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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O maior espetáculo da Terra! ( "Petrolão" )


“Atenção, senhoras e senhores.
“Respeitável público, atenção para... o maior escândalo de corrupção de todos os tempos!
É o que o monopólio da imprensa capitalista vem repetindo sistematicamente. Mas não tem praticamente nada a mostrar. A não ser a “ação”, isto é, as prisões, o vai-e-vem da Polícia Federal.
São só os preparativos.
Arrumam apelidos, arrolam envolvidos, apontam-se as culpas e alguém misterioso, sempre nos bastidores, mantém a conta: são milhões! Milhões de reais!
A histeria domina os penas de aluguel na imprensa escrita, e os leitores de teleprompter em rede nacional de televisão.
Enquanto o grande público é feito de palhaço, ninguém apresenta uma explicação do porquê deveríamos considerar o caso da Petrobras “o maior escândalo de corrupção da história”.
Transitaram de um escândalo a outro, do mensalão ao caso Petrobras, sem alarde. Sem vergonha, também, transferiram o título imerecido de um para o outro. E ocultaram, nessa proeza de trapezista, a corrupção de décadas do PSDB e do DEM: privatizações como a da Vale, da Petrobras, do sistema Telebras; o escândalo do Banestado no final dos anos 90; o caso dos “vampiros da saúde” que atuaram por mais de 14 anos no ministério; o banco Marka e seu dono, Salvatore Cacciola; o caso Nicolau dos Santos Neto e da obra milionária do TRT de São Paulo; o caso dos anões do orçamento; o caso do metrô de São Paulo... enfim, todos.
Em sua apresentação anterior, o “circo da corrupção” inaugurou uma atração inédita: a prisão dos dirigentes do partido governante.
Tudo indica que a oposição de direita, o monopólio capitalista da imprensa e agentes do imperialismo norte-americano estão trabalhando para quebrar outro recorde. Fala-se na deposição do governo eleito com mais de 54,5 milhões de votos antes mesmo que seu novo mandato se inicie.
Se podemos nos deixar iludir voluntariamente pelo espetáculo mambembe do circo, com seus ocasionais tigres doentes e palhaços deprimidos, não podemos nos enganar com a prestidigitação da imprensa capitalista dirigida a confundir a população e arrastar, inclusive, parte dela para trás das bandeiras golpistas.
Os que denunciam hoje o governo do PT, escondem o que fizeram o PSDB, o DEM, os militares e os demais partidos burgueses nos governos anteriores.
A operação para colocar de pé um movimento golpista e fazê-lo avançar sobre o governo do PT conta com diversos aspectos. O escândalo político e moral, simulado pela imprensa e sentido como legítimo por um setor da classe média, é apenas o primeiro deles.
Junto com a denúncia do novo “maior escândalo de corrupção da história” vêm: a luta no Congresso Nacional pelo controle da mesa da Câmara dos Deputados; a luta pelo controle do STF; a definição do comando da Polícia Federal; a congregação das Forças Armadas em torno do projeto golpista; a coalizão partidária golpista, indispensável para o sucesso da operação; o cartel da imprensa capitalista contra o governo e, por fim, a organização de grupos políticos capazes de emprestar uma aparência “revolucionária” ao movimento contra o governo, com elementos de extrema direita.
O fato novo, o surgimento da tendência golpista nas hostes da direita, não deve ser tratado de maneira leviana. Não se pode ignorar sua existência, minimizar sua importância ou desdenhar o perigo que representa.
É preciso, pelo contrário, combater a direita desde já enquanto esta ainda não está suficientemente organizada para o golpe.


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