segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Atrasado cinco anos e R$ 4 bi acima do previsto, monotrilho tucano vira ( vergonha alheia! ) "atração turística", diz jornal


Necessário destacar o entusiamo com que o jornal conta essa história

Monotrilho da zona leste vira ponto turístico da capital
Primeiro sistema de monotrilho do Brasil, a linha 15-prata do Metrô, que fica na zona leste e iniciou operação comercial no mês passado, virou atração turística.

Sem barreira lateral que impeça a visão da paisagem, como o verde do crematório da Vila Alpina, os prédios e casas amplas do Jardim Avelino e as habitações populares da Vila Ema, o trem tornou-se lugar perfeito para selfies (autorretrato) feitas a 15 metros de altura.

Chega gente de todo lado da cidade, como o bancário Elcinei Andrade, 38 anos, que saiu do Tucuruvi, na zona norte, para conhecer o novo sistema. "Já tinha vindo antes de começar a operação comercial, agora vim para ver o que mudou", disse ele, que achou que a trepidação de antes diminuiu. ( AGORA SP )

( Em vez de turismo, deviam fazer panelaços. Mas nada do que é paulista e paulistano me é estranho. Até imagino que outro local sucateado pelos tucanos, a Cantareira, também poderá futuramente receber igual status "turístico" )


"Aqui daria um excelente local pra danças. Fico até com vontade de dançar minha valsinha de vencedor do prêmio de gestão de recursos hídricos..."

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domingo, 27 de setembro de 2015

Vermes inventam boatos sobre "carro radar nas Marginais". Boato já foi demolido, embora os lixos prosseguirão disseminando a mentira,


O site BOATOS.ORG acaba de derrubar mais um boato contra a Prefeitura de São Paulo, sobre um suposto veículo que circularia nas marginais com o objetivo de multar motoristas. ( clique no link. Eles não permitem cópias dos posts deles )

Antes de qualquer outra coisa, percebam a fixação que as pessoas possuem com relação às multas. Por quê não têm essa mesma fixação em seguir as leis, para não serem multadas? Deixa eu ser mais claro e direto: os motoristas cometem crimes e depois não querem ser enquadrados por isso. ESSA é a moral dessa gente. 

E, pra piorar, cada vez mais pessoas estão enveredando pra esse caminho, essa moral. Viver em São Paulo está cada dia mais difícil, e não é por causa da prefeitura, não importa se a cadeira está ocupada pelo Haddad ou pelo Kassab. Um dia, um jornal do bairro botou no site a informação de que moradores de determinada via paulistana queixaram-se à CET, dizendo que a citada via não permitia a circulação de caminhões mas os caminhoneiros não se importavam e circulavam por lá. Os moradores queriam, portanto, que a CET fosse lá fiscalizar. Conhecedor da via, comentei no site que os moradores reclamavam dos caminhões, mas não demonstravam aquela indignação toda em relação aos carros que estes mesmos moradores estacionavam nas calçadas, prejudicando os pedestres. Ninguém me questionou. 
É DESSA moral que falo. Eles queriam exclusividade nas ruas e nas calçadas para seus veículos. 

O texto do BOATOS.ORG é bastante confuso mas, pelo que entendi, parece existir mesmo um veículo com as características apontadas no boato, só que com funções e objetivos completamente diferentes do "denunciado" pelos boateiros, que chegam ao requinte de dizer que os tais veículos circulariam por aí usando PLACAS FRIAS. 
Não me surpreenderia se muitos desses boateiros usassem fita isolante nas placas de seus carros e motos. Além de criar embaraços reais para a Prefeitura, tal boato se torna parte integrante de outro boato, maior, a da existência de uma "Indústria da Multa" em São Paulo. Esse veículo ( inexistente ) demonstraria o alcance da perversa "Indústria da Multa" ( inexistente ). Ou seja, um boato que, para existir, se alimenta de outros boatos. 

Lixos humanos coxinhas imbecis desqualificados e mau-caráteres, que se auto-intitulam cidadãos de bem, na falta de fatos e argumentos - pois, às vezes, defendem princípios e idéias tão indefensáveis - acabam sendo obrigados a recorrer à fantasias caluniosas como esta. 
Por mais estranho que possa parecer, tenho certeza de que muita gente preferirá a versão mentirosa à verdadeira, pois não se trata simplesmente de acreditar num história. Se trata de SABER QUE É MENTIROSA E, MESMO ASSIM,  DISSEMINÁ-LA CONSCIENTEMENTE. 
Como fizeram naquela história do suposto "confisco" de uma edição da revista Veja, supostamente cometida pela Prefeitura paulistana na época das eleições de 2014. O sujeito - também anti-Haddad, e não é coincidência, mas método - que inventou esse boato foi identificado e, segundo noticias recentes, processado pela Prefeitura.

Ele viveu no Japão duas décadas e vivia comparando aqui com lá. Mesmo falando de como as leis e a corrupção brasileiras eram ruins e coisa e tal, ele demonstrava uma ponta de orgulho e admiração quando falava dos poderes da Yakuza, inclusive na questão das obras públicas no Japão.
Pois bem. Eu comecei a demonstrar como o boato sobre o confisco era só um boato, puxando pela minha experiência de quase duas décadas como jornaleiro. Demonstrei a impossisbilidade prática de se fazer isso. 
Também expliquei que Haddad havia finalmente acatado uma antiquíssima demanda dos jornaleiros paulistanos, liberando a venda de diversos produtos que eram proibidos, e que não teria sentido ele jogar fora esse capital por causa de uma revista mequetrefe. 
Mostrei que, quando um político deseja sumir com revistas nas bancas, ele simplesmente manda pessoas logo cedo aos locais para comprarem todo o reparte. Como Marconi Perillo fez em Goiás, com a Carta Capital. Muito mais sutil. 

Mas o japonês teimava, me mostrando o celular aberto no Facebook com a postagem que denunciava o confisco: "Tá aqui ó! Olha só. Ele tá contando!"

Aí, finalmente, fui obrigado a dizer que ele, japonês, sabia que aquilo tudo era boato e perguntei: "É assim que vocês querem ganhar a eleição? E querem 'salvar" o país da corrupção? Com mentiras que você sabe ser mentira?"


Um delírio que só engole quem quer, e é por isso - porque tem quem queira engolir - que um boato desses prospera e frutifica.

Foi a única vez que discuti com alguém por motivos eleitorais e, até hoje, o japa não fala comigo. Se passar do meu lado ele vira a cara. Não que eu me importe. O que incomoda, na verdade, é que EU ESTAVA CERTO. O japa boateiro não dá o braço a torcer nem com a verdade tendo sido esfregada na cara dele. Coisa de caráter, certo? Eu não esperaria outra coisa dessa gente.

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"A Indústria da Multa não Existe" em: Imprensalão, Haddad e o "mas..."


Não é o MAS, partido do Evo Morales, e sim o "mas", conjunção adversativa, sempre presente nos notíciários, quando o imprensalão faz acrobacias diversas para apresentar um fato favorável a algum governante que não lhe apetece. Geralmente os do PT.
Na verdade virou até piada esse lance do "mas". Vou dar um exemplo ( inventado, mas inspirado no real ): "Cai o preço da cesta básica em todo o país MAS sobe o preço do ruibarbo".

