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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A preocupante política econômica de Dilma, Por Jasson de Oliveira Andrade


O pacote fiscal do Governo pressiona uma economia frágil e gera críticas ferrenhas à presidente, para alegria da imprensa antipetista.

Levy e a bomba da política econômica (Reprodução)


Dilma se saiu bem na política social e no combate à corrupção. No entanto, falhou na economia. Tanto assim que na campanha eleitoral prometeu mudar sua equipe econômica, o que realmente fez. Nomeou para ministro da Fazenda o economista Joaquim Levy. O início de sua política está provocando polêmica. Uns elogiam; outros fazem restrições, como é o caso do insuspeito Jânio de Freitas, único jornalista da grande mídia que defende o governo Dilma. Os outros, TODOS, só a atacam. Então, as críticas dele à equipe econômica preocupam.

Ao analisar o primeiro e agora o segundo mandato da presidenta Dilma, Marcos Coimbra, em artigo na CartaCapital (28/1/2015) constatou: “O maior sucesso das oposições ao longo do primeiro governo Dilma Rousseff ( e, talvez o único realmente significativo ) foi a destruição da imagem da política econômica. (...) Mais que os políticos de oposição, mais que os porta-vozes do empresariado, quem mais golpeou a condução política econômica, mais se entristeceu com os sucessos alcançados e mais se alegrou com os fracassos foi a imprensa antipetista (...) Dilma começa seu segundo governo consciente de que as oposições tentam, mas não conseguem caracterizá-la como leniente com a corrupção [Coimbra cita uma pesquisa Vox Pópuli de dezembro de 2014, na qual 60% dos entrevistados responderam que foram Lula, com 31%, e Dilma, com 29%, os que mais combateram a corrupção, ficando Fernando Henrique Cardoso com apenas 11%] ou má gestora. E convencida de que precisa alterar as expectativas a respeito da economia (sic). Não é por outra razão que mudou a aposta na política econômica. Seria ingenuidade imaginar que insistir no que foi feito no primeiro governo agora daria certo”.

E a mudança da política econômica dará certa? A revista CartaCapital, em matéria de capa, tem dúvida. Na longa reportagem de Carlos Drummond, sob o título “O risco forte de recessão” bem documentada e publicada nesta revista em 28/1/2015, o jornalista é pessimista: “O pacote fiscal do Governo pressiona uma economia frágil em meio a incertezas globais”. Mino Carta, em Editorial no mesmo número da revista, é mais contundente. Ele, em certo ponto de seu texto, diz: “Há quem vaticine que Dilma, a bem do mercado ( com "m" pequeno ), ainda vai mudar seu ministro da Fazenda”. A ver!

Já o economista Delfim Netto é mais otimista no artigo “Nova política econômica”, também no mesmo número da revista. Ele afirma: “A presidenta Dilma Riusseff acaba de receber uma chance de melhorar sua performance e decidiu aproveitá-la. (...) Há um novo diagnóstico que parece muito razoável que ela [ presidenta ] não explicitou, mas que está fortemente visível nas medidas tomadas. Se for sustentado com convicção e sem exageros acabará restabelecendo a confiança do setor empresarial privado e o investimento crescerá (sic). Mas é preciso compreensão, sangue frio e paciência, porque levará algum tempo até que ele apareça”.

Devemos nos preocupar com a nova política econômica? Com quem está a razão? Como sempre digo: A CONFERIR!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu.

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