terça-feira, 31 de março de 2015

Sabesp alega crise e agência autoriza AUMENTO BRUTAL de 13,8% na conta de água. Turma da panela suja olha pro outro lado e finge que não é com eles



A Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp) autorizou na segunda-feira (30) um reajuste de 13,8% nas contas de água e esgoto da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) - maior aumento desde 2003.

A estatal havia pedido uma revisão extraordinária da tarifa ao órgão no início deste mês alegando "risco ao equilíbrio econômico-financeiro" por causa dos prejuízos provocados pela crise hídrica no Estado.

Segundo a Arsesp, foi autorizado reajuste de 6,3% na fatura da Sabesp para repor o aumento com as despesas com a energia elétrica e com a queda do consumo de água na Grande São Paulo em decorrência da crise, além de 7% de correção inflacionária acumulada em 12 meses pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A agência usa também outros fatores econômicos para chegar ao índice definido.

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Volta ao passado?, Por Maurício Pestana


Há pouco mais de 50 anos, quando João Goulart fora empossado Presidente da República após a renúncia de Jânio Quadros, setores da direita saíram às ruas protestando contra o que chamavam de "avanço do comunismo" em nosso país. Organizações em defesa da Família e da Propriedade se encontravam na linha de frente das manifestações, e contavam, a exemplo de hoje, com figuras consideradas de pesos da comunicação. 

No início de suas carreiras, estes comunicadores se apresentavam como sendo de esquerda, mas o tempo mostraria o caráter golpista e de direita deste meio, como foi o caso do jornalista Carlos Lacerda.

As manifestações ocorridas na Avenida Paulista pedindo o impeachment da presidenta Dilma e a volta do Regime Militar se apresenta como uma caricatura mal feita do início do movimento de 1964, e impressiona como os personagens se assemelham na forma, cor e conteúdo. 

Contavam com apoio de parcela expressiva da mídia e empunharam bandeiras parecidas como as de meio século atrás, como fim corrupção, a volta dos militares e a extradição de algumas lideranças de esquerda para Cuba.

A tal Marcha da Paulista é tão caricata que, ao contrário da maioria das manifestações ocorridas na Paulista que caminham da Consolação para o centro da cidade, seguiu na direção contrária. A Marcha dos Caras Brancas desceu a Brigadeiro sentido Ibirapuera - região nobre de São Paulo, provavelmente para que no final do manifesto ficassem mais perto de suas casas no arborizado, seguro e policiado bairro dos Jardins.

Tirando o caráter golpista e reacionário da manifestação, o movimento serve de alerta, embora não haja clima para golpe num país que não concentra mais a maioria de sua população no campo e analfabeta como em 1964 e tem bem na memória o que representou os 20 anos de autoritarismo e o cerceamento dos direitos. 

O simples fato de um grupo ensaiar um pedido de volta a esse passado nefasto já serve de alerta para lembrarmos que às vezes na história da humanidade os personagens se modificam, mas os episódios se repetem.

MAURÍCIO PESTANA é Jornalista, escritor e cartunista. Atualmente ocupa o cargo de secretario adjunto da secretaria da promoção da igualdade Racial da cidade de São Paulo


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Ronaldo Caiado, pelo ex-paladino Demóstenes Torres: “rouba, mente e trai”



Hoje, no Diário da Manhã, de Goiânia, o ex-senador Demóstenes Torres, que perdeu o mandato por conta de suas ligações com o banqueiro do bicho Carlinhos Cachoeira, publica um violentíssimo artigo contra o líder ruralista Ronaldo Caiado.

Torres despeja todo o seu ódio ao ex-colega de DEM que, segundo ele, é “o Judas Ronaldo”, que viu em sua desgraça a oportunidade de “afundar-me no buraco”.

“(…) Caiado se passava como uma espécie de irmão mais velho pra mim, falava da afinidade de nossas teses, que era um conservador não beligerante, pra isso não poupando sequer seus antepassados, e que desejava um futuro liberal para o Brasil. Ronaldo fazia sim, parte da rede de amigos de Carlos Cachoeira, era, inclusive, médico de seu filho. Mas não era só de amizade que se nutria Ronaldo Caiado, peguem as contas de seus gastos gráficos, aéreos e de pessoal, notadamente nas campanhas de 2002, 2006 e 2010, que qualquer um verá as impressões digitais do anjo caído. Siga o dinheiro”. (…)

“Ronaldo Caiado é chefe de um dos mais nocivos vagabundos de Goiás, o delegado de polícia civil aposentado, Eurípedes Barsanulfo, que era o melhor amigo de Deuselino Valadares, o delegado de polícia federal que fez um “relato”, segundo “Carta Capital”, onde me acusava de ser beneficiário do jogo do bicho. Esse relato jamais apareceu oficialmente, mas serviu para que o PSOL dele se utilizasse para representar-me perante o conselho de ética do Senado. No final do ano passado, o jornal Diário da Manhã de Goiânia, publicou uma matéria assinada em que acusa o dito delegado de ter forjado o documento a mando de um seu chefe político. Quem era ele? Ronaldo Caiado, todos sabem. Aliás, Eurípedes Barsanulfo, este sim, era prócer das máquinas caça-níqueis em Goiás. Ronaldo uma vez, inclusive, me pediu para interferir junto a Carlos Cachoeira para ampliar a atividade de Eurípedes no jogo ilícito”.(…)

“Ano passado sua degradação se expandiu. Ronaldo Caiado, no afã de ser candidato a Senador ao lado de Marconi Perillo, foi atrás de Aécio Neves e Agripino Maia (este dependente financeiro de Perillo) para que eles compusessem a chapa com coerência nacional, apesar de todo histórico de desavenças com o carcamano. Um pouco mais vexatório, mandou a própria esposa num evento na cidade de Americano do Brasil, onde a apedeuta, além de usar a palavra, pregou o voto em Perillo, alegando que ele era um grande estadista e que esperava sua reeleição para o bem de Goiás. Relembre-se: quem teve negócios com Cachoeira foi Perillo, eu não.”

“Na fusão do DEM com o PTB irá para o PMDB, possibilidade constitucionalmente aceita de adesão partidária. Irá, oficialmente, se opor. Parecerá até o fim um coerente, um habanero puro. Seguirá as ordens de seu chefe político ACM Neto, que financiou sua última campanha em Goiás e que lhe assegurou, caso perdesse a eleição, o confortável posto de secretário de saúde em Salvador, em cuja região Caiado costuma passar suas férias às expensas da empresa OAS.”

“Pois agora, Ronaldo Caiado, quero ver se você é homem mesmo. Nos mesmos termos que você mandou oferecer ao frouxo Marconi Perillo, eu me exponho.(…) Você diz em seus discursos que Caiado não rouba, não mente e não trai. Você rouba, mente e trai.”

É pouco? Tem mais no catatau de Demóstenes. Aquele clássico “Duelo em OK Corral” é fichinha.

Mas como Caiado é peça importante na aliança oposicionista, silêncio quase total na mídia.


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segunda-feira, 30 de março de 2015

Em editorial, Folha admite que Justiça favorece políticos do PSDB


Jornal criticou a postura da Justiça Brasileira em relação aos políticos do PSDB, segundo o editorial a justiça tarda e falha e que o Brasil é o país dos tucanos soltos

Por Redação PORTAL METRÓPOLE - em São Paulo

O jornal ‘Folha de S. Paulo’ protestou contra a proteção ao PSDB pela Justiça. No editorial desta segunda-feira, publicação de Otavio Frias cita o julgamento contra o ex-senador Eduardo Azeredo, que há um ano está parado na Justiça de Minas Gerais: “Prescrição, atrasos, incúria e engavetamento beneficiam políticos do PSDB acusados de irregularidades, inclusive no dito mensalão tucano”. Lembra ainda que “outros envolvidos já escaparam” da condenação com a prescrição.