Num texto sobre queda no número de atendidos por acidentes de trânsito em Sampa, terra do Handrade, o jornal registrou que "com os dados alarmantes nas mãos, a pasta pretende abastecer o OBSERVATÓRIO montado em conjunto com a CET para monitorar os acidentes e os impactos da mobilidade urbana no meio ambiente e na saúde pública." 

Na sequência, aponta a opinião de um tal especialista que elogiou a criação desse observatório, mas...: 

"Na opinião do arquiteto e especialista em mobilidade urbana Flamínio Fichmann, a criação deste observatório é bem-vinda, mas demorou para ser tomada. 'É interessante que os números sejam de fato levantados, mas isso ( estabelecer políticas públicas de segurança viária ) já deveria estar sendo feito há muito tempo'..."

Assim, uma decisão positiva, conforme reconhece o tal especialista, se torna uma crítica, por ela não ter sido adotada antes.
"Antes" quando?
Bem, teve espaço para cuidadosamente constar essa observação negativa mas, no entanto, ninguém se preocupou em responder isso.
"Antes" quando?
Na época do Serra? Do Kassab?
Portanto, fazer "atrasado" acaba tendo um valor esquivalente a "não fazer", ou "não ter feito". Quem não fez ( Serra, Kassab ) não é citado por sua negligência, e o ônus por ter feito "atrasado" acaba todo com Haddad. 
Num contexto de massacre e escrutínio midiático contínuo sobre a administração Haddad - ao contrário do que fazem quando se trata dos governantes do PSDB, com quem são afinados - esta é mais uma maneira de desqualificar toda e qualquer decisão municipal, por menor que seja. 
Azar dos leitores, que não percebem isso, e gastam seu dinheiro para comprar propaganda político-eleitoral disfarçada de notícia imparcial. Embora eu esteja plenamente convencido de que a maioria destes leitores sabe que é isso mesmo. Apenas não se importam.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

CBF a favor do uso de vídeo para ajudar os árbitros?



NOVO FUTEBOL

A CBF mandará um enviado a um encontro do International Board, no mês que vem, em Londres, para posicionar a entidade favoravelmente ao uso de vídeo para auxiliar a arbitragem. O ex-árbitro Manoel Serapião Filho, instrutor da Escola Nacional de Arbitragem, levará aos guardiões do apito mundial um projeto brasileiro para criar o “árbitro de vídeo”. A ideia é obter autorização da Fifa para aplicar o recurso na Série A do Campeonato Brasileiro de 2016.

Todo avanço merece aplauso, ainda mais um avanço tão urgente quanto esse. Mas há entidades bem adiantadas em relação ao resgate da arbitragem de futebol da era medieval em que se encontra. Uma das principais proponentes da modernização é a Associação Holandesa de Futebol, que em fevereiro deste ano apresentou seus planos ao International Board e ouviu o pedido de continuar trabalhando com vistas a uma nova conversa, no início do ano que vem. Italianos, alemães e ingleses, já beneficiados pela tecnologia da linha de gol, também estão dispostos a remover o trio de arbitragem do papel de vilão do jogo.

Os americanos, claro, não conseguem entender como o apito eletrônico ainda não está em ação. Os quatro principais esportes do país usam o replay de vídeo, e a MLS quer seguir o mesmo caminho. Discretamente, a liga vem conduzindo testes nas últimas duas temporadas, nos jogos de três equipes, concentrados no tempo necessário para as verificações de três situações: cartões vermelhos, pênaltis e lances de gols. E a conclusão é que o intervalo – ao redor de um minuto – que geralmente precede o reinício do jogo é mais do que suficiente para que o vídeo seja analisado e o árbitro comunicado via rádio.

A MLS e a Associação Holandesa tem trocado informações e discutido a possibilidade de fazer uma apresentação conjunta à Fifa, em que se colocarão à disposição para testar o sistema em seus campeonatos. Finalmente, o futebol está a caminho de uma nova era.

CRONOGRAMA

A intenção da CBF de usar o árbitro de vídeo no ano que vem parece precipitada, a não ser em um caráter experimental, como parte de um estudo para que a Fifa tome uma decisão definitiva. Em termos de mudanças oficiais nas regras, a próxima reunião do International Board acontecerá em março de 2016. O “erro humano”, paixão dos atrasados, ainda respira.

RECADO

A nova geração de estádios brasileiros está totalmente preparada para a arbitragem eletrônica. Até mesmo utilizando os modernos telões para mostrar ao público, com total transparência, os lances revisados e as decisões tomadas pelo conjunto de arbitragem. O objetivo é minimizar equívocos e dúvidas, o que torna obrigatória a comunicação ao torcedor.

ATUALIZAÇÃO: A CBF agora informa que a viagem de Manoel Serapião Filho será em novembro.

18 de Setembro de 2015

LEIA TAMBÉM:

ESPETÁCULO DO ATRASO

A “polêmica” em torno da sequência de eventos que praticamente decidiu o clássico entre Corinthians e Santos não poderia ser melhor. Deve ser recebida com aplauso, pois exibe, em um pequeno intervalo, tudo o que está errado com a arbitragem de futebol. É o exemplo ideal para ser usado em uma simulação de como as coisas funcionariam se este esporte tão importante, que alimenta tantas emoções e movimenta tanto dinheiro, não estivesse à mercê da capacidade limitada do apito medieval. Apresentando aos celulares inteligentes, o futebol insiste nos sinais de fumaça. E há quem ache bonito.

O pênalti cometido pelo santista Zeca em Vagner Love é o tipo de jogada que exige a análise por vídeo para que a decisão tomada seja correta. São muitos elementos reunidos em um lance com alto potencial de impacto no placar: uma falta dentro da área, no momento em que o atacante se preparava para finalizar a gol. Situação “clara e manifesta”, no idioma arbitrês, que obriga os homens de meia preta a deliberar – após verem o lance apenas uma vez, em ângulos que podem não ser os melhores – sobre marcar o pênalti e expulsar quem o cometeu. Um caso em que as conclusões do árbitro e dos assistentes podem levar um time a se ver em desvantagem no placar e em inferioridade numérica, aos 34 minutos do segundo tempo. É a tempestade perfeita.

O trio comandado por Flávio Rodrigues Guerra acertou (o assistente Rogério Pablos Zanardo está em campo para atuar, e o fato de uma intervenção correta ser vista como algo suspeito é uma contradição sem tamanho) ao apontar a penalidade, mas claramente se confundiu em relação ao jogador que deveria ser expulso, mostrando o cartão vermelho para David Braz. Da marcação à cobrança do pênalti passaram-se seis longos minutos, consumidos por reclamações, pressão sobre a arbitragem e até uma discussão entre Braz e o técnico corintiano Tite. Tudo, absolutamente tudo, poderia ter sido evitado. Assim como as horas dedicadas a análises desnecessárias na televisão e no rádio, metros em espaços em jornais como este, além, é claro, de terabytes gastos em discussões inúteis nas redes antissociais.

O conjunto de replays exibidos pela TV dissecou o episódio em segundos: pênalti cristalino em Love, que deveria causar a expulsão de Zeca. Fim da história. Estivesse em ação no Campeonato Brasileiro, o recurso de vídeo seria exibido no telão da Arena Corinthians, enquanto os responsáveis pela revisão da jogada se comunicariam com o árbitro, que colocaria a bola na marca penal e mostraria a saída ao jogador certo. Jadson cobraria o pênalti em um intervalo de tempo que não chegaria a um terço dos seis minutos em que um espetáculo do atraso se apoderou do jogo em Itaquera, para deleite dos admiradores do “elemento humano”. É ridículo.

