Monitor5_728x90

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Sem essa de impeachment, Por Jasson de Oliveira Andrade


O título deste artigo não é meu. É da analista política Eliane Cantanhêde, em artigo publicado no Estadão (11/2/2015). A jornalista é insuspeita porque seus artigos nesse jornal são de críticas contundentes, ferrenhas, ao governo Dilma.

O senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, afirmou que o impeachment “não está na pauta do nosso partido, mas não é crime falar sobre o assunto, como fez o senador Cássio Cunha Lima [PSDB-PB]”, acrescentando que não vê hoje elementos jurídicos ou políticos para um pedido de impeachment”. Ao analisar, indiretamente, esse pronunciamento de Aécio, Eliane Cantanhêde escreveu no referido artigo: “Discutir o impeachment não é golpe (sic), mas a viabilidade prática e política do impeachment é praticamente nula (sic). Logo, essa discussão ou é diversão de arquibancada(sic) ou é jogo de cena (sic) da oposição ou ambas”. Adiante constatou: “Um processo de impeachment simplesmente incendiaria (sic) o País. E para nada (sic), porque o Congresso pode até esticar a corda, mas suas lideranças sabem muito bem diferenciar atos conseqüentes de aventuras (sic)”.

Na reportagem de Márcio Falcão (UOL FOLHA, 11/2/2015), sob o título “Para presidente da Câmara, “não há espaço” para discutir impeachment”, revela o pensamento dele: “Responsável por avaliar se um pedido de impeachment de um presidente da República é arquivado ou encaminhado aos parlamentares, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta quarta-feira (11) que “não há espaço” para discutir a saída de Dilma Rousseff. (...) “Eu sempre fui muito claro em relação a esse assunto [pedido de impeachment de Dilma] e vou continuar sendo. Não vejo espaço para isso. Não concordo (sic) com esse tipo de discussão e não terá meu apoiamento”, afirmou o peemedebista. (...) Cunha, um dos principais líderes do PMDB que tem o vice-presidente , Michel Temer, defendeu a legitimidade (sic) do governo da petista. Ele afirmou que dificuldades iniciais de um mandato não podem justificar (sic) uma saída pelo comando do país. (...) “Existe diferença muito grande de você ter qualquer tipo de divergência (sic) ou forma de atuar com independência. O governo está legitimamente eleito (sic). Não dá para você, no início do mandato, ter esse tipo de tratamento (sic) desse processo”, afirmou”.

Márcio Falcão publicou o trâmite necessário para se concretizar o impeachment. Vou reproduzi-lo para conhecimento dos leitores: “Para ser aprovado na Câmara, um pedido de impeachment tem que passar por uma comissão e ainda receber o apoio de 342 (sic) dos 513 deputados. (...) Na seqüência, o processo segue para o Senado, onde precisará de 54 (sic) dos 81 senadores. Após chegar no Senado, o pedido precisa ocorrer em até 180 dias, período pelo qual o presidente fica afastado do cargo”. Se o impeachment não tem apoio nem do presidente da Câmara, que declarou que não o acolherá, terá apoiamento de tantos parlamentares? NUNCA! Então, como diz Cantanhêde, SEM ESSA DE IMPEACHMENT!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu (fevereiro de 2015)

(PUBLICADO NA “GAZETA GUAÇUANA” EM 19/2/2015)

.

Nenhum comentário :

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Golpe