sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Mauricio de Sousa lança ‘Meu pequeno evangelho’, livro da Turma da Mônica sobre espiritismo


Espírita, primo do pai de Cascão ensina aos personagens a doutrina de Allan Kardec



POR O GLOBO


RIO - A Turma da Mônica agora vai difundir os ensinamentos do espiritismo, doutrina codificada no século XIX pelo francês Allan Kardec. Mauricio de Sousa está lançando "Meu pequeno evangelho" (Editora Boa Nova), livro em que Cebolinha, Cascão, Magali, Anjinho, Penadinho e companhia aprendem os ensinamentos de Jesus contido no "Evangelho segundo o espiritismo", principal obra do kardecismo.


Nas 64 páginas da história ilustrada por Mauricio e idealizada pelo designer peruano Luis Hu Rivas e pelo administrador baiano Alã Mitchell, ambos espíritas, a Turma da Mônica recebe a visita de André, um primo de Seu Antenor, pai do Cascão, que é seguidor da religião.

Em meio à curiosidade das crianças, André apresenta conceitos do evangelho que todos podem usar no dia a dia, independentemente da religião que praticam. Sãomensagens de amor, caridade e humildade, contadas de forma divertida com os personagens.

Ensinamentos sobre felicidade, humildade, pureza, paz, misericórdia, amor, perdão etc. são passados um a um, sempre baseados em situações vividas pelos personagens e que são contadas a André.

O lançamento oficial, com a presença de Mauricio de Sousa, será 13 de dezembro, na livraria Cultura, em São Paulo.

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Roberto Gómez Bolaños, criador do Chaves, morre aos 85 anos, diz TV


O comediante Roberto Gómez Bolaños, criador do Chaves, morreu nesta sexta-feira (28), aos 85 anos. A morte do ator e escritor foi confirmada pela emissora mexicana Televisa, que interrompeu a programação por volta das 19h (horário de Brasília) para exibir um especial com os melhores momentos da carreira do humorista.

Bolaños vivia isolado em Cancún, cidade litorânea do México, com a mulher, Florinda Meza, a Dona Florinda da série Chaves. O comediante tinha problemas respiratórios e de locomoção, e estava desde o final do ano passado respirando com um cilindro de oxigênio.

Nascido em 21 de fevereiro de 1929, Bolaños começou a carreira artística em 1953, como redator publicitário para rádio e TV. Redigiu para a dupla de humoristas Viruta e Capulina (Marco Antonio Campos e Gaspar Henaine) antes de ter o seu próprio programa.

Roberto Gómez Bolaños também escreveu para o cinema e recebeu do cineasta mexicano Agustín P. Delgado o apelido de Chespirito, alusão ao escritor inglês William Shakespeare (1564-1616).

Em 1968, ganhou seu próprio humorístico, Los Supergenios de la Mesa Cuadrada, pela TIM (Televisión Independiente de México). Além de escrever, atuou como Doutor Chapatín e contracenou com três atores que futuramente fariam parte do elenco de Chaves: Maria Antonieta de las Nieves, Ramón Valdés e Rúben Aguirre.

Chapolin em 1970 e Chaves no ano seguinte, ainda como quadros do programa Chespirito. As séries bateram recordes de audiência e viraram programas próprios em 1973. A Televisa tentou contratar Bolaños, mas após a recusa do comediante decidiu comprar a emissora onde ele trabalhava e ampliar a rede. ( NOTÍCIAS DA TV )

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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Você é redator-chefe de Veja São Paulo mas não é Deus! (*)


Redator-chefe de Veja São Paulo tenta intimidar repórter do SpressoSP


A redação da revista Fórum recebeu uma ligação inusitada nesta quarta-feira (26). O redator-chefe da revistaVeja São Paulo resolveu ter um “papo informal”, como ele mesmo definiu, com um de nossos repórteres para, aparentemente, dar uma “aula de jornalismo” ou editar um texto que não era de sua alçada.
SPressoSP publicou matéria, no mesmo dia, fazendo um contraponto e tecendo críticas à matéria de capa da revista da editora Abril do último sábado, que fazia o perfil de uma dependente química na Cracolândia, ex-modelo, loira, alta, de olhos verdes e que “precisava de ajuda”. Intitulado Dos rostos da Cracolândia, a Veja só enxerga um: o branco, o texto escrito e apurado pelo repórter Ivan Longo tem como fontes a militante do movimento negro Luzia Souza e o psiquiatra Dartiu Xavier, que falaram a respeito da abordagem usada pelaVeja São Paulo.
A matéria começou a ter uma circulação considerável nas redes sociais, gerando debates sobre o tema. No Facebook da Fórum, por exemplo, a postagem alcançou mais de 3 mil compartilhamentos. Tamanha repercussão parece ter incomodado a publicação da família Civita, que não tardou para contatar o repórter e fazer comentários, no mínimo, questionáveis.
O jornalista Sergio Ruiz, redator-chefe do veículo, começou a ligação de maneira pouco gentil: “Há quanto tempo você trabalha aí na Fórum? É formado em jornalismo?”. Sem aderir ao tom provocativo do diálogo, o repórter apenas respondeu o que fora solicitado e começou a ouvir o que o representante da revista tinha para falar.
“Você sabe com quem está falando, né? Sou redator-chefe da Veja São Paulo”, prosseguiu Sergio, perguntando o motivo pelo qual a revista Fórum e o SPressoSP não teriam procurado a publicação, já que queriam fazer críticas a ela.
Bom, antes de prosseguir, é necessário um aparte. Fórum historicamente trata o tema da Cracolândia sob um ponto de vista que foge à narrativa criminalizadora da mídia tradicional. Esse cuidado e a proximidade com a pauta fizeram com que a nossa publicação elaborasse um contraponto para promover o debate sobre o tema, papel, aliás, que nós e veículos próximos buscamos exercer para fugir àquilo que se tenta vender como verdade absoluta pelos veículos da velha mídia. Para que isso aconteça, não se faz necessário ouvir a Veja, objeto da crítica, mas sim vozes que tragam ângulos diferenciados acerca do problema. E assim foi feito e explicado ao jornalista.
“Você conhece o histórico da Veja São Paulo em relação à Cracolândia?”, perguntou o redator. Sim, conhecemos, mas nossa crítica se deu baseada em uma matéria específica, respondeu Ivan. “Você sabe que a redação da Veja e da Veja São Paulo são duas coisas separadas?”, questionou Sérgio. Sim, sabemos, e sabemos também a falácia que é tentar desassociar uma publicação da outra.
O redator, em vários momentos durante a ligação feita ao repórter do SpressoSP, questionou o texto, perguntou por que foi feito dessa maneira e não daquela outra, por que falamos isso se na verdade é aquilo, seguindo na tática de falar sem dar espaço para a resposta. Qualquer semelhança com o comportamento de veículos tradicionais não é mera coincidência…
“Se quiser contrapor nosso texto ou esclarecer qualquer informação, escreva uma nota e publique no seu site ou mesmo mande pra gente, que publicamos no nosso”, disse o repórter, na tentativa de abrir espaço para um debate maior. “Não, não quero. Isso é só um papo informal, entre colegas”, rebateu o redator, que seguiu fazendo críticas ao texto e perguntando se nosso repórter “sabia com quem estava falando”.
Diante dessa situação, fica a pergunta: será que Veja sabe com quem está falando quando liga para alguém da equipe da revista Fórum? Porque nós não temos dúvida alguma sobre com quem estamos falando quando tratamos do jornalismo de Veja.
Fica o aviso ao redator-chefe da publicação da Abril: não vai ter mais “papo informal” sobre as nossas práticas jornalísticas, mas se quiser fazer um debate público sobre o tema, estamos à disposição.

