segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A "Indústria da Multa" paulistana como ela é e não como dizem os conspirólogos da conveniência pessoal




Essa vocês vão adorar. Mas não deviam. 
E é a MELHOR DE TODOS OS TEMPOS!!!!

Uns três ou quatro dias atrás ( lembrei: foi na sexta-feira ) passei, depois de cerca de um ano, por uma via no caminho de casa. Eu fiz este caminho durante muito tempo, com bastante regularidade. Digamos que chegou a ser meu caminho preferido por um bom tempo. É uma rua larga, e deve ter cerca de 800m de extensão, talvez 1000m. Seu perfil era mais residencial, com alguns comércios.
Por ter calçadas largas - o que não justifica - os moradores sempre usaram estas calçadas como propriedade privada. Ou seja: estacionavam seus carros na calçada, sem preocupação nenhuma. O de sempre. De fato, eles sabiam muito bem que não existe fiscalização nenhuma em São Paulo.
Eu escrevo "fez, faziam", no passado, porque eu passava ali e via este estado de coisas. Cheguei várias vezes a telefonar pra CET e até narrei neste blog casos ocorridos ali. Também cadastrei pedido no site da CET para que a via passasse a fazer parte de um roteiro de fiscalização. Mas é e sempre foi a maior enganação. 
Bom, o que importa é que passei ali recentemente, depois de muito tempo, e tem mais comércios e até uma agência bancária.
E, OBVIAMENTE, o número de veículos na calçada parecia ter explodido. Sem precisar contar um por um, saquei que havia, ao longo de todos os 800m da via cerca de uns 20 automóveis estacionados na calçada, espalhados por diversos pontos, sempre do lado par da rua.
Cheguei em casa e logo liguei para a CET e o cadastro do pedido, para toda a via, foi feito às 16:03hs. E fui bem claro: o fiscal ia flagrar uns 20 carros na calçada, talvez até trinta. Tava em vários pontos da via. Em seguida, às 17:25, fiz outra chamada, para a bendita "reiteração" ( ou "reforço" ). Deve ter tido uma terceira, mas não encontro aqui na anotação. Sei que fiz.
Bem, deixei pra lá e coisa e tal. No dia seguinte, lembrei de ligar à CET pra perguntar sobre o pedido. Que que tinha dado, afinal?
O atendente disse que uma viatura foi ao local às "quatro horas" e que a denúncia "não procedia".
Eu estranhei. "Como assim, foi às quatro horas e não tinha ninguém, se eu telefonei às 16:03?"
Ele respondeu: "A viatura foi acionada às onze horas mas ele só pôde ir ao local às quatro horas!"
Perguntei se o número do protocolo era o mesmo, se não havia nenhuma confusão. 
Não, não havia confusão. A solicitação era praquele logradouro e a reclamação era sobre carro na calçada. Era aquela solicitação mesmo.
Aí é que eu entendi.
- Peraí! Você diz que a viatura foi acionada às "onze horas" e ele só foi ao local às "quatro horas"... Você quer dizer que ele foi acionado às ONZE DA NOITE? E só compareceu no local às QUATRO DA MANHÃ? É isso?
- Sim senhor. É isso mesmo!
- Então, noutras palavras ele demorou quase DOZE HORAS para atender uma solicitação de fiscalização? E que, chegou lá DE MADRUGADA, quando só encontraria alma penada ali? É isso mesmo?
O atendente não gostou do meu sarcasmo mas deve ter percebido que estavamos conversando sobre um absurdo surreal. DOZE HORAS DE ESPERA por um fiscal da CET! E, claro, os criminosos que estacionaram seus carros na calçada saíram impunes. Como sempre. Hoje mesmo devem ter repetido a ousadia. Pois comecei a passar ali, com regularidade, há cerca de 5 anos, e já era assim, e continua assim, está até pior, e do jeito que são as coisas, é capaz de um dia o pedestre ser proibido de andar ali naquelas calçadas.

E chamam isso de "Indústria da Multa"

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