sábado, 1 de novembro de 2014

Post explosivo: @VEJA/ Editora Abril chantageiam governo de São Paulo?



Antes de continuar a leitura, releiam o título deste post: é uma PERGUNTA! Não estou afirmando nada!
Agora sim, prossigam, e que cada um conclua o que quiser:

CASO 1: Em pleno senado brasileiro, Senador acusa editora Abril de chantagear/ extorquir banqueiro responsável por caixa 2 de Fernando Henrique Cardoso (*):

"Informa-nos o jornalista Sebastião Nery que o Ministério Público já se debruça sobre os dois casos citados, para providenciar a devida reparação. Na verdade, essa é uma questão de polícia, não é nem uma questão de direito.

Por outro lado, aqui neste Senado, já contei um episódio que ocorreu entre mim, quando Governador do Estado do Paraná, e o Sr. Civita, e vou novamente relatá-lo para avivar a memória dos Senadores. Assumi o Governo do Estado e resolvi processar o Bamerindus por comportamentos que julguei extremamente danosos ao patrimônio do Paraná, ao Banco do Estado do Paraná e à seguradora pública do Paraná.

O Sr. José Eduardo de Andrade Vieira era meu adversário. Tomei, então, o cuidado de acioná-lo judicialmente, sem transformar o processo que eu movia em uma questão pública, para não me utilizar da condição de Governador e das informações que, por essa condição, eu tinha, no sentido de desgastar um adversário político. Deixei que a Justiça resolvesse o problema.

O Sr. Roberto Civita, de uma forma ou de outra, soube do processo e passou a me procurar para obter os dados. Eu argumentava com ele exatamente neste sentido: "Espere o julgamento dos processos!".

Fui a São Paulo, e o Sr. Roberto Civita me convidou para um almoço e acabou me convencendo de que a questão era pública. Ele dizia: "Governador, o senhor não pode ocultar da opinião pública o comportamento do Sr. José Eduardo de Andrade Vieira e do Bamerindus em relação ao patrimônio do Paraná. É uma informação que deve ser divulgada". Acabou me convencendo disso. O meu cuidado era muito grande e, talvez, excessivo do ponto de vista ético, se é que existe ética excessiva. Cedi, e o Sr. Civita mandou três ou quatro jornalistas especializados em assuntos econômicos ao Paraná, onde, por 15 dias, examinaram os problemas do conflito entre aquele Estado e o Grupo Bamerindus em relação ao Banestado e à Companhia Paranaense de Energia Elétrica.

Numa bela quarta-feira, Sr. Presidente, recebi, no Palácio do Iguaçu, um telefonema do Sr. Civita. Ele me disse: "Governador, o senhor achava que não publicaríamos notícia alguma". Eu havia dito a ele exatamente isso, pelo fato de o Bamerindus ser um dos grandes anunciantes do Brasil. Disse ainda: "Compre a Veja no final da semana, que o senhor verá o que é uma revista independente".

No fim da semana, a Veja chegou às minhas mãos, com quatro ou seis páginas de propaganda do Bamerindus, o que se repetiu durante seis meses a um ano, e nenhuma linha foi publicada sobre a denúncia. As informações obtidas junto ao Estado do Paraná, à Copel e ao Banco do Estado tinham servido para o Sr. Roberto Civita - já que quem fez o contato comigo foi ele e não o editor da revista ou os jornalistas isoladamente - para que o Bamerindus fosse chantageado.

São dois casos seriíssimos: a chantagem que o Bamerindus sofreu e pagou, na época, em forma de publicidade; e, agora, essa denúncia do jornalista Sebastião Nery."


CASO 2: Governador diz que Veja tentou chantagear-lhe:

Ex-governador Hélio Gueiros: ‘Veja quis me chantagear’

O ex-governador do Pará, Hélio Gueiros, em sua coluna no jornal “Diário do Pará”, edição de quarta-feira, relatou como “Veja” tentou lhe extorquir quando foi governador do Estado. O também ex-senador e ex-prefeito de Belém conta que, apesar da pressão, recusou e não cedeu ao achaque para veicular matéria paga na revista. Leia abaixo o texto de Hélio Gueiros.

“A revista “Veja” fez uma reportagem indelicada, - indelicada não, mas grosseira e vulgar – visando a governadora Ana Júlia. Note-se que, dias antes, o jornal “O Globo”, usando o mesmo material – ou quase o mesmo -, publicou duas páginas atingindo a governadora paraense, mas sem os termos chulos e desrespeitosos da “Veja”.

Acho apropriado relembrar o que o semanário de circulação nacional fez comigo no governo. Por várias vezes me deu alfinetadas procurando comprometer o meu nome perante o leitor brasileiro. Anotei mas não dei troco.

Uma bela manhã, em Palácio, recebo a visita de um representante da revista. Fui cordial e atencioso com o empregado que me solicitou então uma matéria paga para “Veja”. Fiz ver a ele que não me sentia à vontade para contratar a publicidade porque eu daria a impressão de que estava me rendendo às cutucadas da revista. Ela então me disse que a área comercial da empresa nada tinha com a publicação da redação. Eram totalmente independentes e autônomas. – É... – respondi eu. – Mas para mim é tudo a mesma coisa.

E não dei a publicidade. Nem naquela altura nem ao longo dos meus quatro anos de governo. Um colega meu de jornalismo paraense, conversando comigo, me revelou: - Olha, Hélio, se você quiser – e pagar -, você pode até ser capa da revista com direito a foto e tudo.

Não mudei de atitude. Nunca paguei nada para “Veja” e ela, também, nunca deixou de me impinimar.

Pode ser arriscado. Mas não se deve ceder à chantagem mesmo disfarçada. Dá para reconhecer./ H.G.”


