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sábado, 14 de março de 2015

Dilma, a nova Geni, Por Jasson de Oliveira Andrade


Neste segundo mandato, a presidente terá que mudar seu comportamento e fazer aquilo que ela não gosta: POLÍTICA.


A presidente Dilma está passando a pior fase de seu governo. Ela é acusada de tudo. É criticada por seus erros, corretamente, mas também por fatos que ela não é responsável, o que é uma grande injustiça, transformando-a em nova Geni! Neste segundo mandato, terá que mudar seu comportamento e fazer aquilo que ela não gosta: POLÍTICA. Queira ou não, Dilma terá que mudar de comportamento para poder governar. Depois de reeleita, ela prometeu dialogar. É o que terá que fazer!

O jornalista Luís Nassif, em artigo publicado em 6/3/2015, afirmou que Dilma ainda tem a terceira chance (ela perdeu a segunda). O jornalista diz que a presidente pode se recuperar. Nassif analisa seu comportamento: “Com a teimosia e os erros de avaliação na disputa da presidência da Câmara, na divulgação do pacote de ajuste fiscal e na demora em resolver a questão Petrobras [troca do presidente da Autarquia], Dilma queimou a segunda chance e tornou-se a Geni do país (sic). Todos os problemas estão sendo debitados (sic) na sua conta”. Quem lê as declarações de jovens guaçuanos que estão organizando o ato pró-impeachment em nossa cidade pode constatar isto. São bem intencionados, mas estão equivocados ao debitar a ela coisas que outros também são responsáveis. No entanto, só Dilma vai pagar o pato!

Luís Nassif constatou: “A segunda razão [para sua recuperação] são sinais de mudança de estilo da presidente – premida pelas circunstâncias. (...) Nos últimos dias ela desceu do salto (sic) e aproximou-se do PMDB, reuniu-se com lideranças, prometeu participação nas decisões, tentando recompor sua base política”. Conseguirá? A conferir.

Outro fato abordado pelo jornalista: “o impeachment não está mais sendo visto como saída (sic)”. Li num jornal de nossa cidade que o movimento pró-impeachment ou anti-Dilma, como está escrito, vai além desse pedido que, segundo a reportagem, “dificilmente ocorrerá (sic)”. Além do mais, o impeachment não tem base legal. E quem disse isto é um jurista tucano, muito respeitado pelo seu saber Jurídico, Miguel Reale Júnior, ex- ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso. Em artigo ao Estadão (7/3), ele diz que “falta fato concreto (sic) entre janeiro e março deste ano constitutivo de infração política a justificar (sic) o impeachment”. Após contundentes críticas ao governo Dilma, o jurista tucano sugere: “No próximo dia 15, a passeata dos indignados deve clamar por patriótica e ampla [Dilma, Renan e Eduardo Cunha] renúncia”. Como o pedido da medida máxima não é legal, o ex-ministro da Justiça de FHC pretende substituí-la por outra: renúncia da presidente! Este pronunciamento não é político e sim de ódio: não se aceita a derrota e quer ganhar no tapetão. Sobre esse ódio, Bresser Pereira, também ex-ministro de FHC, em entrevista à jornalista Eleonora de Lucena, da Folha, afirmou: “Surgiu um fenômeno que eu nunca tinha visto no Brasil. De repente, vi um ódio coletivo (sic) contra um partido [PT] e uma presidente [Dilma]. Não era preocupação ou medo. Era ódio (sic)”. Foi o que senti com o “panelaço” da classe média alta, após o pronunciamento de Dilma, na televisão, dia 8/3. Fernando Brito assim comentou essa manifestação: “Os “paneleiros” dos bairros de classe média, sobretudo a paulistana, são filhos de um longo processo em que oposição política [legitima] foi transformada em ódio político à beira da insanidade (sic)”.

Essa constatação sobre o impeachment confirma Luís Nassif, inclusive quando diz que Dilma tornou-se a Geni do país!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu.

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