Leia abaixo o editorial:

Prescrição, atrasos, incúria e engavetamento beneficiam políticos do PSDB acusados de irregularidades, inclusive no dito mensalão tucano
A liberdade, como ensina o lema dos inconfidentes, será sempre desejável, mesmo que tardia. Nem sempre se pode dizer o mesmo, contudo, da Justiça.
Uma decisão tardia pode bem ser o equivalente da iniquidade completa, e um processo que se arrasta sem condenados nem absolvidos só pode resultar no opróbrio de todos --inocentes e culpados, juízes e réus, advogados e acusadores.
Há um ano, o Supremo Tribunal Federal encaminhou à primeira instância da Justiça de Minas Gerais o julgamento do ex-senador Eduardo Azeredo, do PSDB. Nada aconteceu desde então.
Ex-presidente de seu partido, Azeredo é acusado de ter abastecido sua campanha ao governo de Minas, em 1998, com verbas desviadas de estatais, valendo-se de empréstimos fictícios.
Não são mera coincidência as semelhanças desse episódio com o que viria a ser revelado no escândalo do mensalão petista, alguns anos depois. Um de seus principais personagens, o empresário Marcos Valério, havia sido também responsável pelo esquema tucano.
Apesar de inúmeros adiamentos e dificuldades, o caso petista foi julgado no STF. Natural que inspire movimentos de revolta e consternação o fato de que, embora ocorrido alguns anos antes, seu equivalente tucano continue a repousar no regaço da Justiça mineira.
Correndo inicialmente no Supremo, uma vez que parlamentares como Clésio Andrade (PMDB) e o próprio Azeredo figuravam entre os implicados, o processo teve de ser enviado à primeira instância: os réus tinham renunciado a seus cargos no Congresso.
A decisão do STF, remetendo o caso a Minas Gerais, foi tomada em março de 2014. O trajeto de Brasília a Belo Horizonte consumiu cinco meses. Em 22 de agosto, o processo chega à 9ª vara criminal. Era só proceder ao julgamento; nenhuma instrução, nenhuma audiência, nada mais se requeria. Que o juiz examinasse os autos.
Juiz? Que juiz? A titular da vara aposentou-se em janeiro; não se nomeou ninguém em seu lugar.
Havia - e ainda há - pressa: alguns réus, dentre eles Azeredo, podem beneficiar-se da prescrição; outros envolvidos já escaparam por esse motivo.
A lentidão mineira se soma ao caso de entravamento da Justiça ocorrido em São Paulo, para benefício de outro político do PSDB.
Por três anos, um desembargador retardou o exame de irregularidades na gestão do hoje deputado estadual Barros Munhoz à frente da Prefeitura de Itapira. Veio a prescrição, e as suspeitas sobre crimes como formação de quadrilha e omissão de informações nem chegaram a ser julgadas.
Não se trata, claro está, da "liberdade ainda que tardia" ostentada na bandeira de Minas Gerais. Entre essas figuras do PSDB, "impunidade na última hora" há de ser lema bem mais adequado.

LEITURA COMPLEMENTAR:

Por PAULO NOGUEIRA


Ora, e então vemos um alvoroço na internet com um editorial em que a Folha admite que a Justiça favorece o PSDB.
A razão do editorial foi o completo abandono do chamado Mensalão Tucano.
Bonito isso.
Agora, para ficar completo, só falta a Folha fazer um segundo editorial em que denuncie a proteção, pela mídia, do PSDB.
Ambas as proteções, a jurídica e a jornalística, caminham alegremente de mãos dadas, e servem para que milhões de analfabetos políticos sejam manipulados e acreditem que a corrupção é monopólio do PT.
Servem, também, para desviar o foco da sociedade. Nosso maior problema, uma real tragédia, é a desigualdade social, e a mídia e a Justiça se combinam para que ingênuos sejam levados a crer que o mal maior é a corrupção.
A mídia favorece o PSDB de diferentes formas.
A Veja é descarada, escandalosa, despudorada. É aquela marafona que anda pelas ruas com um cartaz no qual anuncia seu preço e condições.
Não pretende enganar ninguém.
A Globo é a marafona que faz algum esforço para disfarçar a sua atividade, e às vezes chega mesmo a vestir roupa de colegial, mas que mesmo assim deixa claro seu ofício e suas intenções.
Quer enganar, mas não engana ninguém.
A Folha é a marafona que se faz de virtuosa. Chega a dar lições de moral.
É, talvez, o pior tipo. Pois acrescenta hipocrisia ao vício.
Leva na bolsinha nomes como Josias de Sousa, Reinaldo Azevedo, Pondé, Ferreira Gullar, Demétrio Magnolli e editores capazes de dar uma manchete errada com Dirceu e repará-la, aspas, com uma nota de rodapé num espaço que ninguém lê.
De vez em quando, a Folha faz um editorial como este em que critica um antigo descalabro brasileiro – o caráter partidário da Justiça, algo que mina a crença da sociedade nos bons propósitos dos senhores magistrados.
Virou uma coisa tão indecente que já nem causa surpresa descobrir nas redes sociais juízes fazendo, ostensivamente, agressivas campanhas políticas antipetistas.
A Folha, eu dizia, de tempos em tempos, faz um editorial daqueles.
Mas apenas para que possa continuar a usar o marketing que diz que o jornal “não tem rabo preso com ninguém”, e por nenhuma outra razão que mereça algum tipo de elogio.

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A Operação Zelotes jamais teria ocorrido em um governo tucano


Por LEANDRO FORTES


Essa Operação Zelotes, assim como a Lava Jato e outras tantos mil, jamais teria ocorrido em um governo tucano.

Repito: jamais.

Fui repórter durante todos os governos FHC e posso garantir: a condução da PF era absolutamente controlada pelos interesses do governo tucano, aí incluídos os aliados do PFL, atual DEM.

Só por isso, já dá para imaginar.

Na investigação do chamado Dossiê Cayman, que investiguei em Miami e na Jamaica, os delegados eram comandados, pessoalmente, pela então secretária nacional de Justiça, Elizabeth Sussekind. Até às Bahamas ela foi com eles.

Em 1998, o então diretor-geral da PF, Vicente Chelotti, foi obrigado a esconder documentos que incriminavam o falecido ministro das Comunicações Sérgio Motta, o Serjão.

Ele, FHC, José Serra e Mário Covas eram acusados de possuir uma conta secreta no paraíso fiscal das Ilhas Cayman (na verdade, nas Bahamas), onde teriam colocado grana desviada das privatizações.

Os papéis eram falsos, mas, estranhamente, o governo entrou em desespero. A PF abriu dois inquéritos, agiu no subterrâneo e só depois da imprensa descobriu que o dossiê – vendido por três golpistas brasileiros a Fernando Collor e Paulo Maluf por 1 milhão de dólares – era falso.
Está no livro que escrevi a respeito, “Cayman: O Dossiê do Medo” (Record, 2002).

Um vexame.

O gado que foi tocado para as ruas, em 15 de março, para bradar contra a corrupção, deveria pensar um pouco mais sobre isso.

Sobre o Autor
Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor. Trabalhou para o Jornal do Brasil, O Globo, Correio Braziliense, Estadão, Revista Época e Carta Capital.

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domingo, 29 de março de 2015

De achacados e achacadores, Por Jasson de Oliveira Andrade



Quando o ex-ministro da Educação, Cid Gomes, em debate na Câmara Federal, afirmou, referindo-se ao seu presidente, Eduardo Cunha: “Prefiro ser chamado de falta de educação, a ser chamado de achacador”, ele apenas constatou um fato político que há tempo existe em nossa vida partidária; os achacadores. Temos vários exemplos. Vamos citar apenas um: Antonio Carlos Magalhães, o ACM. Ele iniciou sua carreira política na Ditadura, bajulando os militares. Depois, na Democracia, teve uma enorme influência no governo de Fernando Henrique Cardoso. Na época, se dizia que o ACM era o presidente de fato e FHC de direito. Tanto assim, que a revista mais irreverente do Brasil, Bundas, como o próprio nome diz, criada pela Patota do Pasquim, publicou na capa de seu numero 37, de fevereiro de 2000 uma foto de FHC vestido de Baiana, com essa frase (pensamento); “Faço tudo pra agradar ACM”. Depois, cansado de tal subordinação, Fernando Henrique rompeu com Antonio Carlos. Ai governou.