(*) Título alusivo àquele juiz, lembram?

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FERRO NA ASQUEROSA: PT mantém ativo processo contra golpe eleitoral da revista @VEJA


A Veja desconheceu a gravidade da sentença à qual foi submetida
O golpe midiático aplicado pela revista semanal de ultradireita Veja, às vésperas da eleição, segue ativo e terá seu curso definido na Procuradoria Geral da República (PGR). O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) esclareceu, em nota distribuída nesta quinta-feira, que o processo aberto contra a intenção clara de tumultuar o processo eleitoral brasileiro está em vigor. A legenda requereu, perante a PGR e ao Supremo Tribunal Federal (STF), a instauração de inquérito para investigar o vazamento de supostos elementos da delação premiada de Alberto Youssef à publicação da Editora Abril, que deu origem à capa da publicação, três dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, na qual afirmava que “Dilma e Lula sabiam de tudo”. Após a manifestação da PGR, o ministro Teori Zavascki, do STF, arquivou o pedido no Supremo por entender que não há envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro no vazamento.

“No entanto, estão em andamento perante a Procuradoria Geral da República três procedimentos para apuração dos mesmos fatos (Manifestação n. 84489/2014; Sistema único n.00243054/2014 e Notícia-Fato n. 1.00.000.015966/2014-08)”, esclareceu o PT.

Na semana que antecedeu as eleições, a revista adiantou a divulgação da capa, que normalmente é feita aos sábados, para a noite de quinta-feira. A publicação dizia ter posse de uma gravação em que o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, teria dito a um ainda que Lula e Dilma sabiam da corrupção dentro da Petrobras. As declarações provaram-se falsas nas semanas seguintes, após a negativa do advogado de Yousseff, Antonio Figueiredo Basto, de que ele teria feito as insinuações quanto a Lula e Dilma.

De acordo com a revista, o doleiro que assinou um acordo de delação premiada para conseguir redução de pena, foi questionado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema que ele fazia. “O Planalto sabia de tudo”, teria dito. O misterioso delegado pergunta a quem ele se referia. “Lula e Dilma”, teria respondido Youssef. O repórter Robson Bonin, que assina a matéria, no entanto, confessa que todas as afirmativas carecem de provas mínimas para se transformarem em algo minimamente crível.

“O doleiro não apresentou – e nem lhe foram pedidas – provas do que disse. Por enquanto, nesta fase do processo, o que mais interessa aos delegados é ter certeza de que o depoente atuou diretamente ou pelo menos presenciou ilegalidades”, disse Bonin.

Advogado de Youssef, Figueiredo Basto voltou a desmentir a revista, nos dias que se seguiram, ao esclaecer que o doleiro prestou depoimento à Polícia Federal de Curitiba no dia 14 de outubro, mas não disse o que a revista publicou.

– Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso (que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso – afirmou Basto a um jornal carioca.

Youssef prestou vários depoimentos no mesmo dia, sempre acompanhado de advogados da equipe de Basto, mas ninguém ouviu uma só palavra do que foi publicado pela Veja.

– Conversei com todos da minha equipe e nenhum fala isso. Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo. É preciso ter cuidado porque está havendo muita especulação – pontuou o advogado, à época.

A maior preocupação do advogado no incidente, que passou ao largo da matéria de Veja, deve-se ao fato de que tal afirmação demandaria provas, caso contrário, além de violar o benefício da delação, que exige a apresentação de comprovação, o seu cliente estaria infringindo lei por calúnia, injúria e difamação, acarretando em outro processo. De forma criminosa e embalada pelo velho estilo golpista da grande mídia, a Veja publicou “reportagem” às vésperas da eleição sem apresentar provas que possam embasar tal afirmação, condição fundamental para uma reportagem. Aliás, esta é a conduta da revista ao longo da sua história marcada pela infração de todo e qualquer código de ética do jornalismo existente no mundo e do direito à informação, previsto na Constituição Federal de 1988.

A revista não escondeu, em nenhum momento, que sua intenção era o golpe. O colunista Reinaldo Azevedo, desde então, repete que o objetivo da publicação e da corrente política de extrema direita à qual representa é o de derrubar Dilma no segundo mandato. “(…) Se Dilma for reeleita e se for verdade o que diz o doleiro, devemos recorrer às leis da democracia – não a revoluções e a golpes – para impedir que governe”, disse Azevedo, acentuando o caráter golpista da publicação. Azevedo, em sua coluna, passa a receita aos tucanos e seus aliados sugerindo o pedido de impeachment de Dilma com base em suposta declaração do doleiro.

“Sordidez terrorista”

Presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo definiu a publicação como “sórdida”. “A tentativa de golpe na democracia perpetrada pela revista Veja na sua capa nos momentos finais da campanha presidencial chegou ao cume da sordidez e da afronta”, afirmou Rabelo a jornalistas, logo após a veiculação da matéria.

– Isso demonstra que essa revista se tornou um panfleto provocador e terrorista da elite conservadora e obscurantista, contra as forças democráticas progressistas e populares do Brasil. A revista chega ao limite do desespero e isso é um obstáculo ao avanço da democracia em nosso país – completou o dirigente comunista.

O presidente do PT de São Paulo, Emidio de Souza, também repeliu a revista Veja e afirmou que a publicação não passava de uma estratégia para tentar salvar a campanha tucana que, naquela altura dos fatos, estava irremediavelmente perdida.

– É um desserviço ao bom jornalismo e à democracia, uma revista querer, a 48 horas de uma eleição, trazer uma matéria deste naipe. É um desserviço, uma falta de imparcialidade, ou melhor, é uma parcialidade total na disputa eleitoral. Eu acho que a Veja perde um pouco mais do pouco que lhe resta de credibilidade – disse o dirigente.

Profissionais do Jornalismo também avaliaram a ação do semanário. O jornalista blogueiro Altamiro Borges, do Centro de Mídia Barão de Itararé, afirma que Veja mente para tentar influir no voto dos brasileiros.

– Este novo golpe também deveria fazer com que o governo repensasse sua política de publicidade. Não tem cabimento bancar anúncios milionários numa publicação asquerosa e irresponsável, que atenta semanalmente contra a democracia e o livre voto dos brasileiros – asseverou.


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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Crédito da Caixa facilita a compra de sistema de aquecimento solar residencial


Cliente pode adquirir o financiamento por meio da linha Construcard CAIXA, com taxas de juros que se equiparam às do crédito consignado

A preocupação com o meio ambiente e com o bolso fez com que o publicitário Marcos de Sousa, 47, resolvesse instalar um sistema de aquecimento solar em sua casa, localizada em um condomínio de Brasília (DF). “É importante pensar numa fonte alternativa e no aspecto ambiental”, diz. Com a casa ainda em construção, Marcos pretende convencer seus vizinhos a aderirem à fonte alternativa de energia. “Assim, quem sabe, consigo até um desconto da empresa que está instalando o equipamento”, afirma, com bom humor.

