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quinta-feira, 5 de março de 2015

Os escândalos do Metrô e da CPTM: Investigação parada, Por Jasson de Oliveira Andrade





Rapidez nas investigações não é o forte dos tucanos de São Paulo. Prometeu-se uma necessária e moralista providência, mas ficou apenas na promessa. 




Os 35 anos do PT proporcionaram textos a favor e contra. Articulistas, nessas análises, mostraram os erros e os acertos do partido. Alguns exageraram, misturando alhos com bugalhos, trazendo um passado horrendo de volta, o que nada tem a ver com o aniversário. Outros, na internet, divulgam mentiras. Eu mesmo recebi algumas. O jornalista André Paes Leme, no seu esclarecedor artigo “Informações e desinformações”, fez esse alerta: “O Facebook é uma fonte inesgotável de informação, mas nem sempre de boa qualidade. É preciso garimpar, tomar cuidado para não replicar [repassar] dados errados ou deliberadamente (sic) distorcidos”. O jornalista citou, entre outros, o caso da falsa notícia espalhada na internet de que a presidenta Dilma iria confiscar a poupança. Ele comenta aliviado: “Ainda bem que não houve correria aos bancos”. Por este e outros motivos os internautas precisam ter muito cuidado: vocês poderão estar sendo manipulados! No entanto, esse tipo de crítica é exceção e não a regra.


As maiores críticas foram direcionadas ao escândalo da Petrobras (Lava Jato). Um fato merece destaque especial e me surpreendeu. Refiro-me ao Editorial da Folha, sob o título “Investigação parada”, publicado em 23/2/2015, uma crítica a escândalos tucanos. No outro artigo, abordei o “mensalão tucano”. Neste, vou me referir a outros, que, não divulgados, passam despercebidos. É o caso desse Editorial da Folha.

Antes de entrar no tema deste artigo, uma explicação. A Folha é um jornal crítico ao governo petista. Portanto, é, sem sombra de dúvida, insuspeito. Por sinal, alguns dizem mesmo que a sua tendência é tucana.

No referido Editorial, a Folha faz essa revelação: “Pode ser que o regime de chuvas não tenha ajudado, mas é inegável (sic) que o PSDB paulista tem-se beneficiado das circunstâncias políticas e criminais (sic) recentes. A espantosa série de revelações, desmandos e prejuízos da Petrobras terminou por tirar o foco (sic) dos escândalos do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos)”. Como lembrou a coluna “Painel” na quinta feira (19/2), há um ano encontram-se estacionadas (sic) as investigações sobre o caso no âmbito da Corregedoria-Geral do governo de São Paulo. (...) São óbvios os prejuízos quando empresas buscam anular os efeitos da concorrência. Por essa razão, a assessoria tucana enviou a este jornal [Folha], em dezembro de 2013, uma carta em que dizia: “O governo do Estado esclarece que é o maior interessado (sic) na rigorosa investigação (sic) das suspeitas de cartel, com o devido ressarcimento (sic) dos cofres públicos e a punição (sic) dos responsáveis”. (...) Procurava-se contrapor às evidências, a rigor irrespondíveis (sic), de que o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) barrava qualquer tentativa de investigar o caso no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado. (...) Passado mais de um ano (sic), não parece ter sido maior o empenho da administração estadual no assunto. (...) Na culpa (sic) ou na inocência (sic), o princípio da rapidez (sic) nas investigações é o que mais convêm ao interesse público. Continua por ser demonstrado que tal interesse coincida com o das autoridades do PSDB paulista”.

Ao que se viu, rapidez nas investigações não é o forte dos tucanos de São Paulo. Mesmo prometendo essa necessária e moralista providência, passado mais de um ano ficou apenas na promessa. Não investiga e não deixa a Assembleia Legislativa investigar, como ressaltou (evidências irrespondíveis) o Editorial da Folha!

Espera-se que o governo Alckmin tome as providências que prometeu em carta à Folha. Como se costuma dizer, “promessa é dívida”. A conferir.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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