sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Gravíssimo! Gravações da Sabesp podem resultar no impeachment de Alckmin



Após áudio vazado da Sabesp, oposição pode pedir impeachment de Alckmin

Para deputados, houve uso político da crise hídrica por parte do governador e “prevaricação” de Dilma Pena. Caso pode parar no MP. “Isso é muito grave. Ele não está apto para ocupar o cargo”, afirmou Carlos Giannazi (PSOL), comentando áudio divulgado por Fórum


Nesta sexta-feira (24), o Blog do Rovai divulgou, com exclusividade, áudios de uma reunião em que a presidenta da Sabesp, Dilma Pena, admite o “erro” de não comunicar à população sobre a crise hídrica vivida no estado. Na reunião, a dirigente afirma que recebeu ordens de “superiores” para que não se falasse sobre o assunto.

Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a oposição entende que há motivos para que Geraldo Alckmin (PSDB) deixe o governo do estado. “Vamos estudar a possibilidade do pedido de impeachment do governador, isso é muito grave. Ele não está apto para ocupar o cargo”, afirmou o deputado Carlos Giannazi (PSOL).

Alencar Santana (PT), que preside a Comissão de Infraestrutura da Alesp, também cogita a possibilidade de impeachment. “Se essa ordem ‘superior’ for do Alckmin, eu entendo que é possível juridicamente isso. Precisamos que a população de São Paulo assim queira, também”, disse o parlamentar, que explicou quem pode ser o ‘superior’ de Dilma Pena.

“Só pode ser da cúpula do governo, porque é a presidenta da Sabesp quem diz, e acima dela só o governo de São Paulo e sua cúpula”. Para Alencar, o áudio revelado por Fórum mostra que a decisão de omitir a crise foi para não prejudicar a candidatura de Alckmin à reeleição. “Se ela afirma que precisava ser comunicado, houve um entendimento técnico da medida. Se não foi feito, é porque a orientação que ela recebeu foi política. Temos aí dois crimes, estelionato eleitoral do governador e prevaricação de Dilma Pena.”

Para o deputado Luiz Cláudio Marcolino (PT), a possibilidade de impeachment tem que ser estudada. “A Dilma terá que vir na Alesp e se explicar. Se a ordem ‘superior’ vier do Palácio dos Bandeirantes, nós temos que tomar providências.”

O “deboche” de Dilma Pena, em recente depoimento à CPI da Água, na Câmara Municipal de São Paulo, foi lembrado por Marcolino. “Ela já demonstrava, ali, que não estava tratando o assunto com a dimensão que merece. Isso é um desrespeito com a população.”

Giannazi afirmou que vai procurar o Ministério Público. “O peso da lei deve recair sobre o governador e a Dilma. A água é um bem público, não se pode brincar com ele por conta de benefícios eleitorais”, afirmou o parlamentar do PSOL, que lamentou que a presidenta da Sabesp chame os paulistas de “clientes”. “Isso mostra como está a mentalidade deles.”


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