Para quem quiser conhecer, em profundidade, a vida política de ACM, recomendamos o livro “Memórias das Trevas – Uma devassa na vida de Antonio Carlos Magalhães”, 776 paginas, de João Carlos Teixeira Gomes.

Já Eduardo Cunha, não chega aos pés de ACM, o mais matreiro político que conheci, mas hoje praticamente domina o governo Dilma, que é dependente dele. Sem Cunha a presidenta não governa. O analista José Roberto de Toledo, no artigo “De achacados e achacadores”, publicado no Estadão (21/3/2015), analisa essa dependência: “Pelo que disse em sua entrevista coletiva e reforçou em declarações subseqüentes (agora ela está dialogando mais), Dilma parece ter se dado conta que não lhe resta outra saída senão aprovar o ajuste fiscal de Joaquim Levy no Congresso – o que significa, basicamente, cortar gastos. E que não há como conseguir os votos necessários para aprovar os cortes sem engolir sapos (sic) do PMDB. Azia é melhor que inanição (sic)”.

Não é só de engolir sapos do PMDB vive Dilma. Quando visitou Goiás, no dia 19/3, ela teve uma grata surpresa. O governador do Estado, Marcos Perillo, do PSDB, a elogiou: “Jamais concordei com as intolerâncias (sic) e injustiças (sic) contra a presidente. Venho aqui para receber uma presidente que foi legitimamente reeleita (sic) e que tem o meu apoio” (sic), acrescentando: “Nunca ninguém ouviu uma palavra minha que não fosse de reconhecimento pelo que a senhora fez por Goiás (sic)”. O pronunciamento dele foi recebido com irritação pela cúpula tucana. Segundo Josias de Souza, no UOL (Folha), em 20/3, um integrante da Executiva Nacional dos tucanos, lamentou: “Enquanto nos esforçamos para aproximar nosso discurso do sentimento de aversão das ruas pelo governo Dilma, nosso companheiro fala do “respeito e de reconhecimento ao trabalho” dela. É demais!” Sem comentário...

Na longa carreira política de José Sarney, que se encerrou em 2014 (aparentemente), o ex Presidente da República viveu parte dela entre “tapas e beijos” com o PT. Ele esteve no aniversário da senadora Marta Suplicy, com membros do PSB ( a petista pretende sair do partido e se filiar a esta agremiação). Na oportunidade, segundo Mônica Bergamo, em sua coluna de 25/3: “José Sarney diz que só tem duas certezas sobre o desenrolar da crise política: “não haverá golpe militar (sic) nem impeachment da presidente Dilma Rousseff”. Os petistas torcem para que esta previsão dele se concretize!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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sexta-feira, 27 de março de 2015

Manchetes desinformativas e a eterna blindagem tucana


A manchete desinformativa

"Lucro da Sabesp despenca 53% em ano de crise"

Acima esta a forma como o IG quis chamar a atenção dos leitores para notícia sobre problemas envolvendo a SABESP. Reproduzi-a ontem mesmo neste blog, mas trocando o título, como quase sempre faço: "Barbeiragem do PSDB derruba lucro da SABESP em 53%, endividamento chega a limite, rodízio não está descartado, empresa dá calote na Prefeitura de São Paulo e Alckmin indica aliado alvo de ações na Justiça para cargo no Conselho!!!". Não ficou um título de post, mas UM RESUMO FIEL do texto do IG.

Ocorre que não foi suficiente. Ainda me encontrava incomodado, contrariado. Aí resolvi destrinchar o texto e tentar explicar a mim mesmo, e a quem mais ler isto, a razão da contrariedade. Postei primeiro no Facebook. Agora trago para cá, com ligeiras alterações.

Qualquer pessoa, até os nada versados em questões econômicas, - meu caso - teria a impressão justa de ser algo preocupante, já que lucros em queda, em nossa sociedade, são algo que obviamente não merece fogos. "Lucro é bom", é uma opinião unânime né? 
Mas, apesar de ser algo negativo, não recebeu a mesma atenção que a dedicada à Petrobrás que, até recentemente, recebia atestados de óbito diários em nossa imprensa na forma de manchetes explosivas e capas de revista, além de noticiarios de TV apresentados em tom sorumbático. Façam um esforço de memória.

Abaixo do título, em negrito, a informação de que as "contas foram prejudicadas pelo menor consumo de água e pela concessão de bônus para quem economizar"
Isso merecia longos comentários e reflexões ( como, por exemplo, sobre a inversão da culpa, pois o consumidor FOI OBRIGADO A CONSUMIR MENOS ÁGUA, graças ao governo estadual - e não a São Pedro, aliás ), que não me encontro apto a fazer.

Mas não são os lucros da em queda da SABESP ( não cessaram, apenas caíram, e os 5010 acionistas irão receber seus dividendos direitinho, como mostra a matéria ) que queria destacar. É sobre o resto da notícia. Junto do tema "queda dos lucros", temos várias informações de igual importância, baseadas em dados que "fazem parte das demonstrações financeiras da companhia, entregues à Comissão de Valores Mobiliários (CVM)", a saber:

1 - Não está descartado o rodízio. As águas de março vão ficando para trás, as represas têm menos água do que em março de 2014 (http://www.agora.uol.com.br/…/1608312-represas-tem-menos-ag… ) e chegará o período da estiagem. Mas como é frio a gente usa menos água. Em tese, já que um banho quente no inverno não dá vontade de sair mais do chuveiro rs;

2 - A sobretaxa imposta ao consumidor ( "estímulo", segundo a notícia ) para que este GASTE MENOS água não tem data para acabar, nem o tal bônus;

3 - SABESP deu um CALOTE na Prefeitura de São Paulo: "Para equilibrar as contas, a Sabesp, dentre outras medidas, deixou de repassar recursos ao Fundo Municipal de Saneamento e Infraestrutura de São Paulo previstos no contrato firmado com a prefeitura da capital";

4 - A economia começa em casa, mas não assim, né?. Apesar de ela mesma, SABESP, ser acusada de desperdiçar cerca de 30% ( os números são controversos, mas tem esse aqui: http://epoca.globo.com/…/bsabesp-desperdica-32-da-aguab-que… ) da água que distribui, com vazamentos, falhas e - como a imprensa gosta bastante de mostrar, para amenizar pro lado do governo estadual - fraudes e roubo de água - o que ela faz? Demite funcionários, ou "deixa de contratar". Com menos funcionários, é óbvio que a manutenção não fica lá essas coisas. Mas essa é a regra quando se trata do governo tucano de SP: "enxugue o quadro" e seja o que Deus quiser. Vide o Metrô;

5 - Pros especialistas em ciências contábeis: o nível de endividamento da empresa chegou ao limite: "3,64 vezes o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), ficando próximo do limite de 3,65 estabelecido em alguns contratos de dívida". Pode não ser nada, mas se não fosse não precisaria constar na matéria do portal.
E imagine um "endividamento no limite" desses envolvendo a Petrobrás, a festa que se faria;

6 - Eterno cabidão tucano. Tempos atrás, José Serra descolou pro amigo, ex-senador do MT pelo PSDB, Antero Paes de Barros, um carguinho no Conselho de Adm da SABESP. Assim como, tempos atrás, o mesmo Serra arrumou um cargo de diretoria para o carioca Márcio Fortes ( nome que ressurge hoje graças ao Swissleaks - aqui - e que esteve envolvido num escândalo de notas frias na campanha de José Serra - aqui e aqui  ) na Emplasa.