Além de garantir a justiça do resultado, estaríamos livres da pantomima que acompanha essas situações. David Braz não teria perdido o controle a ponto de vagar pelo gramado declarando inocência (aliás, não seria melhor procurar o verdadeiro “culpado”, seu companheiro?) e não se envolveria em um entrevero com Tite. Zeca não teria dito “eu acertei a bola, o Vagner se jogou”, para depois, no vestiário, se render ao óbvio. E principalmente: Flávio Rodrigues Guerra não teria usado o expediente de justificar a expulsão de Braz com uma fantasia exagerada escrita na súmula, apenas para acobertar o próprio erro.

A recusa à tecnologia alimenta um teatro de mentiras que não se vê em nenhum outro esporte de relevância comparável. É insuportável a quantidade de tempo e energia que se desperdiça em nome da “dinâmica peculiar” do futebol. Um desperdício que se desenrola diante de milhões de telespectadores, como se estivessem assistindo ao passatempo de uma civilização que escolheu ficar aprisionada ao passado.

22 de Setembro de 2015

COMENTÁRIO DESTE BLOG: Trata-se de uma EXCELENTE notícia! Pense no ganho: em vez das "deliciosas" discussões polêmicas com a turma da firma sobre erros de juiz, ou sensacionais pelejas verbais com aquele seu amigo que vive dizendo - geralmente com razão, aliás - que sempre tem um time favorecido nesses glamourosos erros de arbitragem, polêmicas e discussões acaloradas que dão todo o sabor a este esporte, você poderá gastar este tempo com o que realmente importa: as monumentais jogadas dos excelentes craques que desfilam jogadas indescritivelmente belas pelos gramados Brasil afora, exaltando o talento destes artistas da bola, que tanto nos brindam com cenas inesquecíveis de beleza, destreza e habilidade. Portanto, não faltará assunto.

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Estelionato religioso? Por Rodrigo César Picon de Carvalho


Nos dias atuais, nós vemos cada vez mais igrejas protestantes abrirem suas portas, onde pastores clamam verdadeiros discursos perante os fiéis, normalmente cobrando dízimo em troca de uma vida melhor após a morte, vendendo artefatos ditando serem os mesmos milagrosos, dentre outras atividades religiosas em troca de dinheiro. Os artefatos são comumente almofadas que curam prisão de ventre, pregas da cruz de Cristo, sangue de sei-lá-quem que cura câncer, etc.

Entretanto, a grande maioria destes artefatos e dessas graças estão longe de serem milagrosos, fazendo com que pastores arranquem generosas quantidades de dinheiro de seus fiéis, vendendo-lhes artefatos enganosos, pregando preces que não funcionam, não lhes curando nada daquilo que aos fiéis foram prometidos.

E como fica tal questão, à luz do Direito?

O Código Penal determina, em seu art. 171, que é crime obter vantagem ilícita, em detrimento alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento, na qual configura a figura do estelionato. Assim, é estelionato toda fraude com o intuito de receber vantagem econômica em detrimento alheio – como os chamados “conto do vigário”, “golpe do bilhete premiado”, “golpe do troco”, dentre outros.

Da mesma forma, determina o art. 283 do mesmo diploma que é crime “inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível”, na qual configura o charlatanismo. Dessa forma, configurará charlatanismo quando alguém anuncia que sabe curar doença da pessoa através de um método completamente secreto e que não revelará ao público. Vender produto milagroso não o sendo, cobrar dízimo em troca de espaço no céu, dentre outros – ludibriando, pois, os adquirentes -, configuraria, em tese, crimes de estelionato e/ou charlatanismo, com penas que variam entre um ano e seis anos de prisão.

Todavia, é necessário ressaltar que a Constituição Federal de 1988 assegurou a liberdade religiosa, transformando-a em direito fundamental e inviolável da pessoa humana (inciso VI do art. da Carta Magna). Assim, qualquer pessoa tem direito de professar sua religião sem interferência estatal, podendo ministrar cultos, construir templos, orar, carregar símbolos religiosos nas ruas, etc. Pode uma mulher islâmica andar pelas ruas usando hijab ou burca; pode haver procissões católicas; pode haver abertura de igrejas para rezas evangélicas, e assim por diante.

Dessa forma, a venda de artefatos religiosos configuraria, a princípio, liberdade religiosa, pois, por mais que não haja efeito médico algum, pode haver efeitos religiosos na pessoa, que acredita sinceramente que aquele artefato é milagroso por dádiva divina. Outrossim, pode a pessoa acreditar que doando o seu dinheiro à Igreja estará fazendo um bem, tendo, pois, um lugar no céu após a morte.

Então, qual princípio deveria prevalecer – e, portanto, ser aplicado – neste caso? A proteção ao patrimônio particular (a qual o estelionato viola) e à saúde pública (a qual o charlatanismo viola)? Ou a liberdade religiosa?

Ainda que haja todo um conceito religioso à frente da venda dos artefatos milagrosos, de preces em troca de dízimo, dentre outros, por trás há a intenção destes pastores em se beneficiarem das vendas para auferirem generosos lucros. Há vários e vários pastores extremamente ricos, com dinheiros recebidos pelos fiéis em troca de graças, artefatos milagrosos, dentre outros. Isso é ludibriar o outro.

E não pode os pastores usarem suas igrejas como mecanismo de auferir lucro de maneira completamente ilegal. Nestes casos, as igrejas são apenas fachadas para um intento maior – o dinheiro. Estes pastores não estão sob a égide da religião e sim do desejo de lucrar. Portanto, não cabe a estes a proteção constitucional da liberdade religiosa, eis que a religiosidade não está ali presente – e sim o interesse em utilizá-la com o intuito de enganar os fiéis para ganharem lucros.

E isso não pode o Direito brasileiro permitir.

Por mais que haja religião na venda dos artefatos religiosos, do dízimo em troca das graças, dentre outros, não há por parte dos pastores qualquer fé, qualquer religiosidade no assunto – não podendo, portanto, ser dado a estes a proteção constitucional da liberdade religiosa, devendo, assim, responder normalmente por seus atos.


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( Vale prêmio pro Alckmin? ) Em 1995, 50 mil professores demitidos, 8 mil salas de aula fechadas, 105 escolas desativadas




Governo Alckmin quer repetir a dose (e ainda mais forte) da política do PSDB que, há vinte anos atrás, promoveu um verdadeiro desmonte da escola pública promovendo um retrocesso que se faz sentir até os dias atuais

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou, nesta semana, que está planejando uma "reorganização" das cerca de 4 mil escolas estaduais para separar aquelas que ainda têm mais de um Ciclo do ensino básico em seu interior. O objetivo anunciado é o de que existam escolas com apenas uma etapa: a) do Ciclo I do ensino fundamental (5 anos iniciais) ou b) Ciclo II do ensino fundamental (4 anos finais) ou c) Ensino Médio (3 anos, do antigo colegial).

A medida não é uma novidade. Já foi colocada em prática pelo próprio PSDB, nos primeiros anos de sua administração, iniciada há 20 anos.

Em 1995 o governador Mário Covas (PSDB), por intermédio da então secretária de educação Rose Neubauer, promoveu um processo de reestruturação do ensino no Estado, em tudo semelhante ao que está sendo planejado.