CASO 3: Namorada de Carlinhos Cachoeira ameaça juiz: "Policarpo da Veja tem um dossiê sobre você!"

"Andressa disse a juiz que Policarpo era um ‘empregado’ de Cachoeira

Revelação consta do relato do juiz Alderico, que foi ameaçado pela mulher de Cachoeira, para a Justiça

O juiz federal Alderico Rocha Santos, magistrado que foi ameaçado pela namorada de Cachoeira, Andressa Mendonça, fez um relato por escrito à Justiça onde revelou que a relação entre o diretor da Sucursal da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, e o contraventor Carlinhos Cachoeira é muito mais íntima e promíscua do que se imaginava. Ao que parece, Policarpo complementava o seu salário da revista fazendo bicos para a quadrilha de Cachoeira.

A descrição do juiz revela que Cachoeira não era apenas uma fonte de Policarpo como quiseram fazer crer tanto ele, quanto outros escribas contratados pela “famiglia” Civita. Veja o trecho da narrativa oficial, feita pelo juiz, divulgada na sexta-feira (31) pelo site Brasil 247: “Ato incontinenti à saída da servidora, a sra. Andressa falou que seu marido Carlos Augusto tem como empregado o jornalista Policarpo Jr., vinculado à revista Veja, e que este teria montado um dossiê contra a minha pessoa”.

No início do encontro, em julho, com receio do que poderia ser a conversa, Rocha Santos pediu a presença, durante a audiência, da funcionária Kleine. “Após meia hora em que a referida senhora insistia para que este juiz revogasse a prisão preventiva do seu marido Carlos Augusto de Almeida Ramos, a mesma começou a fazer gestos para que fosse retirada do recinto a referida servidora”.

Em sua narrativa, Rocha Santos afirma oficialmente, que só recebeu Andressa em seu gabinete, na 5ª Vara Federal, em Goiânia, após muita insistência da parte dela. Santos perguntou a Andressa por que ela queria ficar a sós com ele, obtendo como resposta, após nova insistência, que teria assuntos íntimos a relatar, concernentes às visitas feitas a Cachoeira, por ela, na penitenciária da Papuda. Neste momento, o juiz aceitou pedir para sua assistente sair da sala. Foi nesta hora que Andressa fez a ameaça de divulgar um dossiê contra ele, produzido por Policarpo Júnior.

Andressa disse que Policarpo tinha pronto um dossiê capaz de, no mínimo, constranger o juiz Rocha Santos, a partir de denúncias contra amigos dele. A mulher de Cachoeira escreveu o nome de três pessoas em um pedaço de papel e perguntou se o juíz os conhecia: o ex-governador do Tocantins, Marcelo Miranda, que teve o mandato cassado em setembro de 2009 por suspeita de abuso de poder político nas eleições de 2006; um fazendeiro da região do Tocantins e Pará, conhecido como Maranhense; e Luiz, que seria um amigo de infância do juiz e supostamente responderia a processo por trabalho escravo. De acordo com o juiz, Andressa disse que Policarpo tinha fotos do magistrado com essas três pessoas. O juiz respondeu que não tinha nada a temer e ouviu a seguinte resposta: “O senhor tem certeza?”.

Laudo da Polícia Federal divulgado na semana passada confirma que a letra escrita no bilhete é mesmo a de Andressa Mendonça.

Ao perceber que estava sendo ameaçado, o magistrado respondeu que não iria conceder, em razão da pressão, a liberdade solicitada a Cachoeira. O caso rendeu a prisão de Andressa, que precisou pagar R$ 100 mil de fiança. A fiança foi paga em dinheiro. Outros juízes e promotores também estão recebendo ameaças depois que as operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, desbarataram a quadrilha chefiada por Carlos Cachoeira.

Esses novos detalhes da ameaça ao juiz Alderico foram conseguidos pela Rede Record, que entrou em contato com o juiz e este confirmou o teor do seu relatório."

Assim, caro leitor deste blog, diante de casos que com certeza você jamais ouviu falar - e a Internet está aí pra isso, prá lhe proporcionar pesquisa - envolvendo a Veja, acusada de achaques e chantagens, não é razoável pensar que o governo do Estado de São Paulo, que está desde 1994 nas mãos do PSDB, e sabendo que já foram abafadas quase uma centena de pedidos de CPIs na Assembléia Legislativa, pode estar sob achaque da revista Veja? 
Entendam: se a Veja quiser, Jesus vira Judas. 
Mas aí você pergunta: o que o governo de São Paulo cedeu a esta revista para não virar capa da Veja? Ótima questão! Observe que Andrade Vieira publicou de 6 meses a um ano de propaganda na Veja; que Hélio Gueiros teria sido ameaçado para publicar propaganda paga na revista; e que, por fim, a namorada de Cachoeira ameaçou um juiz, dizendo que Policarpo Junior, da Veja, publicaria um dossiê contra ele, se não revogasse a prisão preventiva do mafioso.

Há anos, o blog NaMaria News vem denunciando e demonstrando que os governos tucanos do Estado de São Paulo vêm torrando milhões de reais fazendo compras de publicações junto à Editora Abril, adquirindo assinaturas de revistas como Nova Escola, Veja ou Recreio, geralmente SEM LICITAÇÃO, e tudo isso em segredo - ou a imprensa em geral não se preocupa em noticiar.
Será que a Editora Abril ou a Veja têm alguma coisa, verdadeira ou falsa, para empregar contra políticos do PSDB de São Paulo ou contra o próprio governo, e que usariam sem pudor se tiverem seus interesses comerciais contrariados? Há histórico e precedentes. 

Bem, não custa repetir: isso se trata de perguntas, não de afirmações. Só a Veja é quem gosta de acusar sem provas. E eu não posso ser condenado nem criticado por ter essas perguntas em mente.

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