E Serra foi lá buscar no MT um aliado político pruma vaguinha em estatal. Não bastasse o fato de a gente se perguntar se não havia algum tucano paulista apto a receber a indicação, Serra foi buscar um sujeito que, bem, dêem uma olhada aqui:http://www.horadopovo.com.br/…/f…/2741-11-02-09/P3/pag3i.htm

Seguindo a escrita tucana de aparelhamento, Geraldo Alckmin, segundo a notícia aqui em discussão, descolou uma vaguinha prum aliado político que é alvo de ações na justiça: "Sidnei Franco da Rocha, aliado político de Alckmin e alvo de ações por improbidade administrativa, foi incluído no órgão"

Cada informação dessas destacadas acima mereceria, por si, uma matéria individual. Mas condensaram tudo numa só.

É comum alguns dizerem que a imprensa não mostra os podres tucanos. Não é verdade. Mostra, mas em dimensões reduzidas, com discrição, sem ênfases, fanfarras, Carnaval e nem se estende por meses e anos a fio tocando na tecla, como fazem com a Petrobrás, ou como fizeram com o suposto mensalão, a tapioca, a Lina Vieira. Às vezes você acha tais informações por acaso, perdidas no caderno de Economia do jornal, ou nalgum comentário em colunas sociais. Tem que ser Sherlock. E tem que ter a paciência de Buda. E ler sempre com uma lupa e atenção redobrada, pois as edições e manipulações feitas causam inverdades e confusões. As manchetes às vezes são desmentidas pelos próprio texto. às vezes os gráficos que as ilustram desmentes manchete e texto. Lembro de uma, que saiu no finado Jornal da Tarde, acho que em 2008, em que dizia que a renda do brasileiro tinha caído não sei quantos por cento em dez anos. Só que o gráfico mostrava que a renda havia caído mesmo em 2 ou 3 anos anos, acho que no período entre 1999 e 2002 ( governo FHC ) e COMEÇADO A SE RECUPERAR a partir de 2003 até 2008, só que a queda havia sido tão brutal que mesmo a recuperação até 2008 não permitira ainda chegar aos patamares de antes da queda, dez anos antes. Ou seja, havia sido uma queda até 2008 em relação a 1999, mas havia tido uma recuperação de salarios e essa recuperação se deu num periodo dentro e a partir do governo do Lula. Só que noticiaram de uma forma que pareceia que a queda se deu EM SEU GOVERNO. Os graficos provavam que não, MUITO PELO CONTRÁRIO.

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quinta-feira, 26 de março de 2015

#BLINDAGEM: Em carta à Rede Globo, professores de SP acusam emissora de, primeiro, esconder do público a greve e, agora, de mostrar apenas a versão de Alckmin sobre a crise


Leia!! Sindicato dos professores intima Ali Kamel e Rede Globo em carta aberta

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo – APEOESP – enviou carta aberta ao diretor de jornalismo da Rede Globo Ali Kamel afirmando que a emissora só privilegia a versão do governo tucano




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Barbeiragem do PSDB derruba lucro da SABESP em 53%, endividamento chega a limite, rodízio não está descartado, empresa dá calote na Prefeitura de São Paulo e Alckmin indica aliado alvo de ações na Justiça para cargo no Conselho!!!



Contas foram prejudicadas pelo menor consumo de água e pela concessão de bônus para quem economizar; companhia não descarta rodízio

O lucro da Sabesp caiu 53%, para R$ 906 milhões, em 2014, em meio à crise hídrica que atinge o Sudeste do País. O valor é o menor pelo menos desde 2010. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26).


Prejudicaram o resultado da companhia o menor consumo de água por parte da população - de 163 litros para 126 litros por habitante por dia (o mínimo adequado é 100, segundo a ONU) -, estimulada por bônus para quem economizar água.

Segundo a companhia, o programa de bônus, iniciado em 2014, deverá ser estendido até dezembro de 2014 e não está descartada a oficialização de um rodízio de água. Não há previsão de encerramento do programa de multas, que entrou em vigor em 2015.

Para equilibrar as contas, a Sabesp também deixou de repassar recursos ao Fundo Municipal de Saneamento e Infraestrutura de São Paulo previstos no contrato firmado com a prefeitura da capital. O volume equivale a 7,5% da receita obtida com a prestação dos serviços na cidade.

Ainda assim, o endividamento da companhia chegou a 3,64 vezes o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), próximo do limite de 3,65 estabelecido em alguns contratos de dívida.

Os dados fazem parte das demonstrações financeiras da companhia, entregues nesta noite à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O documento não informa que Sidnei Franco da Rocha, aliado político de Alckmin e alvo de ações por improbidade administrativa, foi incluído no Conselho de Administração da empresa.

As demonstrações apontam ainda que a percepção positiva dos clientes sobre a Sabesp caiu em 2014 para 89%, ante 80% em 2013. A companhia também conseguiu reduzir as perdas de água de 24,4% para 21,3%. ( IG )

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Desgoverno do PSDB-SP: Represas têm menos água do que em março de 2014



MESMO COM CHUVA

Os sistemas que abastecem a Grande São Paulo chegam ao fim de março com praticamente dois terços da quantidade de água que havia nos reservatórios no mesmo período do ano passado.

Segundo levantamento feito pelo Agora, ontem havia 632,4 bilhões de litros nos seis sistemas.

Em 25 de março de 2014, a soma de todos os sistemas chegava a 903,5 bilhões. Nos cálculos, a reportagem considerou as duas reservas técnicas do sistema Cantareira, o chamado volume morto.

Entre os três maiores reservatórios, apenas o Guarapiranga tem mais água disponível do que em 2014 (cerca de 14 bilhões de litros a mais).

O Cantareira tem 199,4 bilhões a menos (incluindo as duas cotas do volume morto) e o Alto Tietê perdeu 84,9 bilhões, na comparação com 25 de março do ano passado.


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Geisel, o “esquerdista” que quase sofreu um Golpe, Por Jasson de Oliveira Andrade


Um fato histórico foi revelado por Elio Gaspari, no livro “A Ditadura Encurralada”. À página 425, consta: “Na noite de 27 de junho [1977], amparado em decisão judicial, Ulysses Guimarães, os líderes do MDB nas duas Casas do Congresso falaram ao país em rede nacional de rádio e televisão, Denunciaram as arbitrariedades do governo. (...) Ulysses Guimarães recorrera às suas frases de efeito: “O AI-5 é forte para cassar mandatos conferidos pelo povo, mas é fraco para cassar a inflação que flagela o povo”. (...) O deputado Alencar Furtado foi além. Dissera o seguinte: “O programa do MDB defende a inviolabilidade dos direitos da pessoa humana, para que não haja lares em prantos, filhos de órfão de pais vivos – quem sabe? – mortos talvez. Órfãos do talvez e do quem sabe. Para que não haja esposas que enviúvem com maridos vivos, talvez; ou mortos, quem sabe? Viúvas do quem sabe e do talvez”. O pronunciamento da oposição, principalmente do líder Alencar Furtado, repercutiu mal entre os militares da Linha Dura (direita), liderada pelo ministro Sylvio Frota, que enviou um telegrama aos quartéis. Elio Gaspari assim comentou essa atitude do ministro: “O telegrama – um manifesto (sic) à frota - é um primor de ambigüidade a serviço da anarquia (sic). A tortura (sujeito oculto da fala de Alencar Furtado) alimentava uma crise militar (sic), estimulando a desordem e sugerindo o emparedamento do presidente da República. (...) Geisel disse ao Golbery que iria tirar Frota. E foi o que aconteceu, com uma hábil estratégia de Geisel.

Gaspari relata o que ocorreu: “Em Brasília o dia 12 de outubro de 1977 era feriado em louvor a Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. (...) Ás 8h30, logo depois de chegar ao palácio, Geisel mandou comunicar ao ministro do Exército, que desejava vê-lo ainda naquela manhã. Tiveram o seguinte diálogo: “Frota, nós não estamos mais nos entendendo. A sua administração no ministério não está seguindo o que combinamos. Além disso, você é candidato a presidente (sic) e está em campanha. Eu não acho isso certo. Por isso preciso que você peça demissão. (...) “Eu não peço demissão – respondeu Frota. (...) “Bem, então vou demiti-lo. O cargo de ministro é meu, e não deposito mais em você a confiança necessária para mantê-lo. Se você não vai pedir demissão, vou exonerá-lo”. Frota tentou uma reação, convocando uma reunião com o Alto-Comando, mas a estratégia de Geisel deu certo ao se reunir com ele no feriado Nacional: Frota não encontrou ninguém, seus amigos estavam viajando! Foi mesmo demitido. Caso tenha pensado em Golpe com a Linha Dura (direita), fracassou!