A "reorganização" buscou separar as escolas de ensino básico (1° ao 4 °ano) das escolas de ensino fundamental e médio.

Nos anos seguintes à essa separação, mais de 3,5 mil escolas do Ciclo I (principalmente) foram municipalizadas, ou seja, transferidas para as redes municipais. Nas demais escolas, a "reorganização" levou a uma superlotação de salas, falta de condições adequadas para receber o novo publico, alunos separados de seus irmãos mais velhos (que muitas das vezes são os responsáveis por conduzi-los à escola etc.).

Neste mesmo período, valendo-se da confusão e verdadeira desorganização imposta pela "reorganização", o Estado introduziu a chamada "aprovação automática", a fim de colocar para fora das escolas milhares de alunos com diplomas, mas sem aprendizagem.

O resultado foi catastrófico e atingiu milhões de crianças e jovens, os pais, todos os trabalhadores da Educação e, de certa forma, toda a população.

A mudança resultou em demissões em massa de professores (mais de 50 mil) e no fechamento de cerca de 8 mil salas de aulas, de acordo com dados do sindicato da categoria (APEOESP) na época. Foram fechadas 105 escolas.

O prejuízo causado à aprendizagem dos alunos é incalculável e constitui (com consequências até os dias atuais) um verdadeiro crime de lesa-pátria.

Do mesmo modo que o atual projeto tucano, na época o projeto foi imposto a categoria sem nenhuma discussão prévia, de maneira totalmente autoritária. A resolução de 1995 também alterou o esquema da atribuição de aulas, o tempo de trabalho do professor no cargo passou a valer mais que o tempo de trabalho na unidade de ensino, o que levou a milhares de professores a serem demitidos, ou ficarem adidos em outras escolas por conta de não conseguirem pegar aulas.

O atual projeto do governo, da mesma forma que o projeto de 1995, visa municipalizar todas as séries do ensino inicial (como prevê a meta 21 do Plano Estadual de Educação encaminhada para Assembleia Legislativa), deixando, por consequência os recursos da educação pública nas mãos dos tubarões do ensino privado, os maiores beneficiados com esse processo, por meio dos acordos com os prefeitos dos municípios.

Outro duro ataque se deu contra os próprios estudantes. A municipalização das séries iniciais em 1995 deixou milhares de crianças e jovens sem escola por conta de serem obrigadas a se deslocarem vários quilômetros para conseguirem vaga em uma escola com a série e o ciclo adequado.

A desculpa da então secretária na época para tal projeto era de que garantiria maior “eficiência” na administração da rede de ensino. Um verdadeiro engodo. Tanto em 1995, quanto em 2015, o governo tucano tem um único objetivo: cortar de maneira brutal os gastos com a educação e com todo o funcionalismo, por meio de uma política de demissões, bloqueio de contratações, fechamento de salas e até mesmo de escolas.

Contra os ataques do governo tucano, é necessário mobilizar toda a categoria e toda a comunidade escolar (funcionários, pais e alunos), contra as demissões, o fechamento de salas, pelo reajuste aos professores e demais reivindicações. 

A assembleia da APEOESP desta sexta (dia 25) deve aprovar uma amplo plano de mobilização de todos os professores, funcionários, pais e alunos. ( VER ABAIXO )

De modo algum é possível esperar pelas medidas do governo, que como todo ano, serão tomadas no final do ano e nas férias para tentar evitar uma reação.

Desde já é preciso decertar o estado de greve nas escolas e chamar toda a comunidade escolar a participar desta mobilização pelos meios que forem necessários. ( PCO )


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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

ESCÁRNIO: Prêmio a Alckmin por gestão hídrica é 'afronta ao paulistano', diz Instituto de Defesa do Consumidor






‘É um prêmio à leniência e à omissão total’, afirmou o gerente da instituição. São Paulo enfrenta, desde o ano passado, a maior crise de abastecimento de água da história

São Paulo – O anúncio ontem (22), pela Câmara dos Deputados, de prêmio ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, por boa gestão hídrica no estado, que enfrenta sua maior crise de abastecimento de água da história, foi considerado uma “afronta ao povo paulistano”, pelo Instituto de Brasileiro de Defesa do Consumidor, que monitora os problemas de abastecimento no estado. A premiação ocorrerá em 13 de outubro.

“É um prêmio à leniência e à omissão total”, afirmou o gerente técnico da instituição, Carlos Thadeu de Oliveira. “É uma afronta ao povo paulistano. O deputado que concedeu o prêmio (João Paulo Papa, do PSDB-SP) não sabe do que está falando.” A indicação de Alckmin ao Prêmio Lúcio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação 2015 ocorreu pelo fato de ele governar o estado brasileiro que mais se aproxima da universalização do saneamento básico.

O governador disse hoje que o prêmio, “modéstia à parte, é merecido”, durante uma reunião dos Conselhos Comunitários de Segurança da Grande São Paulo (Consegs). “São Paulo é hoje um modelo para o Brasil do ponto de vista de recursos hídricos. Por quê? Primeiro, não teve seca só em São Paulo. Teve em 1.500 municípios. O único ente federativo que deu bônus para evitar desperdício foi São Paulo. Nenhum estado, nenhuma prefeitura, nem o governo federal, ninguém fez nada. Nós demos o bônus”, disse.

“Sabemos que essa crise não é inesperada e o enfrentamento em São Paulo tem sido, tecnicamente, o pior possível, sem sequer planejamento e transparência”, critica Oliveira. “Nenhuma das medidas que ele tomou tem nada de revolucionário nem de boa gestão. Ele demorou para implantá-las e ainda tem a pachorra de dizer que fez interligação de sistemas. Nós sabemos que as obras estão todas atrasadas e que são bem duvidosas do ponto de vista técnico. Além disso, não existe investimento. Na cidade de São Paulo, só 27% do esgoto é tratado. É uma vergonha.”

O Sistema Cantareira, principal fornecedor de água para a Grande São Paulo, operava ontem com apenas 16,3% de sua capacidade, segundo dados da Sabesp. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) informou que o problema da falta de água é resultado da falta de planejamento do governo paulista. O órgão relatou que a Secretaria Estadual de Recursos Hídricos (SSRH) recebeu vários alertas sobre a necessidade de um plano de contingência.

Já a coordenadora institucional da Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, Maria Inês Dolci, acredita que o prêmio pode “incentivar o governador a realmente trazer para o estado uma solução para crise hídrica, que é a maior da nossa história”. “Temos a questão também do problema de falta de água, que não é só em São Paulo, mas ele foi premiado por ações inovadoras, que podem fazer a diferença nesse momento.”