Assim como Sousa, outras pessoas têm aderido ao sistema de aquecimento solar por causa dos seus benefícios para a economia e ao meio ambiente. Dados do Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol) mostram que, em 2013, o país tinha a 9,793 milhões m2 de coletores solares instalados, sendo 4,523 milhões m2 a mais do que em 2009.

Para o secretário executivo do Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol), Marcelo Mesquita, o sistema têm benefícios ambientais, energéticos, sociais e econômicos. O Dasol é o braço da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), também relacionada à temática do aquecimento solar, que tem o objetivo de promover e divulgar a tecnologia.

“Os sistemas de aquecimento solar economizam energia e colaboram para redução do pico de eletricidade no horário entre 17h e 21h. Já representam 1,03% da matriz energética nacional”, informa o secretário executivo.

O benefício econômico foi um dos principais atrativos para Marcos de Sousa. “Hoje eu pago R$ 240 de conta de luz. Espero ter, na casa nova, uma redução de 40% na despesa, com o sistema”, revela. Marcos irá morar com a esposa e receber as duas filhas em casa nos fins de semana. 

A casa de Marcos terá oito placas solares. O equipamento completo custou R$ 10 mil. “Estou financiando esse valor e espero que o investimento se pague em 1 ano e meio”, conta. Marcos acredita que a economia de sua casa irá aumentar com o passar do tempo porque, como ele viaja muito e o consumo é pequeno, a produção de energia vai “sobrar”. O sistema possui um reservatório térmico que mantém a água quente para o consumo. Quando ele viajar e deixar de usar a água por alguns dias, a sobra poderá ser usada posteriormente, permitindo uma economia de energia.

Financiamento
Como o valor do sistema de aquecimento solar é alto, muitas pessoas recorrem ao financiamento dos equipamentos. A Caixa Econômica Federal opera com financiamento dos sistemas de aquecimento solar de água pela linha de crédito Construcard CAIXA. A linha oferece financiamento para aquisição de materiais de construção e atingiu R$ 1,3 bilhão em contratações no primeiro trimestre do ano. 

Segundo o diretor executivo da Diretoria de Cartões e Financiamento ao Consumo da CAIXA, Mário Neto, o Construcard CAIXA é hoje uma das principais linhas de financiamento do setor de materiais de construção.

“Essa linha de crédito para material de construção é uma das mais baratas do mercado e as taxas de juros se equiparam a do crédito consignado, sendo extremamente atrativa. A carência de seis meses para iniciar o pagamento é um dos diferenciais do Construcard. A pessoa que está fazendo a reforma pode pagar depois as parcelas. A lógica da carência é essa. Esse é o único do mercado”, ressalta.

O financiamento do sistema de aquecimento solar de água por intermédio do Construcard segue os seguintes passos:


Partidarismo e ilegalidades de juiz tucano podem jogar Operação Lava Jato no lixo


Juristas põem em suspeita procedimentos usados por Moro em delação

Magistrados e professores de Direito afirmam que, se denúncias feitas por advogados dos acusados sobre prisões e coações forem comprovadas, ‘operação poderá cair por terra


Magistrados, advogados e professores de Direito têm questionado, nos últimos dias, alguns dos pontos jurídicos observados na condução da Operação Lava Jato – que apura denúncias de corrupção entre empreiteiras, políticos, dirigentes e ex-dirigentes da Petrobras – e o instrumento da delação premiada. Primeiro, o fato de o Brasil não ter regulamentado até hoje o crime de perjúrio (que é o ato de mentir durante depoimento em juízo) e, em segundo lugar, a legalidade dos procedimentos que estão sendo adotados pelo juiz federal Sérgio Moro na condução do caso.

O questionamento sobre o crime de perjúrio foi colocado na última semana por cientistas políticos e advogados durante encontro em São Paulo e, pouco tempo depois, mencionado pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro, em Brasília. Eles lembraram que, em países onde é comum a técnica da delação, como Itália e Inglaterra, o perjúrio é objeto de legislações rigorosas aplicadas aos réus que assinam o acordo para tal prática. No Brasil, no entanto, isso não acontece.

Por aqui, o crime de perjúrio é chamado de falso testemunho, conforme estabelece o artigo 342 do Código Penal, que diz ser ilegal "fazer afirmação falsa, negar ou calar a verdade" em inquéritos policiais ou processos judiciais. A lei prevê prisão de um a, no máximo, três anos para quem cometa tal infração, além do pagamento de uma multa. A pena só aumenta no caso de ficar comprovado que o infrator recebeu algum tipo de propina para contar a mentira.

“Não é que a não existência do crime de perjúrio no país vá atrapalhar o rumo das investigações da Lava Jato. Mas corrobora a importância de as delações serem observadas de forma mais criteriosa, até mesmo para evitar que o vazamento de tudo o que é dito, antes de a veracidade das informações ser comprovada pela Justiça, não leve a acusações que prejudiquem pessoas sem envolvimento com o caso”, alertou o cientista político Alexandre Ramalho.

‘Inocentes e bandidos’
O debate sobre o tema tomou mais força depois das declarações feitas por Múcio Monteiro, que assumirá no TCU a responsabilidade pelos processos relacionados à operação depois da aposentadoria do antigo relator, o ministro José Jorge Vasconcelos. Ao falar sobre o tema em entrevista ao blog do jornalista Ricardo Noblat, Monteiro afirmou que embora considere o processo “doloroso, mas necessário” para o país, sente preocupação em relação ao tema. “Acho que muita coisa ainda virá, mas temos de ter cuidado para não trazer a emoção para o processo, para não cometer injustiça, que pode ser de dois tipos: pôr inocente na cadeia ou pôr bandido em liberdade”, acentuou.

Magistrados, no entanto, defendem que mesmo sem a lei de perjúrio, os delatores pegos em falsas informações não ficarão sem punição.

"No direito brasileiro o réu pode permanecer calado ou até falsear a verdade, confessar o que não cometeu. Isso porque não é vigente para ele, o acusado, a lei de falso testemunho, que funciona para peritos, testemunhas, contadores, tradutores ou intérpretes em processos judiciais e administrativos", diz o juiz federal aposentado Pedro Paulo Castelo Branco, professor de Direito Penal da Universidade de Brasília (UnB) – que atuou nos processos envolvendo o ex-presidente Fernando Collor e Paulo César Farias, na década de 1990. "Mas no caso de estar sendo feita uma delação premiada, se o que o delator denunciar não for verdadeiro, lhe poderá ser imputado o crime de falso testemunho sim, porque durante a delação essa pessoa ainda está atuando como depoente, e não como réu”, explicou.

‘Vigiar e coagir’
O jurista e professor Luiz Flávio Gomes, presidente do Instituto Avante Brasil, também é da opinião de que o delator a proferir inverdades poderá ficar em maus lençóis, ao perder todos os privilégios negociados no processo de delação, motivo pelo qual o que o preocupa de fato, conforme disse, não é um falso depoimento e sim, a adoção de procedimentos, por parte do juiz que comanda as investigações, considerados por ele pouco comuns.

