domingo, 27 de setembro de 2015

"A Indústria da Multa não Existe" em: Imprensalão, Haddad e o "mas..."


Não é o MAS, partido do Evo Morales, e sim o "mas", conjunção adversativa, sempre presente nos notíciários, quando o imprensalão faz acrobacias diversas para apresentar um fato favorável a algum governante que não lhe apetece. Geralmente os do PT.
Na verdade virou até piada esse lance do "mas". Vou dar um exemplo ( inventado, mas inspirado no real ): "Cai o preço da cesta básica em todo o país MAS sobe o preço do ruibarbo".

Num texto sobre queda no número de atendidos por acidentes de trânsito em Sampa, terra do Handrade, o jornal registrou que "com os dados alarmantes nas mãos, a pasta pretende abastecer o OBSERVATÓRIO montado em conjunto com a CET para monitorar os acidentes e os impactos da mobilidade urbana no meio ambiente e na saúde pública." 

Na sequência, aponta a opinião de um tal especialista que elogiou a criação desse observatório, mas...: 

"Na opinião do arquiteto e especialista em mobilidade urbana Flamínio Fichmann, a criação deste observatório é bem-vinda, mas demorou para ser tomada. 'É interessante que os números sejam de fato levantados, mas isso ( estabelecer políticas públicas de segurança viária ) já deveria estar sendo feito há muito tempo'..."

Assim, uma decisão positiva, conforme reconhece o tal especialista, se torna uma crítica, por ela não ter sido adotada antes.
"Antes" quando?
Bem, teve espaço para cuidadosamente constar essa observação negativa mas, no entanto, ninguém se preocupou em responder isso.
"Antes" quando?
Na época do Serra? Do Kassab?
Portanto, fazer "atrasado" acaba tendo um valor esquivalente a "não fazer", ou "não ter feito". Quem não fez ( Serra, Kassab ) não é citado por sua negligência, e o ônus por ter feito "atrasado" acaba todo com Haddad. 
Num contexto de massacre e escrutínio midiático contínuo sobre a administração Haddad - ao contrário do que fazem quando se trata dos governantes do PSDB, com quem são afinados - esta é mais uma maneira de desqualificar toda e qualquer decisão municipal, por menor que seja. 
Azar dos leitores, que não percebem isso, e gastam seu dinheiro para comprar propaganda político-eleitoral disfarçada de notícia imparcial. Embora eu esteja plenamente convencido de que a maioria destes leitores sabe que é isso mesmo. Apenas não se importam.

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