Alckmin foi escolhido para o prêmio na categoria Personalidades, ao lado de Jaime Lerner (ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná), indicado pelo deputado Toninho Wandscheer (PT-PR) pelo modelo de mobilidade urbana, de preservação de áreas verdes e de reciclagem implantado na capital paranaense; e de Eduardo Paes (PMDB-RJ), prefeito do Rio de Janeiro indicado pelo deputado Hildo Rocha (PMDB-MA), por conta da revitalização da Região Portuária da cidade.
O Prêmio Lúcio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação foi criado pela CDU no último mês de julho e ocorrerá anualmente. De acordo com as regras, cada deputado integrante da comissão, entre titulares e suplentes, pode indicar até três nomes de entidade ou pessoa jurídica, e até três nomes de personalidades, todos ligados a uma das áreas: mobilidade, saneamento e habitação. A seleção dos premiados é feita por votação entre os parlamentares do colegiado.
A cerimônia de premiação da 1ª edição ocorrerá na abertura do 3º Seminário Internacional de Mobilidade e Transportes, no dia 13 de outubro, às 20h, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados. Os premiados receberão um diploma de menção honrosa, uma medalha e a estatueta Lucio Costa, criada e produzida pelo artista, escultor e músico Edgar Duvivier. ( RBA )

FHC, chefe dos conspiradores?, por Jasson de Oliveira Andrade




No artigo anterior ( Acusados de corrupção conspiram contra Dilma ), revelei que existe uma conspiração para derrubar a presidenta. Fernando Henrique Cardoso seria o chefe desse complô? Ele pensa que sim, mas, segundo Bernardo Mello Franco, em artigo na Folha (17/9), sob o título “O bloco de FHC tem dono”, o “dono do bloco” não é ele. Quem é então? No referido texto, o jornalista revela o verdadeiro dono, ou o chefe dos conspiradores.

Bernardo Mello Franco comenta: “Em artigo recente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso escreveu que “a solução da crise não decorrerá apenas da remoção do obstáculo mais visível a um reordenamento político, simbolizado por quem exerce o Executivo e pelo partido de apoio ao governo, mas da formação de um novo bloco de poder. (...) A primeira parte da frase deixa claro que o tucano aderiu ao grupo que deseja “remover” a presidente Dilma do Planalto. A segunda sugere o desejo de ver seus aliados na base de um eventual governo Michel Temer. (...) O bloco almejado por FHC começou a se formar nesta terça (15/9), quando o deputado Mendonça Filho [DEM] apresentou questão de ordem sobre o impeachment. O documento foi subscrito por dirigentes de seis partidos que apoiaram Aécio Neves no segundo turno da eleição presidencial: PSDB, DEM, PTB, SD, PPS e PSC. (...) A lista de assinaturas permitiu aos petistas repetir que o grupo do senador, derrotado nas urnas, agora tenta virar a mesa no tapetão (sic) da Câmara. No entanto, a bancada aecista contabiliza apenas 116 deputados. Faltariam 226 votos até os 242 necessários para afastar a presidente. (...) Os números indicam que o “novo bloco” terá obrigatoriamente um outro dono, que não pertence à oposição oficial. O único político com força para assumir esse papel e entregar a Presidência a Temer é o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (sic). Se o plano de FHC passa obrigatoriamente pela liderança do Cunha, o ex-presidente poderia escrever um novo artigo para responder duas perguntas. Se ele quer derrubar a presidente para tirar a economia do buraco, como dará aval a uma aliança com o comandante da “pauta-bomba” [ projetos que causam mais gastos! ] na Câmara? Se o mote for o combate à corrupção (sic), como aceitará entregar o “novo bloco de poder” a um político denunciado na Lava Jato?”

Pelo visto, Fernando Henrique Cardoso deveria escrever novamente: EQUEÇAM O QUE ESCREVI. Porque não será fácil responder a essas duas incomodas perguntas do jornalista Bernardo Mello Franco.


Perguntar não ofende: não seria melhor deixar a presidenta governar até 2018 e sair às ruas para mostrar que governariam melhor, ou seja, que são mais competentes? Ganhar as eleições nas urnas e não no tapetão? Oposição é para fiscalizar. Se houver ilegalidades, procurem a Justiça!


Como os tucanos perderam nas urnas, agora o PSDB quer governar, indiretamente, com Temer. O UOL (FOLHA) noticiou: “Tucanos evitam comandar - Cúpula do PSDB pressiona PMDB a liderar impeachment”. Os tucanos imitam o ditado sobre Napoleão: jogam a pedra e escondem a mão! Ou tiram a castanha do fogo com a mão do gato (PMDB) ...

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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Zumbis: pesquisa diz que, para MUITOS brasileiros, ficar sem celular é PIOR que ficar sem água



Pesquisa aponta que 42% dos brasileiros preferem ficar 24h sem água ou energia elétrica em casa do que sem o smartphone

Levantamento realizado pela Expertise mostra, ainda, que 70% das pessoas concordam que usam o telefone muito ou mais do que deveriam

Para alguns é apenas um aparelho, mas para muitos, trata-se de algo essencial e indispensável. Basta olhar em volta, nas ruas, bares e restaurantes e ver quantas pessoas estão com os olhos e dedos na tela dos seus smartphones para perceber que talvez esteja na hora de nos perguntarmos: será que não estamos exagerando?

Para entender o comportamento dos brasileiros quanto ao uso dos smartphones e o sentimento em relação ao gadget, aExpertise (www.expertise.net.br), uma das principais empresas de pesquisa de mercado e de opinião do país, preparou a pesquisa “Hábitos relacionados ao Smartphone” para sua mais nova pesquisa a integrar o painel #brasilsemfiltro – um raio-X de como os internautas brasileiros enxergam o país através de assuntos relevantes do nosso cotidiano -, cujo levantamento de dados é feito pelo Opinion Box (www.opinionbox.com), plataforma de pesquisa digital. Foram entrevistados 1.574 internautas acima de 16 anos, de ambos os sexos, de todas as classes sociais e moradores de 512 cidades de todas as regiões do país, durante o mês de setembro.

A primeira pergunta da entrevista já mostra a importância que o aparelho tem na vida das pessoas: 42% dos internautas afirmam que preferem ficar 24h sem água ou energia elétrica em sua residência do que ficar 24h sem o smartphone.

Com relação ao tempo que passam conectados à internet, 45% mencionaram manter a internet conectada no wi-fi 3G ou 4G o tempo todo; 22% utilizam tanto wi-fi quanto 3G ou 4G, mas não ficam conectadas o tempo todo; 21% utilizam a internet apenas no wi-fi de casa ou do trabalho; 6% usam a internet apenas em lugares que possuem wi-fi, mas pedem a senha quando estão em bares ou restaurantes; apenas 5% mencionaram ficar desconectados a maior parte do tempo e só usar a internet quando precisam.

O término da bateria do celular é motivo de ansiedade e nervosismo para 51% dos brasileiros, assim como para 39% dos entrevistados a falta de sinal wi-fi, 3G ou 4G gera stress. O mesmo acontece com 49% dos respondentes que se veem sem sinal de telefone para a realização de ligações. Ainda, 41% das pessoas que participaram da pesquisa admitiram que não vivem sem o smartphone e 61% disseram que não voltariam a ter um telefone comum, que apenas efetuasse e recebesse ligações.

“É curioso avaliar que 70% das pessoas consideram que usam o celular muito ou mais do que deveriam. Outros 18% afirmam que com certeza são viciados no seu smartphone. Todos os comportamentos e até a auto avaliação que os entrevistados fizeram de si próprios mostram que talvez as pessoas estejam fazendo um uso desenfreado do aparelho”, avalia Christian Reed, CEO da Expertise.

O executivo revela também que de acordo com a pesquisa apenas 22% das pessoas preferem conversar presencialmente com seus amigos. “Os mais jovens preferem falar por mensagens de texto e os mais velhos acabam optando por ligações, mas apenas 1 em cada 5 entrevistados escolheram a forma presencial de comunicação”, explica o CEO. Além disso, 26% mencionaram que amigos ou familiares chamam a atenção sempre ou com muita frequência, porque o uso do celular é excessivo.