O escritor ultraconservador Olavo de Carvalho, o único que tem coragem de assumir que é direitista, em 2/3/2012, no Diário do Comércio, comentou que naquela época “Geisel deu sua virada à esquerda” (sic) e que “a única resistência que apareceu vinda do campo militar por meio do valente general Sylvio Frota, foi logo sufocada sob acusação de “golpismo” e aplausos gerais ao presidente triunfante que estrangulara a “linha dura” [direita militar]”. Em outro artigo, escrito em 15/10/2007, “Incomparáveis”, ele escreveu: “Frota permanecia rigidamente fiel ao objetivo do movimento de 31 de março de 1964, que era livrar o país do comunismo (sic). Geisel abriu caminho para que os comunistas tomassem o país de volta (sic)”. Ou seja, Geisel era um perigoso comunista!

Se a “linha dura” tivesse derrubado Geisel, a direita iria dizer que tinha salvado o Brasil do comunismo, do esquerdismo de Geisel. É assim que pensa a direita golpista brasileira! Seja contra Jango ou contra Geisel.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu.

PUBLICADO NA “GAZETA GUAÇUANA” EM 26/3/2015

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terça-feira, 24 de março de 2015

#TREMSALÃO: Promotoria mira agentes públicos dos governos Covas, Alckmin e Serra. Delações na Lava Jato enriquecem investigações sobre tucanos


Promotoria mira agentes públicos por cartel dos trens em SP

O Ministério Público Estadual prepara ação contra agentes públicos supostamente envolvidos com o cartel do sistema metroferroviário que operou em São Paulo entre 1998 e 2008, nos governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, os três do PSDB.

Os novos processos vêm na sequência da ação em que a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social - braço do Ministério Público que combate improbidade e corrupção -, pede a dissolução de dez empresas, entre elas as multinacionais Siemens e Alstom.

Nesta ação, recebida pela 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, a Promotoria pede também a condenação das sociedades empresárias ao ressarcimento de R$ 418,3 milhões do Tesouro.

Segundo a Promotoria, as dez empresas se beneficiaram de "prévias e ilegais combinações, resultando em divisão de mercado e ao arrepio da esperada competitividade".

A Siemens alega que está colaborando com as investigações e que revelou a ação do cartel ao firmar acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). A Alstom informa que adotou rigorosas regras em sua conduta, em obediência à legislação.

Na ação civil em que pede a dissolução das empresas, a Promotoria sustenta que elas se dedicaram à prestação de serviços de manutenção corretiva e preventiva de trens, "mas sempre o fizeram, especialmente com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), de forma ilícita e viciada".

A investigação da Promotoria não para aí. Há algumas semanas um grupo de promotores de Justiça examina documentos e os termos de delações premiadas de dois colaboradores da Lava Jato, um deles Everton Reinheimer, ex-diretor de Transportes da multinacional alemã Siemens.

Os delatores apontam envolvimento de agentes públicos com o cartel metroferroviário.


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Confirmada a volta de 'Arquivo X' em seis episódios com Mulder e Scully



Projeto foi aprovado pela Fox e trará Gillian Anderson e David Duchovny novamente nos papeis principais

O sonho de todo fã de Arquivo X de que a série responda as perguntas restantes e feche alguns ciclos de narrativa de maneira satisfatória está prestes a se tornar realidade. Em janeiro, o executivo da Fox Gary Newman anunciou que a produção de novos episódios para a série hit dos anos 90 estava sendo discutida com o produtor Chris Carter, e agora, segundo o site TV Wise, o retorno do programa está muito próximo de ser anunciado oficialmente.

Fontes afirmaram ao site, que a Fox está interessada em fazer poucos episódios, menos do que 10. David Duchovny e Gillian Anderson retornarão como a dupla Mulder e Scully para a continuação da série.

ATUALIZAÇÃO: foi confirmada a produção de seis episódios para uma minissérie e os atores assinaram contrato reviver os icônicos personagens, segundo reportagem do The Hollywood Reporter.

Duchovny já havia apontado para a possibilidade do projeto se concretizar em janeiro desse ano: “Suponho que isso (a produção de novos episódios) vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Vamos ver que forma vai ter, quantos episódios... Certamente eu não posso, nem estaria interessado em fazer uma temporada completa. Estamos todos velhos, não temos a energia para uma temporada completa”, disse


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domingo, 22 de março de 2015

Qual a diferença entre os 13% de aprovação de Dilma e os 13% de FHC?, Por Paulo Nogueira


E eis FHC palpitando sobre os 13% de aprovação de Dilma [ Nota deste blog: e reprovação de 62% ] segundo o Datafolha.

Como tem acontecido sempre, FHC jogou mais sombras onde já as havia em quantidade copiosa.

Dilma estaria perdendo as condições de governar, afirmou, ao melhor estilo de Carlos Lacerda, o Corvo. (Aliás, o C de Cardoso poderia, já faz algum tempo, pelo C de Corvo.)

No caso em questão, FHC traria alguma luz ao debate se lembrasse que ele também passou exatamente pelos 13% de aprovação.

Foi em setembro de 1999, segundo o mesmo Datafolha. Para quem gosta de comparações, foi uma queda de cerca de 70% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Acabou o mundo? Acabou o governo FHC?

Não, tanto que, quinze anos depois, ei-lo pontificando.

Comparemos as circunstâncias. Dilma bate em 13% numa pesquisa realizada logo depois de um protesto orquestrado descaradamente pela Globo, e em meio a um noticiário manipulador que tenta associá-la ao caso Petrobras e à palavra “corrupção”.

FHC chegou aos 13% com a blindagem monumental [ N do B: Confira a "Leitura Complementar", ao fim deste texto ] da mesma mídia que massacra agora Dilma.

FHC jamais foi cobrado, por exemplo, sobre a compra de votos, em 1997, para a emenda da reeleição.

Ao longo dos tempos, ele tem oscilado entre negar e distorcer a realidade.

Às vezes, FHC nega a compra. ( Recentemente, o único repórter que contou a história, Fernando Rodrigues, disse que colheu não evidências, mas “provas cabais”. )

Outras, ele tergiversa. Em determinada ocasião, admitiu que “provavelmente” votos foram comprados. Mas não pelo PSDB. Era coisa, segundo ele, de governadores, também beneficiados com a emenda.

Invoco Wellington aqui. Quem acredita nisso acredita em tudo.

FHC também jamais foi apertado pelo nepotismo. Genro, filha, a lista de parentes empregados é longa.

Mas, claro, quando se trata de FHC, assim como acontece com Aécio, nomeações na família obedecem à mais estrita meritocracia.

Qual teria sido a aprovação de FHC se ele tivesse, diante de si, uma mídia tão empenhada em jogar para baixo quanto a enfrentada por Dilma?

Melhor: qual seria o índice de popularidade dele se a imprensa fosse, simplesmente, honesta?

Tudo isso posto, qualquer presidente oscila nas avaliações. Em momentos em que a economia cresce, o prestígio sobe. Em tempos de crise, é o oposto.

O Brasil passa por uma crise, e então é natural que baixe a aprovação.

O ponto é que a queda, agora, é amplamente estimulada por uma mídia que tenta enganar o público com a versão de que a crise é exclusividade do Brasil.

Estamos diante de um abjeto estelionato editorial.

Até a BBC do Brasil mostrar a queda geral das moedas mundo afora diante do dólar, nossos “especialistas” econômicos empurravam para as pessoas a versão de que o problema acontecia só no Brasil.

