sexta-feira, 22 de maio de 2015

Juiz Moro em seu labirinto


Por LEANDRO FORTES


Sérgio Moro pode até ser aplaudido em livrarias, shoppings e aeroportos, onde a classe média paneleira faz ponto e acredita, com base nas fantasias da mídia, ser parte de um grande projeto nacional.

Ocorre que, no minuto em que subiu ao palco da Globo para ser premiado por fazer a diferença - seja lá o que isso signifique -, Moro virou mais uma personagem da grade de entretenimento global, junto com Ana Maria Braga, Fátima Bernardes, Joaquim Barbosa, Luciano Huck e Ayres Britto.

Meteu-se nesse labirinto onde togas e paetês se misturam para defender os mesmos interesses, as mesmas estruturas de poder da plutocracia brasileira, nem que para isso tenha que se recorrer à manjada estrutura de propaganda fascista de se utilizar verdades (a corrupção na Petrobras) para fortalecer uma mentira (a de que a corrupção é uma invenção do PT).

Moro, como Barbosa e Ayres, fez uma opção ideológica, e, assim como seus antecessores de teia global, precisa, todo tempo, do aparato de mídia para disfarçar isso.

Mas, como todos já perceberam, isso é indisfarçável.

Não há mais ninguém com o mínimo de decência no meio jurídico que ache Moro um juiz com real capacidade de julgar, nessa altura do campeonato.

Restaram a ele os revoltados on line, as barbies fitness, os analfabetos políticos e as madames que batem panela no intervalo da novela.

A Globo não capturou Moro à toa, ela nunca faz isso.

A Globo só captura talentos por dois motivos: ou para servi-la, ou para que não sirvam a mais ninguém.

Joaquim Barbosa e Ayres Britto conseguiram se encaixar nas duas medidas.

Vamos ver como Sérgio Moro irá se posicionar nessa programação.

Leia também:

MORO QUER DELAÇÃO DE PASCOWITCH CONTRA DIRCEU

"O juiz Sergio Moro não tem provas nem indícios consistentes contra Pascowitch. Mandou prendê-lo para tentar arrancar dele uma delação premiada que incrimine o ex-ministro Dirceu e promova seu retorno à prisão", afirma Tereza Cruvinel, em seu blog no 247; segundo ela, essa é a interpretação da defesa de Dirceu, que foi contratado pela Engevix, por meio da empresa de Milton Pascowitch, para consultoria de prospecção de negócios no Peru; "A prisão prolongada nas celas da Polícia Federal em Curitiba quebrou a resistência de empreiteiros que acabaram fazendo as delações para obter a liberdade. A mesma aposta é feita agora em relação a Pascowitch, mirando Dirceu", comenta a jornalista


O comando da Operação Lava Jato determinou a prisão de Milton Pascowitch alegando que ele poderia fugir e que, como operador da Engevix, fez pagamentos a José Dirceu que poderiam ser originários de propinas e constituir elo com o PT. O juiz Sergio Moro não tem provas nem indícios consistentes contra Pascowitch. Mandou prendê-lo para tentar arrancar dele uma delação premiada que incrimine o ex-ministro Dirceu e promova seu retorno à prisão.

Esta é a convicção da defesa de Dirceu, que hoje em nota afirmou não existir qualquer vínculo entre os pagamentos feitos a Dirceu e o esquema do cartel que atuava na Petrobrás. Dirceu foi contratado pela Engevix, através da empresa de Pascowitch, prestadora de serviços à empreiteira, para consultoria de prospecção de negócios no Peru. Dirceu tem relações históricas com o presidente peruano Alan Garcia e tinha trânsito em várias áreas de seu governo. Nesta condição, identificou várias oportunidades de negócios para a Engevix, que lá executou muitas obras públicas e privadas. Os pagamentos foram feitos através da empresa de Pascowitch.

A prisão prolongada nas celas da Polícia Federal em Curitiba quebrou a resistência de empreiteiros que acabaram fazendo as delações para obter a liberdade. A mesma aposta é feita agora em relação a Pascowitch, mirando Dirceu.

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