segunda-feira, 16 de março de 2015

A fábrica de mentiras da Rede Globo: um milhão de coxinhas? Nem 10% disso



Eles perderam

A fábrica de mentiras da Rede Globo: um milhão de coxinhas? Nem 10% disso

Cálculos matemáticos e comparação com outros grandes públicos, calculados pela própria PM do PSDB, evidenciam que estamos diante de uma das maiores fraudes da história da televisão

Citando a “insuspeita” Polícia Militar de São Paulo, que sob as ordens do PSDB e que na sexta-feira passada (13) anunciou que havia na Avenida Paulista apenas 12 mil pessoas nas manifestações convocadas pelas maiores organizações do movimento operário, popular e estudantil do País; contrariando, inclusive, a não menos mentirosa Folha de S. Paulo, que divulgou que seu instituto de pesquisa, o Datafolha, teria apurado a presença de exatos 41 mil manifestantes, a Rede Globo – maior promotora do evento do último domingo – anunciou que teriam comparecido à Avenida Paulista mais de um milhão de pessoas no dia 15. 

Um número que não resiste a nenhum cálculo real

De acordo com a Wikipédia, a tradicional Avenida Paulista tem extensão total de 2.700m, desde o seu começo no bairro do Paraíso até a esquina com a Rua Consolação. Incluindo calçadas, canteiros centrais, trechos em obra (que não podem ser tomados por pessoas) a imponente via tem cerca de 50 m de largura, perfazendo um total de 135.000 m2.

Se cada metro quadrado da majestosa Avenida (mesmo os buracos e as árvores) tivesse sido ocupado, digamos, por uma pessoa, teríamos então um público de 135 mil pessoas.

A manifestação era muito pouco concentrada e nos extremos quase rala

Como mostraram, de forma seletiva, as câmeras da Rede Globo e outros monopólios da TV, como a Rede Bandeirantes etc., no entanto, na “manifestação” (que mais parecia um passeio dominical) as pessoas tinham largos espaços para caminhar no sentido que bem entendessem e se “concentrava” apenas do trecho que vai do MASP até a Rua Bela Cintra, cerca de seis quadras e menos de um 1.000 metros. Mesmo exagerando nos cálculos e considerando que as duas pistas estivessem tomadas, por gente fina que não gosta de ficar “grudada” em outras pessoas, teríamos cerca de 50.000 m2, nos quais caberiam no máximo 100.000 pessoas, se cada um dos metros quadrados do percurso (incluindo buracos, árvores, postes etc.) estivessem tomados por duas pessoas, algo inimaginável.

Uma comparação importante: a parada gay 

Em junho de 2007, aquela que é considerada a atividade com maior poder de mobilização de pessoas na Avenida Paulista (e que é divulgada desta maneira por ser o segundo mais lucrativo evento para a rede hoteleira da cidade), a Parada Gay reuniu – segundo seus entusiastas organizadores – mais de 3 milhões de pessoas. Um número que significaria que em cada metro quadro da Avenida Paulista haveria cerca de 22 pessoas (quem sabe na forma de milhares de pirâmides humanas, com altura de até 10m em toda a extensão da Avenida; coisa que ninguém viu).

Desmentindo parcialmente, tais números, o Comando da Polícia Militar (do governo interessado em promover a manifestação lucrativa para os capitalistas) divulgou na época que os manifestantes não chegavam a 300 mil; para o que seria necessário que cada metro quadrado da Avenida (de ponta a ponta) estivesse tomado por cerca de três pessoas.

Nem mesmo quem mora na Paulista participou

Em uma “mobilização” embalada por intensa propaganda de todos os monopólios de comunicação (das redes de TV aos jornais distribuídos em estações de trem e metrô) que há mais de uma semana davam enorme destaque ao passeio dominical da Paulista, muita gente foi participar da farra, ver a movimentação – da mesma forma que comparecem à Parada Gay, milhares de pessoas que não têm nenhum compromisso com os pontos de vistas de seus organizadores – o fracasso de público foi estrondoso.

Na Avenida Paulista e imediações, residem – segundo dados oficiais – cerca de 200 mil pessoas, as quais – em sua esmagadora maioria pertencentes à classe média alta e a burguesia que, majoritariamente, apoiam a política do PSDB e seu governo. Os números deixam claro que nem mesmo a maioria da população local saiu às ruas para apoiar a política da direita golpista ou mesmo para participar do “passeio”. 

Derrota da direita: sob intenso temporal o mar vermelho foi maior do que o riacho de coxinhas

A enorme campanha da direita e a covardia de setores dirigentes da esquerda (em primeiro lugar do capitulador governo do PT) serve para deixar que prospere, ao menos por hora, a versão fantasiosa da direita golpista.

A realidade, no entanto, que pode ser conferida nas imagens das duas manifestações são prova definitiva e verdadeira de que na manifestação dos trabalhadores, da juventude e da esquerda – realizada quase todo o tempo sob intensa chuva, reuniu, durante um dia de semana (em que não há milhares de pessoas passeando pela Avenida Paulista), sem que houvesse qualquer campanha na imprensa em seu favor, mais pessoas (e gente de carne e osso) do que o “passeio” televisivo promovido pela Rede Globo, que foi se dissolvendo na medida em que uma fraca chuva caiu sobre a região. Talvez porque “coxinhas” desmanchem com muita facilidade ao se molharem.

O que se viu na sexta-feira foi uma verdadeira manifestação, com dezenas de milhares de trabalhadores e jovens, unidas em torno da defesa das reivindicações dos trabalhadores diante da crise (contra a privatização da Petrobrás e o roubo do petróleo brasileiro; em apoio à greve dos professores e contra a destruição do ensino público pelo governo paulista, contra os ajustes etc.); gente produtiva gritando unificada “Não vai ter golpe”, “Fascistas, golpistas, não passarão!”.

Neste domingo, a farsa mostrou uma pequena multidão dispersa, confusa, sem unidade em nada, com um punhado de grupos direitistas que têm como objetivo a derrubada do atual governo – por diferenciados meios – desde o golpe no parlamento (impeachment) até por um golpe militar, iludidos de que isso pode dar lugar à satisfação de seus mesquinhos interesses diante do avanço da crise capitalista.

O resultado comprovou a farsa e a fraude total que foi o resultado das eleições. A direita tucana não tem o apoio majoritário para sua política contra o povo, nem mesmo no coração da Capital, na morada do capital financeiro, nem mesmo sob o apoio de uma das maiores operações de propaganda dos últimos anos em apoio a uma “mobilização popular”.

Se a esquerda e o povo resistirem, eles não têm força para impor absolutamente nada.

PCO

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