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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Coxinhaço: povão ficou em casa. Direitistas, tucanos, classe-média e uma fauna esquisita é que protagonizaram as cenas contrangedoras


Foto: Internet
Não é o povo; é a direita
A redação do Diário Causa Operária Online esteve na Avenida Paulista e faz aqui um relato da manifestação contra a presidenta Dilma Rousseff e o PT realizada em São Paulo

O tradicional golpe das manifestações “coxinhas”, das “massas nas ruas”, se repetiu nesse dia 16 de agosto.

Uma multidão vestida com camisas verdes e amarelas passeava. Dir-se-ia que se tratava de alguma comemoração, não fossem os cartazes que diziam “Fora Dilma”, “Fora PT”, que pediam cadeia para corruptos, elogiavam a operação Lava Jato e o juiz Sérgio Moro.

O conteúdo social da manifestação mais uma vez saltava aos olhos. Chamava a atenção a profusão de senhoras e senhores de meia idade, maioria na marcha, seguida de casais na casa dos trinta e quarenta anos. A esmagadora maioria era branca e de classe média alta, senão da própria burguesia.

Um olhar rápido bastava para perceber: essas pessoas nunca foram eleitoras do PT. E para corroborar nossa observação, nada melhor do que a declaração do próprio José Serra, PSDB, que esteve no ato em São Paulo: “as pessoas ficam muito contentes de me ver aqui. Quase a totalidade são meus eleitores”.

Não se trata do “povo” insatisfeito com o governo que elegeu e sim com os eleitores da oposição, a direita, que estão sendo mobilizados para criar uma fachada de mobilização popular para possibilitar a derrubada do governo.

Os movimentos criados para convocar as manifestações são meras fachadas para interesses dos grandes capitalistas estrangeiros e banqueiros. O Movimento Brasil Livre, um dos principais organizadores do ato, é um nome fantasia para o “Students for Liberty” (Estudantes pela Liberdade, em português) no Brasil, entidade organizada e financiada pelos irmãos Koch, possuidores de uma das maiores fortunas dos Estados Unidos, e que também está por trás dos movimentos golpistas em outros países da América Latina, como a Venezuela.

Já o “Vem pra rua” tem ligações próximas com o PSDB, enquanto o “Acorda Brasil” tem entre seus líderes Rosângela Lyra, ex-diretora geral da Dior no Brasil e presidente da Associação dos Lojistas dos Jardins.

Além dessas organizações, facilmente se podia identificar a TFP (Tradição, Família e Propriedade), organização de extrema-direita fundada por Plínio Correa de Oliveira; os maçons, organizados inclusive com coordenadores vestindo coletes; integralistas (fascismo brasileiro); grupos separatistas; monarquistas e a União Nacionalista Democrática (UND), que comandava o carro de som que pedia a intervenção militar.

O monopólio da imprensa capitalista utilizou o seu poder de propaganda para convocar as pessoas e o seu poder de manipulação para forjar números e resultados da manifestação.

As organizações da direita que comprovadamente recebem dinheiro do imperialismo norte-americano, montaram o circo, colocaram carros de som e despejaram uma série de palavras de ordem antipopulares: “privatizações já! Intervenção militar já! Fora comunismo! Impeachment já!”

O governo estadual tucano lançou mão de um aparato de segurança de milhares de homens da PM para respaldar a manifestação. “Todo o apoio ao coxinhaço!”- é a palavra de ordem do PSDB. Em São Paulo, além de José Serra, a manifestação também contou com a presença de Ronaldo Caiado (DEM). Em Belo Horizonte, Aécio Neves foi discursar.

Quem saiu às ruas nesse domingo, 16 de agosto, não foi o povo, mas sua antítese. Não podem ser chamados de povo por motivos claros: 1) são parte de uma ínfima minoria da população brasileira que, diferente do restante, não precisam se preocupar com a sobrevivência a cada nascer do sol; 2) têm ódio e desprezo profundo pela maioria do País – ou seja, pelo povo – que luta dia a dia pelo ganha pão mais miserável; e 3) esse desprezo se estende ao Brasil, por isso sonham em mudar para Miami ou algum outro lugar bastante sem graça, desde que não tenha conviver com a “ralé”.

Juntando isso tudo, fica fácil compreender que, quem estava na avenida Paulista não era o povo, como não esteve nos outros “coxinhaços”. Quem compareceu ao ato do dia 16 foi a burguesia, a direita com sua tradicional massa de manobra: a classe média conservadora, ignorante e arrogante. Tudo abençoado pelas luzes da FIESP, a federação dos industriais de São Paulo, os patrões responsáveis por chicotear o povo brasileiro. Não é povo, é direita e, portanto, a maior inimiga do povo.


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