Acresce a tudo um fato que me intriga, e para o qual já chamei a atenção. Também a esquerda parece intoxicada pelo catastrofismo maroto e calculado dos conservadores.

Ora, há uma crise global. Até a China reduziu pela metade a expectativa de crescimento.

Nenhuma grande economia do mundo – nenhuma – está imune à crise.

O governo está tentando enfrentar as dificuldades, concretamente.

Mas o maior obstáculo não é econômico, e sim mental. É imperioso um choque positivo, algo que devolva a sanidade a pessoas – de direita, centro e esquerda — que parecem prestes a cortar os pulsos.

O que está ocorrendo, hoje, é a síndrome do desastre anunciado.

Não ocorreu nada, mas de tanto falar em desastre vão se criando as condições para que ele se materialize.

Quanto a FHC, recomendo uma frase de Sêneca: “Quanto penso nas coisas que disse, sinto inveja dos mudos.”


LEITURA COMPLEMENTAR:

Mentira e cara-durismo (ou: a imprensa no reinado FHC)

1º de agosto de 2000

Este último texto de Aloysio Biondi em Caros Amigos foi lembrado pelo jornalista Cláudio Júlio Tognolli como constante no Anuário de Jornalismo da FAculdade de Comunicação Social Cásper Líbero que nos autorizou a publicá-lo e da qual Biondi recebeu o título de Professor Notório Saber

"Uai, então, governo e seus aliados também sabem que o Brasil está mal?" Coçando a cabeça, era essa a reflexão do pobre cidadão brasileiro, em novembro último, ao ler, ver ou ouvir figurões de Brasília e celebridades da mídia explicarem que a inflação, subitamente renascida, não preocupava nem um pouco. "Ah, diziam candidamente os Polianas, essa alta é passageira. Não tem jeito de a inflação aumentar..." Por quê? "É simples." Pontificavam "O brasileiro está sem poder aquisitivo, a massa salarial (total de salários pagos pelas empresas) caiu 5 por cento, por isso o consumo despencou. Então, a indústria e o comércio não têm condições de majorar seus preços, mesmo que sofram aumentos forçados de custos de matérias-primas como o petróleo, ou peças e componentes que importam de suas matrizes, encarecidos este ano com a alta do dólar. Se aumentarem preços, aí que as empresas não vendem mesmo."

A surpresa do perplexo cidadão brasileiro não era, certamente, com o otimismo de Brasília, delirantemente exibido nos últimos anos.Tampouco, com o adesismo dos de-formadores de opinião, cada vez mais desnudados aos olhos do públicom a ponto de alguns deles provocarem engulhos até em antigos admiradores. A surpresa, mesmo, era com o total cara-durismo do governo FC e adeptos:"Uai, ué, refletia o cidadão: até há poucos dias, a gente só via, lia e ouvia esse pessoal dizer que o Brasil "surpreendeu", a economia está muito bem; a indústria em recuperação; o consumidor, voltando às compras... Cumé que, da noite para o dia, o governo e imprensa passam a dizer exatamente o contrário, a admitir que o Brasil está em recessão, forçados a mudar de conversa para dizer que a inflação não assusta?" Na verdade, a volta da inflação criou uma das poucas oportunidades em que o povo brasileiro pôde descobrir, por si mesmo, a gigantesca e, mais do que vergonhosa, deprimente e lesa-sociedade manipulação do noticiário econômico (e político) no governo FHC. Sem medo de se exagerar, pode-se comprovar que as técnicas jornalísticas e experiências de profissionais regiamente pagos foram utilizadas permanentemente para encobrir a realidade.Valeu lançar mão de tudo: de manchetes falsas, inclusive "invertendo a informação", a colocar o lide no final das matérias, isto é, esconder a informação realmente importante nas últimas quatro linhas. Segue-se um pequeno roteiro, dos truques mais usados, pelos meios de comunicação, para ajudar o leitor a ler, ver e ouvir os meios de comunicação brasileiros neste reinado de FHC. Ou para ajudar os estudantes de comunicação e jornalistas principiantes a decidirem se estão dispostos a aderir ao jogo da manipulação.

Advertência essencial: é absolutamente injusta, e até politicamente equivocada, a mania de criticar o adesismo desta ou daquela rede de televisão, deste ou daquele jornal e, principalmente, desta ou daquela colunista/comentarista de economia e política. Esse é um grave erro político, porque transmite à opinião públicaa falsa impressão de que a manipulação - permanente - tem sido feita por este ou aquele veículo, ou por este e aquele profissional. Com isso, acaba-se levando a sociedade a acreditar que se trata de exceções, quando a verdade é que a manipulação é generalizada e constante, contando-se nos dedos os profissionais e veículos que têm procurado manter a eqüidistância em relação ao governo FHC e interesses a ele ligados. Por isso mesmo, como seria injusto citar especificamente determinados veículos e jornalistas, todos os exemplos abaixo são reais, retirados do noticiário e devidamente guardados em nossos arquivos, mas deixamos de identificar seus autores.

TRUQUE 1: MANCHETE ÀS AVESSAS
A falta de ética da imprensa chegou a tal ponto, que se chega a inverter completamente a informação, para enganar o público. Excelente exemplo dessa prática ocorreu com uma pesquisa sobre o endividamento das famílias brasileiras, realizada por uma empresa de consultoria. As conclusões foram aterradoras: nada menos de 40 por cento do orçamento familiar já estava "amarrado" com o pagamento de compromissos financeiros: cartões de crédito, cheques pré-datados, prestações diversas. E, mais exatamente: esse comprometimento havia exatamente duplicado de 20 por cento para 40 por cento, após o Real. Qual a importância desse dado? Ele já mostrava as perspectivas de problemas sérios para a economia, com menos dinheiro disponível para o consumo, isto é, mais recessão - e aumento inevitável da inadimplência, ou "calote" forçado, por parte dos consumidores. Os resultados da pesquisa ganharam uma manchete na edição dominical. Mas, pasme-se o leitor: o editor fez uma mágica desonesta. A manchete dizia: "Dobra acesso do consumidor ao crédito", e o texto mentia que, "graças a estabilidade da moeda, as famílias brasileiras já estão conseguindo planejar seus orçamentos e programar o endividamento desejado e lá-rá-li-lá-rá-lá, e as instituições financeiras, reconhecendo a nova situação criada pelo Real, blém-blém-blém, até duplicaram a concessão de financiamentos ao consumidor...". Pois é. Cinismo total. Com um toque de mágica e muita falta de ética os problemas foram transformados em "novas vantagens" do Real, martelando-se na tecla da "estabilidade da moeda", que tantos dividendos políticos trazia ao governo FHC...

TRUQUE 2: MANCHETES ENCOMENDADAS
O governo fornece textos e dados estatísticos para os meios de comunicação noticiarem com destaque, geralmente em manchete, mentiras ou verdades aparentes. A estratégia é usada em muitas ocasiões: para obter apoio da opinião pública; para impedir a formação de CPI’s, para esconder desmandos do governo; para forçar a aprovação de "reformas"; para justificar "privatizações" para desmoralizar oposicionistas e assim por diante. Exemplos? O governo FHC massacrou a agricultura com a cobrança da TR, até 40 por cento acima da inflação, e cortes violentos no crédito para plantio. Os agricultores, arruinados, pediram a renegociação das dívidas, para poder pagá-las a longo prazo, O governo pautou os jornais e revistas para provar que os produtores eram "caloteiros". Matérias sórdidas foram publicadas contra eles. No entanto, nos últimos dias de 1999, em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente FHC reconheceu como "um dos maiores erros do seu governo" que os agricultores tinham razão, e que ele havia pensado que era tudo "choradeira" (esse reconhecimento por parte do presidente não teve nenhum destaque na edição da entrevista. A opinião pública continua a acreditar, portanto, que os agricultores são "caloteiros").

