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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Notas atualizadas sobre a suposta "Indústria da Multa" (sic) e assuntos correlatos



Todas eu fui postando, ao longo do dia de hoje, no Facebook, e agora compilo-as aqui:

1 - Os assaltantes beneficiários


De acordo com um jornal, a OAB estaria alegando que a diminuição da velocidade nas Marginais acarretaria em falta de segurança pros motoristas, com aumento de arrastões e roubos. Nesse caso, o certo seria aumentar a velocidade em todas as ruas, não importam as dimensões, sob o mesmo argumento. E, pensando bem, até o pedestre deveria acelerar o passo, que é pro assaltante sem fôlego não ter pique pra robá a gente.

Outra opção seria, no caso das Marginais, exigir que o responsável pela segurança pública, O GOVERNO DO ESTADO, cumpra seu papel. Mas esse aí ninguém questiona. Estamos em São Paulo, nunca se pode esquecer disto.

É que estou com preguiça de pesquisar se a OAB fez alguma coisa a respeito da inutil obra de ampliação da Marginal cometida por Serra, que custou mais de 1 bilhão e encheu os cofres da Delta de Carlinhos Cachoeira e que, por fim, depois de três meses de sua inauguração, seus efeitos "benéficos" haviam evaporado.


2 - Argumento


Uma revista de automóveis tem um editorial descendo o sarrafo na redução da velocidade.
Embora o sujeito que a produziu tente apelar para argumentos "técnicos" ( não faço a menor idéia do que seja "frenagem" ) e até manobre pelo viés da física para rebater argumentos da Prefeitura, o estranho é que, no fim das contas, o maior argumento que ele apresenta é a suspeita ( sim, não passa de suspeita, é só isso que eles têm ) de que a medida visa apenas a arrecadação. Basta andar no limite permitido que não tem arrecadação.
De quebra, o editor recorre à boa e manjada pergunta ( retórica ) , que muitos destes detratores fazem mas cuja resposta - que deve existir e, se eles quiserem saber MESMO, bastaria pesquisar - eles não devem querer escutar: "Pra onde vai o dinheiro, se esse dinheiro das multas deve ser empregado na melhora do trânsito?"
Eu não faço idéia, e até já manifestei meu estranhamento pelo fato do dinheiro das multas ser remanejado em benefício dos próprios motoristas. Fica parecendo que o crime compensa. Por mim esse dinheiro ia pros busão e pra CET. É pra ser uma punição, não um investimento, ou seja, eu sou multado por estacionar na calçada e, em troca, recebo uma rua asfaltada com o dinheiro de multas semelhantes.?

( Quem reclama da velocidade da Marginal geralmente não reclama da velocidade da expansão do Metrô )

3 - Chama o ladrão

São 18:00 hs e já telefonei 4 vezes desde as 15:30 para a CET multar um vagabundo que está estacionado numa calçada paulistana. Ou seja, já faz 2 horas e meia que um cidadão de bem acima de qualquer suspeita - EU - testemunhou à CET a existência de um delito sendo praticado à luz do dia, em uma via de muito movimento. Isto é, não sou a única testemunha.

O curioso da história é que ontem eu fiz A MESMA COISA (*). É como se fosse o Dia da Marmota. Sabe quantos meses eu vejo esse mesmo ponto servindo de "ponto viciado" para a mesma prática? Bem, como é caminho de volta do meu trabalho e estou lá há 5 anos, calculem quantas vezes eu flagrei isto ao longo desse tempo. E não, não é a primeira nem a segunda vez que chamo a CET para esse lugar. Fora os outros espalhados pelo bairro. 
(*) Ontem, 22.07, o amarelinho foi no lugar depois de apenas uma hora que eu tinha pedido a fiscalização e informou que a queixa "não procedia". Mas hoje o carro tá lá novamente. Feliz Indústria da Multa para quem acredita nela.

Eu pensei que a Indústria da Multa - copyright "Voz do Povo" - não cochilasse diante das oportunidades. Das duas, uma: ou não existe Indústria da Multa nenhuma, ou ela só fica com o filé e dispensa a carne de segunda. Mas aí, se dispensa a carne de segunda, não pode ser uma Indústria da Multa. Não se recusa clientela. De todo modo, não existe Indústria da Multa nenhuma. Nem mesmo uma oficininha artesanal.

4 - "Eles inventam multa, Seu Nelson?"

Essa aconteceu uns 3 anos atrás. Tava lá "no lojinha" um sujeito, um freguês, e se conversava sobre a inauguração de um shopping-center que tinha ocorrido uns dias antes. 

A certa altura do papo, o sujeito - que, na semana passada, revelou que havia comprado a CNH, vejam como são as coisas - falou:
- Vocês viram os amarelinhos tudo lá, aproveitando que tava todo mundo indo lá ver o shopping?
E ele olhava pra mim com cara de amarelinho achacador, depois olhava pra palma da mão onde havia um talão de multas imaginário, e gesticulava, como se estivesse preenchendo uma multa imaginária, e depois repetia essa série de gestos, como querendo dizer "Ficaro lá só multando e multando e multando".
O tom dele, que vocês devem ter deduzido a partir da descrição que fiz da cena toda, era mais ou menos como "Foro lá só pra multar as pessoas e mais nada".
Como se estivessem fazendo algo errado. Pra estarem fazendo algo errado, eles só poderiam estar inventando multa. Pois multar quem merece não é errado. Na verdade, É OBRIGAÇÃO desses profissionais. Então, pra terem sido censurados pelo sujeito, ele certamente deve ter seus motivos. Deve ter flagrado um ilícito. Então eu lhe perguntei, bem em falso tom de ingenuidade e indignação:
- Eles estavam INVENTANDO MULTAS, SEU NELSON? Como é que pode?
Não esqueço até hoje a cara que ele fez quando foi obrigado a negar. Não, ninguém ali estava inventando multas.
E eu perdi a chance de perguntar do que ele estava reclamando, então. Agora já foi.

5 - Por fim, esta aqui que o Vinicius Duarte postou também no FACEBOOK  e acho que ele não vai se importar por eu ter surrupiado:


29/09/2010 (dois mil e DEZ): "Prefeitura reduz velocidade máxima em 10 avenidas, INCLUSIVE as Marginais"

Reação: n/d

16/05/2011 (dois mil e ONZE): "Prefeitura reduz velocidade máxima na Av. Roberto Marinho"

Reação: n/d

23/5/2011 (dois mil e ONZE): "Prefeitura reduz velocidade máxima na 23 de Maio/Rubem Berta"

Reação: n/d

24/03/2012 (dois mil e DOZE): "Estudo da CET mostra que redução de velocidade não piorou o trânsito e reduziu acidentes"

Reação: n/d

20/07/2015 (dois mil e quinze): "Prefeitura reduz velocidade máxima na pista local das marginais"

Reação: "OAB vai ingressar com ação contra novos limites de velocidade nas marginais. MP abrirá inquérito".
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Conclusão: o paulistano passou a ser bastante aguerrido na defesa de seus direitos e contra a opressão governamental que lhe tira o "direito de ir e vir mais rápido", notadamente a partir de 01/01/2013.


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