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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Um relato minucioso do panelaço num bairro nobre de São Paulo


De acordo com este aqui, a participação no panelasshole não foi maciça nem mesmo em bairro nobre paulistano onde Aécio obteve 86% dos votos


Um leitor do DCM, Renato, mandou a mensagem abaixo para nós. Pela qualidade, decidimos publicá-la.

Via DCM em 7/8/2015

Moro na Vila Olímpia em São Paulo e depois de minha corrida no democrático “Ibira” retornei para casa, como de costume, por dentro da Vila Nova Conceição (ou “VNC” como parece que os habitantes daquele planeta gostam de denominar) bem no momento do panelaço/buzinaço da noite [6/8].

Sem dúvida, é um bairro agradável, arborizado, sem muito trânsito, aparentemente seguro (com seguranças particulares 24h armados nas calçadas em frente alguns prédios) e bem servido de comércio e serviços.

Caminhei tranquilamente retornando para casa, ao som de panelas e buzinas de Mercedes e BMW’s e também ao som de uns gritos “Fora Dilma”, “Fora PT”, “Ladrões” etc., alguns deles excepcionalmente proferidos por crianças pelas vozes que pude perceber.

Chegando em casa e com a informação da pesquisa com 71% de reprovação do governo, resolvi levantar a votação de 2º turno na capital: 63,8% dos votos válidos para o candidato do PSDB; e 36,2% para Dilma Rousseff

Não satisfeito resolvi fazer a pesquisa por zona eleitoral e aqui peço perdão, o primeiro link que encontrei foi no G1, mas cliquei assim mesmo. 5ª Zona Eleitoral, onde acredito que esteja a “VNC”, não encontrei o levantamento específico do bairro: 86,68% dos votos válidos para o candidato do PSDB; e 13,32% para Dilma Rousseff

Com base nos dados acima, era de se esperar que no mínimo 2/3 das janelas estivessem repletas de cidadãos exercendo seu direito de se manifestar pacificamente de suas sacadas de apartamentos de R$20 milhões certo?

Ocorre ainda que sou engenheiro e gosto de matemática então me dei ao trabalho de contar em cada prédio quantas eram as janelas que eu conseguia identificar uma panela batendo ou alguém gritando.

Com muito boa vontade chega a 30%, na maioria das vezes eu diria 20%.

Uma panela sozinha já faz um barulho imenso. Some dez panelas na mesma quadra e a dimensão do que você ouve não reflete o que de fato acontece.

Se num lugar onde a votação foi tão favorável à oposição, por que não vi um número condizente de “manifestantes”?

Passei também por pelo menos por cinco restaurantes, onde um casal gastaria facilmente R$300,00 num jantar, e não vi ninguém “se dando ao trabalho” de interromper sua refeição para também manifestar, seja de dentro do restaurante ou indo até a calçada para fazer barulho.

Por que então o panelaço parece que faz tanto burburinho? Porque o UOL e a Globo fazem eco dele e o transformam em algo maior do que realmente é. Mas se considerarmos a audiência atual da Globo e do UOL (fora canal adulto), a notícia é repercutida para os próprios manifestantes, que devem ficar felizes em fazer parte do movimento.

No mais, ninguém vê.

E qual a razão da adesão não ser maior? Mesmo considerando que estão no conforto de seus sofás para acompanharem online e “no Face”.

São preguiçosos. Batem palmas para os colegas que se dispõe a amassar panelas enquanto eles se divertem filmando para mandar pelo “Whats”.

Ou seja, qualquer comparação com as invasões na Paulista enquanto adesão × votação, é mera coincidência. Não vai ter impeachment, eles gritam por farra e nem querem isso. Mas querem ver o governo e a presidenta sangrarem durante todo o mandato.

Me resta o conforto que, se houver embate, a participação nas ruas dos 54,5 milhões do qual faço parte, será BEM maior que do outro lado, dado o que vi hoje.


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