“O que está sob suspeita é o comportamento do juiz com uma série de procedimentos que fogem da lei, como prender para vigiar e coagir para delatar. Se os advogados dos empresários (que há poucos dias criticaram várias atitudes do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo caso) provarem que está acontecendo mesmo isso, toda a operação cairá por terra”, enfatizou.

De acordo com Gomes, a delação premiada, em si, na forma como é regulada pela lei 12.850/13 – que dispõe sobre investigação criminal no país –, se por um lado pode revolucionar os métodos investigativos no Brasil, por outro “pode servir de instrumento de arbítrio, despotismo e tirania, com gravíssimas violações aos direitos e garantias fundamentais contemplados no nosso estado de direito”, segundo destacou.

“O grande risco que, ao mesmo tempo, pode se constituir em fonte de uma enorme frustração coletiva consiste na futura declaração de nulidade de muitas das diligências (judiciais ou policiais) da Operação Lava Jato, tal como já ocorrera com as operações Satiagraha e Castelo de Areia”, acrescentou ele. Luiz Flávio Gomes também criticou o fato de o juiz Sérgio Moro não ter permitido até hoje o acesso dos advogados de defesa dos acusados aos depoimentos dos delatores.

Questionamentos ao juiz
Nesta terça-feira (25), o Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou que o ministro Teori Zavascki – responsável pelo julgamento dos casos relacionados à Lava Jato no tribunal – encaminhou a Moro questionamentos apresentados pelo advogado Fábio Tofic Simantob, que atua na defesa do vice-presidente da empresa Engevix, Gerson Almada, preso na última fase da operação. Simantob perguntou formalmente ao STF o motivo pelo qual os políticos citados na investigação não têm tido seus nomes divulgados.

O advogado argumentou que a Polícia Federal, comprovadamente, sabia de relacionamentos existentes entre o doleiro Alberto Yousseff e deputados desde setembro de 2013, mas o magistrado teria omitido a informação até março passado. “A omissão sobre a presença de políticos tem o objetivo de impedir que o caso seja remetido ao Supremo, já que deputados federais, por terem foro privilegiado, só podem ser investigados pelo STF”, frisou. No documento apresentado ao STF, Simantob relembrou, ainda, a atitude que tem sido adotada por Sérgio Moro de impedir os réus de citarem nomes de políticos acusados de receber propina.

O magistrado, que todas as vezes em que é abordado pela imprensa evita se pronunciar a respeito e já disse que não dará mais declarações sobre isso, já afirmou que a sua determinação em proibir os réus de citar políticos em suas delações tem o objetivo de “preservar a autoridade do Supremo”. Mas Moro tem sido alvo de críticas diversas de advogados que, embora o considerem preparado, levantam dúvidas sobre o seu trabalho. “Ele é acusador, não tem se mostrado, neste caso, equidistante da Polícia Federal nem do Ministério Público como um juiz precisa ser”, acusou o advogado Alberto Zacharias Toron, que defende o presidente da UTC, Ricardo Ribeiro Pessoa, no caso.

Acareação entre diretores
Enquanto a polêmica promete se estender nos próximos dias, simpatizantes do juiz também partiram em sua defesa. “Toda a crítica que alguém possa fazer a Sérgio Moro é mera especulação. Ele é muito bem preparado tecnicamente e é experiente nesta matéria”, acentuou o procurador regional da República e ex-conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Wellington Cabral Saraiva.

No Senado, o clima é de espanto com o vazamento de algumas delações. Citado como um dos políticos que teriam sido beneficiados com recursos do esquema para sua campanha pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, o líder do PT na Casa, Humberto Costa (PT-PE), que colocou seus sigilos fiscal e bancário à disposição da Justiça, fez um discurso duro neste sentido, no plenário.

“Causa-me espécie o fato de que, ao afirmar a existência de tal doação, o senhor Paulo Roberto não apresente qualquer prova, não sabendo dizer a origem do dinheiro, quem fez a doação, de que maneira e quem teria recebido. Sou defensor da apuração de todas as denúncias contra a Petrobras e qualquer outro órgão do governo. Porém, isso deve ser feito com o cuidado de não macular a honra e a dignidade de pessoas idôneas”, salientou.

Os integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o caso no Congresso receberam autorização de Sérgio Moro para convocar novamente o ex-diretor Paulo Roberto Costa. A comissão fará uma acareação entre ele e o também ex-diretor da estatal Nestor Cerveró, que deram depoimentos conflitantes na Casa, em audiências passadas. Os dois devem se encontrar em reunião marcada para terça-feira (2).



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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Capivaras dos Natais Passados: Investigações aumentam ligações da gestão FHC à corrupção na Petrobras


Em depoimentos à Polícia Federal, lobista e ex-diretor contam que começaram a praticar seus crimes há mais tempo que a mídia velha tenta convencer a opinião pública

Quando Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso se juntam para fazer críticas ao governo Dilma e à Petrobras, ou é sinal de que ambos estão com sérios problemas de memória, ou que não estão acompanhando as notinhas que vez por outra têm saído na imprensa amiga dos tucanos

Na sexta feira (21), o ex-gerente da diretoria de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, depois de fazer acordo de delação premiada como forma de diminuir seu possível tempo de prisão, relatou em depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, que recebeu cerca de US$ 100 milhões em propinas por negócios escusos na Petrobras desde 1996, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Barusco se aposentou na Petrobras em 2010 e, a partir daí, foi diretor de Operações da Sete Brasil, empresa que tem contrato atualmente com a Petrobras.

Fazendo coro com Barusco, na mesma semana foi a vez de outro diretor, o lobista Fernando Antonio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano, dizer à Polícia Federal que começou a fazer negócios com a Petrobras durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Contou Baiano, que, por volta do ano de 2000, celebrou contratos milionários com uma empresa espanhola, que na época o país vivia o apagão da energia e que a estatal buscava parceiros internacionais na área de produção de energia e gás para suprir a demanda. Ele disse também que conheceu Nestor Cerveró no governo Fernando Henrique. Na ocasião, segundo ele, Cerveró era um dos gerentes da Petrobras.

De acordo com uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo no ano de 2009, sob gestão de FHC a estatal usou decreto criado por ele mesmo para não aplicar a Lei de Licitações em parte dos contratos. Amparada por um decreto presidencial de 1998 e por decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), a Petrobras fechou acordos sem licitação de cerca de R$ 47 bilhões (valor não atualizados)

Somente entre 2001 e 2002, no mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), a Petrobras contratou cerca de R$ 25 bilhões sem licitações, em valores não atualizados.

Em 2009 teve uma CPI da Petrobras como agora. O requerimento foi de Álvaro Dias e recebeu assinaturas de apoio dos então senadores Demóstenes Torres (que era do DEM) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Na época ninguém entendeu o fato de, após alguns dias de funcionamento, a CPI criada por parlamentares do PSDB ter sido abandonada sem que nada fosse investigado. A comissão foi instalada em julho e acabou em novembro. Sérgio Guerra e Álvaro Dias, também do PSDB, abandonaram a comissão no fim de outubro.

Somente no mês passado todos conheceram o real motivo da desistência.

