sexta-feira, 24 de abril de 2015

Impeachment divide tucanos, Por Jasson de Oliveira Andrade



Os tucanos, principalmente os aécistas, não se conformam com a derrota. Primeiro quiseram anular a eleição, por dúvidas às urnas eletrônicas. Perderam. Agora procuram tirar a presidenta Dilma, através do impeachment. O tema está causando polêmicas entre os próprios tucanos, como veremos a seguir.
Na ala aécista, o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), é ardoroso defensor do impeachment. Ele diz que “crime praticado [pedaladas] expõe presidente a processo” [de impeachment]. Entretanto, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, discorda, tendo em vista que a pedalada fiscal vem do tempo do Fernando Henrique, afirmando que não vai aceitar o pedido, caso ele seja apresentado. Já a ala paulista do PSDB é contra o pedido. Na reportagem de Pedro Vasconcelos (Estadão, 20/4), sob o título: “Para FHC, impeachment é uma precipitação”, Fernando Henrique pondera: “Impeachment não pode ser tese. Quem diz se houve uma razão objetiva é a Justiça e a polícia. Os partidos não podem se antecipar (sic) a tudo isso, não faz sentido. É precipitação (sic)”, acrescentando: “É especulação dizer que Dilma pode ser responsabilizada pelas pedaladas (fiscais)”. 
Em palestra na Universidade de Harvard (Estados Unidos), em 18/4, o senador José Serra (PSDB-SP) disse que “impeachment não é programa de governo de ninguém” e defendeu que a oposição precisa ter responsabilidade (sic)”. Afirmou ainda: “Impeachment é quando se constata um irregularidade que, do ponto de vista legal (sic), pode dar razão a interromper um mandato. E eu acho que essa questão ainda não está posta”.  O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) fala muito pouco sobre o assunto, mas quando se pronuncia, diz que é contra o impeachment. 

Em artigo à Folha, em 21/4, sob o título “O PSDB precisa ouvir FHC”, Bernardo Mello Franco comenta: “No domingo (19/4), FHC foi consultado sobre a nova idéia fixa (sic) de parlamentares tucanos: tirar Dilma Rousseff do poder antes de 31 de dezembro de 2018, quando termina o mandato que ela conquistou nas urnas (sic). A resposta veio sem meias palavras> “como um partido pode pedir impeachment antes de ter um fato concreto? Não pode, disse FHC. (...) As declarações expressam o óbvio, mas vão na contramão do discurso ensaiado na semana passada por deputados e senadores tucanos”. 

No caso de impeachment, Michel Temer seria beneficiado, como vice-presidente, uma vez que é o substituto legal de Dilma. Apesar dessa situação privilegiada, ele é contra o impeachment. Temer declarou à imprensa: “Eu acho impensável [o impeachment], porque nós temos que ter tranqüilidade institucional no nosso País”, dizendo ainda: “ Não podemos abalar as nossas instituições democráticas falando desse assunto.. Volto a dizer: é matéria impensável (sic)”.
Qual pensamento vai prevalecer: FHC, Serra, Alckmin, Michel Temer ou a ala aécista? Como sempre digo: A CONFERIR!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

.

Nenhum comentário :

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Golpe