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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Outra "conquista" do PSDB: Salários dos professores de SP é um dos piores do País



O Estado mais rico da federação, com PIB per capita semelhantes a países desenvolvidos, paga um dos piores salários do Brasil e do mundo aos educadores, não cumpre com a jornada da Lei do Piso e não cumpre promessa de reajustar os salários em 1 de julho

Levantamento com base em dados do IBGE, das Secretarias Estaduais de Educação e dos sindicatos dos trabalhadores da Educação, comparando salário dos professores estaduais em todo o país, entre abril e junho deste ano, além de anunciar que os professores recebem um salario inferior aos demais profissionais com curso superior e evidenciou que a má remuneração dos professores nada tem a ver com falta de recursos, uma vez que estados com menor arrecadação e desenvolvimento inferior pagam muitas vezes salários maiores aos seus professores.

O mais baixo de todos os “superiores”
Segundo dados divulgados no Portal G1, para uma carga horária de 40h semanais, o salário base médio dos professores brasileiros situa-se em R$ 2.711,48, para os profissionais com diploma de licenciatura e no início da carreira.

Os dados evidenciam também que os professores recebem 57% menos em relação aos demais profissionais com ensino superior, do salário mediano com formação equivalente. Segundo a comparação feita pelo Cadastro Central de Empresas (Cempre) com base em dados de 2013, e divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o salário médio dos trabalhadores com nível superior seria nesse período de R$ 4.726,21.

Evidenciando a falsidade da “prioridade” declarada para a Educação, nos discursos e promessas de campanha dos partidos burgueses, em nenhum Estado, a remuneração dos professores alcança a média dos demais profissionais com ensino superior. E quando comparado aos pisos pagos a médicos, advogados, engenheiros e outros “doutores” a situação é ainda pior.

Os “melhores” e “piores” salários
Segundo a pesquisa, o Estado que paga o maior salário é Mato Grosso do Sul, onde os professores com licenciatura recebem o salário base de R$ 3.994,25 pelas 40 horas semanais, jornada padrão naquele Estado.

Em segundo lugar aparece o Distrito Federal, com vencimentos iniciais de R$ 3.858,87. Embora acima da média nacional miserável dos vencimentos dos professores, esse valor é muito inferior à média local dos profissionais com nível superior e às necessidades de um professor e de sua família na Capital Federal, uma das mais caras do País.

Na “lanterninha” dos salários aparece Santa Catarina ( governada por Raimundo Colombo - PSD, ex-DEM, ex-PFL ) que, segundo o governo, tem o salário base de R$ 1.917,78, por 40h semanais, o pior salário do País e equivalente ao piso nacional. Em penúltimo lugar vem a Bahia (governada por Rui Costa, do PT), com vencimentos de R$ 1.925,96.

As informações foram feitas, excluindo-se as gratificações, que em alguns Estados são acrescidas aos vencimentos dos docentes, mas não se incorporam aos salários e não contam para fins licenças, aposentadoria, incidência de adicionais etc.

Assim, em alguns Estados o vencimento bruto dos professores é mais alto do que o apresentado no estudo ( veja na tabela abaixo ) porque o governo incorpora gratificações e subsídios, como auxílio-saúde, vale-transporte, vale-refeição e remuneração extra pela atuação em sala de aula, ou para professores que trabalham em áreas distantes ou consideradas de risco.

SP, o mais rico, tem o 9º. pior salário
São Paulo – de longe – o Estado mais rico da federação e responsável por pouco menos de 1/3 do PIB nacional, paga aos professores um dos piores salários do Brasil, com vencimentos iniciais de R$ 2.415,89 para 40 h semanais.

Governado pelo PSDB há 20 anos, o Estado ( como vários outros ) não cumpre a “Lei do Piso” no que diz respeito à jornada de trabalho, que deveria ser composta por um terço de atividades extraclasses, ou seja, destinadas ao estudo, preparo e correção de atividades, reuniões pedagógicas etc.

A política de ataques do governo à Educação levou à categoria, recentemente, à maior greve de sua história, com 92 dias de duração (13 de março a 12 de junho), contra a demissão de mais de 20 mil professores, fechamento de mais de 3 mil salas de aulas, decreto de congelamento dos salários (“reajuste zero”) no começo do ano e falta até de papel higiênico nas escolas.

Tabela Nacional
Veja abaixo o ranking com os valores dos pisos salariais dos professores em todos os Estados, para jornadas de 40 horas semanais:

CLASSIFICAÇÃO DOS ESTADOS  - PISO DOS PROFESSORES*

MATO GROSSO DO SUL 
R$ 3.994,25

DISTRITO FEDERAL 
R$ 3.858,87

MATO GROSSO 
R$ 3.802,09

TOCANTINS 
R$ 3.582,62

RORAIMA 
R$ 3.548,93

AMAPÁ 
R$ 3.416,32

AMAZONAS 
R$ 3.269,49

ESPÍRITO SANTO 
R$ 3.172,08

RIO DE JANEIRO 
R$ 2.948,3

10. RIO GRANDE DO NORTE 
R$ 2.684,43

11. ACRE 
R$ 2.681,27

12. ALAGOAS 
R$ 2.651,82

13. PIAUÍ 
R$ 2.634,65

14. GOIÁS 
R$ 2.570,08

15. RONDÔNIA 
R$ 2.498,00

16. PARANÁ 
R$ 2.473,22

17. MARANHÃO 
R$ 2.443,84

18. MINAS GERAIS 
R$ 2.425,50

19. SÃO PAULO 
R$ 2.415,89

20. RIO GRANDE DO SUL 
R$ 2.331,38

21. PARAÍBA 
R$ 2.128,51

22. PERNAMBUCO 
R$ 2.036,16

23. SERGIPE 
R$ 1.943,53

24. PARÁ 
R$ 1.927,60

25. CEARÁ 
R$ 1.927,43

26. BAHIA 
R$ 1.925,96

27. SANTA CATARINA 
R$ 1.917,78

* Os vencimentos foram convertidos, nos casos dos Estados em que as jornadas são inferiores a 40 horas semanais.


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