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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Não é só de notícias ruins vive Dilma, Por Jasson de Oliveira Andrade



O início do segundo governo de Dilma é de más notícias. Pior. Ela é acusada até de coisas que nada tem a ver com seu governo. Por este motivo, o jornalista Luís Nassif afirmou que a presidenta é a “nova Geni”. A política econômica, apesar do Ajuste Fiscal ou por causa dele, é muito preocupante. Para Nassif, a fórmula Levy-Tombini-Rousseff não resolve...

Entretanto, não é só de notícias ruins vive Dilma. Existem algumas boas. O Estadão de 20/5/2015, no seu caderno econômico, noticiou, em manchete: “Brasil e China assinam acordos com previsão de investimentos bilionários (sic) – Entre os principais acordos acertados na visita do primeiro-ministro Li Keqiang ao País estão o memorando de criação de um fundo de até USS 50 bi para infraestrutura, créditos para a Petrobrás (sic) e a Vale e o destravamento da venda de aviões da Embraer”. 

Hoje se faz “negócio COM a China”. No tempo de FHC, com as privatizações, se fazia “negócio da China”. É o que constatou Aloysio Biondi, falecido em 21/7/2000, aos 64 anos, no livro “O Brasil Privatizado – Um balanço do desmonte do Estado”, publicado em abril de 1999, pela Fundação Perseu Abramo e reeditado em 2014, pela editora Geração. Segundo Janio de Freitas, na introdução desta edição, o livro, até 2006, vendera 130 mil exemplares! No capítulo “O governo vende baratíssimo. Ou pode doar”, Biondi escreveu: “Aproveite a política de privatizações do governo brasileiro [FHC]. Confira nas páginas seguintes os grandes negócios (sic) que foram feitos com as privatizações – “negócios da China” (sic) para os compradores, mas péssimos (sic) para o Brasil”. 
No prefácio dessa edição de 2014, o jornalista Amaury Ribeiro Jr., autor do best-seller “A Privataria Tucana”, fez essa gravíssima revelação, á página 11: “Enquanto vidas e famílias bancárias eram destruídas, os diretores torravam sem nenhum pudor (sic) parte do dinheirama das privatizações além fronteiras (sic). Um exemplo é o caso do diretor da área internacional do BB [ Banco do Brasil ], Ricardo Sérgio de Oliveira [ nomeado por FHC ], que orquestrou a montagem dos grupos econômicos envolvidos na ciranda das privatizações (sic). Ele passaria a movimentar milhões de dólares no exterior por meio de Alberto Yussef [ também envolvido no escândalo Lava Jato, encontrando-se preso até hoje.. Ele iniciou naquela época! ] e de outros doleiros que transformaram a agência do Banestado de Nova Iorque numa mega-lavanderia (sic)”. Uma denúncia muito grave e que deveria ser investigada...

Outra boa notícia para a presidenta Dilma também publicada no Estadão (2/6/2015), em manchete de seu Caderno Econômico: “Petrobrás volta ao mercado externo após Lava Jato e capta USS$ 2,5 bilhões”. Na reportagem, o Estadão noticia: “Após mais de um ano de ausência, desde que estourou a Operação Lava Jato, a Petrobrás voltou ontem [1/6] ao mercado global de títulos com uma captação de USS 2,5 bilhões (sic)”. Esta é uma boa notícia para Dilma e também para o Brasil. Depois do escândalo, a Petrobrás recuperou seu prestigio internacional, como ocorreu inclusive com as negociações com a China.

Para mim, que sempre defendi a Petrobrás, desde a campanha “O Petróleo é nosso”, essas duas notícias me aliviaram. Espero que venham outras e que a preocupante economia também se recupere.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

Publicado na GAZETA GUAÇUANA em 11/6/2015

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