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato após decidir colaborar com o Ministério Público Federal, afirmou em depoimento que repassou propina no valor de R$ 10 milhões ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, para que ajudasse a esvaziar uma Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar a Petrobras em 2009. Guerra era senador e integrava aquela CPI. Ele morreu em março deste ano e foi substituído por Aécio Neves no comando do PSDB.

Segundo depoimento de Costa, as empresas que prestam serviços à Petrobras tinham como objetivo nessa época encerrar logo as investigações da CPI , porque as empreiteiras temiam prejuízos. O PSDB sempre culpou o PT e Lula pelo fim da CPI. Um dos textos do site do PSDB publicado em março deste ano, traz o seguinte título: “Governo engavetou CPI da estatal em 2009” Agora sabemos que o PSDB atribuiu ao PT uma culpa que ele não teve

Junto a todos esses fatos, o dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse em depoimento à Polícia Federal que tinha contato próximo com o arrecadador de campanha do PSDB, o Doutor Freitas, Sérgio de Silva Freitas, ex-executivo do Itaú que atuou na arrecadação de campanhas tucanas em 2010 e 2014 e que esteve com o empreiteiro na sede da UTC.

Ainda de acordo com o depoimento, o objetivo da visita do "doutor Freitas" foi receber recursos para a campanha presidencial de Aécio originadas de propinas entre construtoras que prestavam serviços à Petrobras.

Vale aqui recordar o comentário do jornalista da Rede Band, Ricardo Boechat – que pode ser taxado de tudo, menos de ser petista: “Fernando Henrique Cardoso está sendo oportunista quando diz que começa a sentir vergonha com a roubalheira ocorrida na gestão alheia. É o tipo de vergonha que tem memória controlada pelo tempo. A partir de um certo tempo para trás ou para frente você começa a sentir vergonha, porque o presidente Fernando Henrique Cardoso é um homem suficientemente experiente e bem informado para saber que na Petrobras se roubou durante o seu governo”


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( Como não tem PT no meio... ) Polícia Federal desbarata quadrilha de auditores da Receita que teria sumido com UM BILHÃO DE REAIS, mas imprensa acha desinteressante


E o roubo dos fiscais da Receita? R$ 1 bi e nenhum nomezinho?

Curioso que o surrupio de R$ 1 bilhão que teria, segundo os jornais, sido feito por auditores da Receita presos hoje no Rio de Janeiro pela Polícia Federal, não tenha ocupado nem um centésimo do espaço que a ladroagem do ex-diretor da Petrobras – que, segundo se noticia, vai devolver míseros US$ 27 milhões (R$ 68 milhões).

Ou há algo errado com a operação – e parece que não há, porque tem dois anos de investigações e tudo no mais absoluto sigilo – ou há algo de errado com os nossos jornais.

Porque se o Costa, o “ladrão de carreira” guindado a diretor – como aquele outro tal de Pedro Barusco, que diz que roubava há 16 anos a empresa – merece destaque, esta turminha que “aliviou” a viúva em muito mais, também mereceria, não é?

Mas não tem manchete, não tem equipes acompanhando, não tem vazamento para a imprensa, não tem sequer o nome, ainda , que qualquer um deles.

Embora, tal como fez o Dr. Sérgio Moro, o seu colega – também sem nome nos jornais – da 2ª Vara Criminal Federal de Niterói tenha expedido os mandados direitinho.

No O Globo, que, por ser do Rio, mais deveria estar no assunto, nem chamada de capa tem, embora tenha a fuga de cinco presos em Teresina.

Desgraçadamente, a honestidade midiática é mais seletiva que os vazamentos da Polícia Federal.

– Roubaram R$ 1 bilhão, mas não tem um deputadozinho no meio? Dá uma notinha aí no canto da página.


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Indicado responde a 4 processos por fraudes: Alckmin nomeia acusado de improbidade para Conselho da Sabesp


O tucano e ex-prefeito de Franca, Sidnei Franco da Rocha, responde a quatro processos por fraudes em licitações em sua gestão. Para acomodá-lo, governador aumentou o número de cadeiras no órgão

Por Redação

Depois de ser acusado de negar a falta d’água paulista para não prejudicar sua reeleição, Alckmin prova que mesmo diante da maior crise hídrica da história de São Paulo, continua a usar a Sabesp politicamente.

O Conselho de Administração da Sabesp foi ampliado para receber um novo membro, escolhido por Geraldo Alckmin (PSDB): o ex-prefeito de Franca, Sidnei Franco da Rocha (PSDB), que responde a quatro processos por improbidade administrativa. Para acomodar Franco da Rocha no Conselho de Administração da Sabesp foi necessário ampliar o número de cadeiras, que passou de nove para dez.

Franco da Rocha é acusado de promover licitações irregulares em Franca, em sua gestão na cidade, entre 2004 e 2012. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) chegou a multar o ex-prefeito. Entre as multas, uma se refere ao repasse de R$ 5,1 milhões de um total de R$ 6,6 milhões pagos pela prefeitura a entidades sociais que administram creches na cidade. Em outra, o tribunal considerou irregular uma licitação para comprar um tipo de asfalto, no valor de R$ 1,4 milhão

Reportagem do iG São Paulo diz que Rocha esperava ocupar uma secretaria no governo tucano, segundo um adversário político, mas teve a expectativa frustrada. Em Franca, Alckmin recebeu 62% dos votos nas últimas eleições.


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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Energético Monster Energy promove o satanismo, diz mulher


Noticias Gospel – Em um polêmico vídeo postado no YouTube, intitulado “Monster Energy drinks are the work of Satan” (As bebidas Energéticas Monster, são obra de satanás), aparece uma mulher afirmando que a bebida energética Monster Energy, que inclusive é vendida no Brasil, usa imagens satânicas para promover uma agenda anticristã. Dentro de três dias, o vídeo foi visto por mais de 5,7 milhões de vezes. Veja abaixo:

A mulher desconhecida no vídeo, que se acredita estar falando em um evento cristão, diz que há mensagens escondidas em toda a marca, logotipo e comercialização da bebida energética que se assemelham a elementos do satanismo.

No vídeo, a mulher alega que o logotipo “M” poderia aparecer para se assemelhar a três ocorrências da letra Vav, o numeral hebraico para seis, interpretando o logotipo pode significar “666.” Depois, ela faz referência ao slogan da Monster em uma faixa com os dizeres do produto “Unleash the Beast” (libere a besta ou liberte a fera), a interpretação destes dois exemplos seria que a Monster Energy tem a intenção de fazer referência a “besta” no Livro das Revelações.

“Esta não é uma empresa cristã. Então porque eles têm uma cruz na lata? Está é a mensagem: anticristo”.

Ela afirma que existe uma cruz na letra ‘O’ of Monster, que se assemelha com um crucifixo, e diz que quando a lata é virada de cabeça para baixo quando for beber, o símbolo fica invertido. Ela acredita que este crucifixo invertido é o mesmo utilizado para simbolizar o satanismo.

No vídeo ela diz ainda que essa bebida é uma “maneira inteligente do satanás para entrar no lar cristão e na vida de um cristão”.

O homem que postou o vídeo na internet, afirma que desde então passou a receber inúmeros comentários rudes e ameaças de morte por ter filmado e postado o polêmico vídeo.

