública é inchada". Ou seja, indo na direção contrária ao texto acima, o jornal defendia a posição de que a máquina pública está longe de ser inchada. Não é possível que tenha mudado de idéia em apenas 3 anos.

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