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domingo, 26 de julho de 2015

Duas reportagens de 'Veja' deste fim de semana são desmentidas


Executivo da OAS nega existência de delação premiada para o Ministério Público em matéria que tenta atingir Lula; senador Romário também manifesta indignação com matéria que o acusa de ter conta na Suíça

São Paulo – A revista Veja deste fim de semana teve duas reportagens desmentidas, uma delas antes de a edição chegar aos leitores [ NOTA DO BLOG: a respeito disso, leia comentário ao final do texto ]. Na matéria de capa, mais uma vez a revista tenta atingir o ex-presidente Lula e afirma “que chegou a vez dele” a respeito de uma suposta delação premiada de José Adelmário Pinheiro, executivo da OAS, que foi preso na Lava Jato.

“Sobre a reportagem da Veja deste final de semana, José Adelmário Pinheiro e seus defensores têm a dizer, respeitosamente, que ela não corresponde à verdade. Não há nenhuma conversa com o MPF sobre delação premiada, tampouco intenção nesse sentido”, disse, em nota, a empresa nesta sexta-feira (24).

Internamente, a reportagem falava em "segredos devastadores" contra o ex-presidente Lula: (1) a lista dos políticos que receberam propina, (2) os negócios milionários do filho de Lula, (3) despesas pessoais do ex-presidente foram pagas pelas empreiteiras e (4) Lula sabia do esquema de corrupção na Petrobras.

A reportagem de Robson Bonin também aponta Lula como o político "operado" pelo "operador" Léo Pinheiro, como José Adelmário Pinheiro é chamado. Sem a delação, negada pela OAS, no entanto, a reportagem não se sustenta.

Romário com suposta conta

O senador Romário (PSB-RJ) também publicou em sua página no Facebook neste sábado um texto em que rebate, ponto a ponto, reportagem publicada contra ele na revista. "Na quinta-feira, fui informado por um repórter da Veja que eu tinha uma conta na Suíça com o saldo de alguns milhões. A matéria saiu na edição impressa da revista. Obviamente, fiquei muito feliz com a notícia", ironizou.

O parlamentar também rebateu a "notícia" de que desfila com uma Ferrari pelas ruas do Rio – "algo impossível já que o carro já não se encontra na cidade há alguns anos. A saber, o veículo foi comprado em 2004" –, chamou a publicação da Abril de "cretina" e anunciou que irá à Justiça contra os "repórteres que assinam mentiras".

Leia abaixo a íntegra:

Galera, bom dia

Na quinta-feira, fui informado por um repórter da Veja que eu tinha uma conta na Suíça com o saldo de alguns milhões. A matéria saiu na edição impressa da revista. Obviamente, fiquei muito feliz com a notícia, assim que possível, irei ao banco para confirmar a posse desta conta, resgatar o dinheiro e notificar à Receita Federal.

Espero que seja verdade, como trabalhei em muitos clubes fora do Brasil, é possível que tenha sobrado algum rendimento que chegou a esta quantia. Estou me sentindo um ganhador da Mega Sena, só que do meu próprio honesto e suado dinheiro. 

O que há de estranho nisso é a informação da revista de que a aplicação seria de 2013, certeza que eu não fiz nenhuma aplicação no período recente. Também não recebi nenhuma notificação do Ministério Público a respeito. Mas como se trata da revista Veja, se a informação estiver errada não será nenhuma surpresa. Essa mesma matéria diz, por exemplo, que eu desfilo de Ferrari pelas ruas do Rio, algo impossível já que o carro já não se encontra na cidade há alguns anos. A saber, o veículo foi comprado em 2004. O repórter diz ainda que eu teria negociado com meu partido, o PSB, o pagamento do aluguel da casa onde moro no Lago Sul, como uma forma de compensar minha refiliação a legenda. Essas e outras mentiras costuram o enredo de uma farsa. Coisa que a revista tem expertise em fazer.

Se vocês lerem a matéria, perceberão que não há uma fonte sequer identificada de acusações contra mim. Vale informar que durante as eleições do ano passado, esta mesma cretina revista tentou publicar esta matéria contra mim, com claras motivações políticas. A matéria não saiu, na época, por falta de consistência. Não é de suspeitar que uma semana depois de eu despontar com alto índice de intenções de votos para a prefeitura do Rio, a publicação tenha sido resgatada com este fato novo da conta na Suíça. Difícil é esperar credibilidade de uma revista como essa, que vende capa.

Espero que, pelo menos, a conta seja verdade. Porque dinheiro honesto, ganho com muito suor, não faz mal a ninguém. Bom lembrar que problemas financeiros todo mundo tem e os meus sempre foram com recursos privados, nunca nada com R$ 1 de dinheiro público.

Ademais, podem atacar, mas eu continuarei presidente da CPI do Futebol e imbuído de vontade moralizar o futebol brasileiro.

Sobre o meu futuro político, nada vai tirar meu foco!
Aos meus concorrentes, minhas pretensões se fortalecem com matérias como essas.

Aos repórteres que assinam mentiras, nos vemos na justiça.


COMENTÁRIO: Mesmo após a Veja ter sido humilhantemente desmascarada, tem bancas em Sampa que já venderam todo o reparte desta semana em 1 ou 2 dias ( como se sabe, várias delas recebem as revistas semanais - Veja, Carta Capital, Isto é, Época - no sábado, enquanto outras somente as receberão na segunda-feira ). E mesmo após sua Bíblia ter sido desmascarada ainda no forno, ainda tem gente repercutindo as notícias falsas. MESMO SABENDO DO DESMASCARAMENTO.
Assim, muitas bancas venderam neste fim de semana mais do que a sua média semanal e já estão deixando de vender. Ou seja, por exemplo, uma banca que vende em média 5 ou 6 exemplares, recebeu 9 e já vendeu as nove. Se tivesse recebido 15 teria vendido as 15; se tivesse 25 exemplares, venderia esses 25.
Tendo a Veja sido desmascarada ontem, mas ainda havendo leitor procurando a edição nas bancas e revistarias, fica demonstrado que a, por vezes celebrada, "força das redes sociais" ainda é passível de discussão. 
Ou melhor, enquanto a versão de que a Veja se lascou é disseminada pelas redes sociais, um movimento oposto a essa versão também é passada adiante. Seja qual for a versão que prevalecerá nas redes sociais, o fato é que esta edição da Veja, mesmo com a matéria principal desmascarada, "bombou" e fez a alegria de jornaleiros.
Portanto, não seria uma surpresa se saísse uma nova "fornada" desta edição, para suprir a clientela ávida, como ocorreu na ocasião com a famigerada edição da reta final eleitoral, que havia esgotado e saído uma reimpressão. 
É uma boa oportunidade para lembrar que, à época, aproveitando a falta de exemplares nas bancas de Sampa, um vagabundo - que, segundo notícias recentes, está sendo processado por isso - espalhou um boato totalmente canalha, acusando a a Prefeitura de São Paulo de mandar equipes de fiscais das Subprefeituras nas bancas para CONFISCAR OS ESTOQUES DA REVISTA VEJA.
É possível então que, se a prefeitura de Sampa não tivesse decidido processar o meliante que espalhou o boato do confisco na época eleitoral, era bem capaz que outro meliante da mesma estirpe fosse encorajado a repetir a bandidagem novamente agora. Digo, até este momento não ouvi falar nada a respeito.

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