Como desmoralizar oposiocionistas? Em novembro, manchete anunciava que "Aposentadorias fraudulentas foram descobertas no Banco Central". A notícia revelava um caso insignificante, com a descoberta de uma quadrilha que havia falsificado documentos para cinqüenta funcionários públicos, dos quais dezesseis do BC. Por que ganhou a manchete, de foram duplamente desonesta, já que dava todo o destaque ao pessoal do BC, que nem sequer era maioria dos beneficiários (cinqüenta) envolvidos? Claramente, material e destaque pedidos pelo governo, porque o pessoal do Banco Central estava denunciando, ao Congresso, aberrações cometidas pelo presidente do BC, que iriam reduzir a fiscalização sobre os bancos e remessa de dólares, narcotráfico, lavagem de dinheiro, etc.

TRUQUE 3: CIFRAS ENGANOSAS
Mais mágicas? A falta de apoio ao Nordeste, no auge da seca, contribuiu para derrubar a popularidade presidencial. para ganhar o perdão da opinião pública, nada melhor portanto do que reforçar aquela velha ladainha de que o dinheiro destinado à região é mal aplicado, desviado pelas elites e coronéis. Maquiavelicamente, manchete (sempre encomendada) de domingo dizia: "Empresas do Nordeste desviam 550 milhões de reais". O que o texto mostrava? Que os incentivos (desconto de imposto de renda) para projetos no Nordeste tionham sido mal utilizados, com emepresas beneficiadas indo à falência, ou mesmo aplicando em "projetos fantasmas". Para os leitores, uma "prova de bondade do governo" e uma "prova de que o Nordeste é um saco sem fundo". Os brasileiros sempre se impressionam com cifras que falam em "milhões", não conseguindo ver a diferença entre eles, "milhões" e "bilhões". A manchete se aproveitava disso, dando a impressão de um "rombo gigantesco", que, na verdade, não passa de meio bilhão de reais - contra os 42 bilhões (com "b") de reais doados para socorrer os banqueiro no programa Proer, por exemplo. Mas a desonestidade dessa manchete e do governo foi muitíssimo mais longe: o texto dizia que aquele "rombo" maquiavelicamente anunciado era a soma de todas as perdas e desvios ao longo de nada mais, nada menos de quarenta anos. Conta que, evidentemente, nenhum leitor faz - e por issomesmo é função dos jornalistas fazerem, quando querem informar e não manipular pró- governo. E tem mais: se os 550 milhões de reais forem divididos pelos quarenta anos, darão apenas uns 13 milhões (com "m") por ano, cifra absolutamente ridícula, verdadeiros tostões. Mas a manchete maquiavélica cumpriu a missão de "salvar a cara" do governo FHC, à custa do reforço dos preconceitos contra o Nordeste e os nordestinos. Missão duplamente cumprida.

TRUQUE 4: LIDE ÀS AVESSAS
Conhecer este truque ajuda muito a quem não quer gastar muito tempo lendo jornais e revistas, e quer a informação verdadeira. No jornalismo do reinado FHC, é bobagem confiar nos títulos e na abertura, ou primeiras linhas (lide) da matéria, que são sempre otimistas. Os editores escondema verdade, isto é, os problemas, nas "últimas quatro linhas" - o que lhes permite fingir que não estão deixando de noticiar nada, uma atitude hipócrita, pois eles sabem muitíssimo bem que a informação que impressiona o leitor é aquela estampada no título e do lide. Técnica de edição, certo? Diariamente os jornais estão cheios desse truque de escondeção da verdade. Um exemplo freqüente se refere às vendas do comércio , que vão mal há muito tempo. São publicadas extensas entrevistas com fontes pró-governo dizendo que está tudo ótimo; lá nas últimas quatro linhas, vem a informação verdadeira, que é a violenta queda nas consultas ao Telecheque (como aconteceu no último natal) ou ao SPC, utilizados como "termômetros das vendas".

TRUQUE 5: PROMETENDO O FUTURO
Poucos brasileiros sabem que a venda de automóveis caiu a menos da metade no país: eram 180.000 veículos por mês, em 1997, e menos de 80.000, nos últimos meses de 1999. Da mesma forma que a venda de televisões despencou de 8 milhões para 4 milhões por ano (Como se vê, o presidente da República e os de-formadores de opinião têm toda razão quando dizem que a "crise" não é tão grande quanto os catastrofistas previam... Imagine-se se fosse). Por que essas informações são desconhecidas? Primeiro, porque nunca chegam às manchetes. Há mais, porém. Aqui, o truque é esconder o resultado do mês (nas últimas quatro linhas, de preferência), e entrevistar o presidente da associação, federação ou confederação so setor, geralmente capachildos pró-governo. Como bom capachildo, ele fará uma previsão de que, "no próximo mês, o setor deve crescer 10 a 20 por cento", e os jornalistas poderão alegremente colocar esse futuro otimista no título - mantendo a ética, o respeito à informação, é claro. Todos hipócritas.

TRUQUE 6: O SUJEITO ERRADO
"Sujeito", dizem os gramáticos, "é quem pratica a ação". não para os jornalistas do reinado FHC, claro. Em abril, títulos de páginas internas gritavam que "Seca aumenta mortalidade infantil no Nordesta". No texto, as verdades, e as mentiras. Terríveis: no interior nordestino, a mortalidade infantil chegou a quatrocentas crianças mortas para cada 1.000 crianças de até um ano. Um dado espantoso, pois representa o recorde mundial de duzentas crianças mortas - pertencente até então... à África subsaárica, devastada pela sexa e pelas guerras tribais. No texto, a causa da mortandade: distribuição de cestas básicas suspensa há três meses. Corte de 60 por cento nas "frentes de trabalho", e atraso de três meses no pagamento aos flagelados que continuaram trabalhando. Moral da história: quem está matando crianças (e adultos também) do nordeste não é a "seca". O autor da ação, o "sujeito", é outro, portanto: o governo FHC, que cortou e reteve as verbas para a região - como, de resto, para todas as áreas sociaism dentro do programa de "ajuste fiscal", ou saldo positivo para o Tesouro (sem contar o pagamento dos juros), combinado com o FMI. Nestes tempos de hipocrisia e cinismo, os de-formadores de opinião encobrem até genocídios - e depois, angelicalmente, escrevem ou fazem comentários indignados quando, em certa época do ano, aparecem os relatórios de organismos como a Unicef falando das mazelas sociais no Brasil. Indignação, por quê? São cúmplices do genocídio e de tudo o mais...

TRUQUE 7: O BOI PELO BIFE
Outra técnica para esconder a realidade é deixar de lado o quadro geral, negativo, e "pinçar" um dado positivo, para dar destaque a ele, no título e no lide. Exemplo incrível, mas verdadeiro: em um trimestre, houve queda no PIB (valor dos bens e serviços produzidos no país), isto é, a economia recuou. Agricultura, indústria, comércio, tudo recuou. Houve somente uma exceção: a economia do Rio cresceu, por causa do valor da produção do petróleo na fantástica bacia de Campos. os jornalistas não tiveram dúvida: começaram a matéria por aí, e tascaram no título: "Economia do Rio cresce". O bife no lugar do boi.

TRUQUE 8: O BIFE PELO BOI
No truque anterior, escolhe-se um determinado aspecto da notícia, ou o bife, para não falar do todo, isto é, do boi. E há também o truque inverso, insto é, falar do boi para esconder o bife. Como assim? Lá vai mais um exemplo real. Ao contrário do que dizem o governo e de-formadores de opinião, os banqueiros não voltaram a emprestar ao Brasil, em 1999. Sempre escondidos, os dados sobre financiamentos externos ou vendas de títulos no exterior, quando surgiam, eram sempre acompanhados de afirmações do tipo "os banqueiros internacionais estão emprestando menos para os países emergentes, porque estão com medo do bug do milênio". Isto é, os cofre não estavam fechados apenas para o brasil 9o bife), mas para todos os países emergentes (o boi). Essa versão foi plenamente confirmada na manchete "Banqueiros emprestam menos à América Latina", de uma reportagem de página inteira publicada no final de 1999. O texto também confirmava a ladainha. Mas a publicação trazia também uma tabela de estatísticas e quem se dispusesse a analisá-la teria uma "surpresa": realmente, os empréstimos à América Latina (o boi) como um todo haviam caído 12 bilhões de dólares. Mas, analisando a tabela, via-se que a Argentina recebeu 8 milhões de dólares a mais; o México, 1 bilhão a mais; o Chile, 1 bilhão de dólares a mais. Em resumo, esses três países juntos receberam 10 bilhões de dólares a mais, na comparação com o ano anterior. Por que então a América Latina ficou com 12 bilhões a menos? Porque o brasil, sim, recebeu 22 milhões de dólares a menos. Essa era a notícia, e o título verdadeiro: bancos não emprestam ao Brasil. Como isso desmascararia o governo e seus de-formadores, a tática foi deixar os números só na tabela e publicar manchete e texto enganosos.