A pesquisa também quis entender a frequência com que as pessoas verificam a tela do celular durante o dia. Curiosamente, 18% dos brasileiros só pegam o smartphone quando precisam utilizá-lo ou quando recebem chamadas e notificações; 17% mencionaram verificar o telefone, em média, a cada hora; 38% admitiram que checam a tela do smartphone diversas vezes por hora; 16% ficam praticamente o tempo todo mexendo no celular e 11% checam o smartphone poucas vezes por dia.

A cama parece ser o local preferido para uso do celular para muitos dos entrevistados. 65% disseram navegar no celular sempre ou com muita frequência quando já estão deitados para dormir e 51% usam o celular sempre ou com muita frequência assim que acordam, antes mesmo de levantar da cama. Além disso, 37% disseram verificar sempre ou com frequência o celular quando acorda durante a madrugada. E 63% dos entrevistados afirmaram que o smartphone é muito importante na sua vida.

Outro aspecto interessante da pesquisa tem relação com o efeito crossmedia. 57% dos participantes do levantamento disseram que têm o costume de assistir televisão sempre ou com muita frequência ao mesmo tempo em que mexem no celular.

A pesquisa também revela que o risco de tropeções ou trombadas é eminente para 34% dos entrevistados, já que eles admitiram que sempre, ou com muita frequência, costumam usar o telefone enquanto andam a pé. O perigo também ronda a vida dos brasileiros que infringem as leis de trânsito enquanto dirigem: 4% dos entrevistados sempre fazem uso dos smartphones enquanto dirigem e 3% o fazem com muita frequência.

O hábito de usar o smartphone enquanto está conversando com outra pessoa é comum para 29% dos entrevistados, que disseram fazê-lo sempre ou com muita frequência. O mesmo acontece durante as refeições: 33% disseram usar o aparelho sempre ou com muita frequência enquanto comem. A ida ao banheiro também abre a possibilidade de uso do smartphone. Para 37% dos entrevistados esse é um hábito bastante frequente ou diário.

Os respondentes também foram convidados a contar sobre como lidam com as notificações dos apps. 64% dos entrevistados permitem envio de notificações apenas dos aplicativos mais usados ou considerados importantes por eles. 29% disseram que todos os aplicativos do smartphone emitem notificações e 4% desabilitam todas as notificações do aplicativo, pois causava alguma irritação.

Além disso, 26% disseram parar tudo o que estão fazendo para verificar o que chegou sempre que recebem uma nova notificação; 43% param para checar dependendo do que estão fazendo, mas admitem ficar ansiosos e curiosos enquanto não leem; 29% só veem as notificações do smartphone na hora que podem ou quando não há nada mais importante para fazer e 2% dos respondentes mencionaram não receber notificações ou ficar desconectados a maior parte do tempo.

A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pp.


=== > MAIS AQUI!

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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

JÓIA RARA: Pela primeira vez, ZÉ CARIOCA ganha uma edição capa dura




Tivemos que esperar uns 40 anos para ver Zé Carioca estrelar seu próprio especial em capa dura. Os colecionadores bem se lembram das lendárias edições DISNEY CAPA BRANCA da década de 1970, dedicadas ao CINQUENTENÁRIO DISNEY (1973),PATO DONALD (1975), TIO PATINHAS (1976) e MICKEY (1977). 

Pois em novembro, a Abril lança UM BRASILEIRO CHAMADO ZÉ CARIOCA. E a despeito do formato ou da cor da capa, seu conteúdo estará à altura daqueles volumes históricos: trata-se da primeira parte da obra completa de Ivan Saidenberg com Renato Canini em suas andanças pela Vila Xurupita. 

Em mais de 350 páginas, este primeiro volume apresentará cerca de 50 HQs produzidas pela dupla — uma das mais geniais colaborações já vistas nos quadrinhos. 

Para completar, Lucila Saidenberg, filha de Ivan e profunda conhecedora de sua obra, colabora com o especial, tornando-o ainda mais atrativo, dadas suas histórias e curiosidades. 



Saidenberg (1940-2009), dos roteiros divertidos e inteligentes, das primeiras histórias de Morcego Vermelho, Pena Kid e tantos outros, além da reelaboração de criações de outros artistas, como os inacreditáveis e malucos ancestrais dos Metralhas...

Canini (1936-2013), aquele que trouxe o Zé de fato para o Rio, para o morro. 

Em breve, aqui, o índice completo do edição. Certamente uma das mais significativas e merecidas dentre os especiais Disney já publicados pela Abril. 



DISNEY CAPA DURA #9
UM BRASILEIRO CHAMADO ZÉ CARIOCA
Editora Abril, Walt Disney, nov/2015.
Publicação avulsa, formato 16,6 x 24,3 cm, mais de 350 páginas cor, lombada quadrada, capa dura, preço a divulgar.


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'Relatos de delatores que isentam Vaccari de crime foram desconsiderados', diz D'Urso




Advogado de defesa afirma que condenação de ex-tesoureiro do PT sem provas foi um "grave equívoco" e promete recorrer

SÃO PAULO - Segundo o advogado Luiz Flávio D’Urso, incumbido da defesa de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT , vários trechos dos depoimentos dos delatores Alberto Youssef, Pedro Barusco e Augusto Mendonça trouxeram elementos que isentam de crime o acusado mas foram desconsiderados na sentença de condenação.

"Não foi considerado, por exemplo, que o Alberto Youssef disse que nunca esteve com o senhor Vaccari. Jamais. Pedro Barusco diz expressamente, tanto na sua delação quanto no seu depoimento na CPI: 'o senhor Vaccari nunca me pediu nada.'", relata o advogado, em entrevista a Marilú Cabanãs, da Rádio Brasil Atual. Já Augusto de Mendonça, quando perguntado se Vacari sabia da origem do dinheiro das doações, também negou taxativamente.

"Quando se tem uma sentença condenatória, com base em três delações, delações estas que têm esses elementos que afastam o Vaccari de qualquer conduta criminal, evidente que nós estamos diante de um grave equívoco, um grave erro", ressalta D'Urso, que vai recorrer da decisão.

O advogado lembra que a lei brasileira não prevê condenação com base, exclusivamente, em delações premiadas. Tem que ter provas. E não há nenhuma, tanto na sentença como no processo criminal, movido pelo Ministério Público Federal (MPF) contra Vaccari. "Não se encontra um resquício de prova, em toda essa sentença, que possa justificar uma condenação, a qualquer título, por qualquer crime, ao senhor Vaccari", afirma D'Urso.

Ele explica, ainda, que a prova testemunhal, em condições normais, trazidas por alguém que vai ao processo sem interesse no resultado, já não é confiável, e é conhecida, no meio jurídico, como "a prostituta das provas", pois "passa pelos crivos de interpretação, de um e de outro, e pode não ser fidedigna". Mais frágil ainda é a delação premiada, "uma versão trazida por alguém que é acusado e tem interesse no processo, e negocia, com o estado, sobre o que vai dizer para obter benefícios, diminuir sua pena ou até conseguir o perdão judicial", detalha o advogado.

"A delação é feita, existem vazamentos do conteúdo da delação, que deveria ser sigiloso. Os vazamentos vão para a imprensa, para os jornais, e aquilo passa a ser verdade absoluta para a opinião pública. Embora isso aconteça, o que é lamentável, nunca pode ser interpretado dessa maneira pelas autoridades judiciais."