A ABC7, de Los Angeles, tentou entrar em contato com a fabricante da bebida energética, até o final desta matéria não conseguiu falar com nenhum representante.


Energéticos Monster Energy seria responsável por mortes de consumidores

Vale lembrar que em 2012, as ações da empresa Monster caíram mais de 14% com a notícia da morte de cinco pessoas após consumirem a bebida energética, nos EUA.

As informações sobre as mortes foram obtidas e divulgadas por uma família de uma jovem de 14 anos que morreu em dezembro de 2011, vítima de uma arritmia cardíaca após ter consumido várias latas de Monster, durante dois dias, segundo o jornal espanhol ABC. Após o conhecimento destas informações, o valor das ações da empresa desceram com uma queda de 14,23%.

A empresa negou qualquer morte relacionada com o consumo da bebida e a Administração de Fármacos e Alimentos americana (FDA, em inglês) ficou para averiguar as circunstâncias em que ocorreram as mortes.


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Operação abafa está varrendo #Petrolão do PSDB para debaixo do tapete


As investigações da operação Lava Jato são só para petistas e, no máximo, para os peemedebistas. Para tucanos, impera a Operação Abafa.

Primeiro, foi o mensalão. Agora, é o "petrolão". Em ambos os casos, o esquema de desvio de dinheiro público foi inventado desde o governo tucano de FHC - pelo menos -, mas só descoberto quando vieram os petistas.

Estamos aguardando Aécio Neves, que além de Senador é agora comentarista político do Jornal Nacional, aparecer no estúdio para confessar que continua com a ideia fixa de que tudo o que o PT fez e ampliou começou com FHC.

Há gente muito otimista quanto ao desfecho do atual escândalo, na linha de que não sobrará pedra sobre pedra e que todos serão tratados igualmente pela Polícia Federal do Paraná, pelo Ministério Público e pela Justiça.

Poderíamos citar Dante e sua Divina Comédia para recomendar a todos que deixem a esperança na porta, ao entrar; mas a situação combina mais com o bordão do compadre Washington (aquele do "sabe de nada, inocente").

Pouco adianta a constatação do Ministério Público de que o esquema que assaltou a Petrobras existe há pelo menos 15 anos [ grifo deste blog ].

Se não houver a devida investigação para dar nome aos bois do período FHC, a constatação cai no vazio - ou melhor, na impunidade.

O problema não é se vai sobrar pedra sobre pedra, mas para onde serão dirigidas as pedradas, se é que alguém ainda tem alguma dúvida.

A apuração feita pela Operação Lava Jato não é neutra. Os investigadores da PF encarregados do caso não são neutros, muito pelo contrário.

A maioria é formada por um grupo de extremistas que foram flagrados em redes sociais vomitando comentários raivosos e confessando suas opções partidárias. 
Se dependermos dessa gente diferenciada, não teremos Estado de Direito, mas Estado de direita.

O Código de Ética da associação nacional dos delegados da PF proíbe a seus membros a manifestação de preconceitos de ordem política. Mas alguém acha que esses vão sofrer qualquer reprimenda?

Alguém imagina que os deslizes, considerados ao mesmo tempo graves e primários por gente séria da própria PF, terão a punição que foi aplicada ao ex-delegado Protógenes Queiroz, que cometeu o crime hediondo de prender um banqueiro?

O PSDB tem sido zelosamente preservado nessa "investigação" que deveria feita na base do doa em quem doer. Balela.

A operação Lava Jato é só para petistas e, no máximo, para os peemedebistas. Para tucanos, impera a Operação Abafa.

O senador Álvaro Dias e o deputado Luiz Carlos Hauly, ambos tucanos do Paraná, citados por delatores, até agora estão absolutamente preservados.

O nome de Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB, já falecido, apareceu menos como uma revelação do que como um "boi de piranha". Guerra já não pode confessar nada nem sob tortura.

PT e PMDB têm seus operadores. O PSDB também, mas onde estará o infeliz? Certamente, por aí, limpando sua conta e seus rastros.

Quase metade da lista de políticos citados pelos delatores é formada por apoiadores da campanha de Aécio Neves em 2014 (confira aqui).

A sina persecutória dos delegados paranaenses chegou ao ponto de incriminar o atual Diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, sem qualquer prova, sem sequer testemunho. O crime do diretor estava apenas na pergunta dos investigadores.

Até mesmo um ex-diretor da PF nomeado por FHC considerou o episódio contra Consenza o cúmulo do absurdo, conforme relatado pelo jornalista Ilimar Franco em sua coluna. 

Isso não se faz, a não ser com segundas e terceiras intenções. Não foi erro material", como os investigadores alegaram, nem mera trapalhada, foi obra do comitê eleitoral da campanha tucana de terceiro turno.

As tartarugas do ministro da Justiça

Das duas tartarugas que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tinha que cuidar, uma já fugiu; a outra está escondida debaixo de seu nariz.

A defesa da autonomia da Polícia Federal, que é de uma obviedade gritante, não resolve uma dúvida crucial: a PF do Paraná tem autonomia para varrer a sujeira do PSDB para debaixo do tapete, ao sabor da preferência partidária de alguns investigadores?

Está claro que o comando da PF no Paraná tem autonomia suficiente para não ser aparelhada pelo PT, nem pelo PMDB, mas pode gozar de autonomia para ser aparelhada pelo PSDB?

Se depender do ministro Cardozo, claro que sim - é para isso que serve a autonomia - para que qualquer órgão público faça o que bem entender, com base nas conveniências de seus servidores.

Por sorte, ao alargarem o tamanho do escândalo, para que ganhasse ares superlativos - suficientes para serem aproveitados por uma oposição que, incapaz de ganhar eleições presidenciais, só vê saída no impeachment -, os investigadores cometeram um erro crasso. Comprometeram todo o sistema político. Excelente ideia.

A rigor, todo aquele que recebeu doações de qualquer dos envolvidos no escândalo deveria ter seu mandato cassado.

Considerando que a Polícia Federal paranaense chegou à conclusão de que não existe almoço grátis, de cada 10 parlamentares eleitos, pelo menos 4 deveriam ser impedidos de assumir o mandato. Agora, ou vai ou racha.

A investigação que Gilmar Mendes determinou que se faça contra as contas da campanha de Dilma, com uma força tarefa formada por TCU, Receita Federal e Banco Central, deve ter uma similar para Aécio e todos os demais candidatos, à exceção dos do PSOL, PSTU e PCO - os únicos que se livraram do pavoroso expediente de receber "doações" de empresas.

É uma pena que o anticomunismo dos investigadores encarregados da operação os impeça de chegar à conclusão, em seu relatório, de quem ninguém presta na política nacional, salvo os comunistas. Todos os demais partidos, nessa lógica, estão infestados de ladrões.

Se negarem vinculação com o PSDB e continuarem a recusar simpatia aos comunistas, aos delegados paranaeses restará apenas o movimento Punk - se for essa a opção, contarão doravante com meu respeito.

Anedotário do Gilmar

Em qualquer escândalo, quem quer desviar para longe o faro da imprensa precisa dar carne aos leões. Só assim se consegue conduzir o olhar para longe de quem se quer proteger e em direção a quem se quer atacar.

