segunda-feira, 16 de março de 2015

Professor da UNICAMP: "A PM CLARAMENTE inflou o número de manifestantes. Ela é conhecida por fazer levantamentos duvidosos e é órgão do estado governado por Alckmin"



Especialista diz que PM "inflou" número de manifestantes em São Paulo

Segundo a PM, um milhão de pessoas foram à Av. Paulista. Já o Datafolha estimou em 210 mil


Os dados divulgados pela Polícia Militar e pelo Instituto Datafolha sobre o número de pessoas na manifestação do último domingo (15), na Avenida Paulista, em São Paulo, causou certa confusão. Segundo a estimativa da PM, um milhão de paulistanos estiveram presentes no protesto. Já o Instituto Datafolha disse que foram 210 mil manifestantes.

Para tentar entender os motivos dessa divergência tão grande nos números divulgados, oJornal do Brasil conversou com o professor da Unicamp, doutor em Filosofia, com experiência na área de Ciência Política, e ênfase em Teoria Política Contemporânea e Relações Internacionais, Reginaldo Moraes. Segundo ele, existe um interesse por trás de quem faz essa contagem, e claramente o número divulgado pela polícia foi inflado.

“As estatísticas são difíceis de fazer. Calcular o número de pessoas nas ruas não é fácil. Existe certo viés de quem conta para ampliar ou diminuir esses dados. Existe todo um interesse em volta disso. A PM claramente inflou esse número. Eu passei no local, e pelo que eu vi, em SP, não parecia ter um milhão de pessoas nem de longe. Visivelmente a contagem da PM foi inflada”, explicou.

Além disso, o professor lembrou que a PM é um órgão do estado, que, neste caso, é governado por um integrante da oposição, Geraldo Alckmin (PSDB – SP).

“Eu passei pelo local, e repito, muito dificilmente havia um milhão de pessoas. Foi uma manifestação muito maior do que a primeira (de sexta-feira), isso é indiscutível. A PM é uma organização conservadora e ela obedece ao que o secretário de Segurança Pública e o governador do estado dizem. Além disso, a PM de SP é conhecida por fazer levantamentos de dados duvidosos. Eles são parte interessada no assunto, e isso com toda certeza pesa na hora de fazer esse levantamento”, encerrou Reginaldo Moraes.

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