Segundo D'Urso, o que a lei estabelece é que a versão trazida pelo delator deve ser apenas o caminho para que os órgãos oficiais do estado busquem por provas. "No processo do Vaccari, o que nós assistimos foi o inverso. Nenhuma prova existia, durante a investigação."

"O que se verifica em tudo isso é que se quer, se pretende, se insiste, é criminalizar essa conduta do tesoureiro do PT, quando, na verdade, é absolutamente legal. É a mesma conduta que todos os tesoureiros de todos os partidos realizam", conclui D'Urso. ( RBA )

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Pela 1.a vez decisão de Moro é revertida em outra instância



Da Folha:

Pela primeira vez na Operação Lava Jato, uma condenação do juiz federal Sergio Moro, responsável pelo caso na Justiça Federal no Paraná, foi revertida por um tribunal nesta terça-feira (22).

Ao julgar um recurso à decisão, o TRF (Tribunal Regional Federal) em Porto Alegre decidiu absolver André Catão de Miranda, que havia sido condenado por Moro na primeira sentença da Lava Jato, em outubro do ano passado.

Foi a primeira vez que um recurso de apelação da Lava Jato foi julgado no mérito.

O caso remonta ao início da operação: Miranda era auxiliar do doleiro Carlos Habib Chater, alvo inicial da Lava Jato. Ele atuava numa casa de câmbio dentro de um posto em Brasília, o que inspirou o nome da operação –e, como se descobriu depois, operava em parceria com Alberto Youssef.

Miranda era responsável pela parte financeira das operações de Chater. Era ele quem movimentava as contas do doleiro e fazia a transferência de valores ilícitos para o exterior.

No caso denunciado à Justiça, os dois foram acusados de terem transferido US$ 124 mil, oriundos do tráfico de drogas, para a Bolívia, em setembro de 2013. O dinheiro era do traficante Renê Luiz Pereira, que também foi condenado na ação.

Para o desembargador Leandro Paulsen, não ficou comprovado que Miranda tivesse conhecimento da origem ilícita dos valores transferidos.

“Não consigo extrair elementos que me deem uma convicção acima de qualquer dúvida razoável [sobre a culpa de Miranda]”, afirmou Paulsen, durante o julgamento. “Ele era um empregado que recebia um salário, digamos, modesto. Não há nenhum elemento que aponte qualquer enriquecimento por parte dele.”

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Como as pessoas envolvidas no vazamento da Lista de Furnas foram caladas.




Esta reportagem é parte do projeto de crowdfunding do DCM sobre a Lista de Furnas. Queríamos agradecer a você por ajudar a alcançar o objetivo — e lembrar que cada quantia a mais será investida em viagens e entrevistas para aprofundar a apuração e realizar novas matérias. Grande abraço.

Em Minas Gerais, uma das formas de entender o que representaram os doze anos do governo de Aécio Neves – sete dele mesmo e cinco de Antonio Anastasia – é conhecer a trajetória do publicitário Marco Aurélio Carone.

Em 2002, Carone se candidatou a governador pelo minúsculo PSDC, mas sua missão, segundo ele conta, não era chegar ao Palácio da Liberdade, mas defender Aécio no enfrentamento com o ex-governador Newton Cardoso, também candidato.

Aécio ganhou e, pela atuação de Carone, o partido dele foi recompensado pelo caixa de campanha de Aécio, e o próprio candidato, alguns anos depois, vendeu o título de seu jornal, Diário de Minas, o mais antigo do Estado, para um grupo ligado a Aécio Neves.

Pela venda, o publicitário diz que recebeu R$ 600 mil. “Queriam comprar o meu silêncio ou pagar por elogios, mas esse produto não estava à venda”, diz Carone.

Com o dinheiro da venda do jornal, o ex-aliado de Aécio contratou um dos jornalistas mais premiados de Minas Gerais, o veterano Geraldo Elísio, o repórter Pica-Pau dos tempos da rádio Itatiaia e Prêmio Esso de Jornalismo em 1977, com uma reportagem publicada em O Estado de Minas que denunciou a prática de tortura na Polícia Militar.

Juntos, eles mantiveram na internet o Novo Jornal, um site de notícias que, em poucos anos, se transformou num dos poucos veículos críticos de Aécio e do governo dele e de Anastasia.

O Novo Jornal chegou a ter mais de um milhão de acessos num dia, com suas reportagens que tratavam de escândalos do grupo de Aécio, entre eles a Lista de Furnas.

“O Novo Jornal foi o primeiro veículo a publicar a perícia da Polícia Federal que comprovou a autenticidade da lista de Furnas”, conta Geraldo.

Era um tema recorrente no site, assim como as denúncias de favorecimento do governo ao grupo de Zezé Perrella, o do Helicoca, e outros que os grandes jornais, rádios e emissoras de TV de Minas nunca noticiaram.

No início de 2014, já com a pré-campanha de Aécio a presidente da República na rua, Carone foi preso sob acusação de ser o relações públicas de uma organização criminosa destinada a achacar empresários, denúncia que até agora não resultou em condenação, mas suficiente para deixá-lo na cadeia durante nove meses, os três últimos em solitária.

Filho de um ex-prefeito de Belo Horizonte, cassado em 1964, que depois da abertura chegou a presidir o conselho de administração de uma subsidiária da Companhia Vale do Rio Doce, e de uma ex-deputada federal, Carone hoje anda de muletas e tem a expressão cansada, depois que sofreu um enfarte na cadeia.

Geraldo Elísio, o editor do Novo Jornal, teve a casa revirada por um delegado e três investigadores, num mandato de busca e apreensão.

Os policiais queriam documentos para comprovar a denúncia de extorsão, mas o que encontraram, e levaram, foi um computador, com os textos de livros que Geraldo escrevia, entre eles um de memórias.

O advogado Dino Miraglia, que defendia o homem que entregou a lista de Furnas à Polícia Federal, Newton Monteiro, também teve a casa e o escritório revirados, num mandato de busca cumprido até com o sobrevôo de helicóptero da PM.

O escritório de um advogado é inviolável, mas nenhuma voz da OAB local se levantou contra a arbitrariedade.

Depois do episódio, Dino Miraglia abandonou a causa e também sofreu danos pessoais – a esposa entrou com pedido de divórcio. Hoje, evita falar sobre qualquer assunto referente à Lista de Furnas.

O Sindicato dos Jornalistas do Estado de Minas também não se levantou em defesa do fechamento do Novo Jornal nem da invasão policial à casa de Geraldo Elísio.

Jornalistas com quem conversei contam que, na época, até o jornal do sindicato era bancado pela máquina de publicidade comandada pela irmã de Aécio, Andrea Neves.

Esta é parte de uma história que comecei a apurar dentro projeto do projeto do DCM sobre a Lista de Furnas, a famosa lista, que eclodiu num momento em que as denúncias do mensalão ameaçavam o governo Lula, em 2005.

A lista tem os nomes dos políticos que receberam dinheiro do caixa 2 formado por um diretor de Furnas, Dimas Toledo, com a propina paga por fornecedores da estatal. A maioria é do PSDB, e aparecem na relação Aécio Neves, José Serra e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

“Há duas maneiras de você calar um delator. Uma é matando, a outra é assassinando a sua reputação”, disse-me um delegado da Polícia Federal que investigou a lista. “Em Minas, foi criada uma máquina para destruir a reputação dos denunciantes da Lista de Furnas”, acrescentou.

