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domingo, 9 de agosto de 2015

Advogado de Dirceu denuncia perseguição política na operação da Polícia Federal




"Qualquer aluno de direito sabe que as razões para a prisão preventiva não existem"

O advogado de José Dirceu, Roberto Podval, tem concedido entrevistas explicando o caráter arbitrário da prisão do líder petista, mostrando o caráter totalmente político das operações levadas adiante pela Polícia Federal.

Na lei brasileira e na própria Constituição Federal existem princípios que deveriam ser observados durante a investigação de um crime. Todos eles estão sendo deixados de lado nas operações da PF. A constituição de provas é uma questão abandonada na operação.

Em entrevista ao G1, logo após a segunda prisão de Dirceu, Podval disse: “nós vimos alguns operadores, todos eles com milhões e milhões de dólares no exterior, eles mesmos já falaram, confessaram, entregaram as contas e o dinheiro. Ninguém fala de uma única conta, de uma única movimentação do Zé Dirceu no exterior. Não falam porque não tem. Então, ele, que é o grande responsável, não tem nada parecido com o que foi encontrado durante o processo”.

Quer dizer, a caça ao PT e seus líderes, na verdade, não passa de um linchamento político: “aí é politizar uma questão jurídica e de forma injusta. Estão buscando um bode expiatório. Zé Dirceu é hoje um bode expiratório do processo”, diz o advogado.

No tocante à documentação solicitada pela justiça, o advogado disse que tudo já havia sido entregue, com antecedência. "É uma prisão que não precisava ter ocorrido. Acho que esse processo é um processo que se divide numa parte jurídica e numa parte política. E aqui não vou partidarizar a parte política. Mas, fato é, juridicamente falando: qualquer aluno de direito sabe que as razões para a prisão preventiva não existem. E a decisão que determina a prisão, para mim, não tem justificativa jurídica. A justificativa colocada parece mais uma justificativa política", acusou o advogado.

O advogado fala em alguma pressão popular para que essa prisão tenha ocorrido. “Não vou culpar o Sérgio Moro, não acho que ele esteja fazendo política mas, obviamente que ele, como qualquer ser humano, reage à pressão popular”.

A pressão que está sendo feita não é “popular”, mas uma pressão da direita brasileira, bancada pelo imperialismo. Direita que ocupa majoritariamente os cargos do Judiciário. Também é inegável o controle da Polícia Federal pela polícia internacional, CIA, FBI, ou seja, os órgãos de repressão que fomentam golpes no mundo inteiro.

Delação premiada: “falou o que queriam ouvir”

O advogado explica também que o empresário Milton Pascowitch, que aceitou a delação premiada, falou aos investigadores “o que queriam ouvir”.

O delator, vulgo alcaguete, Pascowitch disse que a empresa dele, Jamp, pagou R$ 1,5 milhão para a JD Consultoria, empresa de consultoria de José Dirceu. Toda a fundamentação da prisão de Dirceu é essa conversa.

“Zé Dirceu tinha contrato com inúmeras empresas, tinha recebíveis das empresas, prestou serviços e muitos dos empresários que falaram, afirmaram isso. E, estranhamente, depois, por conta de um acordo que foi feito para se buscar a liberdade, veio uma nova informação que nunca tinha sido juntada aos autos. É estranha, é estranha”, afirma o advogado.

“Eu acho que o delator falou o que queriam ouvir”.

O processo de Dirceu, na verdade, nem existe, é uma farsa total. Baseado nas “delações premiadas”, como bem disse o Podval, que são depoimentos de pessoas compradas para falar o que se quer ouvir.


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