TRUQUE 9: OMISSÃO ESCANDALOSA
Este breve roteiro da manipulação no reinado de FH poderia ser alongado infinitamente. Por enquanto, fica-se por aqui. Não se pode deixar de falar, no entanto, na omissão total de determinadas informações, levantando-se desde já uma ressalva. Sempre pareceu odioso meios de comunicação ignorarem determinados fatos. Mas será mesmo que é menos odiosa toda a manipulação vista acima, que acaba transmitindo conceitos errados à opinião pública, levando-a a apoia propostas incorretas e rejeitar caminhos que melhor atenderiam os interesses do país? Como exemplo máximo da omissão total e indecente de informação, não se pode deixar de citar o acordo entre o governo e os meios profissionais de comunicação, para esconder a disparada dos preços do petróleo no mercado mundial, que mais do que duplicaram desde janeiro/fevereiro de1999. Durante dois anos, os preços do petróleo se mantiveram em queda no mercado mundial, saindo de 20 dólares para menos de 10 dólares o barril, em janeiro deste ano. A partir daí, os países produtores iniciaram negociações para cortar a produção e forçar a recuperação dos preços, que entraram em alta já em fevereiro. O acordo foi feito em 23 de março, os preços subiram 30, 40, 60, 100 por cento, sem que aparecesse nenhuma informação na imprensa brasileira - que, ironicamente, sempre foi estremamente preocupada com o menor reajuste que houvesse para os combustíveis. Essa conspiração do silêncio foi tão intensa, que a opinião pública levou um susto quando os preços da gasolina subiram: ninguém sabia da alta mundial. Por que essa conspiração? Porque o governo havia marcado leilões para doar, a multinacionais, as áreas de Petróleo descobertas pela Petrobrás, exigindo apenas preços "simbólicos" em troca. O grande argumento do governo para essa "doação" era, exatamente, que o mercado mundial de petróleo havia desabado, e "ninguém queria mais explorá-lo". Quando os preços dispararam, era preciso esconder a realidade para evitar reações no Congresso - ou da opinião pública. A conspiração pactuou com um dos maiores assaltos praticados contra a sociedade brasileira: há áreas na região do litoral de Campos com reservas de até 2 bilhões de barris, isto é, que podem faturar 40 bilhões (com a letra "b") de dólares, ou 80 bilhões de reais, com o barril a 20 dólares (preço "normal" dos últimos anos). O maior preço recebido pelo governo brasileiro foi de míseros 150 milhões (com a letra "m") de dólares, já incluído aí o ágio oferecido pela multinacional. Crime de lesa-sociedade, só possível com a conivência e cumplicidade da imprensa, mestra da manipulação no reinado FHC.

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Professores em greve denunciam que sucateamento da Educação é violência do Governo Alckmin contra estudantes


POR FAVOR, DIVULGUEM O TEXTO ABAIXO COM AMIGOS E FAMILIARES

Senhores pais e alunos da rede pública do Estado de São Paulo, é com extremo pesar que informamos a comunidade que a Educação do Estado mais rico da nação esta abandonada.

Os professores do Estado de São Paulo estão em greve, por uma Educação de qualidade, e os motivos que nos levaram a isto precisam ser esclarecidos aos nossos alunos que são o foco de toda a nossa ação, assim como seus responsáveis.

Inicialmente alguns apontamentos são necessários:

- O Estado de São Paulo no ano de 2015 reduziu em 41% o investimento em Educação, algo em torno de R$ 176 milhões a menos em comparação com o ano de 2014 (Disponível em: http://educacao.estadao.com.br/…/geral,cai-a-participacao-d… ).

- O Governador Geraldo Alckmin (PSDB), deixou de gastar com a Educação, outros R$ 58 Milhões, verbas que seriam destinadas a aquisição de materiais de consumo, como papel sulfite e suprimentos para impressão, material de limpeza, MANUTENÇÃO DAS ESCOLAS, bem como a contratação de mais funcionários (Disponível em:http://www1.folha.uol.com.br/…/1556283-alckmin-corta-verba-… ).

- O Governo do Estado de São Paulo FECHOU no ano de 2015, 3.323 classes nas escolas públicas do Estado (Disponível em:http://www.apeoesp.org.br/…/placar-do-fechamento-superlota…/).

- Na volta às aulas 2015, algumas escolas estão com salas SUPERLOTADAS com 50, 60, 70 até 85 alunos (Disponível em:http://ultimosegundo.ig.com.br/…/escolas-estaduais-de-sao-p… ).

- A SEGURANÇA NAS ESCOLAS está comprometida, pois 44% dos professores da Rede Pública do Estado de São Paulo sofrem com a VIOLÊNCIA ESCOLAR (Disponível em: http://www.cruzeirodosul.inf.br/…/violencia-invade-os-muros… ).

- O Estado MAIS RICO DA NAÇÃO investe menos em EDUCAÇÃO se comparado a outros Estados. SÃO PAULO gasta menos com educação que o Piauí, Alagoas, Acre, e outros 15 Estados (Disponível em:http://www.viomundo.com.br/denuncias/emilio-lopez-2.html ).

Tal situação é impactante na FORMAÇÃO de nossos alunos enquanto cidadãos CRÍTICOS, AUTONÔMOS e CONSCIENTES.

Uma VIOLÊNCIA contra os Estudantes da Rede Pública do Estado de São Paulo!!!

Neste momento é preciso concentrarmos a nossa INDIGNAÇÃO E PERPLEXIDADE em busca de uma educação DIGNA E LIBERTADORA.

VANDERSON CRISTIANO SOUZA, no FACEBOOK


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sábado, 21 de março de 2015

Justiça acata pedido do MP e abre ação contra empresas do #TREMSALÃO tucano. Lista de nomes de politicos tucanos envolvidos ainda não é conhecida, diz promotor


Justiça aceita denúncia em São Paulo e abre ação por cartel de trens

A Justiça aceitou ação do Ministério Público contra 11 empresas, incluindo grandes multinacionais com a Alstom e a Bombardier, que teriam entrado em acordo para conseguir aumentar irregularmente os valores de contratos de manutenção da CPTM assinados entre 2002 e 2007. Neste período, o Estado de São Paulo era governado pelos tucanos Geraldo Alckmin e José Serra.

O Ministério Público pede a devolução de mais de R$ 300 milhões pagos pelos contratos além de uma indenização de quase 120 milhões por danos morais.

Em entrevista à BandNews FM, um dos promotores responsáveis pela ação, Marcelo Milani, disse crer em uma rápida solução em primeira instância, mas lembra que cabe recurso às empresas, o que pode fazer com que o caso se arraste.

Milani afirmou que outra ação, já em fase final de elaboração, vai responsabilizar agentes públicos que tenham se envolvido por “omissão ou ação dolosa” na assinatura dos contratos supostamente fraudulentos.

O promotor ainda lembrou que os nomes de políticos e gestores públicos envolvidos serão divulgados, mas não estipulou prazo. “Temos que aguardar, mas em pouco tempo vamos ingressar com a ação, e então teremos todos os nomes elencados de modo claro”, disse. ( METRO )

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