segunda-feira, 11 de maio de 2015

Seymour Hersh diz que Obama mentiu e que corpo de Bin Laden não foi atirado ao mar



Afinal, o corpo do fundador da al-Qaeda, Bin Laden, não foi atirado para o Oceano Índico. É o que escreve o jornalista norte-americano Seymour Hersh, na publicação "London Review of Books", contrariando a versão das autoridades dos Estados Unidos.

O texto de Hersh foi reproduzido pelo periódico espanhol "El Mundo", entre outros. Pelas informações recolhidas, o jornalista, galardoado com o prémio Pulitzer, começa por dizer que Bin Laden já era prisioneiro dos Serviços de Inteligência Militar do Paquistão (ISI) desde 2006, na cidade de Abbottabad.

Ainda segundo o jornalista, em 2010, um alto funcionário do ISI terá passado, "por sua iniciativa e a troco de dinheiro", a informação aos serviços da CIA. Após esta fuga, o Paquistão não pôde negar o acesso dos EUA a Bin Laden, deixando apenas como exigência a condição de que o fundador da al- Qaeda não podia sair de Abbottabad com vida.

Descoberto o paradeiro, as forças especiais norte-americanas, SEAL, foram ao encontro do terrorista e mataram-no no local onde estava escondido. As rajadas de tiros desferidas acabaram por "desintegrar o corpo".

Para Hersh tratou-se de um "assassinato". E, confirmado o óbito, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tratou de anunciar ao mundo a morte do terrorista, tirando daí "partido politicamente". Uma vez que o corpo se tinha desintegrado, a versão oficial da Casa Branca assentou na tese de que o cadáver tinha sido atirado ao Oceano Indíco, a partir do porta-aviões Carl Vinson.

Na época, para explicar a violência do ataque, foi, igualmente, dito que o terrorista tinha sacado de uma pistola automática.

Com o seu texto, Seymour Hersh contraria o alegado papel decisivo dos SEAL na captura e no abate de Bin Laden. Atribui os louros ao ISI. Até diz que as forças norte-americanas limitaram-se a "ser conduzidas por espiões paquistaneses" até à habitação de Bin Laden.

Além do "aproveitamento político", Hersh explica que toda a encenação à volta da morte do terrorista, e que foi retratada no filme "00:30 Hora Negra", de Kathryn Bigelow, serviu para justificar o "programa de torturas" da CIA.


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