Pela milésima vez, uma operação-abafa é feita para esconder a sujeira da corrupção praticada pelo PSDB para debaixo do tapete, tal como foi feita com os mensalões do PSDB e do DEM, com o apoio do oligopólio midiático.

No STF, o ministro Gilmar Mendes vai na mesma linha. Mantém trancada há sete meses uma decisão que já conta com maioria do STF para abolir o financiamento empresarial de campanhas. Com Natal, Ano Novo e Carnaval, a decisão sequestrada por esse pedido de vistas fará aniversário em breve.

Não satisfeito, o ministro ainda se deu ao luxo de nos brindar com a piada, contada com sua voz de coveiro, de que o mensalão deveria ter ido para o juizado de pequenas causas.

A gracinha ocupou as manchetes como se fosse um desabafo, quando não passa de deboche com as instituições.
O anedótico Gilmar Mendes finge que o problema não é com ele, nem com o financiamento de privado, nem com empreiteiras, nem com corruptos que são sócios de políticos e partidos. O único problema - dele, pelo menos - é com o PT. O resto pouco importa.

No exato momento em que Gilmar fazia sua graça, a segunda tartaruga sob os cuidados de José Eduardo Cardozo fugia velozmente em plena Esplanada dos Ministérios.

Enquanto isso, tucanos e democratas continuam se fazendo de freiras castas pregando no bordel, mas sem dispensar as notas dobradas das empreiteiras, presas em suas apertadas calcinhas.

Mas que fique bem claro: não são calcinhas vermelhas, são pretas. Aí pode, sem problema.


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Paulo Francis era um imbecil enquanto vivo, a morte não o melhorou em nada


A ‘reabilitação’ de Paulo Francis


O noticiário da Petrobras teve um efeito colateral: reabilitou, para muitos, Paulo Francis.

Em discussões jornalísticas, você encontra com frequência a tese de que Paulo Francis, afinal, tinha razão.

É uma bobagem. Ele não tinha razão, e continua a não ter.

Francis, no auge do thatcherismo conservador ao qual aderira, começou há mais ou menos vinte anos a bater na Petrobras e em seus diretores.

Ele queria a privatização da “Petrossauro”, um tema obsessivo em seus artigos na Folha e em suas participações no Manhattan Connection.

Começou, a certa altura, a acusar indiscriminadamente seus diretores de corruptos. A campanha foi feita no mesmo tom que a Veja adotaria anos depois: sem o menor compromisso com provas.

A Petrobras conseguiu processá-lo pela Justiça americana, uma vez que no Manhattan Connection ele acusava os diretores da empresa em solo americano, Nova York.

A Justiça americana, ao contrário da brasileira, não é inoperante ao cuidar de casos ligados à mídia. Pediu provas a Francis.

Ele tinha apenas a garganta, a pena e o veneno. Na iminência de uma indenização que poderia quebrá-lo, ficou atormentado, segundo relatos de amigos, e acabou morrendo do coração.

Francis continua a ser o que foi: o exemplo de um tipo de jornalista que se julga no direito de destruir reputações alheias sem a menor cerimônia.

De certa forma, ele foi o precursor de tantos outros colunistas que as empresas jornalistas recrutaram nos últimos anos, de Diogo Mainardi a Arnaldo Jabor, para citar apenas dois numa multidão.

Nada no atual caso Petrobras redime o horrendo papel de Francis no jornalismo brasileiro, e sua pérfida influência sobre tantos imitadores.

Curiosamente, a teoria de que Francis “vive” encontra eco até em “progressistas”, porque mostraria que a corrupção na Petrobras era viva na era FHC. Foi nos anos de FHC que ele foi processado.

De novo: tolice.

Se você investigar o período, vai notar apenas uma coisa que merece destaque. Naqueles anos, acusações contra a Petrobras jamais a vinculavam ao Executivo.

FHC jamais teve que dar nenhuma satisfação a Francis ou a quem fosse, ainda que tivesse indicado, como manda a Constituição, o presidente da Petrobras, Joel Rennó.

Essa “aproximação” é mais uma das novidades trazidas pela mídia nos anos do PT, com os (maus) propósitos conhecidos.

Quanto a Paulo Francis, continua a ser o que sempre foi: um exemplo a não ser seguido.


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Humberto Costa vai ao STF para ter acesso a suposta delação que serviu para jornal denunciá-lo




Senador enviou comunicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República para que seja apresentada prova da suposta delação de Paulo Roberto Costa que virou manchete sujando seu nome

Em discurso no plenário do Senado, o líder petista Humberto Costa (PE) anunciou que enviou, nesta segunda-feira (24), comunicados a todos os órgãos que investigam as denúncias de corrupção na Petrobras. O senador colocou-se a disposição para prestar esclarecimentos sobre a reportagem “Líder do PT recebeu R$ 1 mi da Petrobras, diz ex-diretor”, que o jornal O Estado de S.Paulo publicou neste domingo (23). 

O jornal, sem apresentar qualquer prova documental, abriu espaço para um suposto trecho da delação do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que incrimina o senador.

Os comunicados foram endereçados ao ministro Teori Zavascki, responsável pelo processo no Supremo Tribunal Federal (STF) dos casos de citados com foro privilegiado que tiverem sua culpabilidade confirmada, ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedindo acesso às mesmas informações que motivaram a reportagem caluniosa; e ao senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente das duas comissões parlamentares de inquérito que investigam os desvios na Petrobras.

Humberto também reiterou o conteúdo da nota que divulgou neste domingo, na qual abre mão dos seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. E ainda informou que está tomando todas as “medidas legais cabíveis” sobre o caso. “Do ponto de vista jurídico, ele não será negligenciado até que eu possa fulminar, uma a uma, todas essas mentiras descabidas que foram veiculadas contra a minha honra”, afirmou.



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domingo, 23 de novembro de 2014

Citado por Paulo Roberto Costa ( segundo a imprensa ), empresário Mário Beltrão diz que irá processar delator


Empresário nega doação a líder do PT e irá processar delator

Citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa por ter supostamente pedido dinheiro para o senador Humberto Costa (PT) no esquema de pagamento de propina em contratos da estatal, o presidente da presidente da Associação das Empresas do Estado de Pernambuco (Assimpra), Mário Barbosa Beltrão, reagiu com indignação às informações. “É uma leviandade. Isso é uma loucura que machuca a dignidade e o currículo de um chefe de família honrado. Nunca passei um cheque sem fundo”.

Beltrão informou que em 2010 sua empresa doou R$ 150 mil para o então candidato ao Senado Humberto Costa. “Eu sou um homem que preza a transparência e a honestidade. O dia em que eu mentir eu morro do coração. Humberto Costa é meu amigo de infância, mas nunca me pediu colaboração de campanha.”

Abaixo a íntegra da nota de Mário Beltrão enviada ao 247.