No governo de Aécio, a Polícia Civil de Minas divulgou que a lista era falsa, versão que foi publicada pela revista Veja. Numa investigação paralela, conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, a conclusão foi oposta.

Dimas Toledo, para não sair de Furnas, pressionou Aécio Neves a negociar com Lula sua permanência no cargo. Para isso, mandou entregar a lista com sua assinatura e os valores recebidos por Aécio Neves e por outros políticos.

Desde então, o portador da lista, Newton Monteiro, tem amargado períodos alternados de prisão, embora nunca tenha sido condenado. No total, já passou mais de dois anos preso, teve o carro incendiado e hoje poucos sabem onde mora.

A principal acusação é a de que Newton inventou a lista. Mas dois dos nomes relacionados ali, que são deputados, confessaram que receberam exatamente os valores apresentados na relação, e por caixa 2 de Furnas. Um deles, Roberto Jefferson, fez a confissão em depoimento à Polícia Federal.

Se essas duas confissões não são indícios suficientes da autenticidade da lista, a assinatura de quem fez a relação não deixa dúvidas. A Polícia Federal, contrariando a versão de Dimas Toledo, garante que a assinatura é mesmo do ex-diretor de Engenharia de Furnas.

Ainda assim, é possível que alguém duvide, mas aí convém analisar o perfil dos policiais federais que fizeram a investigação no Rio e contrapô-las ao delegado que chefiou a investigação em Minas. Os policiais federais concluíram pela autenticidade da lista. O de Minas, não.

A Justiça Federal decretou a prisão de quatro empresários, num caso que nada tem a ver com a estatal Furnas, mas que revela um modelo de apuração policial nos anos de Aécio à frente do governo mineiro.

Os empresários são donos de uma empresa de transporte de valores, responsável por abastecer os caixas eletrônicos de dois bancos no estado. A acusação que levou a Justiça a decretar a prisão é a de que eles, durante anos, desviavam parte do dinheiro que deveria ser entregue aos bancos.

Assim como a Lista de Furnas, houve duas investigações paralelas. A Polícia Federal concluiu pelo desvio do dinheiro dos bancos e obteve na Justiça a decretação da prisão dos empresários.

Em Minas, a investigação começou bem antes. Mas nunca foi para a frente. Quem garante é o delegado de Minas que concluiu o inquérito, quando trocou o governo do Estado, em janeiro, e a antiga cúpula da Polícia Civil foi afastada.

A razão do inquérito ter sido abafado nos anos do governo de Aécio/Anastasia é que, segundo o delegado que herdou a investigação, havia influência da irmã de um dos donos da empresa, Renata Vilhena, a secretária de Planejamento de Aécio Neves que tocou o famoso choque de gestão.

E o que isso tem a ver com Furnas? O delegado acusado pelo colega de negligenciar a investigação da empresa de transporte de valores é o mesmo que concluiu pela “falsidade” da Lista de Furnas e participou do inquérito que levou à prisão do dono do site Novo Jornal, do lobista e delator Newton Monteiro e que também justificou a busca e apreensão na casa do jornalista Geraldo Elísio e do advogado Dino Miraglia.

Uma polícia sem apetite para investigar fatos sensíveis ao grupo político de Aécio é o que explica, em parte, as razões da Lista de Furnas ter se transformado num tema quase proibido. Você não viu nada disso em nenhum veículo da chamada grande imprensa. Mas vai ler aqui, em detalhes.

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terça-feira, 22 de setembro de 2015

O passo a passo do impeachment: nada fácil ( e sem motivos juridicos, pior ainda )



Impeachment de Dilma: passo a passo


Quais são os trâmites para se proceder com o impeachment da presidente Dilma Rousseff?


Antes de ser julgado por quem não lerá todo o artigo, manifesto-me contrário à atual tese do impeachment da presidente Dilma Rousseff, por razões de não haver motivos jurídicos que ensejam a sua culpa pessoal nas recentes investigações, conforme demostrarei a seguir, o que causaria um conflito interno imprevisível ( beirando a guerra civil ) e internacionalmente incalculável, prejudicando, ainda mais, os mais pobres, que verdadeiramente necessitam das ações do Estado brasileiro. O nosso esforço pela construção da nossa democracia iria para o espaço, para, talvez, nunca mais voltar.


Ressalvado este ponto importante, devo afirmar que a moda de hoje é exprimir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, como se fosse algo fácil e tranquilo de se fazer acontecer. O que pouquíssimas pessoas se atentam é para o procedimento, processo pelo qual se sobreviria a concretização do impeachment.

Pois bem! O processo de impeachment seria iniciado com a autorização da Câmara dos Deputados, por 2/3 (342 votos), dos 513 deputados, conforme o art. 51, I, da CF. Depois, o processo seguiria para o Senado Federal, a quem compete julgar a acusação, devendo atingir um quórum de 54 votos, dos 81 senadores.

Se a acusação fosse aceita haveria aí a juízo de pronúncia, o que obrigaria a Dilma a se distanciar de suas funções, até que fosse julgada pelos senadores, no prazo máximo de 180 dias; transcorrido este prazo sem o julgamento pelo Senado, Dilma voltaria a suas funções, sendo que, enquanto estivesse afastada, o seu posto seria assumido pelo vice, Michel Temer, conforme dispõe o art. 86 e seguintes, da CF.

Politicamente palpitando, na Câmara dos Deputados, dos 513 deputados, o parâmetro de votação em projetos de interesse do governo está em torno de 170 a 200 votos. Para não ser afastada, Dilma teria que alcançar a fidelidade de 172 votos, não menos, para se livrar do sufoco e do constrangimento de ser julgada pelo Senado Federal.

No que diz respeito às condições políticas no Senado, a situação, aparentemente seria mais contempladora, tendo em vista que o presidente do Senado, Renan Calheiros, até o presente momento, se mantém mais calmo em relação ao governo. O que não significa que haveria moleza.

Todavia, creio que, mesmo na Câmara dos Deputados, onde o governo perde constantemente votações que se manifesta interessado ( como a PEC da redução da maioridade penal, PEC da reforma política e o chamado pacote da maldade ), o pedido de impeachment não prosperaria, visto que Dilma possui a caneta (poder) na mão e com certeza a utilizaria caso fosse necessário. E seria mais que necessário!

Outrossim, se o impeachment for autorizado na Câmara e aceito com derrota no Senado, Dilma, certamente, continuaria lutando nas vias judiciais para anulá-lo, com o argumento de que, o impeachment teria sido puramente político, ausentes as reais motivações do art. 85, da CF, que estabelece os crimes de responsabilidades do presidente da República. Se conseguiria êxito na anulação do impeachment, isto seria uma tremenda incógnita.

Por fim, cabe ressaltar que a Dilma só poderia ser julgada por crimes de responsabilidades condizentes ao atual mandato, que nas hipóteses atuais, no âmbito do art. 85, inciso V, seria por atos que atentem a probidade administrativa ou no caso do inciso VI, atos praticados contra a lei orçamentária. Para tal, o pedido de impeachment deveria levar em consideração todos os aspectos constitucionais, para não ferir a nossa Lei Maior.

Bacharel em Direito, Advogado e Pós-Graduando em Direito do Estado e atende em seu escritório, R.Carvalho Advocacia. Atuante nas áreas: Cível - Penal/Criminal - Administrativo - Consumidor - Eleitoral -Trabalhista e Previdenciária

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