Nego peremptoriamente a afirmação de ter pedido ao sr. Paulo Roberto qualquer contribuição financeira à campanha do senador Humberto Costa ao Senado em 2010. Não pedi nem recebi qualquer autorização para fazer gestão dessa ordem;

No que diz respeito ao sr. Paulo Roberto, declaro que o conheço e mantive com ele relação institucional, devido à sua condição de diretor de Abastecimento da Petrobrás e responsável pela implantação das refinarias da empresa , e da minha condição de presidente da Associação das Empresas do Estado de Pernambuco (ASSINPRA). Como presidente dessa entidade lutei, por mais de uma década, pela implantação da refinaria em Pernambuco, ultrapassando várias gestões dos governos Federal e Estadual;

Afirmo que sou titular de empresa que há 32 anos trabalha para a Petrobrás [ destaque deste blog ] e que ao longo de todo o período em que o senhor Paulo Roberto Costa ficou à frente da Diretoria de Abastecimento não tive nem tenho qualquer contrato vinculado a essa Diretoria.

Informo ainda que aguardo que seja tornado público de forma oficial esse processo, quando então, tanto eu como pessoa física quanto a associação como entidade representante de classe, iremos tomar as medidas cabíveis em todos os níveis.

Mário Beltrão


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Paulo Roberto Costa é o novo Cachoeira?


Carlos Cachoeira, o bicheiro, pautava a Veja, e, por consequência, toda a mídia brasileira, com informações obtidas ilegalmente, ou mesmo através de armações feitas com objetivo de derrubar seus adversários no mercado de corrupção.

Só que Cachoeira foi desmascarado, juntamente com o senador Demóstenes Torres, eleito pela Veja como um dos paladinos da ética.

Agora é a vez de Paulo Roberto Costa, o corrupto da Petrobrás, cujas delações premiadas, feitas sob sigilo de justiça, estão vazando seletivamente para mídia, como esta acusação contra o senador Humberto Costa.

Era o que todo mundo esperava.

O “petrolão” se tornou um golpe desdentado.

Ou nem tanto, visto que a mídia se mantém firme em seu objetivo, em obter vazamentos apenas ou quase apenas contra o PT.


Contra o PT, manchetão. E capa da Veja, naturalmente.

Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa são os depoentes preferenciais, sobretudo porque seus advogados estão mancomunados com a mídia.

São os advogados que estão vazando, ao que parece, trechos dos depoimentos.

O juiz Sergio Moro não dá um pio contra os vazamentos, apesar destes contribuírem para a desmoralização de todo o processo, visto que a delação premiada não vale nada sem provas.

A delação premiada, em mãos de Moro, transformou-se em jogo político.

Os bandidos e seus advogados se tornaram como que parlamentares da oposição, além de pauteiros da nossa imprensa.

Talvez outros executivos entrem no jogo. A presença da advogada Beatriz Catta Preta em quase todas as decisões de delação premiada mostra que as cartas estão marcadas.

Os delegados responsáveis já deixaram claro, em suas redes sociais, que o foco é derrubar o governo.

O golpe gorou, mas o sangramento vai continuar, até o fim dos tempos.

Ainda há sonhos, claro, de um impeachment.

No entanto, como isso é difícil, basta manter o governo sob as rédeas, nomeando ministros conservadores, como Katia Abreu para a Agricultura, ou aceitar passivamente a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara.


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sábado, 22 de novembro de 2014

Capivara: hoje delator da Lava Jato, ontem acusado de cartel em obras da Secretaria da Cultura de Mário Covas dirigida por primo



Augusto Mendonça, da Toyo Setal, é primo de Marcos Mendonça, ex-deputado e ex-secretário de Cultura do PSDB. Em 1999, ambos foram alvo de denúncia sobre monopólio nas obras contratadas pela Pasta

Jornal GGN - Renato Duque é o elo com o clube de empresários milionários que formaram um cartel para fraudar contratos, licitações e participar dos esquemas de pagamento de propina com dinheiro da Petrobras. Duque, segundo informou Paulo Roberto Costa, chegou à condição de diretor de Serviços da estatal em meados de 2002, por indicação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) - condenado no processo do mensalão. Por isso a grande mídia atribuiu a Duque o apelido de "afilhado de Dirceu". Veja destaca isso, sempre que pode, nas manchetes que produz sobre a Operação Lava Jato.

“Renato Duque comandava o setor responsável pelas licitações de obras de todas as diretorias e pelo acompanhamento da execução dos contratos. Por meio dela, o PT ficava com 2% do valor de todos empreendimentos da estatal petrolífera. A Diretoria de Abastecimento, que era controlada pelo PP por intermédio de Paulo Roberto Costa, e a de Internacional, que era controlada pelo PMDB via Nestor Cerveró, ficavam com 1%”, publicou o Estadão, na tarde desta terça-feira (18).

Quem denunciou o papel central de Duque no esquema foi o executivo da Toyo Setal Augusto Ribeiro de Mendonça Neto. Essa semana, Mendonça e outro executivo do grupo, Julio Gerin de Almeida Camargo, foram destaque nos jornais por terem virado as mais novas peças-chave na Operação da Polícia Federal. Depois de Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, são Mendonça e Camargo quem têm soltado o verbo e delatado empresários corruptores. Eles foram os dois primeiros executivos que pediram um acordo de delação premiada à Justiça.

Recentemente, quem traçou o perfil de Mendonça Neto na Folha foi o jornalista Mário César Carvalho. No texto, ele destaca que a Toyo-Setal é uma empresa controlada pela japonesa Toyo Engineering, e possui parcerias que somam mais de R$ 4 bilhões com a Petrobras. “Os contratos que a Toyo-Setal conquistou na Petrobras partiram de projetos e licitações da diretoria de serviços, ocupada entre 2003 e 2012 por Renato Duque, indicado ao cargo por José Dirceu”, escreveu.

Em 1999, coincidentemente, o repórter da Folha também citou em uma reportagem-denúncia os negócios de Mendonça Neto. À época, foi colocado em xeque a relação da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, então capitaneada pelo ex-deputado Marcos Mendonça (PSDB), com algumas empeiteiras. A suspeita era de formação de cartel (monopólio) para realizar as obras da Pasta. A empresa de Mendonça Neto, a PEM Engenharia, era sempre subcontratada para fazer as instalações hidráulicas e elétricas.

Augusto Mendonça, ao contrário de Duque, não recebeu da grande mídia um padrinho do nível de Dirceu, um cacique petista. Mas poderia ser associado Marcos Mendonça. O tucano foi deputado e atravessou como secretário de Cultura as gestões Mário Covas e Geraldo Alckmin em São Paulo. Hoje, Marco Mendonça preside a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura.

Na reportagem de 1999, a Folha destacou que a “PEM tem como sócios dois primos do secretário Marcos Mendonça: Roberto Mendonça e Augusto Mendonça”. E informou que embora fosse questionável do ponto de vista moral, a PEM doou R$ 100 mil para a campanha de Covas. “Mas é tudo legal”.

Processo que corria na 7ª Vara de Execuções Fiscais de São Paulo denota que a Setal Engenharia, Construções e Perfurações S.A. faz parte do grupo PEM Setal, dos sócios Roberto e Augusto Mendonça, e era alvo de execução fiscal no valor de R$ 20 milhões, em 2011.

Nos autos da apresentação de embargos declaratórios, consta que “As dívidas existentes do referido grupo econômico com o Fisco chegou ao estratosférico valor de mais de R$ 168 milhões, com notável concentração desse montante sobre a empresa ora executada nestes autos [Setal Engenharia], que, sozinha, deve quase R$ 160 milhões.”

A Pem Setal trabalhou, ainda assim, com a Petrobras na construção de plataformas.

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